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Cartas
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"No
Brasil, os games e os filmes moldam a mente dos jovens para
o mundo da tecnologia. Mas os currículos escolares
clamam por adequações à nova realidade."
José Wagner Cabral de Azevedo
Tambaú, SP
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Videogame e TV
A reportagem "Imersos na tecnologia
e mais espertos" (11 de janeiro) é o espelho do que
aconteceu com meu filho. Quando ele tinha 11 anos, eu o presenteei
com um PC, um à época poderoso 386. Ele aprendeu a
jogar xadrez em programas de computador e foi campeão de
vários torneios escolares, regionais e estadual. Hoje ele
joga Warcraft, na internet. Quando fez vestibular, aos 17 anos,
foi aprovado nas universidades federais de Viçosa e Belo
Horizonte. Formou-se em ciência da computação
e agora, aos 22, é mestrando na UFMG, onde concluiu a graduação
em 2004. Com certeza, o computador, e tudo o que ele possibilita,
foi decisivo para seu desenvolvimento e para a escolha da carreira.
José Vitoriano da Cunha Filho
Ipatinga, MG
Não é apenas a
inteligência que precisa ser formada, mas também os
sentimentos e a moral. Os pais devem dedicar especial atenção
à dica dada na reportagem: deixar os filhos usar esses recursos
na medida certa. O controle sobre os pensamentos e os estímulos
passados aos filhos pelo mundo da tecnologia e o tempo para convivências
reais (não apenas virtuais) são dois aspectos importantes
para conhecer essa medida. Utilizá-la é imprescindível
para a consolidação de amizades, da vontade de realizar,
da valentia em substituição ao medo e de muitos outros
valores que os jovens carregarão em sua bagagem.
Diogo Siqueira Lemos
Belo Horizonte, MG
O neurocientista Gerald Edelman
adverte para a grande interferência das tecnologias na formação
da criança. É necessário que haja orientação
de pais e professores para a escolha de programas adequados e acompanhamento
das ações das crianças diante dos mais variados
jogos ou do uso de qualquer tecnologia, para um bom aproveitamento
dos atuais recursos disponíveis.
Marina Morais Felipe
Goiânia, GO
Acredito que os jogos eletrônicos
desenvolvam algumas capacidades motoras e de raciocínio;
porém, passar muitas horas na frente da TV ou da tela do
computador traz, além de problemas ergonômicos, problemas
de sociabilidade. Acho que essa geração perde o convívio
familiar e de amigos, que acredito ser a origem de grande parte
dos valores que a acompanharão para o resto da vida.
Diego Osorio
Recife, PE
De acordo com uma pesquisa publicada
em 2005 pela Entertainment Software Association (ESA), a média
de idade dos jogadores é de 30 anos, o que derruba aquela
idéia de que "isso é coisa de criança". Aliás,
20% dos jogadores têm mais de 50 anos! Aquela visão
do adolescente gordinho na frente do videogame também não
pode ser tomada como verdade, uma vez que a mesma pesquisa diz que
no total os jogadores gastam cerca de 23,4 horas por semana fazendo
exercícios, lendo, participando de atividades religiosas
e culturais, em contraposição às 6,8 horas
que passam jogando. Ainda em relação a esses dados,
79% dizem praticar esportes por volta de vinte horas por mês
e 93% dizem ler jornais, livros ou revistas regularmente.
André Gomes de Noronha Reis
Editor do site N-Planet
Rio de Janeiro, RJ
Sugestiva a fotografia da capa.
A expressão do garoto retrata o tipo de espertinhos que estamos
criando: arrogantes, individualistas, feras da tecnologia, mas totalmente
incapazes de relacionamentos não virtuais. Felizes as crianças
que ainda não estão robotizadas.
Hilda A. Santos Dias
Santos, SP
Fica uma lição
para a educação formal de nossas crianças e
jovens, ainda focada eminentemente nos conteúdos. Utilizar
sem apelo comercial e de forma adequada videogames e TV como ferramentas
para o exercício do raciocínio certamente contribui
para a formação de verdadeiros cidadãos, com
gerações mais criativas e mais bem preparadas para
o mundo globalizado.
Josias Farias Neto
Fortaleza, CE
Condicionada a achar que o tempo
de uso de jogos eletrônicos era um desperdício e roubava
o tempo de outras atividades supostamente mais proveitosas, enorme
foi a minha surpresa ao ler a reportagem de capa de VEJA. Fiquei
mais tranqüila e até mesmo satisfeita.
Tatiana Chamon Seligmann Ledo
Belém, PA
Se os pais de hoje (e até
mesmo os avós) passam boa parte do tempo livre ligados ao
mundo cibernético, não seria diferente com as crianças
e os adolescentes, que já nascem ao "som e cor" do admirável
mundo novo. Enquanto a inteligência da nova geração
se aprimora e se desenvolve diante das telas dos computadores, os
orgulhosos pais da prodigiosa prole só não podem esquecer
o bê-á-bá de todos os tempos, que é a
presença do "amor real". É ele, ou a falta dele, que
definirá os bons e os maus adultos de amanhã, pois
ainda não foi inventado nenhum programa que substitua essa
necessidade, aparentemente simples, mas de valor incalculável.
Mirna Machado
Atibaia, SP
Jorge Bornhausen
Foi brilhante a entrevista do
senador Jorge Bornhausen a VEJA ("Lula não se elege", Amarelas,
11 de janeiro), retrato do que tem sido sua atuação
e a de seu partido à frente da oposição ao
governo federal. Talvez nunca tenhamos tido uma oposição
tão austera e inteligente. O trabalho realizado pelo PFL,
PSDB, PDT e PPS tem sido eficiente no combate aos desmandos do governo
federal e, especialmente, para a derrubada da imagem de "acima de
qualquer suspeita" do PT e do presidente Lula. Sinceramente, não
acredito que o PT e o Lula possam novamente enganar o povo brasileiro
e vejo o senador Bornhausen como um excelente candidato à
Presidência da República.
Daniel Teske Corrêa
Florianópolis, SC
Ao criticar o governo atual,
o entrevistado se esquece de se referir ao seu comportamento no
governo Collor, a subserviência aos governos militares.
Zilton Alves de Souza Filho
Jacobina, BA
O senador Jorge Bornhausen mostrou
a maturidade de quem tem quarenta anos de vida pública. Acertou
em cheio quando comentou a atuação do presidente Lula,
caracterizando-o como "incompetente", pois faltou a Sua Excelência
"experiência administrativa" e o "conhecimento" devido "para
enfrentar a injustiça social" reinante no Brasil.
Lourembergue Alves
Presidente do Instituto de Ciência Política e Jurídica
do Estado de Mato Grosso
Por e-mail
Se tivéssemos mais pessoas
corajosas e ponderadas como o senador Bornhausen, que anteviu que
este governo não daria certo, provavelmente o quadro político
nacional seria diferente.
José Eustáquio Cançado
Brasília, DF
Muito pungentes as palavras do
nosso senador, agora convertido às causas da denúncia
de corrupção. Mas, a exemplo do que ele mesmo afirma,
se Lula e Palocci sabiam do que ocorria no governo, que dizer dele
próprio na entourage collorida? Ou ele, então apoiador
e ministro, não sabia de toda a lama do esquema Collor-PC
Farias?
Luis F. Ferreira
Florianópolis, SC
Político corajoso e inteligente,
que conhece muito bem nosso querido Brasil, o senador teve a ousadia
e a responsabilidade de ser oposição ao atual governo
federal, no auge da popularidade do Lula. Só um grande líder
e mestre para assumir esse papel com a determinação
de quem sabe o que diz.
José Lúcio Borini
Rio do Sul, SC
Bornhausen não diz que
ficou no governo por oito anos e não resolveu os mesmos problemas
que ele acha que Lula tinha de resolver.
Onesimo Lacerda de Moraes
Vitória, ES
A entrevista com o senador Jorge
Bornhausen poderia se estender por mais e mais páginas, tal
é a leveza e a clareza de suas colocações.
Com opiniões firmes e sensatas e posicionamento coerente,
ele é, sem dúvida, um dos grandes nomes da história
política do Brasil.
Hilmar Rubens Hertel
Schroeder, SC
Revitalização do
centro de SP
Parabéns à prefeitura
de São Paulo por ter chegado à conclusão de
que a solução é derrubar os prédios
da área da Cracolândia ("A solução é
derrubar", 11 de janeiro). Parabéns à lucidez da senhora
Camila Antunes sobre os demagogos que dizem atuar na área
da população de rua. Alerto para novas frentes de
degradação ambiental e humana: Rua Augusta, Avenida
Paulista, Rua Rego Freitas, Rua Amaral Gurgel, Largo do Arouche
e Avenida Vieira de Carvalho. Por que deixar acontecer para depois
derrubar? Necessitamos de proteção urgente na região,
a Cracolândia está migrando.
João Batista Adduci
São Paulo, SP
Moro nos Campos Elíseos
há 26 anos, e o meu dia-a-dia se passa no centro. Com grande
pesar vi, e senti na pele, a degradação de toda a
região (centro, Bom Retiro, Santa Cecília etc.) e
com muita satisfação acompanho o movimento de sua
revitalização, com outros moradores, e participo ativamente
dele. É necessário ter coragem e determinação
para promover mudanças, pois não se agrada a todos
e, nesse caso específico, não se agrada a quem lucra
e se promove à custa da degradação e da decadência,
tanto humana quanto do ambiente. Pergunto ao padre Lancellotti e
aos jovens que posam a seu lado, membros de uma entidade chamada
Fraternidade Toca de Assis, que têm sua moradia e seu sustento
garantidos por ONGs: "A quem vocês querem enganar?".
Dinah Darcy Herzig Piotrowski
São Paulo, SP
Aleluia! Finalmente alguém
demonstrou coragem para enfrentar publicamente o padre Lancellotti
e sua "fatwa". O que o aiatolá do "Povo de Rua" deseja é
que a miséria permaneça intocada. Desde que ela permaneça
bem longe de sua casa. Espaço público é público.
Não admite privatização. Mesmo quando a "privatização"
é patrocinada por padres, bispos ou cardeais ("O pecado da
demagogia", 11 de janeiro).
Carol Wilke
Buenos Aires, Argentina
Lavei a minha alma. Sou católico,
mas não sou bobo nem ingênuo. É impossível
acreditar em alguém que coloca grade na porta da igreja e
cerca elétrica nos muros. Não bastasse termos de suportar
políticos mentirosos e corruptos, ainda temos de acreditar
em aproveitadores que, sob a batina, fazem política social
em benefício sabe Deus de quem?
José Francisco Saporito
Curitiba, PR
VEJA teve a coragem de dizer
aquilo que muitos paulistanos, principalmente moradores da área
central, gostariam de dizer ao padre Júlio Lancellotti e
a muitos outros demagogos que utilizam a questão dos moradores
de rua e a mendicância como instrumento para sua promoção
pessoal e política.
Paulino Murillo Filho
São Paulo, SP
A matéria é tendenciosa
e me sugere pedir direito de resposta na Justiça. Que pena
que VEJA não retratou a riqueza da matéria produzida,
o que mais enriqueceria o debate, e mais uma vez optou por desqualificar
o interlocutor em vez de ouvi-lo.
Padre Júlio Lancellotti
São Paulo, SP
Venho, em nome da Arquidiocese
de São Paulo, esclarecer alguns equívocos. O padre
Júlio Lancellotti é incardinado na Arquidiocese de
São Paulo, vigário episcopal responsável pelo
Povo da Rua, trabalhador incansável na pastoral, recebendo
todo o apoio por parte dos bispos. A matéria, com o título
"O pecado da demagogia", afirma que a "Pastoral da Rua é
uma organização política ligada ao PT". Não
é verdade. Ela é uma das inúmeras pastorais
sociais da Igreja Católica, preocupada, sim, com a situação
das pessoas sem moradia e feridas em sua dignidade. O poder público
reconhece essa colaboração. VEJA ironiza a segurança
feita com grades e cercas elétricas até nas igrejas.
De fato, sonhamos todos com o dia em que tais medidas não
sejam necessárias nem nas igrejas, nem nos prédios
públicos, nem nas residências. O trabalho social e
religioso com os pobres é exatamente para que esse sonho
se torne realidade. É preciso derrubar obstáculos,
muros e cercas, sobretudo os que dividem as pessoas, contrapondo-as
entre si, e os que a sociedade cria para afastar os pobres.
Dom Pedro Luiz Stringhini
Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo
São Paulo, SP
Nota da redação:
VEJA foi se queixar ao bispo mas ao de Roma, que
deve ter outra opinião a respeito das peraltices políticas
do padre Júlio Lancellotti.
Farmanguinhos
Gostaria de cumprimentar VEJA pela
reportagem "Um acordo sem pé nem cabeça" (11 de janeiro).
Contudo, os profissionais ligados à indústria farmacêutica
foram infelizes ao afirmar que "os laboratórios oficiais
estão em frangalhos... e Farmanguinhos, o maior deles, nem
sequer tem dinheiro para consertar algumas de suas máquinas".
Os caros colegas desconhecem a potência que Farmanguinhos
se tornou nos últimos anos, com aquisição de
uma nova planta de 105 000 metros quadrados em Jacarepaguá
e com investimentos de mais de 30 milhões de reais em equipamentos
de origem alemã, inglesa e italiana de última geração.
Jorge Lima de Magalhães
Farmanguinhos/Fiocruz
Rio de Janeiro, RJ
Duda Mendonça
Diferentemente do que afirma
VEJA na reportagem "A nova conta secreta de Duda" (11 de janeiro),
o presidente Lula não teve encontro com o publicitário
Duda Mendonça no dia 10 de outubro de 2005, tampouco tratou
sobre contratos publicitários com ele. Cabe registrar que
a revista em nenhum momento procurou a Secretaria de Imprensa nem
o porta-voz da Presidência da República para checar
a veracidade da informação.
André Singer
Secretário de Imprensa e porta-voz da Presidência
da República
Brasília, DF
A matéria aponta a coordenadora-geral
do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação
Jurídica Internacional (DRCI), doutora Wannine Lima, como
"acusada pela PF" de proteger o senhor Duda Mendonça. Diante
disso, temos a esclarecer que o Ministério Público
Federal e o DRCI decidiram que as remessas das provas obtidas nos
Estados Unidos deveriam seguir os trâmites previstos no tratado
de cooperação firmado entre os dois países.
Essas não são posições individuais,
mas institucionais, e não visam a impedir repasse de informações
ou proteger quem quer que seja. Ao contrário, objetivam garantir
a continuidade da cooperação internacional e a validade
das provas. O relatório da Polícia Federal expõe
diferenças de posições jurídicas já
superadas. Entretanto, não acusa o Ministério Público
nem a doutora Wannine Lima de proteger o investigado. A coordenadora-geral
atuou em estrita conformidade com as orientações do
diretor do DRCI e do procurador-geral da República, autoridade
responsável pelo caso no Supremo Tribunal Federal, conforme
decisão do ministro Joaquim Barbosa. As provas solicitadas
foram enviadas conforme os trâmites do tratado e chegaram
ao Brasil em menos de três semanas, tendo sido imediatamente
colocadas à disposição do Ministério
Público Federal e da Polícia Federal, órgãos
requisitantes.
Antenor Madruga
Diretor do DRCI
Brasília, DF
Duda Mendonça
Duda Mendonça esclareceu
na Polícia Federal e na CPI dos Correios sua movimentação
bancária no exterior. Depois, recolheu mais de 4,3 milhões
de reais aos cofres públicos, relativos aos impostos devidos.
Com isso, regularizou sua situação fiscal. Quanto
ao bloqueio de outra conta bancária também no exterior,
noticiada por VEJA, os valores depositados na conta da Düsseldorf
foram incorporados ao seu patrimônio e utilizados, não
sendo do seu conhecimento os procedimentos bancários específicos
adotados para essas operações financeiras. Não
procede a insinuação de que Duda vem sendo protegido
pelo governo brasileiro. Tampouco está promovendo uma "luta
nos bastidores" contra o governo, buscando manter as contas de sua
agência. O contrato com a Petrobras foi renovado exclusivamente
em virtude de seu inegável mérito profissional, resultado
de muitos e muitos anos de trabalho. A movimentação
financeira de 377 milhões de reais refere-se ao faturamento
integral de sua agência no período de dois anos e corresponde
ao valor total das campanhas publicitárias desenvolvidas
para seus clientes, na sua maioria privados, com diversificados
pagamentos a terceiros. Apenas cerca de 15% desse valor concerne
efetivamente aos honorários da agência.
Tales Castelo Branco
Advogado de Duda Mendonça
São Paulo, SP
Leia reportagem
Mensalão
A psicose petista talvez devesse
ser tratada com uma boa terapia de grupo. Que tal uma terapia com
o grupo da CPI dos Correios? Afinal, nada melhor que esse grupo
para tirar as fantasias existentes nas cabecinhas patológicas
dos petistas ("Não li e não gostei", 11 de janeiro).
Apoena Lobato
Curitiba, PR
Pacotão eleitoreiro
A excelente reportagem "O pacote
que é uma vergonha" (11 de janeiro), do jornalista Otávio
Cabral, deixa muito claro que o candidato Lula só está
interessado em uma campanha cinematográfica e milionária,
sem preocupação com seu alto custo nem com os interesses
prioritários da sociedade brasileira.
Antonio Alves Batista
Recife, PE
CPI
Em nenhum momento mencionei que
iria apresentar relatório paralelo à CPMI dos Correios.
Afirmei ao entrevistador que existe a possibilidade regimental de
apresentação de relatório, de voto em separado
ou de emendas por qualquer membro da comissão. Disse ainda
que, caso não haja participação dos membros
por meio de debates na elaboração e na deliberação
do relatório apresentado, é possível que ocorra
apresentação de um relatório substitutivo,
que também necessita do voto da maioria dos membros da comissão
para ser aprovado. Fiz, portanto, esclarecimentos de ordem estritamente
regimental ("Não li e não gostei", 11 de janeiro).
Carlos Abicalil
Deputado federal (PT-MT)
Brasília, DF
Fernando Morais
Se VEJA atesta a estranhíssima
solidariedade do biógrafo Fernando Morais com gente que deveria
estar na cadeia, também repudio as leviandades que ele escreve
sobre outras pessoas a quem nem conhece. Em seu livro Na
Toca dos Leões, Morais despeja uma série de inverdades
sobre mim, sem checar a veracidade das informações
que publicou. Simplesmente escreveu, por acreditar que sua mentira
renderia um bom parágrafo para sua duvidosa obra sobre a
W/Brasil. Procurado, esquivou-se a falar comigo. E foi enfático
em entrevistas ao afirmar que não mudaria uma vírgula
do que publicara, valendo-se da grande exposição com
o episódio Ronaldo Caiado também denunciado
por VEJA ("O desculpador-geral da República", Perfil, 11
de janeiro).
Antonie Nyenhuis
São Paulo, SP
Augusto Cury
O "mestre da imodéstia"
Augusto Cury também é mestre na invenção
de teorias estapafúrdias e sem validade científica.
Seu livro Inteligência Multifocal contém não
apenas invenções pseudocientíficas como também
inverdades factuais. Ao eximir-se de utilizar bibliografia e referências,
o autor se coloca em posição tão avançada
quanto os primeiros pensadores de 2.000 anos atrás. Sua literatura
de auto-ajuda apela para aquilo que sempre faz sucesso com o grande
público: noções de fácil digestão,
não importando se válidas ou aplicáveis na
prática (em geral, não são). É o eterno
cultivar de mantras idealistas, que desconsidera o imenso avanço
real que tem sido feito pela neurociência cognitiva nas últimas
décadas. O oportuno artigo consegue apontar para várias
dessas incongruências ("Um mestre da imodéstia", 11
de janeiro).
Sergio Navega
São Paulo, SP
Como educadora há 41 anos,
venho atestar a valiosa contribuição da inteligência
multifocal na formação de nossos alunos (de 2 a 10
anos), na orientação de seus pais e familiares e também
na atuação de nossos professores. Utilizamos a IMF
dentro da escola desde 2003 e pudemos comprovar o decréscimo
da agressividade, ladeado do aumento da auto-estima e da formação
de pensadores mais felizes e sobretudo com seus valores humanos
incentivados.
Heloisa Bufáiçal Brandão
Diretora da escola Cantinho da Emília
Goiânia, GO
Orkut
Que absurdo! Além de termos
de estudar feito camelos para conseguir um emprego que na maioria
das vezes não cobre os custos mensais que temos com a faculdade,
ainda somos espionados em nossa privacidade. Não temos o
direito de expor nossas opiniões nem mesmo em um site de
relacionamentos ("A vitrine do candidato", 11 de janeiro)!
Antônio Costa
Porto Alegre, RS
Há cerca de um ano, soube
que tinha um perfil no Orkut, divulguei que era meu mesmo e, desde
então, consulto a página e me divirto cada vez mais.
Por esse motivo, ao ler a reportagem "A vitrine do candidato", considerando
a convivência diária que tenho com universitários
talentosos dos cursos de engenharia, posso afirmar que, se alguma
empresa decidir contratar bons profissionais nessa área,
com base em informações da citada comunidade, terá
muito a perder.
Professor-doutor Antonio Carlos Rigitano
Chefe do departamento de engenharia civil da Faculdade de Engenharia
de Bauru Unesp
Bauru, SP
Remédios
Gostaríamos de esclarecer
algumas informações a respeito da reportagem "Um acordo
sem pé nem cabeça" (11 de janeiro), sobre a negociação
amplamente divulgada em outubro entre o Ministério da Saúde
e o Laboratório Abbott. O acordo assinado com o fabricante
do medicamento Kaletra culminou na redução de 46%
no preço em relação ao valor atual, o que trará
ao país uma economia de 339,5 milhões de dólares.
Com o acordo firmado em novembro, pagaremos a partir de março
63 centavos de dólar por cápsula, contra 1,60 dólar
que o país pagava pelo Kaletra, em março de 2002.
O Ministério da Saúde desconhece a projeção
de que haverá queda de 70% no preço do Kaletra nos
próximos anos. Caso aconteça essa redução,
o acordo assinado fará o Ministério da Saúde
economizar ainda mais, já que prevê a renegociação
e o fornecimento do medicamento pelo preço mínimo
praticado na América Latina. O Brasil não se comprometeu
a comprar o Meltrex quando for lançado no mercado. Isso só
vai ocorrer caso sejam comprovadas pelo Grupo de Consenso Terapêutico
do Programa DST/Aids as suas vantagens em relação
ao Kaletra. Também não nos obrigamos a continuar a
comprar o Kaletra até 2011. Esses produtos poderão
ser facilmente substituídos por outros medicamentos mais
novos que surjam no mercado e que tenham a eficácia comprovada.
O que foi negociado é que o custo da terapia diária
do Meltrex (quatro comprimidos) em relação ao Kaletra
(seis cápsulas) sofrerá incremento de apenas 10% caso
venha a ingressar no coquetel antiaids distribuído gratuitamente
aos pacientes. É equivocada a afirmação de
que o Laboratório Abbott "já vende o Kaletra a 23
centavos de dólar". Esse é o valor simbólico
para ajuda humanitária a países africanos o
acordo assinado garante ao Brasil o menor preço do mundo
pelo Kaletra.
Fernando Telles
Assessor de Comunicação Social
Ministério da Saúde
Brasília, DF
Em referência à
matéria "Um acordo sem pé nem cabeça", a Abbott
gostaria de esclarecer: 1) A caracterização do Kaletra
como sendo ultrapassado por outros medicamentos não é
verdadeira. 2) A nova fórmula do Kaletra (comprimidos) representa
um importante avanço para a terapia anti-retroviral. Diferentemente
do Kaletra em cápsulas de gelatina mole, que os pacientes
no Brasil tomam atualmente, a nova formulação permite
que os pacientes reduzam de seis para quatro o número de
pílulas diárias. Com a nova formulação,
não há necessidade de manter o medicamento sob refrigeração.
3) Em outubro último, a nova fórmula do Kaletra (comprimidos)
foi aprovada pelo FDA. Para ser comercializado no Brasil, precisa
da aprovação da Anvisa. 4) O Brasil recebe o Kaletra
pelo preço mais baixo do mundo, à exceção
dos programas humanitários para a África e países
menos desenvolvidos, conforme designação da Organização
Mundial de Saúde.
Santiago Luque
Gerente-geral Abbott Laboratórios do Brasil
São Paulo, SP
CORREÇÕES:
A soja é uma leguminosa, e não um cereal ("A peleja
da economia contra a ecologia", 28 de dezembro de 2005).
Na reportagem "A solução é derrubar" (11 de
janeiro), o crédito da foto aérea que ilustra a página
89 é Space Imaging. Imagem do satélite Ikonos, cedida
por EngeSat Imagens de Satélites.
Na reportagem "O preço justo" (Guia, 11 de janeiro), o nome
correto do consultor é José Luís Giorgi Pagliari,
e não Pagliaria.
Na reportagem "Um mergulho no passado" (11 de janeiro), o número
de embarcações naufragadas mapeadas na costa brasileira
é de 2.000, como aparece no quadro "Mapa submarino", e não
de 22.000, como consta no texto.
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OLHA O BISSO!
A leitora Helena Savassa
Gonzales, de Londrina, no Paraná, tem um bebê
de 1 ano e 8 meses que ficou "doido" quando viu as fotos
dos filhos do colunista Diogo Mainardi brincando com
o Lula de pelúcia, no artigo "Uma anta na minha
mira" (28 de dezembro de 2005). "Meu filho apontava
o boneco e dizia: 'Bisso! Bisso!'. Quase morri de rir",
conta Helena, interessada, assim como outros leitores,
em adquirir um exemplar. O Lulinha de brinquedo é
uma criação do artista plástico
Raul Mourão e pode ser visto na exposição
Lula de Pelúcia, em cartaz na galeria
Lurixs Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro,
onde está presente em diversas instalações.
O boneco tem tiragem de 100 exemplares numerados, que
estão disponíveis para venda. Maiores
informações sobre o Lulinha de pelúcia
no site www.lurixs.com.
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