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Leitor
Nudez "A nudez é linda.
Muito ruim é a sua banalização nos meios
de comunicação, como se ela fosse um cacho de
bananas numa barraca de feira." Sem dúvida,
as emissoras de TV exploram abundantemente o caráter
sensual em sua programação em busca de maiores
audiências. Seria aceitável, se houvesse exibição
parcimoniosa da nudez natural, deixando-a com caráter
lascivo para as telas dos cinemas. O instinto sexual
do homem moderno vem sofrendo mudanças diante da banalização
da nudez da mulher, exposta em detalhes sob os mais variados
ângulos. O homem passa a procurar satisfações
inusitadas, novos gozos e prazeres, enveredando para alucinógenos,
em busca do prazer sexual primitivo. Às vezes, vai
atrás de satisfações anômalas,
ofuscado pelas visões eróticas da nudez banalizada.
Talvez os mandamentos do Alcorão, que cobrem
a mulher da cabeça aos pés e até com
a inadmissível e cruel burca, tenham fundamento. Para
os seguidores do livro sagrado dos maometanos, o desejo de
uma conjunção carnal nos moldes primitivos deve
ser o objetivo para a perpetuação da espécie.
Infelizmente, a
nudez transformou-se em mais uma estratégia da mídia
para ganhar ibope. É triste que muitas mulheres acreditem
que o sucesso e a realização profissional se
dão dessa forma, sujeitando-se a ficar seminuas em
horários em que crianças ainda estão
presentes. A falta de apoio por parte dos colegas de Pedro
Cardoso decorre da máxima em que muitos atores estão
firmados, que é: "Pagando bem, que mal tem?" Sou a favor de usar
a sexualidade principalmente em casos de protestos, pois é
a única coisa que faz com que os brasileiros parem
e prestem atenção! O problema da nudez
é as mulheres se promoverem por esse meio, legitimando
a condição de objeto a ser comprado e manipulado,
completamente à mercê dos interesses masculinos. Finalmente alguém
do meio artístico resolveu vencer a hipocrisia que
insiste em chamar de nu "artístico" a exploração
comercial da intimidade, especialmente a das mulheres. A pretexto de liberdade
de expressão, o que se quer é vender produtos.
Boa parte da área artística é particularmente
hipócrita na defesa desse liberalismo, em nome do lamentável
"é proibido proibir". Ela não gosta
de aceitar nenhuma limitação à vontade
de ganhar dinheiro.
Nossa Senhora de Medjugorje Brilhante o trabalho
que VEJA tem realizado, principalmente pela sua capacidade
de suscitar questionamentos, tão necessários
para quem busca aproximar-se da verdade. A boa informação
ajuda-nos a refletir sobre a amplitude da realidade e a definir
critérios de valorização do que é
bonito, grandioso, belo, em contrapartida àquilo que
é feio e mesquinho ("A virgem sob suspeita",
10 de dezembro). Gostamos de saber
que VEJA traz informações importantes para nos
ajudar a refletir sobre as coisas de Deus. Sou católico,
tenho muita fé em Nossa Senhora, mas de vez em quando
fico sabendo de "aparições" que não
merecem credibilidade. A reportagem de Adriana Lopes nos auxilia
a pensar sobre o que está acontecendo em Medjugorje.
É até
compreensível por que tantos crêem na aparição,
pois isso é um sinal do desespero e do sofrimento que
assolam o mundo. Além do mais, mesmo que no início
fossem verdadeiras as aparições, sua continuidade
e veracidade agora já devem estar prejudicadas. É
sabido e certo que se estanca qualquer dom ou tráfico
com coisas santas, sob qualquer forma, quando os tais "clarividentes"
se põem a cobrar e insistem em lucrar com as palestras
e aparições com hora marcada, pois está
explicado: "Dai de graça o que de graça
recebeste" (Mateus X-8). Se verdadeiros fossem, os seis
"devotos" nada iriam querer em troca de relatar
suas "visões". Não está
a "Virgem sob suspeita", mas, sim, aqueles que dizem
receber a sua mensagem.
Carlos Minc É mesmo uma
figura sui generis, com algo de folclórico, o carioca
Carlos Minc (Entrevista, 10 de dezembro), há seis meses
à frente do Ministério do Meio Ambiente do governo
Lula. Minc possui a seu favor o fato de ser um ativista ambiental
de carteirinha e não vir de nenhuma panelinha partidária,
além de não ser produto do lobby xiita das ONGs.
Por outro lado, contra ele pesa o apetite de gostar demais
de aparecer e de falar na lata o que lhe vem à telha,
o que nem sempre é sinônimo de boa política. Carlos Minc, o maluco
beleza do meio ambiente nacional. Seus argumentos são
adensados à clareza dos que pensam que preservação
é um bicho-de-sete-cabeças. Bom ministro! Você
me deixa doidão!!! Ótima a entrevista
com o excelente Carlos Minc. É a rara coincidência
da pessoa certa no lugar certo. Vivo na Amazônia.
Gostaria que acabasse essa grilagem de terras que há
por aqui. Os grileiros são todos de outras regiões
e nós levamos a culpa de ser os devastadores. Até
japoneses e peruanos possuem madeireiras aqui. Nós,
nada. O Minc deveria enviar o Exército para cá.
Precisamos de mais estradas. Fomos abandonados pelo governo
federal. A cidade de Santarém, por exemplo, nas margens
do Rio Tapajós, não tem água encanada.
Isso é ridículo! Lula, seu PAC, para nós,
é inútil. As páginas
amarelas de VEJA abrigaram o mais notório "pavão
de colete" do atual governo, uma pessoa sedenta por aparecer,
nada que o lulismo no poder não possa conter, depois
de tanta demagogia, desmandos, escândalos, impunidades.
O ministro do Meio Ambiente, que tanto gosta e precisa aparecer,
poderia mandar cromar as (enormes) orelhas e colocar uma lâmpada
vermelha na testa.
J.R. Guzzo Pertinente o assunto
tratado por J.R. Guzzo sobre a obsessão dos tribunais
superiores por prédios suntuosos e onerosos aos cofres
da União. O mais grave é que esse tipo de obra
se tornou banal, pois os tribunais regionais tendem a surfar
na onda top de linha dos superiores ("Top de linha",
10 de dezembro). O artigo nos mostra
que, além do custo da corrupção, nossos
impostos bancam, também, algumas imoralidades "lícitas",
como o luxo do Tribunal Regional Federal de Brasília.
Paulinho da Força Ao ver aquele bando
de desocupados absolver Paulo Pereira da Silva, o Paulinho
da Força Sindical, senti vergonha de ser brasileiro.
Já está na hora de o governo acordar e passar
um pente fino nessas ONGs, pois tem muita gente enriquecendo
sem trabalhar. Está aí
mais uma prova de que eles se protegem em qualquer situação.
O Paulinho da Força foi absolvido. Ele realmente tem
a força. Com uma freqüência
espantosa e uma pontualidade britânica, VEJA publica,
para nossa revolta e total impotência, os escândalos
que vicejam nas terras do poder. Não consigo digerir
a total impunidade com que membros dos poderes Executivo,
Legislativo e Judiciário são agraciados. A blindagem
é tão eficiente que nem as mais cabeludas falcatruas
conseguem sequer arranhar a pintura. VEJA tem o direito
de emitir suas opiniões sobre os diferentes fatos da
vida política e social do país, como o caso
que envolve o presidente da Força Sindical, o companheiro
Paulo Pereira da Silva. Só não tem o direito
de mentir, como o fez com a publicação de foto
e legenda na edição 2090 ("Dia de deboche",
10 de dezembro), em que insinua que, devido ao fato de estar
tomando uma cerveja, Paulinho estaria comemorando o resultado
da votação no Conselho de Ética da Câmara
dos Deputados. Para a informação dos editores,
tal foto foi tirada às 11 horas, quando Paulinho participava
da 5ª Marcha dos Trabalhadores a Brasília, sendo
que é sabido que a reunião do Conselho de Ética
só foi realizar-se na tarde do mesmo dia 3 de dezembro.
O Melhor do Brasil Adorei a edição
especial da VEJA (O Melhor do Brasil, dezembro de 2008).
Um guia completo para conhecermos o melhor do nosso país.
Estive na semana passada na Paraíba e visitei alguns
pontos indicados. Obrigada por mais esse presente. Estive em Salvador
e pude fazer todo o roteiro proposto pelo especial O Melhor
do Brasil. Foi maravilhoso.
Lula Nunca antes na história
deste país a liturgia do cargo de supremo mandatário
da nação foi tão desprezada... Empregar
expressões tão chulas e vulgares no exercício
de tão importante cargo é desvalorizá-lo,
rebaixá-lo, despi-lo da devida e necessária
respeitabilidade! ("O vendaval se aproxima", 10
de dezembro) Melhor seria se
ele reduzisse suas aparições, suas grosserias
e os impostos, o que certamente teria melhor impacto.
Tragédia em Santa Catarina Quando chegará
a agilidade de ações por parte do governo? Parem
de prometer, parem de atrasar a liberação de
recursos. A situação dos catarinenses é
delicada e extremamente difícil! ("A hora da solidariedade",
10 de dezembro)
Presentes de Natal Gostaria de deixar
registrado que, apesar de ter formação em enologia,
não sou enóloga. Enólogo é o profissional
que produz vinhos, e esse não é meu ofício.
Fui durante anos sommelière de restaurantes e hoje
ensino a profissão em minha escola. Assim, o ideal
é me chamar de sommelière.
Holofote Deparei com uma
nota na coluna Holofote ("Rádios e piratas",
29 de setembro) que não condiz com a realidade dos
fatos. Nessa nota, há a vinculação de
meu nome ao Sistema de Radiodifusão Sertãozinho.
Sou um homem da comunicação, antes mesmo de
ingressar na vida pública, e afirmo que não
tenho nenhuma ligação com essa empresa de comunicação.
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