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Edição 2091

17 de dezembro de 2008
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Holofote

Felipe Patury

Um agrado à oposição

Valor/Folha Imagem


A cúpula do PMDB é a nova moeda de troca do grupo que apóia a eleição do deputado Michel Temer para a presidência da Câmara dos Deputados. O comando da campanha de Temer informou à oposição que ele cogita se licenciar da presidência do PMDB se ganhar o cargo. Íris de Araújo, de Goiás, o substituiria interinamente, enquanto seu grupo trabalharia para que o gaúcho Eliseu Padilha fosse escolhido seu sucessor. Ministro na gestão FHC, Padilha conta com a simpatia do PSDB e do DEM. Ambos os partidos acreditam que ele prefere apoiar um candidato de oposição em 2010.

 

2010 em janeiro

Pierre-Philippe Marcou/AFP


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer se reunir separadamente com os partidos da base aliada em janeiro, a fim de discutir estratégias para a campanha da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sua sucessão. Lula disse à bancada do PCdoB que está percebendo a formação de um clima positivo em relação à potencial candidatura do governador de São Paulo, José Serra, à Presidência em 2010. Lula quer descobrir formas de neutralizar a força crescente de Serra.

 

O tricô está acelerado

Hans Manteuffel/JC

As lideranças do PSDB, DEM e PPS se reunirão em fevereiro para costurar sua aliança para a eleição presidencial de 2010. O encontro servirá também para acertar o ponteiro nas disputas em estados que são considerados fundamentais para o candidato ao Planalto. Alguns defendem que se estabeleça já o apoio às candidaturas do tucano Tasso Jereissati, no Ceará, e do peemedebista Jarbas Vasconcelos, em Pernambuco. Os tucanos sustentam que a filiação do democrata Paulo Souto ao PSDB pode facilitar sua eleição na Bahia. Já há indicações de que se podem construir candidaturas únicas que contemplem o DEM no Rio Grande do Norte e em Sergipe e o PSDB na Paraíba, no Piauí e em Alagoas.

 

Marcha para o Nordeste

Divulgação

Há uma década, o empresário gaúcho Alexandre Gehlen abriu um hotel em Gravataí. Hoje, tem treze estabelecimentos, a maior rede do Rio Grande do Sul. Nos próximos cinco anos, quer incorporar mais dez hotéis ao seu plantel, a maior parte deles no Nordeste. Gehlen acredita que a região é carente de estabelecimentos dirigidos a executivos, sua especialidade. No mês passado, conquistou um empreendimento em Salvador, que também era disputado pela francesa Accor e pela americana Atlantica. Agora, prepara-se para anunciar a construção de um hotel em João Pessoa.

 

O turista governamental

Carlos Roberto/Folha Imagem

O Palácio do Planalto deu ao prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, sinais de que ele ganhará um ministério em janeiro, quando termina seu mandato. Pimentel entendeu que será acomodado no Turismo, mas já tem um plano B para o caso de esse convite gorar. Se isso acontecer, ele deverá aceitar um cargo que o tucano Aécio Neves lhe ofereceu no governo mineiro. Uma das opções é a coordenação da Agência Metropolitana de Desenvolvimento. Para ocupá-la, Pimentel terá de deixar o PT. Nesse caso, ingressará no PSB e construirá nesse partido sua candidatura ao governo de Minas em 2010.

 

Com reportagem de Igor Paulin e José Edward

 



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