|
|
VEJA
Recomenda
DISCOS
Divulgação
 |
 |
| Underworld:
além do bate-estaca |
|
1992-2002,
Underworld (Sum) São raras as bandas que podem se
orgulhar de ter composto o hino de uma geração. O
Underworld certamente está nesse grupo seleto. Born Slippy,
faixa que o trio lançou em 1995, entrou na trilha do filme
Trainspotting Sem Limites e tornou-se uma canção-símbolo
da comunidade clubber. Essa coletânea mostra que o trio formado
pelo DJ Darren Emerson e pelos instrumentistas Karl Hyde e Rick
Smith tem muito mais a oferecer do que faixas para as pistas de
dança. O Underworld vai muito além do bate-estaca
e se deixa influenciar por gêneros musicais mais viajantes,
como o dub e o trance.
Divulgação
 |
 |
| Alicia
Keys: musa do soul |
|
The
Diary of Alicia Keys, Alicia Keys (BMG) Alicia Keys
está para a soul music assim como Norah Jones está
para o jazz. As duas são consideradas um sopro de renovação
em seus respectivos gêneros. O disco de estréia de
Alicia, Songs in A Minor (2001), vendeu mais de 10 milhões
de cópias e rendeu-lhe comparações com Aretha
Franklin. Exageros à parte, a garota está mesmo acima
da média: é uma bela pianista, uma boa compositora
e seus trinados são muito agradáveis. O novo CD reconfirma
esses talentos. Em The Diary of Alicia Keys, a artista desfia
ousadas confissões (mas não a ponto de abalar a moral
da família americana). Slow Down e Heartburn,que
tem um pé no funk dos anos 70, são os destaques.
 |
Divulgação
 |
| |
Al
Green: de novo picante |
I
Cant't Stop, Al Green (EMI) Em 1974, quando Al Green
era um dos maiores nomes da soul music dos Estados Unidos, ele foi
vítima de um atentado bizarro. Uma ex-namorada jogou mingau
fervente nas costas, braços e estômago do cantor, matando-se
logo em seguida. Green interpretou a tragédia como um aviso
de Deus de que estaria indo longe demais na esbórnia. Ele
virou pastor protestante, gravando hinos de louvor que estão
entre os mais sacolejantes da história da música gospel.
Mas em I Can't Stop Green dá mostras de que ainda
sabe abordar assuntos mais picantes. As doze faixas do disco vão
do blues ao funk racha-assoalho, e o falsete de Green brilha nas
faixas I've Been Waiting on You e Play to Win.
DVD
Divulgação
 |
| O
Filho: culpa e perdão |
O Filho (Le Fils, Bélgica/França, 2002.
Warner) Olivier (Olivier Gourmet), um carpinteiro que ensina
seu ofício a garotos recém-saídos do reformatório,
recusa um novo aprendiz chamado Francis (Morgan Marinne), depois
o espiona em algumas ocasiões, e então decide aceitá-lo
em sua oficina. Olivier sabe quem Francis é: o rapaz que
matou seu filho pequeno, durante um assalto, anos antes. Francis,
porém, não sabe quem seu mestre é além
de uma providencial figura paterna. O filme dirigido pelos irmãos
Jean-Pierre e Luc Dardenne é árduo como os seus temas
da culpa e do perdão. E, embora a alegoria religiosa fique
evidente na profissão do protagonista, não há
aqui nenhum sentimentalismo ou artifício. O exame dos Dardenne
é honesto, escrupuloso e meticuloso, como a atuação
de Gourmet.
LIVROS
Damas
de Copas, de Cecília Costa (Record; 270 páginas;
28 reais) Editora do caderno de literatura do jornal O
Globo, a carioca Cecília Costa debutou como escritora
em 2000, com uma obra de não-ficção: uma biografia
de seu tio, o jornalista e poeta Odylo Costa, filho. Agora, envereda
pela ficção com esse denso romance intimista. Damas
de Copas é protagonizado por quatro mulheres na faixa
dos 30 anos, que coabitam um sobrado no Rio de Janeiro dos anos
80. Marta, a narradora, discorre sobre o relacionamento entre elas,
abordando seu passado e seus amores. A linguagem poética
de Damas de Copas disseca a alma feminina.
Oscar Cabral
 |
 |
| Garcia-Roza:
crime na Zona Sul |
|
Perseguido,
de Luiz Alfredo Garcia-Roza (Companhia das Letras; 202 páginas;
28,50 reais) Respeitado estudioso da psicanálise,
o carioca Garcia-Roza vem se dividindo desde os anos 90 entre suas
preocupações acadêmicas e uma atividade bem
diversa: a de autor de romances policiais. Já escreveu quatro
histórias do gênero, bem acolhidas pelo público
e pela crítica. Espinosa, o herói de seus livros,
é um delegado calejado, que recebeu esse nome em razão
da admiração do escritor pelo filósofo holandês
Baruch Spinoza (1632-1677). Nesse novo trabalho, o personagem monta
mais um quebra-cabeça criminal na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Um psiquiatra sente-se perseguido por um paciente, que ronda sua
casa e família. Um dia, no entanto, o paciente desaparece.
Eis o ponto de partida para uma trama surpreendente.
| Prata
da casa
Os
50 Melhores Artigos, de
Stephen Kanitz (Campus; 196 páginas; 35 reais)
Colaborador da seção Ponto de vista
de VEJA desde 1998, Stephen Kanitz reúne nesse
volume o supra-sumo de sua produção como
articulista. Mestre em administração de
empresas pela Harvard Business School, Kanitz é
um especialista em abordar temas complexos numa linguagem
direta. Os cinqüenta textos do livro são
divididos por temas. Vários tratam de ética
e cidadania, outros falam sobre família ou economia.
Com a experiência de quem já publicou mais
de 400 escritos do gênero, Kanitz abre o livro
com um artigo inédito em que oferece ao leitor
sua receita de como escrever bem. Ele revela que reescreve
cada um de seus textos em média quarenta vezes,
pesando palavra por palavra.
Impacto Quadrinhos
 |
Arc,
o Marciano (A Girafa; 254 páginas; 35 reais)
O alienígena "tresolhudo" Arc foi protagonista
de uma coluna de sucesso publicada em VEJA de abril de
1999 até agosto passado. Esse lançamento
reúne os melhores momentos do personagem. Marciano
em visita à Terra com a missão de verificar
se vale a pena investir por aqui, Arc faz perguntas tão
inocentes quanto desconcertantes sobre o comportamento
humano. A coluna do jornalista identificado apenas
pelo pseudônimo "Teagá", em outra das brincadeiras
ensejadas pelo personagem abordou temas como a
ameaça do apagão, a eleição
presidencial de 2002, a reforma da Previdência e
a guerra no Iraque.
|
|
|