Edição 1833 . 17 de dezembro de 2003

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Especial
O segundo vestibular

Os desafios de entrar num mercado de
trabalho em que a concorrência para o
primeiro emprego é bem maior do que
aquela enfrentada para ingressar na faculdade


Monica Weinberg e Sandra Brasil


Pedro Rubens
OS ESCOLHIDOS
Da esq. para a dir., Ricardo Gambirasio, Vitor Balão, Márcia Kuchiki, Maria Camila Dias e Vitor Bovo, alguns dos escolhidos para o programa de trainees do Citibank em uma disputa que teve mais de 30 000 candidatos

NESTA EDIÇÃO
O vestibular e o estágio
A evolução do número
de formandos
Onde estão os empregados
EXCLUSIVO ON-LINE
Entrevista: Daniela Pucci, a professora brasileira do MIT

Neste ano, meio milhão de jovens irão se diplomar nas universidades brasileiras. É a maior safra de recém-formados já produzida no país. Corresponde a vinte vezes o número de graduados egressos da faculdade anualmente nos anos 1960, tempo em que um diploma de nível superior poderia alçar alguém à diretoria da firma. Para desilusão de uma parte desse contingente, não haverá emprego para todos. Segundo estimativa do professor José Pastore, especialista em questões relativas a trabalho, pouco menos da metade desses jovens vai obter uma vaga de qualidade. Os demais terão de se virar, a exemplo do que acontece com aqueles que vêm sendo demitidos nos últimos tempos. Não são poucos os que viram um parente ser convidado a aderir a um programa de demissão voluntária ou ser terceirizado. As estatísticas mostram que o mercado formal, aquele de carteira assinada, vem se contraindo em rápida velocidade, num processo que ninguém sabe exatamente quando e como termina (veja reportagem). Em termos proporcionais, ainda que por razões diversas, o mundo só conheceu fase em que tantas pessoas estiveram sem emprego na década de 1930, na Grande Depressão. Como resultado, a briga pelas boas vagas disponíveis se transformou num segundo vestibular, ainda mais competitivo que o primeiro. Só não entram na guerra os que planejam trabalhar por conta própria.

O governo, um tradicional empregador, não tem contratado como fazia antes. E a disputa por vagas nos concursos públicos tem sido das mais acirradas. Numa recente rodada de testes para seleção de pessoal, o Banco do Brasil contabilizou concorrência quatro vezes maior que a do vestibular para as faculdades de medicina. Para o último concurso aberto pelo Ministério da Justiça para a contratação de policiais rodoviários federais, a previsão é de meio milhão de inscritos. Há alguns meses, os jornais publicaram fotografias daquela que se tornou um símbolo da caça ao emprego público: uma fila interminável formada no Sambódromo, no Rio de Janeiro, onde milhares de pessoas queriam se inscrever num concurso da prefeitura para varredor de rua.


Claudio Rossi
A VIDA POR CONTA PRÓPRIA
A tradutora Mariela Palácios, que procura móveis para montar seu escritório em casa. Um de cada dez brasileiros trabalha assim

Para os que preferem começar a vida numa empresa privada de primeira linha, a realidade é igualmente desafiadora. As grandes companhias, considerando apenas as que mantêm em folha de pagamento mais de 1.000 funcionários, dão emprego a 7 milhões de pessoas. O contingente corresponde a menos de 10% da força de trabalho. Segundo uma estimativa do mercado, as maiores empresas do Brasil abrem apenas 1.000 vagas para trainees por ano. Em média, uma para cada 500 formados. Trata-se de uma batalha de arrepiar. No teste de seleção do ano passado para computação na Universidade de São Paulo, das mais concorridas do vestibular, havia 232 candidatos por vaga. Na empresa de cosméticos Natura, a disputa no concurso de trainees deste ano foi dez vezes maior.

Antes de entrar na batalha do primeiro emprego é bom conhecer o perfil dos vencedores, ou seja, daqueles que acabam passando nos testes para a contratação de novatos nas empresas ou nos concursos públicos envolvendo pessoas com curso superior. Eles se assemelham ao engenheiro Vitor Bovo, 25 anos, de São Paulo, aprovado no concurso de trainees do Citibank no ano passado. Eis algumas de suas características que chamaram a atenção dos recrutadores. No capítulo "educação formal", Bovo formou-se num centro de excelência, a Universidade de São Paulo. Isso conta pontos no departamento de recursos humanos das grandes empresas. Filho de um empresário e de uma professora universitária, Bovo foi criado num lar mais intelectualizado do que a média nacional. E isso também é bom. Admite que lia menos livros do que sua mãe gostaria, mas compensava mantendo-se atualizado com jornais e revistas. Nunca foi reprovado e sempre teve como objetivo conseguir notas suficientemente altas para passar de ano já no terceiro bimestre, sem depender do resultado das provas finais. No capítulo "idiomas", Bovo fala inglês fluentemente, quase um imperativo hoje em dia. Aos 17 anos, os pais o mandaram para um intercâmbio nos Estados Unidos. Durante um ano, viveu com uma família na pequena cidade de Ellsworth, que tem pouco mais de 6.000 habitantes, localizada a 300 quilômetros ao norte de Boston. Além do inglês, tem boas noções de duas outras línguas: alemão e espanhol. No capítulo "interesses variados", conta que nunca deixou de se divertir. "Até alguns anos atrás eu era DJ", diz. Contratado pelo Citibank, Bovo recebe um salário de 3 340 reais. Calcula-se que a chance de vencer o programa de trainee como ele venceu e depois ser contratado como ele foi seja de uma em 5 000.


Divulgação
PARA AJUDAR NO CURRÍCULO
Jovens contratados para trabalho temporário como monitores no Club Méditerranée, na Bahia: experiências pessoais valorizam o currículo

Quando se diz que Bovo é um exemplo de adversário, não significa que represente a média dos que disputam as boas vagas em oferta. Nada disso. Bovo está muito acima da média dos candidatos. Ele representa, sim, o perfil dos vitoriosos. Quem planeja conquistar um trabalho por meio de concurso convém ser como ele – pelo menos. Os especialistas em recrutamento de pessoal recomendam aos estudantes que se mirem nos bons exemplos. "Se você quer ser um leão, aja como um deles. Solte rugidos e cace", aconselha o consultor de recursos humanos Simon Franco, de São Paulo, especialista na contratação de executivos. No ano passado, o Ministério da Educação preparou um trabalho sobre os bons universitários, com base em dados do Provão. Não por coincidência, possuem o perfil dos que levam vantagem nos concursos. O estudo revelou que os bons alunos lêem pelo menos seis livros por ano, além dos exigidos em sala de aula. A maioria dos que tiraram nota baixa no Provão havia lido menos de um livro por ano, sem contar os indicados em sala de aula. Os melhores estudantes dominam o inglês e usam a internet para se manter atualizados. Enquanto os maus alunos se informam preferencialmente através da televisão, os melhores recorrem a jornais e revistas. Os bons estudantes também dedicam maior atenção à lição de casa do que seus colegas. É complicado definir qual o tempo mínimo diário necessário para que os alunos revejam o que aprenderam em sala de aula. Os especialistas acreditam que os jovens deveriam se esforçar para estudar até uma hora e meia todos os dias, de segunda a sexta.

Além da desproporção numérica entre a concorrência para entrar na faculdade e aquela exigida dos que planejam disputar um emprego, há outros aspectos ligados à seleção que merecem ser observados. Uma marca dos processos seletivos das universidades é a impessoalidade. Os candidatos a uma vaga na faculdade são chamados a exibir unicamente seus conhecimentos formais, e sempre por escrito. Pelo menos no Brasil. A personalidade não entra no julgamento final. Até porque o futuro universitário terá como missão precípua absorver conhecimento. Não faz diferença se ele é tímido, agressivo, temperamental. Nada disso importa muito. Deve apenas possuir a formação necessária para compreender o que lhe será ensinado em sala de aula. Já para as pessoas que ingressam no mercado de trabalho, a personalidade conta muitos pontos.


Germano Luders
Raul Junior
NA DISPUTA POR TALENTOS
Antonio Maciel Neto, da Ford, Geraldo Carbone, do BankBoston, Jorge Gerdau, da Gerdau, e Roberto Setúbal, do Itaú: os melhores candidatos saem de apenas 1% das faculdades
Bia Parreiras
Germano Luders

Para aqueles que trabalham por conta própria a conduta muitas vezes é a diferença entre conquistar e perder um cliente. Quem descuidar das regras de bom atendimento poderá ser engolido pelos concorrentes. Os especialistas em recrutamento apontam para a presunção como um defeito que acaba matando o novo empresário. Outros defeitos citados são a insegurança e a teimosia. Os números mostram que boa parte das empresas fecha as portas por falta de capital, por não ter clientes, pelo excesso de carga tributária, por culpa dos maus pagadores ou mesmo da forte concorrência. Descuidos comportamentais estão entre as principais razões para o fechamento das microempresas. Abre-se no Brasil quase meio milhão de empresas todos os anos. De acordo com dados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas, perto de 250.000 quebram antes de chegar ao segundo ano de vida. E apenas 30% ultrapassam a marca dos cinco anos.

No caso da luta pelo emprego obtido mediante concurso, a maneira de se comportar é muitas vezes aferida em sessões de dinâmica de grupo e em entrevistas longas, individuais, do tipo olho no olho. Em muitos casos, o temperamento pode funcionar como desempate. Os empregadores procuram pessoas versáteis, que saibam se comunicar, que consigam trabalhar em equipe e que tenham habilidade para liderar. Nos departamentos de recursos humanos, usa-se um jargão para definir esse profissional. Ele deve ter "atitude proativa". No ambiente profissional, o jovem não ficará escutando um professor. Ele precisa arregaçar as mangas e fazer as coisas funcionar diante de um comando seu. Na faculdade não há pressão. Os prazos são flexíveis e os projetos não têm valor financeiro. No mundo do trabalho, tempo é dinheiro, e desperdiçá-lo pode representar um prejuízo enorme.

O processo de preparação dos mais jovens para o mercado de trabalho começa no dia em que o nome do candidato aparece na lista de aprovados do vestibular. Caso tenha entrado numa faculdade de primeira linha, suas chances de se encaixar depois de formado aumentam muito. Muitas empresas iniciam o processo de seleção de pessoal pela leitura da linha do currículo onde o candidato grafou o nome da faculdade pela qual se diplomou. As estatísticas de recrutamento das grandes companhias mostram que a maioria dos trainees é recrutada em apenas 1% das faculdades. Outro levantamento feito pela Companhia de Talentos, especializada em recrutamento de jovens, com base nas contratações para cargos na área de administração, revela que as maiores empresas buscam seus empregados em apenas vinte dos 1.400 cursos de administração de empresas. "A escolha da faculdade pode determinar o futuro que o jovem vai ter. É fundamental estudar numa universidade conceituada", diz Carlos Henrique de Brito Cruz, reitor da Universidade Estadual de Campinas, uma das mais respeitadas do Brasil. Isso não quer dizer que só vão se colocar os egressos dos cursos renomados. Mas ninguém pode desconhecer as dificuldades adicionais enfrentadas por quem se formou numa faculdade de terceira linha.

O superintendente de recursos humanos do Banco Santos, Fernando Cunha, relata o desafio que enfrentou na semana passada. Ele precisava escolher trainees de um grupo de 32 recém-formados selecionados entre 6.400 inscritos. "Ficaríamos bem servidos com qualquer um deles. Mas, como só tínhamos vinte vagas, tivemos de desempatar." Nos exames de seleção, todos passaram por provas de conhecimento geral e idiomas, dinâmicas de grupo e apresentações. Nessa fase, segundo Cunha, entram em cena critérios subjetivos. A chance pode ser dada em razão da empatia, pela postura física ou identidade do candidato com a cultura do banco. A seriedade com que são realizados os processos de seleção se ampara no fato de que, quando oferece uma vaga, a empresa está procurando seus futuros dirigentes. "Criamos na entrevista final um ambiente agressivo, difícil. Colocamos sete vice-presidentes espremendo um jovem recém-formado. Recriamos o ambiente que ele vai encontrar na vida real. Nós também não podemos errar", diz Salvador Evangelista, vice-presidente de recursos humanos da empresa de cartões de crédito American Express.

A procura por um emprego numa empresa grande é resultado de uma cultura que passa de pai para filho há algum tempo e que, na opinião do consultor americano Tom Peters, um dos mais festejados gurus da administração, vai ter de mudar (veja entrevista). "A idéia de trabalhar numa grande empresa era, certamente, lugar-comum nos Estados Unidos durante sessenta, setenta ou oitenta anos. Hoje, essa idéia se perdeu", diz o consultor. De acordo com seus dados, 50% dos americanos eram trabalhadores independentes em 1900. Em 1977, apenas 7% dos americanos ainda trabalhavam por conta própria. Atualmente, a força que não atua como empregado subiu para 16%. "Acho que o período de 1900 a 1975 deverá ser visto como uma anomalia", afirma Peters, para quem o futuro passa pela volta da prestação de serviço sem vínculo empregatício e pela retomada de bons empregos em empresas de pequeno porte. No Brasil, os dados confirmam a mudança. O total de pessoas trabalhando na informalidade ultrapassou o contingente de empregados com carteira assinada. E mais: a renda dos que atuam por conta própria já é maior que a dos empregados. No começo, muita gente trabalha de forma independente por necessidade. Depois, identifica algumas vantagens embutidas na decisão, entre as quais a flexibilidade de horário. "O emprego formal não é a única maneira de ganhar a vida nem será a mais abundante daqui para a frente", afirma Tom Peters.

É preciso evitar generalizações quando se fala dos universitários que procuram emprego. Nem todos os profissionais vão tentar uma chance na grande empresa, nem todos estão em busca de uma carreira linear, aparentemente mais protegida dos altos e baixos. Muitos se interessam por viver no mundo do empreendedorismo, onde os estudos mostram que a renda mensal pode variar entre 25% e 50% de um mês para o outro – para mais ou para menos. Em levantamento feito há algum tempo a respeito do perfil empreendedor de alguns países, o Brasil apareceu em primeiro lugar, à frente dos Estados Unidos. Um em cada oito brasileiros adultos acaba montando um negócio próprio. Entre os americanos, a proporção é de um para dez. Os médicos e os dentistas às vezes dão plantão em empresas ou repartições públicas, mas o grosso do mercado deles continuará sendo por muitos anos uma mistura de emprego com a clínica particular. Os advogados também vivem uma realidade especial. Muitos participam dos processos de seleção e até desejariam trabalhar numa empresa. Mas os levantamentos feitos pela Ordem dos Advogados do Brasil mostram que a grande maioria sonha mesmo é em ter o próprio escritório.

Há cursos universitários que oferecem a vida autônoma como saída natural, como no caso dos que estudam computação. Num país como o Brasil, existe um mercado inesgotável a ser desbravado, onde se vende um computador a cada três segundos. A oferta de produtos é superior à capacidade das pessoas de absorver tecnologia. Outras carreiras também dão aos recém-formados o direito de lutar pelo futuro sem entrar numa fila de recrutamento. É o caso da arquitetura ou da psicologia. Os novos arquitetos e psicólogos devem ter em vista que o trabalho por conta própria pode ser uma boa solução, embora as duas profissões vivam um momento delicado. Na crise, quando o orçamento aperta, muita gente adia o projeto de consertar a casa e a cabeça.

Algumas carreiras universitárias estão tendo sua clientela alterada, como a matemática, que até outro dia era valorizada basicamente no meio acadêmico. Agora, chama a atenção do mercado. O matemático se especializa em criar hipóteses e estudá-las por meio de equações. Isso interessa a bancos, empresas de informática, institutos de análises de mercado e empresas de meteorologia. Outra carreira em mudança é a biologia. Graças à indústria farmacêutica e de biotecnologia, os biólogos se envolvem na coordenação de investimentos anuais da ordem de quase 10 bilhões de dólares em novos remédios, sementes e defensivos agrícolas. As demais carreiras de perfil acadêmico continuam circunscritas preferencialmente ao ambiente universitário. No caso de letras, a maioria dos formados permanece dando aulas em escolas e universidades. História e pedagogia vivem realidade semelhante. A restrição não deve desanimar o novo profissional, pois o número de instituições de ensino superior no Brasil dobrou nos últimos cinco anos. Passou de 1.100 para 2.000. Os bons professores sempre terão lugar para trabalhar.

Ingressam nas empresas por meio de concurso profissionais de várias áreas, como químicos, biólogos, economistas, médicos, enfermeiros, geógrafos, publicitários. Duas profissões, no entanto, acabam ocupando uma boa parte das vagas disponíveis nas grandes e médias empresas: administração de empresas e engenharia. O administrador sai da faculdade com uma visão genérica do funcionamento de uma companhia. Há algum tempo, tal característica era criticada, pois o mercado procurava especialistas. Atualmente, os recrutadores mudaram de opinião. "É fundamental uma formação abrangente", diz José Amaro, diretor na área de recursos humanos da Brasil Telecom, empresa com 6.000 empregados que opera mais de 10 milhões de linhas telefônicas e cobre um terço do território nacional. O curso de engenharia viveu um momento único quando a indústria automobilística se instalou no Brasil e o crescimento acelerado da economia permitiu investimentos pesados em obras públicas. Nunca mais os engenheiros encontraram um mercado tão receptivo. Pouco a pouco, no entanto, a mente racional e matemática do engenheiro, bem como sua habilidade para entender e se adaptar às novidades tecnológicas, tem aberto a esse profissional as mais diversas oportunidades de trabalho, muitas vezes fora de seu campo específico.

O consultor Simon Franco costuma recorrer a uma comparação litorânea ao explicar o atual momento. "Arrumar um bom emprego hoje em dia é como procurar um lugar na praia durante a temporada", afirma Franco. "Todos os espaços parecem ocupados." Para quem não está disposto a enfrentar uma disputa feroz por um lugar ao sol, Franco tem uma sugestão: procure espaço numa praia mais distante. No começo dos anos 90, mais da metade dos empregos industriais se concentrava nas capitais. Atualmente, pouco mais de 40% permanecem nas metrópoles. O número de empregos abertos no interior de São Paulo supera com folga o total de vagas fechadas na capital paulista. Vinte anos atrás, as melhores oportunidades de trabalho se resumiam aos Estados de São Paulo e Rio. Hoje, pode-se procurar trabalho em pelo menos dez Estados. Um levantamento comparativo mostrou que nos primeiros cinco anos da década de 90 a Bahia gerou mais postos de trabalho que São Paulo, graças em parte à indústria do turismo. Em Campina Grande, no interior da Paraíba, há um pólo de informática onde já operam mais de sessenta empresas. Em Blumenau, no Estado de Santa Catarina, há outro pólo parecido com mais de 500 firmas. Como se vê, o Brasil ainda é um país em construção. Quem tiver disposição para se deslocar poderá se surpreender positivamente.

 



Fotos divulgação; Fernando Lemos/Strana; Renato dos Anjos e Photodisc




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