Edição 1833 . 17 de dezembro de 2003

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Vida social
Ela adora um agito social

Ao contrário da primeira-dama, a mulher
do vice, Mariza Gomes, está em todas as
festas, chás, jantares e desfiles



Emivaldo Silva
Mariza, mulher do vice-presidente: agenda cheia

A vida de Mariza Gomes da Silva, mulher do vice-presidente da República, é uma incansável maratona social. Aos 68 anos, três filhos criados, ela é o antípoda da primeira-dama, Marisa Lula da Silva, que é avessa a badalações. Na semana passada, Mariza com z, como é chamada às vezes para evitar confusões com a Marisa com s, dividiu-se entre Brasília e Rio de Janeiro para cumprir sua agenda agitada. Já no domingo, esteve na entrega de presentes a 2.000 crianças carentes, em Brasília. No dia seguinte, viajou ao Rio, onde almoçou com amigas socialites e, à noite, foi a um evento do Instituto Zuzu Angel, promovido pela colunista social Hildegard Angel. Na terça-feira, de volta a Brasília, esteve num almoço, depois numa confraternização de Natal e, por fim, num jantar promovido pelo PL, partido de seu marido. Ainda teve tempo para ajudar a organizar uma festa dos funcionários do Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente. "Eles vão fazer um churrasco de fim de ano, me convidaram, e eu não podia deixar de participar."

Eis uma das frases prediletas de Mariza Gomes da Silva. "Eu não podia deixar de participar" é o que ela costuma dizer para justificar sua onipresença social. Não que ela não tenha critérios. O primeiro, explica, é prestigiar as amizades. "Quando são pessoas amigas, faço o impossível para comparecer." Há quatro anos, ela trocou Belo Horizonte por Brasília, quando o marido se elegeu senador, e enturmou-se rapidamente com as socialites locais. Jamais falta aos eventos organizados pelas amigas Odaíza e Leinha, respectivamente mulher e irmã de um ex-senador. Nem aos de Palmerinda Donato, ex-secretária da ex-primeira-dama Sarah Kubitschek, ou aos de Consuelo Badra, dublê de socialite e colunista social em Brasília. Na revista de Consuelo, a Foco, Mariza está em quase todas as edições. "No meu aniversário fiz três comemorações. Ela foi a todas", orgulha-se Consuelo.

Mariza Gomes da Silva sempre gostou da vida social, desde a juventude. "Minha mãe ficava impressionada. Eu sempre chegava em casa com um grupo de amigas e já ia logo organizando uma festinha", conta, com bom humor. Conheceu o marido durante um ensaio de uma quadrilha de festa junina. Hoje, mantém o gosto da juventude e não alterou seu ritmo nem seu estilo depois que o marido assumiu como vice-presidente. Simpática, ela é discreta e mantém-se longe das intrigas da corte brasiliense. Não usa jóias há mais de quarenta anos, cumprindo uma promessa que fez pela saúde do marido, veste-se com cores neutras e usa penteados simples. "Quando ela vai a uma festa, um jantar, todos se sentem muito prestigiados", diz Erika Stockholm, mulher do ministro da Defesa, cuja beleza chama atenção nos eventos do poder.

Com a posse do novo governo, a agitação aumentou muito. Mariza não parou mais de receber convites e homenagens. "Numa ocasião, encontrei-a quatro vezes no mesmo dia, em eventos diferentes. Ela é muito querida por todos", conta Márcia Lima, promoter de Brasília. Só na revista Caras, dona Mariza já fez vinte aparições fotográficas neste ano. Ela também é presença garantida em chás, desfiles e jantares cujo objetivo seja arrecadar dinheiro para obras sociais. Faz doações regulares para mais de cinqüenta entidades beneficentes do Brasil. Aí também tem seus critérios. Se a entidade é conhecida, doa uma quantia módica. Se é desconhecida, não faz economia.

 
 
 
 
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