|
|
Vida
social
Ela
adora um agito social
Ao
contrário da primeira-dama, a mulher
do vice, Mariza Gomes, está em todas as
festas, chás, jantares e desfiles
Emivaldo Silva
 |
| Mariza,
mulher do vice-presidente: agenda cheia |
A vida
de Mariza Gomes da Silva, mulher do vice-presidente da República,
é uma incansável maratona social. Aos 68 anos, três
filhos criados, ela é o antípoda da primeira-dama,
Marisa Lula da Silva, que é avessa a badalações.
Na semana passada, Mariza com z, como é chamada às
vezes para evitar confusões com a Marisa com s, dividiu-se
entre Brasília e Rio de Janeiro para cumprir sua agenda agitada.
Já no domingo, esteve na entrega de presentes a 2.000
crianças carentes, em Brasília. No dia seguinte, viajou
ao Rio, onde almoçou com amigas socialites e, à noite,
foi a um evento do Instituto Zuzu Angel, promovido pela colunista
social Hildegard Angel. Na terça-feira, de volta a Brasília,
esteve num almoço, depois numa confraternização
de Natal e, por fim, num jantar promovido pelo PL, partido de seu
marido. Ainda teve tempo para ajudar a organizar uma festa dos funcionários
do Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente.
"Eles vão fazer um churrasco de fim de ano, me convidaram,
e eu não podia deixar de participar."
Eis
uma das frases prediletas de Mariza Gomes da Silva. "Eu não
podia deixar de participar" é o que ela costuma dizer para
justificar sua onipresença social. Não que ela não
tenha critérios. O primeiro, explica, é prestigiar
as amizades. "Quando são pessoas amigas, faço o impossível
para comparecer." Há quatro anos, ela trocou Belo Horizonte
por Brasília, quando o marido se elegeu senador, e enturmou-se
rapidamente com as socialites locais. Jamais falta aos eventos organizados
pelas amigas Odaíza e Leinha, respectivamente mulher e irmã
de um ex-senador. Nem aos de Palmerinda Donato, ex-secretária
da ex-primeira-dama Sarah Kubitschek, ou aos de Consuelo Badra,
dublê de socialite e colunista social em Brasília.
Na revista de Consuelo, a Foco, Mariza está em quase
todas as edições. "No meu aniversário fiz três
comemorações. Ela foi a todas", orgulha-se Consuelo.
Mariza
Gomes da Silva sempre gostou da vida social, desde a juventude.
"Minha mãe ficava impressionada. Eu sempre chegava em casa
com um grupo de amigas e já ia logo organizando uma festinha",
conta, com bom humor. Conheceu o marido durante um ensaio de uma
quadrilha de festa junina. Hoje, mantém o gosto da juventude
e não alterou seu ritmo nem seu estilo depois que o marido
assumiu como vice-presidente. Simpática, ela é discreta
e mantém-se longe das intrigas da corte brasiliense. Não
usa jóias há mais de quarenta anos, cumprindo uma
promessa que fez pela saúde do marido, veste-se com cores
neutras e usa penteados simples. "Quando ela vai a uma festa, um
jantar, todos se sentem muito prestigiados", diz Erika Stockholm,
mulher do ministro da Defesa, cuja beleza chama atenção
nos eventos do poder.
Com
a posse do novo governo, a agitação aumentou muito.
Mariza não parou mais de receber convites e homenagens. "Numa
ocasião, encontrei-a quatro vezes no mesmo dia, em eventos
diferentes. Ela é muito querida por todos", conta Márcia
Lima, promoter de Brasília. Só na revista Caras,
dona Mariza já fez vinte aparições fotográficas
neste ano. Ela também é presença garantida
em chás, desfiles e jantares cujo objetivo seja arrecadar
dinheiro para obras sociais. Faz doações regulares
para mais de cinqüenta entidades beneficentes do Brasil. Aí
também tem seus critérios. Se a entidade é
conhecida, doa uma quantia módica. Se é desconhecida,
não faz economia.
|