Edição 1833 . 17 de dezembro de 2003

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Stephen Kanitz
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
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Cartas

 

"Ronaldo demonstra a cada dia maior amadurecimento, tanto profissional quanto pessoal. VEJA nos deu um grande presente."
Eliana S. de Oliveira
Cajuru, SP

Ronaldo

Adorei a reportagem com esse menino brilhante que todos chamam de Fenômeno ("A intimidade de um fenômeno", 10 de dezembro). Uma pessoa talentosa, de boa índole, que consegue enxergar ao seu redor, pois com tanta grana e sendo reverenciado mundo afora poderia ser arrogante como a maioria. Ronaldinho consegue atrair para si tudo de bom e com certeza vai trilhar por anos um caminho só de glória.
Rosângela Machado
São Paulo, SP

Há alguns anos, quando li a reportagem de capa de VEJA com Ronaldinho, senti grande satisfação em saber que nosso craque era brasileiro e me orgulhava em dizer isso com a revista nas mãos. Depois, li uma entrevista sua nas páginas amarelas e continuei a admirar o craque. Hoje, lendo a nova reportagem de VEJA, continuo dizendo que tenho grande admiração pelo Ronaldinho. Com certeza, uma revista para ficar na galeria dos nossos arquivos.
Marcelo Teixeira
São Paulo, SP

Na reportagem fica evidente que a crença em nós mesmos, a persistência, o trabalho sério, eficiente e eficaz associado ao apoio de pessoas-chave fazem com que derrubemos a grande maioria das barreiras de nosso caminho no transcorrer da vida. Parabéns ao craque Ronaldo, parabéns a todos aqueles que, junto com ele, acreditaram em sua surpreendente e tão esperada recuperação física e psicológica. Principalmente ao fisioterapeuta Nilton Petrone, o Filé.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

Na mitologia, a Fênix era uma ave fabulosa que renascia das cinzas após morrer queimada. Assim como a mitológica ave, Ronaldo teve sua grande queda para depois se levantar e voar tão alto.
Kazuaki Ishizaki
Hikari, Japão

Gostei da abordagem sobre o Real Madrid e como ele sabe ganhar dinheiro com sua marca. Comparei com o meu time, o Corinthians, dono da marca mais vista do país e ao qual as empresas pagam uma mixaria, uma esmola, para ter seu nome inscrito em camiseta tão famosa. Não é à toa que meu ex-timão está praticamente falido.
Laércio Zanini
Garça, SP

No momento em que a edição 1 832 chega às bancas, o fenômeno mais espetacular do futebol não se chama Ronaldo. Chama-se Alex.
Letícia Carvalho
Belo Horizonte, MG

 

Arthur Agatston

Queria avisar o doutor Arthur Agatston de que a dieta dele é muito fácil de ser seguida, quando você não tem uma mãe cozinheira que faz o melhor bolo de milho que já comi, te convida para jantar com uma polenta com molho de galinha para italiano nenhum botar defeito, e ainda te recebe com pão recém-saído do forno, feito especialmente para você. Entre a minha mãe e o doutor Arthur, prefiro ficar mesmo com minha barriguinha. Mesmo assim, obrigada, VEJA, pela excelente entrevista ("Regime sem dor", 10 de dezembro).
Silvana Maschio
Passo Fundo, RS

 

O PT e os radicais

A incoerência não está em expulsar porque são radicais ou indisciplinados. Ela está na pergunta: por que não expulsaram antes? Antes de 2003, raramente se falava do PT sem mencionar Lula e Heloísa Helena, entre outros, porque eles queriam o completo oposto do que estava sendo feito. Brigavam por tudo aquilo com que não concordavam. E gritavam alto. Na minha opinião, o PT só está no governo agora por ser "radical". Os radicais e os indisciplinados não deveriam ser jogados no lixo pelo PT, pois representam o que o partido já foi um dia: uma pedra no sapato do governo ("É por isso que o PT não é o PMDB", 10 de dezembro).
Eduardo Alves Machado
Barretos, SP

O título da reportagem "É por isso que o PT não é o PMDB" (10 de dezembro) e a única menção no texto ao PMDB sugerem que ele é o principal – se não o único – partido brasileiro em que as regras não são seguidas. A direção atual do partido tem se esforçado para obter o máximo de unidade possível em torno das bandeiras fundamentais, como o desenvolvimento com inclusão social. Na verdade, sabemos todos, o PMDB abriga divergências desde seu surgimento, justamente porque foi criado como um movimento pela redemocratização do país, reunindo políticos das mais variadas tendências. Aliás, o PSDB e mesmo o PT têm suas origens no PMDB. A direção do partido tem se manifestado a favor de uma reforma política e partidária profunda, a fim de que o eleitorado tenha claramente definidas as posições políticas postas à sua escolha. Sem tal reforma, continuaremos assistindo ao que a imprensa chama de "troca-troca partidário".
Ronaldo Paixão
Assessor de comunicação social do PMDB
Brasília, DF

 

Conjuntura

Brilhante a matéria sobre os fatores limitantes do crescimento sustentável da economia ("O que impede o crescimento", 10 de dezembro). VEJA poderia levantar o que significaria para o Brasil viver com uma carga tributária de 25% do PIB. Seria uma excelente lição de administração pública.
Simon Podolsky Sala
Araraquara, SP

Para que o Brasil volte a crescer é necessário que seja aprovada a reforma tributária, mesmo que os resultados venham a longo prazo, e que os juros caiam a patamares compatíveis com o nosso PIB. Estabilidade econômica e credibilidade perante os investidores nós já estamos conseguindo. Agora temos de tirar o ônus desse feito das costas da nossa classe média, que paga impostos altíssimos e convive com juros exorbitantes.
Alessandra Scalioni Brito
Por e-mail

 

Relações exteriores

É preocupante o sonho proletário de Lula e de sua assessoria de alçar o país à condição de primeiro dos piores em vez de último dos melhores ("Política externa rodopiante", 10 de dezembro). Isso equivale a uma festa promovida pelo melhor aluno entre os reprovados no vestibular.
Adalberto Alves de Matos
Barra do Garças, MT

O presidente Lula comporta-se como um novo-rico, não tendo dimensão do ridículo. Seria muito bom para ele uma terapia psicológica para, ao menos, tentar diminuir seu complexo de inferioridade em relação ao ex-presidente FHC e, ao mesmo tempo, acordá-lo para a realidade. Chega de devaneios.
Antonio José Monteiro Rocha
Lagarto, SE

 

Roberto Pompeu de Toledo

Roberto Pompeu de Toledo mais uma vez se superou ("A santa e a senadora", 10 de dezembro). Com seu texto instigante e inteligente, comparou a Maria Madalena da Bíblia com a senadora Heloísa Helena. Realmente, a senadora tem suas convicções políticas que devem ser respeitadas; no entanto, governar é mais do que fazer oposição, é ter coragem de mudar o que precisa ser mudado.
Helano Cid Timbó
Fortaleza, CE

 

Blairo Maggi

Achei excelente a reportagem "O trator no governo" (10 de dezembro), sobre o governador Blairo Maggi, em que ficou evidenciada sua responsabilidade pela coisa pública e pelo crescimento do Estado que governa. A implantação do contrato de gestão junto ao secretariado devia ser copiada pelos Estados que não têm o mesmo sucesso em sua administração.
Carlos Wagner Souza Toscano
Manaus, AM

 

Cartas

Com relação à nota "Lula e a segurança de vôo" (10 de dezembro), o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica sente-se no dever de prestar os seguintes esclarecimentos à opinião pública: a Força Aérea Brasileira tem como um dos pilares fundamentais de suas atividades a segurança de vôo. Tal característica é demonstrada pelo profissionalismo com que são realizadas as missões de transporte do excelentíssimo senhor presidente da República. A preocupação de três leitores com a segurança no transporte presidencial é louvável, porém não é pertinente. A mencionada mesa que aparece na foto é dobrável e não fica naquela posição durante as operações de pouso e decolagem, não interferindo em uma eventual situação de emergência. A foto mostrada na reportagem foi tirada quando a aeronave estava em vôo de cruzeiro, situação em que a mesa desmontável pode ser aberta e utilizada pelos passageiros sem comprometimento da segurança. Em altitude, a saída de emergência não pode ser usada pela pressurização da cabine, como em qualquer outro avião. Caso haja alguma dúvida ou necessidade de maiores esclarecimentos, o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica está à disposição da revista VEJA e de seus leitores.
Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Site: www.fab.mil.br
E-mail: imprensa@fab.mil.br
Brasília, DF

Que me desculpe o leitor José de Sá Neto, de Salvador, Bahia, mas Virgílio, nascido no ano 70 a.C., reprisou a história do cavalo de Tróia contada por Homero (século IX a.C.) em sua obra Odisséia, livro VIII ("Cavalo de Tróia", 10 de dezembro).
Gustavo Sassi
Rio de Janeiro, RJ

 

 
NESTA EDIÇÃO
Direito de resposta: a Reforma de Previdência na visão de um juiz

 
CORRENTE DO BEM

Chegaram à redação de VEJA na semana passada 184 mensagens dos leitores sobre o artigo "Deficientes discriminados" (10 de dezembro), em que o colunista Diogo Mainardi fala da dificuldade de encontrar uma escolinha para seu filho, portador de deficiência. Cinqüenta leitores de dezenove cidades escreveram para indicar uma instituição que poderia acolher Tito, filho de Mainardi. "Sou professora de uma escola especial e, sensibilizada com o artigo, venho convidar Diogo para morar em nossa cidade", escreveu Amelia Tochetto, de Porto Alegre. Todas as sugestões foram repassadas ao colunista – e estão à disposição dos leitores que tenham problema parecido no site de VEJA, em que há também um fórum de leitores discutindo o assunto.

Fórum sobre o assunto
Instituições que aceitam deficientes

 
AMIGOS DO FÍGADO DO GANSO

Marcondes Aurélio Moser e André Grutzmacher, produtores de foie gras, ficaram espantados com a reação de alguns leitores que se manifestaram contra a forma de produção dessa iguaria devido à suspeita de que os gansos sofrem muito durante o processo ("Amigos do ganso", Cartas, 3 de dezembro). "A preparação do foie gras é a reprodução de um processo natural, não envolve tortura animal e o resultado é um alimento totalmente saudável", explicaram em carta à redação. Moser e Grutzmacher salientaram que na natureza o "fígado gordo da ave é fruto de uma alimentação acentuada com o objetivo de acumular reservas para o consumo aumentado de energia durante o processo de migração". Com a domesticação dessa ave, dizem, procurou-se reproduzir o processo para promover a engorda do animal e, conseqüentemente, de seu fígado. Depois de explicar detalhadamente o método de criação dos bichinhos, eles contam que "com essa alimentação acentuada o animal inicialmente acumula gordura no corpo. O acúmulo de gordura no fígado ocorre apenas nos três últimos dias antes do abate", informam. "Um animal doente jamais acumularia gordura no fígado, pois seu metabolismo ficaria alterado e a digestão, comprometida", esclarecem. Todos à mesa!

 

 
 
 
 
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