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Livros
Os Escolhidos, de Jonathan Kellerman
(tradução de Ivo Costa de Oliveira; Mandarim;
394 páginas; 36,50 reais) Quem é fã
de thrillers e ainda não conhece o americano
Jonathan Kellerman pode investir sem medo neste romance,
o quinto do autor a ser lançado no Brasil. Um
dos grandes vendedores de livros da atualidade, Kellerman
tem o dom de tecer enredos arquitetados com engenho.
Neste caso, o assassinato de uma menina de 15 anos,
filha de um diplomata israelense, é o ponto de
partida para uma investigação complicada.
Como nos livros anteriores de Kellerman, os heróis
são Alex Delaware, um psicólogo-detetive,
e Milo Sturgis, um policial gay. Verdade seja dita,
o forte de Kellerman não está na criação
de personagens eles são mais boas idéias
do que figuras caracterizadas com esmero. Mas isso em
nada prejudica o divertimento.
Amsterdam, de Ian McEwan (tradução
de Paulo Reis; Rocco; 181 páginas; 19,50 reais)
Conhecido pelas perversões e crueldades que
retrata em seus romances e contos, Ian McEwan maneirou
um pouco em Amsterdam. Não espere, entretanto,
encontrar uma história rosada. Ao apresentar aos
leitores Vernon, um jornalista inescrupuloso, e Clive,
um músico famoso e egoísta, McEwan destila
humor negro. Os protagonistas aparecem pela primeira vez
na saída de um velório. A falecida foi amante
de ambos e, ali, refletindo sobre a morte, eles fazem
um pacto de proteção mútua. Em breve,
a lealdade será posta à prova e o resultado
bem, digamos apenas que não é dos melhores.
Misto de sátira social, fábula de moralidade
e estudo sobre a psicologia masculina, Amsterdam ganhou
o prestigioso prêmio Booker, em 1998, e confirmou
McEwan como um dos expoentes da geração
de escritores ingleses hoje na casa dos 50 anos, ao lado
de Martin Amis e Julian Barnes.
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Televisão
Ciclo Otto Preminger (Telecine 5, de
segunda a sábado, às 22 horas) O cineasta
austríaco Otto Preminger, diretor de obras-primas
como Laura e Anatomia de um Crime, tem
a fase inicial de sua carreira revisitada. Tido como
um dos mais exigentes diretores de Hollywood, capaz
de pedir que seus atores trocassem sopapos de verdade
para acentuar o realismo das cenas, Preminger tinha
domínio absoluto do film noir, aquele
gênero de suspense povoado por mulheres fatais
e muito popular nos anos 40. Um bom exemplo está
em Passos na Noite, de 1950, a primeira
e melhor das seis fitas que serão exibidas nesse
ciclo. Ele narra a história de um policial truculento
que tenta ocultar sua culpa por um assassinato acidental.
Na quarta-feira será a vez da comédia
Czarina, com Eva Gabor. Nenhum dos filmes
do pacote está disponível em vídeo
no Brasil.
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Discos
The Best of Bond...James Bond, Vários
intérpretes (EMI) Há tempos que o espião
James Bond perdeu em popularidade para heróis
mais audaciosos e violentos. As canções-tema
de seus filmes, no entanto, resistem bravamente ao tempo,
porque sempre foram assinadas por bons artistas. Além
disso, elas refletem os ritmos da moda em cada época.
Essa tática provocou pelo menos uma situação
curiosa. Em 007 contra Goldfinger, de 1964, Bond
dizia que era impossível ouvir os Beatles sem
tampar os ouvidos. Nove anos depois, o ex-beatle Paul
McCartney compôs e interpretou o rock Live
and Let Die, um dos temas mais famosos da série.
Canções como Nobody Does it Better,
cantada por Carly Simon, e The Man with the Golden
Gun, a cargo da escocesa Lulu, merecem ser ouvidas
em qualquer época. A presença de Shirley
Bassey também vale o investimento. Ela interpreta
o clássico dos anos 60 Goldfinger.
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The Unauthorized Biography of Reinhold Messner,
Ben Folds Five (Sony Music) O Ben Folds Five
é uma grata surpresa em meio ao festival de guitarras
e gritos que caracterizam o rock americano deste final
de século. Surgido em 1994, no Estado de Carolina
do Norte, o trio prefere investir em belas melodias
a engrossar o coro de rebeldes sem causa de sua geração,
um estilo que o líder Ben Folds definiu como
"punk rock para filhinhos da mamãe". Entre os
admiradores do grupo está o maestro Burt Bacharach,
outro artista que conhece como poucos a arte de criar
canções assobiáveis. Reinhold
Messner é o primeiro trabalho do grupo a
ser lançado no Brasil. O CD tem músicas
saborosas, com bons arranjos de metais e orquestra.
A presença maciça do piano chega a evocar
o Supertramp, banda que dominou as paradas pop nas décadas
de 70 e 80, e até mesmo Elton John.
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