Edição 1 624 -17/11/1999

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Dalcio


"Espero que os holofotes da CPI continuem acesos quando ela chegar aos tubarões da lavagem de dinheiro."
José Genoíno, deputado federal (PT-SP), sobre a CPI do Narcotráfico

"Já estou redigindo minhas cartas de despedida a mão, já que não tenho eletricidade para usar o computador."
Zelmira Regazzoli, embaixadora argentina na Bolívia, sem dinheiro para pagar as contas de gás e luz

"É filha única de mãe solteira."
Abilio Diniz, dono das redes Extra e Pão de Açúcar, desmentindo que a loja de departamentos Extra Mappin possa ser a primeira de uma nova rede

"Acho que o Covas não sabe nem onde fica Carapicuíba."
Netinho, vocalista do Negritude Júnior, sobre a cidade onde desenvolve projeto social sem ajuda do governo do Estado e onde houve chacina em uma festa no fim de semana


"Eles não vão me vampirizar."
Rafael Greca, ministro do Esporte e Turismo, sobre as denúncias envolvendo sua pasta e uma tentativa de chantagem que sofreu

"A possibilidade de eu ser corrupto é zero."
Luiz Estevão, senador, indicado pelo PMDB para uma relatoria do Plano Plurianual (PPA)

"Você está me constrangendo."
Geddel Vieira Lima, líder do PMDB na Câmara, demonstrando insatisfação com a nomeação do senador Luiz Estevão


"Os usineiros passaram mais uma vez a perna no governo."

Paulo Hartung, senador (PPS-ES), sobre o aumento abusivo do álcool combustível

"Se apertar bem, não sai nada."
Luiz Francisco de Souza, procurador da República responsável pela investigação que resultou na prisão do ex-deputado Hildebrando Pascoal, sobre o apoio dado pelo governo FHC para o combate ao narcotráfico

"Tenho uma péssima notícia para os argentinos: Deus é brasileiro."
Rudiger Dornbusch, economista do MIT , o Instituto de Tecnologia de Massachusetts, a uma platéia de profissionais do mercado financeiro latino-americano

"O muro caiu do leste para o oeste, empurrado por bravos e corajosos alemães-orientais."
Gerhard Schroeder, chanceler alemão, nas comemorações do aniversário da queda do Muro de Berlim

 

Arc* e o matador brasileiro

Arc, o marciano, não entende como podem acontecer episódios como o da matança no cinema do MorumbiShopping, em São Paulo.

– É coisa de um maluco, Arc, de um desequilibrado.

– Mas ele conseguiu comprar uma arma, e de um bandido...

– Teria comprado numa loja, se quisesse, Arc.

– Por que é que vocês permitem que se comprem armas, mesmo numa loja, livrememente?

– Arc, de novo: tem gente que acha que a venda deve ser livre, para que as pessoas possam comprar armas para se defender dos bandidos, dos assaltantes, dos criminosos...

– Mas, enquanto venderem, não aumenta a quantidade de gente armada, e portanto não aumenta a possibilidade de mais gente armada matar mais gente desarmada?

– Em termos, marciano. Vou repetir: tem gente que acha que a venda de armas deve ser livre, para que as pessoas possam se defender dos bandidos...

– Mas armas servem para quê?

– Para atirar nos outros, para intimidar, para se defender...

– Então por que vocês não param de fabricá-las?

*Arc é marciano e invisível e vem de vez em quando à Terra inclusive ao Brasil para ver se vale a pena Marte investir aqui. Por enquanto, ele acha que não... Se alguém achar que dá, ele está recebendo mensagens pelo e-mail Arc@bol.com.br.

Teagá