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Show cósmico
Cientistas esperam chuva de meteoros nesta semana
Astrônomos de todo o mundo estão com telescópios apontados em direção
à constelação de Leão à espera do que promete ser uma das maiores
tempestades de meteoros deste século, na madrugada desta quinta-feira.
Nesse dia, a Terra vai interceptar a órbita do cometa Tempel-Tuttle.
Quando isso ocorre, está sujeita a receber uma chuva de partículas
do tamanho de ervilhas, que se desprendem do núcleo do cometa. São
os chamados meteoros Leonídeos, que penetram na atmosfera a 250.000
quilômetros por hora e explodem a 100 quilômetros do chão. Se o
espetáculo tiver a grandiosidade esperada, os brasileiros poderão
apreciá-lo a olho nu, apesar de os melhores pontos de observação
serem a Europa, o Oriente Médio e a África.
Pesquisadores do mundo todo estão torcendo para que se repita o
show de luzes cadentes que encantou o mundo em 1966. No ano passado,
acreditava-se que o espetáculo se repetiria, mas a tempestade resumiu-se
a uns poucos fragmentos. Foi bonito, mas não chegou nem aos pés
do ocorrido há três décadas, quando os meteoros despencaram do céu
ao ritmo de quarenta por segundo. Não representam nenhum risco para
quem está na superfície, mas ninguém sabe o que pode acontecer com
os satélites que estão em órbita. O que leva os astrônomos a acreditar
que os Leonídeos provocarão uma tempestade cósmica é que em 1998
ocorreu o periélio do cometa. Nessa ocasião, ele chegou ao ponto
mais próximo do Sol. Estima-se que a queda de meteoros é mais intensa
um ano depois desse fenômeno. "Não se verá uma chuva assim
nos próximos 100 anos", garante Bill Cooke, cientista da Nasa.
Vale lembrar que os Leonídeos são imprevisíveis. Nas passagens de
1899 e 1932, quem ficou olhando para o céu só perdeu tempo.
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