Edição 1 624 -17/11/1999

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Do Oiapoque ao Chuí

 
Abertura de reportagens: precisão
e variedade de temas

A presente edição de VEJA chega aos leitores com dois recordes. O primeiro é o de reportagens, a essência do trabalho da revista. São 131 páginas editoriais, cinqüenta a mais que a média, preenchidas por 10.000 linhas de texto. Nas 47 reportagens desta edição e em suas colunas de opinião e nas mais de 100 notas das seções fixas, o leitor vai encontrar uma ampla variedade de assuntos tratados com precisão. Numa delas, o subeditor Ricardo Valladares revela que um dos segredos do sucesso da novela Terra Nostra está no talento do autor Benedito Ruy Barbosa. Para escrever a matéria, que se inicia na página 186, Valladares entrevistou atores, visitou os estúdios da produção, geralmente fechados para a imprensa, e passou seis horas conversando com Benedito. O autor abriu a alma e chorou ao lembrar passagens da sua infância. Em outra frente jornalística, as repórteres Cristine Prestes e Monica Weinberg passaram as últimas seis semanas desvendando os bastidores da aviação brasileira. Ao final do trabalho, produziram uma classificação precisa das companhias aéreas no que diz respeito a suas condições de operação. As reportagens são ilustradas por cerca de 350 fotografias, resultado da edição de 3.500 originais produzidos pelos fotógrafos de VEJA somados aos obtidos nas agências fotográficas nacionais e internacionais que abastecem a revista. Entre elas há um conjunto de extrema força e beleza: a cobertura feita pelo fotógrafo Marcos Prado, durante quase oito anos, do trabalho nas carvoarias pelo interior do Brasil.

O outro recorde desta edição é o número de anúncios. Eles ocupam 125 páginas, marca que consolida a preferência dos anunciantes pela mais lida e influente revista brasileira. Se as bobinas de papel usadas para imprimir este número de VEJA fossem desenroladas, elas produziriam uma fita contínua de 5.700 quilômetros, superando a distância em linha reta entre o Oiapoque e o Chuí, de um extremo a outro do país.