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Do Oiapoque ao Chuí
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Abertura de reportagens: precisão
e variedade de temas |
A presente edição de VEJA chega aos leitores
com dois recordes. O primeiro é o de reportagens, a
essência do trabalho da revista. São 131 páginas
editoriais, cinqüenta a mais que a média, preenchidas
por 10.000 linhas de texto. Nas
47 reportagens desta edição e em suas colunas
de opinião e nas mais de 100 notas das seções
fixas, o leitor vai encontrar uma ampla variedade de assuntos
tratados com precisão. Numa delas, o subeditor Ricardo
Valladares revela que um dos segredos do sucesso da novela
Terra Nostra está no talento do autor Benedito
Ruy Barbosa. Para escrever a matéria, que se inicia
na página 186, Valladares entrevistou atores, visitou
os estúdios da produção, geralmente fechados
para a imprensa, e passou seis horas conversando com Benedito.
O autor abriu a alma e chorou ao lembrar passagens da sua
infância. Em outra frente jornalística, as repórteres
Cristine Prestes e Monica Weinberg passaram as últimas
seis semanas desvendando os bastidores da aviação
brasileira. Ao final do trabalho, produziram uma classificação
precisa das companhias aéreas no que diz respeito a
suas condições de operação. As
reportagens são ilustradas por cerca de 350 fotografias,
resultado da edição de 3.500
originais produzidos pelos fotógrafos de VEJA somados
aos obtidos nas agências fotográficas nacionais
e internacionais que abastecem a revista. Entre elas há
um conjunto de extrema força e beleza: a cobertura
feita pelo fotógrafo Marcos Prado, durante quase oito
anos, do trabalho nas carvoarias pelo interior do Brasil.
O outro recorde desta edição é o número
de anúncios. Eles ocupam 125 páginas, marca
que consolida a preferência dos anunciantes pela mais
lida e influente revista brasileira. Se as bobinas de papel
usadas para imprimir este número de VEJA fossem desenroladas,
elas produziriam uma fita contínua de 5.700
quilômetros, superando a distância em linha reta
entre o Oiapoque e o Chuí, de um extremo a outro do
país.
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