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4 400 abduzidos de Francis Ford Coppola: novidade num tema manjado |
The
4.400 (sexta-feira, às 21h, no Universal Channel)
Com produção executiva do cineasta Francis Ford Coppola
de Apocalipse Now e Drácula de Bram Stoker, entre outros
sucessos , essa série de ficção científica extrai
algo novo de um tema manjado as histórias de alienígenas.
Certo dia, a Terra é ameaçada pelo que parece ser um cometa. Não
se trata disso: a tal bola de fogo explode sobre um lago e dela surge uma multidão
de 4.400 pessoas. Vindas de várias partes do mundo e de épocas distintas
há uma garotinha dos anos 30 e um adolescente desaparecido na década
passada, por exemplo , essas pessoas aparentemente foram abduzidas por extraterrestres
e reaparecem sem ter envelhecido um dia sequer. Com o passar do tempo, descobre-se
que há algo de errado com elas.
LIVROS
Ripley
Subterrâneo, de Patricia Highsmith (tradução
de Alvaro Hattnher; Companhia das Letras; 336 páginas; 39,50 reais)
O talentoso farsante Tom Ripley foi a maior criação da escritora
americana Patricia Highsmith (1921-1995). Esse golpista aparece em cinco romances
e foi vivido no cinema por Alain Delon, Dennis Hopper, Matt Damon e John Malkovich.
Nesse livro, Ripley está envolvido na falsificação de quadros
de um pintor que já morreu mas que, graças aos estratagemas
do farsante, todos pensam estar ainda vivo e ativo. A fraude corre risco de ser
desmascarada pelo comprador de um dos quadros. Ripley vale-se de mil recursos
para se safar mas a situação se complica cada vez mais, para
a delícia do apreciador de uma boa trama policial.
Escombros
e Caprichos O Melhor do Conto Alemão no Século 20
(tradução de Marcelo Backes; L± 400 páginas; 54 reais)
De escritores que já ganharam o estatuto de clássicos, como
Thomas Mann, a autores da nova geração até agora inéditos
no Brasil, como Karen Duve (nascida em 1961), essa coletânea, organizada
pelo crítico e professor Rolf Renner, da Universidade de Freiburg, é
um amplo painel da prosa em língua alemã do século passado.
São 54 autores, cujos contos aparecem organizados em nove seções
cronológicas e temáticas a última delas, dedicada
à literatura feminina, inclui Paula, conto da austríaca Elfriede
Jelinek, ganhadora do prêmio Nobel deste ano. Leia
trecho.
DISCO
Antonio
Carlos Jobim em Minas ao Vivo, Tom Jobim (Biscoito Fino) Esse disco
veio a calhar para quem está cansado de ouvir as obras do compositor carioca
(1927-1994) ser destroçadas por arranjos eletrônicos ou os indefectíveis
vocais em coro. O disco é o registro da apresentação realizada
por Tom Jobim na cidade de Belo Horizonte, em maio de 1981. Jobim dispensa acompanhamentos
e encarou a platéia munido de voz, piano e muitos causos para contar.
Ele fala dos parceiros (numa das melhores histórias, revela que João
Gilberto não botava fé em Desafinado) e apresenta versões
lindíssimas de Estrada do Sol e Eu Sei que Vou te Amar. A
gravação, perfeita, permite ouvir com clareza até a respiração
de Jobim entre uma canção e outra. CINEMA
 | | Eu
Não Tenho Medo: história de passagem |
Eu
Não Tenho Medo (Io Non Ho Paura, Itália/Espanha/
Inglaterra, 2003. Em cartaz desde sexta-feira) Em 1978, no sul da Itália,
o menino Michele (Giuseppe Cristiano) descobre um buraco no chão e, dentro
dele, um garoto tão desorientado que nem consegue abrir os olhos, e acredita
estar morto. Dirigido por Gabriele Salvatores, do sucesso sentimental Mediterrâneo,
esse filme se filia mais ao cinema espanhol do que ao italiano: é uma história
de passagem, em que o ambiente rural e pacífico uma aldeia cercada
de campos de trigo e imersa no que parece ser um infindável dia de verão
contrasta com a gravidade dos fatos que Michele vai desvendar. Uma bela
narrativa e uma estréia auspiciosa para o garoto Cristiano. Veja
cenas.
 | | Spartan:
em busca da "Garota" |
Spartan
(Estados Unidos, 2004. Estréia nesta sexta-feira) O diretor americano
David Mamet tem duas obsessões: os diálogos minimalistas e o comportamento
dos homens no trabalho seja ele qual for. Em Spartan, quem está
em ação é um agente especializado em operações
clandestinas, encarregado de encontrar "A Garota", codinome do Serviço
Secreto para a filha do presidente. Embora o terço final do filme se aventure
num território mais apropriado a Steven Seagal, a primeira hora é
um primor de lógica e economia aplicadas ao suspense. Muitos dos atores
preferidos do diretor, como William H. Macy, têm participações
pequenas e decisivas. Val Kilmer faz o protagonista com uma competência
que fazia tempo não se via em seu trabalho. DVD
 | | Elis
Regina: confissões para
a TV |
Elis
Regina: MPB Especial 1973, Elis Regina (Trama) Em 1969, o produtor
de televisão Fernando Faro criou o programa musical Ensaio. Até
hoje ele é exibido por canais educativos, com a mesma fórmula: entre
uma canção e outra, o convidado fala de influências, infância,
relacionamentos. O entrevistador nunca aparece, de forma que o artista parece
estar se "confessando" para as câmeras. Exibido originalmente em 1973, o
programa dedicado a Elis Regina é um dos melhores de todos os tempos. Conhecida
pela timidez (patente no tique de trocar o anel de um dedo para o outro), Elis
solta o verbo. Fala da rusga que teve com o compositor Edu Lobo, da "mancada"
que deu ao esnobar Chico Buarque em início de carreira e interpreta clássicos
como Upa, Neguinho e Águas de Março. |