Edição 1880 . 17 de novembro de 2004

Índice
Lya Luft
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Auto-retrato
Contexto
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

"Só haverá esperança de paz quando judeus e árabes souberem reconhecer genuinamente as aspirações nacionais um do outro."
Alexandre Ostrowiecki
São Paulo, SP

Yasser Arafat

Meu pai é um sobrevivente da guerra do Yom Kippur, e sempre tive uma visão crítica do que é dito pela imprensa sobre o conflito nos países árabes. Mas quero cumprimentar VEJA pela reportagem, que demonstrou imparcialidade e evidenciou a importância desse líder no contexto internacional ("O fim de uma era", 10 de novembro).
João Carlos Nabout
Goiânia, GO

Arafat com certeza será lembrado como uma das figuras mais expressivas da atualidade, um estadista que deu a seu povo reconhecimento e dignidade, quando fez seu mais elevado e difícil gesto, aceitando a existência de Israel e renunciando ao terrorismo.
Gustavo Hortelan de Melo
Mococa, SP

Nem antes nem hoje o terrorismo, de qualquer espécie e sob qualquer bandeira ou ideologia, pode ser considerado inocente. O fato que agora parecem querer esquecer é que esse "maravilhoso líder" foi o responsável por inúmeros atos terroristas e pela morte de civis, crianças, pais e mães de família. Estar morrendo ou ter ficado merecidamente confinado pelo Exército de Israel não o torna menos assassino nem alivia seus crimes.
Claudia Stella Bär
Campo Grande, MS

A divergência entre a esposa de Arafat e a cúpula da autoridade palestina não se resume somente às questões que envolvem a pessoa física do senhor Arafat. O destino de sua fortuna pessoal, construída na administração da miséria que aflige os palestinos, também tem sido foco de acaloradas discussões entre as partes. O patrimônio de Arafat está entre 200 milhões (revista Forbes) e 6 bilhões de dólares (relatórios de serviços secretos). Esse dinheiro tem desempenhado um papel importante no jogo do poder que envolve importantes milícias armadas e organizações do terror.
Jorge Alberto Nurkin
São Paulo, SP

 

Robert Rey

Parabéns pela entrevista do doutor Robert Rey (Amarelas, 10 de novembro). Quisera que todas as entrevistas de VEJA fossem desse cunho. Adorei seu conteúdo e sua seriedade. Um belo homem não só exteriormente, o doutor Robert Rey acreditou em si mesmo, venceu todas as barreiras, inclusive o preconceito, e chegou lá. Um bom cirurgião plástico não está no planeta para brincar de devolver a juventude às pessoas ou dar-lhes um "novo rosto bonitinho", mas sim para cuidar de nossa boa aparência, algo que o tempo, naturalmente, faz desgastar-se.
Luiz Carlos Angelo
Maceió, AL

Como médico atuante junto dos pobres, posso dizer ao doutor Robert Rey que, se ele pretende fazer algo pelo Brasil, que seja logo. Amanhã pode ser tarde demais. Já dizia Vandré que quem sabe faz a hora.
Lenisio Bragante
Médico e professor da UFPB
João Pessoa, PB

O exemplo da carreira do cirurgião plástico Robert Rey demonstra como as oportunidades de vida não devem ser perdidas, que devemos sempre ter em mente um objetivo a ser alcançado. Não só na cirurgia plástica os médicos brasileiros se destacam mundialmente – os cirurgiões vasculares também têm a fama de estar entre os melhores do mundo nas cirurgias de varizes.
Thadeu Silva de Moura
Diretor clínico da Fundação Hospitalar Estadual do Acre (Fundhacre)
Rio Branco, AC

 

George W. Bush

A reeleição de George Bush nos EUA faz aflorar uma realidade: a evolução das sociedades tem demonstrado a importância da valorização da vida, dos princípios éticos e cristãos para a manutenção de sua existência. A promiscuidade é aceita, mas corromper instituições sagradas como o casamento com a união de gays é inaceitável ("O segundo império", 10 de novembro).
Sandro Jadir de Albuquerque
Brasília, DF

Uma coisa é criticar as políticas armamentistas e econômicas do presidente George W. Bush, outra bem diferente é criticar a sua fé cristã. Como brasileiro cristão, também sou contra a união matrimonial de pessoas do mesmo sexo e do aborto indiscriminado. Não considero como avanço científico os 35 milhões de abortos realizados nos EUA nos últimos 25 anos. Considero genocídio!
Rômulo Weden Ribeiro
Londrina, PR

VEJA fez muito bem em analisar os motivos da reeleição de George W. Bush e apontar os perigos por trás deles. Porém, ao insinuar que uma sociedade "desenvolvida" é uma sociedade que necessariamente apóia o aborto e o casamento de homossexuais, VEJA incorreu no mesmo tipo de sectarismo que se propôs a combater.
Andrei Spacov
Berkeley, Califórnia, EUA

VEJA fez muito bem em analisar os motivos da reeleição de George W. Bush e apontar os perigos que se escondem atrás deles. Porém, ao insinuar que uma sociedade desenvolvida é uma sociedade que necessariamente apóia o aborto e o casamento de homossexuais, VEJA incorreu no mesmo tipo de sectarismo que se propôs a combater.
Andrei Spacov
Berkeley, Califórnia, EUA

 

André Petry

Continuam as investidas do senhor André Petry contra os evangélicos. Desta vez são os americanos, que ele nem conhece direito, pois afirma que os mesmos crêem na virgindade de Maria, o que é um equívoco. Das outras acusações, já que sou evangélico, não me envergonho, pois é nisso mesmo que creio, ou seja, na origem divina dos seres humanos, na defesa da vida, no casamento entre um homem e uma mulher. É lamentável que isso seja visto como "obscurantismo" e "trevas" ("Um tempo de trevas", 10 de novembro).
Pastor Carlos Osmar Trapp
Presidente do Grupo Evangélico de Ação Política (Geap)
Campo Grande, MS

Ao contrário do que afirma André Petry, defender a legalização do aborto é reconhecer o direito da mulher não sobre o próprio corpo, mas sobre fetos, indefesos seres humanos em formação. Embora a luta contra o aborto seja normalmente identificada com pregações religiosas, ateus como eu podem muito bem considerar que o conforto físico ou psicológico da mãe não é justificativa para que se mate o filho que está por nascer. Quem defende o direito à vida sobre todos os demais é, acima de tudo, um humanista.
Hugo Dart
Rio de Janeiro, RJ

 

Eduardo Suplicy

Gostaria de cumprimentá-los pela excelente reportagem "A solidão do senador" (10 de novembro), sobre o respeitado senador Eduardo Suplicy. Com certeza o nobre senador responde com fidelidade aos milhares de votos obtidos nas urnas. Ele não deixará de nos defender e de falar o que realmente pensa, em respeito a todos aqueles que confiam em sua lealdade e honestidade.
Marcílio Gil
Guarujá, SP

Tenho grande frustração de nunca ter votado em Eduardo Suplicy, pois voto em Vitória. É triste saber que a cúpula do PT não gosta dele justamente por suas (inúmeras) qualidades. Suplicy é um dos poucos políticos que me emocionam.
Elias C. Lira
Por e-mail

 

Ministério da Defesa

Na reportagem "Militares derrubam civil" (10 de novembro), VEJA afirma, referindo-se a minha pessoa, que "Alvares estava envolvido em denúncias sobre narcotráfico, o que obviamente não é recomendável para nenhum ministro". Não tem nenhuma procedência ou cunho de verdade essa assertiva, sendo injusta e incorreta em relação a minha pessoa. Deixei o Ministério da Defesa em razão de crise artificial decorrente de matérias fabricadas pela revista IstoÉ, sem jamais ter sofrido algum processo judicial por supostos fatos argüidos por aquele veículo. Minha saída foi solicitada por mim ao presidente Fernando Henrique, de quem recebi, um mês depois, carta altamente encomiosa, elogiando meu trabalho à frente do ministério e no desempenho da liderança do governo no Senado. Após o afastamento, fui distinguido com um almoço no Forte Apache, com a presença dos três comandantes e estados-maiores das Forças Armadas, quando recebi homenagem altamente significativa.
Elcio Alvares
Ex-ministro da Defesa
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Como ex-petista reconheço no artigo "O partido do topa-tudo" (10 de novembro), de Diogo Mainardi, as razões de minha decepção e de minha vergonha por não ter percebido as mazelas ocultas na cúpula desse partido. Gostaria de isentar o presidente Lula das críticas por entender que não existe atualmente outro inocente útil maior que ele no planeta.
Homero Benedicto Ottoni Netto
Atibaia, SP

Esse é um dos melhores artigos da história recente do jornalismo brasileiro. Com grande capacidade de síntese, Mainardi traduz o sentimento geral do país na era Lula. Que o presidente não pense que sua imagem popular de "boa-praça" significa salvo-conduto para um governo medíocre, inescrupuloso e autoritário. Que ele leia a também excelente reportagem "O perfil do novo político que saiu das urnas", na mesma edição da revista. E viva a liberdade de imprensa!
Felipe Masetti
São Paulo, SP

VEJA continua ímpar e merecedora de credibilidade indiscutível, no entanto, tenho uma ressalva: Diogo Mainardi. Todos os governos erram e a história mostra isso, mas daí a achar que o PT e Lula são o inferno e Satanás, já é loucura. Diogo, espere o futuro tornar-se presente e não queira ser Deus. A edição 1 879 de VEJA está suprema.
Aroldo Cantanhede
Roma, Itália

 

Claudio de Moura Castro

O Ponto de vista "A vovó na janela" (10 de novembro) confirmou meu entendimento sobre a educação dos filhos. Como pais e responsáveis, temos a obrigação de enfrentar qualquer sacrifício pelos filhos. A maior herança que podemos deixar para eles é a educação. Não dá para ser como as avós coreanas, pois não temos o tempo todo para os filhos, mas que tenhamos a consciência de que estamos sendo observados por eles o tempo todo. Nossa atitude diária é um espelho para eles.
Elmy Massae Matsumura
Curitiba, PR

Comentários como esse deveriam ser afixados em todo quadro de aviso de escolas, igrejas e repartições públicas, conclamando todos a ver menos TV e a fazer sua parte. Só com uma sociedade participativa na educação dos filhos poderemos pleitear um país melhor.
Maria de Fátima P. Santos
Rio de Janeiro, RJ

 

O novo PT

Com muita honra, graduei-me em história na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 1972, mas não pertenço ao quadro funcional daquela instituição ("Da cidade grande para o interior", 10 de novembro).
Lucia Hippolito, cientista política
Rio de Janeiro, RJ

 

Clarissa Garotinho

A reportagem "Sujeira para todo lado" (3 de novembro) afirma que o deputado estadual Alessandro Calazans, do PV, teve relativa proximidade com a família Garotinho e ficou muito meu amigo na ocasião. Acredito que não tenha existido má-fé de nenhuma parte. Ainda assim, cumpre esclarecer que eu e o deputado Alessandro Calazans nunca fomos amigos. Quero deixar claro que eu o conheço apenas de atividades políticas.
Clarissa Garotinho
Rio de Janeiro, RJ

 

CORREÇÕES: A frase atribuída ao leitor Milton Ribeiro ("As sinfonias de Mozart", Cartas, 10 de novembro) é na realidade do leitor Saulo Krieger. Jorge Bittar, do PT, ficou em quinto lugar, e não em quarto, na última eleição municipal no Rio de Janeiro (Contexto, 10 de novembro). Na reportagem "Cai um curinga" (10 de novembro), quem aparece na foto não é o ex-senador Sebastião Rocha, mas o empresário e suplente de senador Fernando Flexa Ribeiro.

 

"Morrem de inveja por
não morar em Curitiba"

Oitenta e três leitores curitibanos criticaram o uso de "modorrenta" em referência a sua cidade na reportagem "As gladiadoras das oito da noite" (3 de novembro). "Curitiba é uma capital dinâmica, com bom nível de emprego, ótimas faculdades, excelente parque gastronômico e uma das cidades com melhor qualidade de vida, inclusive já citada pela própria VEJA em reportagens anteriores", escreveu Sandra Mara Hartog Rebello. "Ou o repórter não conhece Curitiba ou desconhece o significado da palavra modorrenta", desconfia Olair Roberto Pavani. "Acho que ele não conhece nem mesmo as revistas VEJA Curitiba e VEJA Noite Curitiba", escreveu Jair de Assunção. "Morrem de inveja por não poder se dar ao luxo de morar em cidade tão aprazível", disse Célia Scholz. "Visite a capital paranaense e verá que nossa cidade tem muitos problemas, mas nada tem de estúpida e sonolenta", convida Gislaine M.R. Kalinowski. VEJA se penitencia pelo uso do termo inadequado para descrever a cidade.

 

Malan citava Mencken


O leitor João Carlos Prolla, de Porto Alegre, escreve para observar que a frase citada como sendo do ex-ministro Pedro Malan, no artigo "O crédito público e os juros" (Em foco, 27 de outubro), na verdade é uma citação: "A frase atribuída ao ex-ministro Malan, 'Para todo problema econômico de grande complexidade sempre existe uma solução muito simples, e errada', é na realidade a adaptação de uma frase do grande jornalista e crítico social americano H.L. Mencken (1880-1956)", escreveu Prolla. A frase ("There is always an easy solution to every human problem – neat, plausible and wrong"), foi publicada originalmente no ensaio "The Divine Afflatus", no New York Evening Mail (16 de novembro de 1917) e republicada em Prejudices: Second Series (1920) e A Mencken Chrestomathy (1949).

 
 
 
 
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