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Edição 2078

17 de setembro de 2008
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TELEVISÃO

ALICE (estréia no domingo 21, às 22h, na HBO)

Hulton Archive/Getty Images e Divulgação
TELEVISÃO Alice: nova série brasileira produzida pelo canal HBO


• Em Palmas, no Tocantins, a jovem Alice (Andréia Horta) se vira com uns bicos e planeja um casamento certinho. Até que uma viagem a São Paulo, onde o pai que ela mal conheceu se suicidou, demole suas certezas. Como a personagem de Alice no País das Maravilhas, a protagonista desta série brasileira cai numa toca de coelho: depois de perder o avião para casa, é engolfada pelas tentações da noite paulistana (como nas produções americanas da HBO, aliás, sexo e drogas são mostrados de forma explícita). Com esse mote, os diretores Karim Aïnouz (Madame Satã) e Sergio Machado (Cidade Baixa) fazem uma crônica sobre a inquietude – crônica na qual a fotografia, que extrai beleza até do lado sórdido da cidade, é parte essencial.

 

LIVROS

JANELA INDISCRETA E OUTRAS HISTÓRIAS, de Cornell Woolrich (tradução de Rubens Figueiredo; Companhia das Letras; 208 páginas; 33 reais)

• Cornell Woolrich (1903-1968) começou sua carreira literária, nos anos 20, tentando imitar F. Scott Fitzgerald. Mas ele descobriu seu verdadeiro talento no romance policial. Foi, ao lado de Dashiell Hammett e Raymond Chandler, um dos expoentes do noir. Entre outras histórias de crime, esta coletânea de contos traz aquela que deu origem a um dos filmes mais célebres de Alfred Hitchcock, Janela Indiscreta, sobre um homem imobilizado por uma perna quebrada que se põe a bisbilhotar os apartamentos do prédio em frente ao seu e desconfia que um vizinho cometeu assassinato. Leia trecho.

 

LIVRO Daniel Defoe: o autor de Robinson Crusoe narra histórias de piratas famosos

UMA HISTÓRIA DOS PIRATAS, de Daniel Defoe (tradução de Roberto Franco Valente; Jorge Zahar; 264 páginas; 34 reais)

Assinado por um tal capitão Charles Johnson, que ninguém sabia quem era, a História dos Piratas foi um best-seller na Inglaterra do século XVIII. Era uma descrição franca e violenta das peripécias dos criminosos do mar. Só no século XX os especialistas atribuiriam o livro ao inglês Daniel Defoe (1660-1731), autor do clássico Robinson Crusoe – e também um grande jornalista. A edição brasileira não traz o livro todo, mas nove perfis de piratas famosos, como o sanguinário capitão Teach, o Barba Negra. No texto sobre o pirata Bartholomew Roberts há uma curiosa descrição do Brasil, onde ele esteve. Leia trecho.

 

DISCOS

Mauricio Valladares

DISCO O cantor Ed Motta: viagens pelo jazz e pelo pop

CHAPTER 9, Ed Motta (Trama)

• Artista irrequieto, Ed Motta já lançou discos para encher a pista de dança, obras calcadas no jazz e, no ano passado, mostrou sua veia de compositor de musicais com o espetáculo teatral 7. Em Chapter 9, ele volta a explorar o jazz e o pop. Há uma canção inspirada no hard rock do Led Zeppelin (Tommy Boy’s Big Mistake) e um reggae de primeira (The Sky Is Falling). You’re Supposed To, por seu turno, tem uma batida eletrônica à la anos 80. Chapter 9 é todo cantado em inglês – as letras ficaram a cargo de Claudio Botelho, especialista em musicais, e Rob Gallagher, ex-integrante do grupo pop Galliano. O álbum pode ser baixado gratuitamente no site da Trama Virtual (http://www.albumvirtual.trama.com.br)

 

Luis Gomes

DISCOS Violeta de Outono: psicodelia dos anos 80 que resistiu à prova do tempo

VIOLETA DE OUTONO e EM TODA PARTE, Violeta de Outono (Voiceprint)

Surgido em meio à explosão do rock brasileiro da década de 80, o Violeta de Outono sempre foi um grupo diferenciado. O trio tinha como inspiração a música psicodélica dos anos 60 (em especial o Pink Floyd), em vez do punk e da new wave cultuados no período. A opção se mostrou benéfica: enquanto muitas bandas dos anos 80 não resistiram ao teste do tempo, o Violeta ainda pode ser ouvido sem constrangimentos. Violeta de Outono e Em Toda Parte, os dois primeiros discos do trio, estão saindo em reedição que inclui faixas-bônus – como a versão de 2000 Light Years from Home, dos Rolling Stones.

 

Cinemateca VEJA

"Eu vejo mortos." Com a frase, o garoto Cole (Haley Joel Osment) resume seu fardo em O Sexto Sentido. Lançamento desta semana da Cinemateca VEJA em São Paulo e no Rio de Janeiro, a fita de 1999 renovou o suspense – e permanece uma lição de quanto um roteiro engenhoso faz a diferença. O filme desafia até os espectadores mais alertas. E retrata com maestria o tormento psicológico de seu protagonista: aterrorizado pela visão de fantasmas com corpos dilacerados, mas sem conseguir expor isso às pessoas, o pequeno Cole se fecha num mundo de sombras – de onde o terapeuta vivido por Bruce Willis tentará retirá-lo.

Nos demais estados, nesta semana: Matrix, a revolução na ficção científica e na maneira de filmar ação protagonizada por Keanu Reeves.

 

Como comprar a Cinemateca VEJA

Em bancas, livrarias e algumas redes de supermercado, a 13,90 reais o exemplar avulso. Para assinar, ligue 3347-2179 (Grande São Paulo) ou 0800 7752979 (outras localidades), de segunda a sexta-feira, das 8 às 22 horas. Pela internet, acesse www.assineabril.com

 
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