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Edição 2078

17 de setembro de 2008
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O sol na prateleira

A pedido de VEJA, as duas moças abaixo aplicaram
durante uma semana diferentes tipos de autobronzeador.
Elas avaliaram seus efeitos

Lailson Santos
Maria Luiza Braga e Camila Liporini

Produto testado: HIDRATANTE DOVE SUMMER TONE
A estilista Maria Luiza Braga, 26 anos: "O efeito ficou um pouco artificial"
Primeiros efeitos: no segundo dia
Textura: é imediatamente absorvido pela pele. Não manchou a roupa
Fragrância: agradável no início, mas piora depois
Ressalva: apareceram pequenas manchas nos braços, nas mãos e no cotovelo

 

Produto testado: AUTOHELIOS GEL-CREME AUTOBRONZEADOR HIDRATANTE (La Roche-Posay)
A analista de contabilidade Camila Liporini, 27 anos: "Apesar das pequenas manchas que apareceram, gostei da tonalidade"
Primeiros efeitos: no mesmo dia
Textura: demora um pouco a ser absorvido, o que dá sensação de pele grudenta
Fragrância: é suave, mas torna-se desagradável com o tempo
Ressalva: a diferença de cor entre as mãos e os braços é perceptível

 

A palavra dos especialistas

Como funcionam os autobronzeadores – e os cuidados necessários ao aplicá-los na pele

Comentário sobre os produtos testados: a concentração de substâncias autobronzeadoras é maior no Autohelios, daí a pele ficar mais escura do que com o Dove

Como funcionam: contêm substâncias que estimulam a produção de proteínas das quais se origina um pigmento de cor dourada. O cheiro ruim vem delas – não do creme

Duração do efeito: até uma semana

Cuidados:

• aplicar uma camada extra de creme sobre eventuais manchas. Elas resultam da renovação da pele, que se dá a uma velocidade diferente em cada parte do corpo

• não lavar as mãos, como recomenda o rótulo, mas sim usar um algodão com loção adstringente apenas nas palmas. Evita manchas

• passar menor quantidade de autobronzeador nas regiões do corpo em que a pele é mais grossa, como joelhos e cotovelos. Nelas, o creme é mais absorvido – e a pele tende a ficar mais escura

 

Menos nocivas e mais práticas

Como as maquiagens evoluíram nas últimas décadas

Bettmann/Corbis/Latin Stock


BASE
Antes – Composta de ceras e óleos, obstruía os poros. Com pigmentos grandes demais, era difícil de espalhar
Hoje – É feita com matérias-primas vegetais, que não agridem a pele e não contêm óleo

RÍMEL
Antes – Feito com ceras petroquímicas, ressecava os cílios
Hoje – As fórmulas incluíram pantenol e vitamina E para evitar a desidratação dos fios

BATOM
Antes – Constituído de ceras à base de derivados de petróleo e óleo de ristino, causava irritação
Hoje – A matéria-prima são as ceras vegetais, que não agridem os lábios. Pigmentos menores garantem maior fixação

 

Especialistas consultados: as bioquímicas Sara Gonçalves e Sônia Corazza e os dermatologistas Adilson Costa, Ana Paula Mesk, Daniela Pellegrino, Denise Steiner e Érica Monteiro


Com reportagem de Camila Pereira e Gisela Blanco



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