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Leitor
40 propostas para o Brasil O seminário
"O Brasil que Queremos Ser" coloca VEJA na vanguarda
da busca de caminhos para o verdadeiro progresso do país.
As oito propostas do primeiro painel apontam a educação
como o fundamento de qualquer ação voltada para
o cumprimento das propostas dos demais painéis. Sem
educação, um Brasil claudicante andará
aos tropeços em parelha com os países mais atrasados
do planeta ("Um dia muito especial", 10 de setembro).
Feliz do país
que tem uma imprensa livre. Feliz do Brasil, que tem uma revista
como VEJA. Durmo mais tranqüilo sabendo que a equipe
de VEJA está trabalhando, como se fosse a guardiã
da democracia. Bravos à Editora Abril, a VEJA e a esse
brilhante brasileiro Roberto Civita. A ele, o meu mais profundo
respeito e admiração. VEJA dá exemplo
de como se deve pensar globalmente e agir localmente. A cada
dia se torna mais evidente que é através da
participação dos diversos segmentos na formulação
de idéias suprapartidárias que teremos a oportunidade
de construir uma sociedade mais justa e fraterna. Desejo expressar
meu contentamento e minha gratidão à Editora
Abril e, em especial, à redação de VEJA
por terem realizado o evento "O Brasil que Queremos Ser".
Como universitário, e cioso dos problemas que enfrentarei
nos próximos quarenta anos de vida profissional, aprecio
muito a realização de foros norteados pela pluralidade
de idéias e pela honestidade intelectual, como esse
mostrou ser.
Resgatei a minha
esperança de melhores tempos em razão da brilhante
idéia de VEJA de reunir 500 eminentes cidadãos
ligados às áreas de política, economia
e cultura para participar do seminário "O Brasil
que Queremos Ser". Esses especialistas falaram com propriedade
sobre as formas de gerir o Brasil e, conseqüentemente,
suprimir as barreiras que impedem a nação de
alcançar o seu potencial pleno de progresso para as
gerações futuras. Muito interessante
a reportagem. Trata-se de produto de pessoas preocupadas com
o desenvolvimento do nosso país. Demonstra a preocupação
deste importante meio de comunicação com nossa
sociedade. O item 2 parece-me o mais importante. Ocorre que
muitos pais com pouca ou nenhuma instrução também
não valorizam o estudo dos filhos. Creio que seja também
muito importante educar os pais com cursos profissionalizantes
ou oferecer ensino universitário a distância
para maiores de 30 anos. Admirável
a iniciativa de VEJA de promover amplo debate sobre "O
Brasil que Queremos Ser", em comemoração
aos seus quarenta anos. A responsabilidade na abordagem de
temas da mais alta relevância para a sustentabilidade
presente e futura reflete o espírito que sempre norteou
a revista: antecipar os fatos como forma de impulsionar a
mudança de comportamento da população. Na proposta "Unificar
as leis ambientais" não foi levado em consideração
relatório apresentado ao Grupo de Trabalho de Consolidação
das Leis Ambientais da Câmara dos Deputados. Em 9 de
julho do corrente, esse colegiado aprovou por unanimidade
relatório acerca do projeto de lei nº 679/2007,
que sistematiza toda a legislação ambiental
em vigor no país. A intenção foi reduzir
o "emaranhado legal" citado, os conflitos judiciais
na área, facilitar o acesso e aprimorar a legislação
ambiental. O texto, que pode ser acessado no portal da Câmara,
tem 480 artigos, unifica 33 decretos e leis, partes de outras
sete normas e uma medida provisória. A matéria
agora será enviada à Comissão de Constituição
e Justiça, para ser analisada, e deverá entrar
na pauta de votações do Plenário até
o fim deste ano.
Especial VEJA 40 Anos A edição
especial VEJA 40 Anos (setembro de 2008) é para ser
lida, relida e guardada. Ali, em cada página, vemos
um pouco da história da nossa vida. A isenção
e a qualidade editorial de VEJA garantiram essa trajetória
bem-sucedida de quarenta anos. Agora, nós, leitores,
continuamos contando com a visão crítica e independente
de VEJA para acompanhar a evolução das quarenta
propostas para o Brasil. Quando vi pela primeira
vez esta linda revista (lembro-me como se fosse hoje), pensei:
"Poxa, o Brasil tem revista igual à Time;
estamos deixando de ser subdesenvolvidos!". Durante muito
tempo andei com ela e com a Time debaixo do braço,
só para me exibir, dizer que eu era culta. Tinha apenas
12 anos. Realmente VEJA me ajudou a ficar mais culta. Ao receber a edição
especial VEJA 40 Anos, fui tomada pela emoção:
revi a cena de meu pai entrando em casa com uma revista de
capa vermelha. Era o número 1 dessa revista que passou
a fazer parte de nossa vida. Ela me acompanhou na infância,
na adolescência e na vida adulta. Meus filhos a consultaram
em trabalhos escolares e a família toda a lê
para manter-se informada. Sei que terá vida longa e
meus netos e bisnetos terão a sorte de lê-la.
Parabéns a toda a equipe de VEJA. Agradeço
a gentileza do presente e a oportunidade de viajar por estes
tão ricos quarenta anos. É a equipe de VEJA
nos surpreendendo a cada nova edição. O aniversário
é da revista, mas o presente foi nosso. Manifesto a importância
de VEJA na história da imprensa do país, ao
tempo em que a cumprimento pelos quarenta anos de sua fundação
e circulação. Todo e qualquer cidadão
brasileiro, esteja ele vivendo no Brasil ou no exterior, que
se considere informado, conhecedor do que se passa no Brasil
e no mundo, é com certeza leitor desta revista, que
se transformou no meio de comunicação escrito
e semanal mais competente, independente e importante do país.
A edição
especial de aniversário (40 anos) está simplesmente
fantástica. É como se encontrássemos
sementes que foram preservadas durante tanto tempo para replantá-las
no solo das mentes que não tiveram o privilégio
de recebê-las naquele tempo. Continuem semeando a verdade
a qualquer preço. Concordar com VEJA
ou discordar dela é prerrogativa do leitor. Eu já
concordei muito e discordei uma centena de vezes. E prefiro
que continue assim pelos próximos quarenta anos. Sem
acordo. Mas com muita informação. Parabéns!
Stephen Kanitz No texto "O
petróleo não será mais nosso" (10
de setembro), Stephen Kanitz explica o motivo do nosso fracasso
como país: a total ausência de cérebros.
Apesar de sermos privilegiados pela natureza, não conseguimos
o desenvolvimento. O maior sinal de ignorância econômica,
hoje, é trocar petróleo por dólares.
Somos uma república de bananas. Interessantíssima
a análise do articulista acerca do chamado petróleo
do pré-sal. Na verdade, o que o governo quer fazer
está aquém do que realmente deveria ser feito,
que é reservar essa província petrolífera
para futuras negociações. Há muito
não leio algo tão equivocado. A prevalecer tal
enfoque, devemos parar de exportar quaisquer recursos não-renováveis,
como minério de ferro e os produtos industrializados
dele resultantes (aço, por exemplo). O ponto de vista
apresentado é extremamente simplista para um assunto
que requer um estudo mais aprofundado sobre o que e como fazer.
Jovens evangélicos Linda a reportagem
sobre os jovens evangélicos, que os mostra como pessoas
normais, sem estereótipos, coerentes, que fizeram uma
escolha, por sinal bastante inteligente, de não fumar,
não beber e não consumir drogas. Cumprimento VEJA
pela reportagem "Eles são diferentes. E adoram
isso" (10 de setembro). Tenho 18 anos, sou evangélica
(Assembléia de Deus Missões) e gostei
muito do que li. A jornalista Juliana Linhares soube abordar
de forma objetiva e profissionalmente imparcial um assunto
que geralmente causa polêmica e confusão: religião.
Diogo Mainardi Quase nunca concordo
plenamente com as opiniões de Diogo, mas, após
ler o artigo "Um aborto é igual ao outro"
(10 de setembro), só posso dizer: Diogo, você
é o cara! Obrigada pela singeleza, pela inteligência
e pelo carinho num assunto que anda perdido no meio de discussões
puramente científicas. Ainda existe amor neste mundo. Caro Mainardi, senti
muita inveja da clareza e simplicidade com que você
escreveu sobre o aborto. Em certa fase da minha vida eu também
me sentia assim "palerma", como você se definiu.
Sou mãe de cinco filhos e concordo que o aborto é
mesmo "uma escolha puramente pessoal", seja para
se preservar do sofrimento, seja para fugir de alguma responsabilidade.
Em minha terceira gravidez, no segundo trimestre, tive rubéola.
Por termos formação cristã, eu e meu
marido decidimos pela vida. Mas tive medo, muito medo. Não
fizemos nenhum tipo de teste para saber como chegaria nosso
filho, Davi. Ele chegou perfeito. Entendi com clareza tudo
o que você quis dizer, porque não foi algo "aprendido",
foi algo "vivido".
Guia Na reportagem "Cadeiras
para enfeitar e (às vezes) sentar" (10 de setembro),
informei que o encosto deve iniciar-se na parte inferior da
escápula, e não que "o encosto deve ficar
no meio das costas previne-se assim uma eventual lesão
na escápula". Isso não existe. Não
ocorre lesão na escápula por inadequações
do encosto.
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