Panorama
Holofote
Felipe Patury
Esse crédito é um prêmio
Beto Barata/AE
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O governo já tem um esboço do projeto com o
qual pretende ressuscitar o crédito-prêmio do
imposto sobre produtos industrializados (IPI), uma benesse
que pode custar até 20 bilhões de reais aos
cofres públicos. O crédito-prêmio era
um benefício fiscal que foi extinto em 1983 e permitia
que as empresas fossem ressarcidas pelo IPI recolhido sobre
produtos exportados. A idéia é que a União
estenda retroativamente a vantagem de 1983 até 2002.
Os exportadores receberiam 50% do valor acumulado nesse período.
Em troca, abdicariam das demandas judiciais sobre o imposto
nas quais, aliás, acumulam derrotas. O acerto
está sendo costurado com a anuência do ministro
da Fazenda, Guido Mantega, pelo seu secretário
executivo, Nelson Machado, e pelo procurador da Fazenda Nacional,
Luis Inácio Adams.
O inferno de
Dantas
Ana Araujo
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O financista Daniel Dantas, do Opportunity, deixa um
rastro de devastação por onde passa. No mês
passado, o Ibama aplicou uma multa de 16 milhões de
reais na Agropecuária Santa Bárbara, a empresa
que ele montou para explorar a criação de gado.
Os fiscais descobriram que Dantas desmatou ilegalmente mais
de 32 quilômetros quadrados no município de Santana
do Araguaia, no sul do Pará. Seus advogados tentam
jogar a culpa no antigo proprietário.
Ele cortou
os verdes
Jamil Bittar/Reuters
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O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, passou uma
motosserra nos ongueiros que dominaram a pasta durante a gestão
de sua antecessora, Marina Silva. O ex-secretário executivo
João Paulo Capobianco era ligado à SOS Mata
Atlântica. A ex-secretária da Qualidade Ambiental
Thelma Krug, à SBPC. Hamilton Pereira, que ocupava
a Secretaria de Articulação Institucional, representava
os movimentos sociais do PT. Outro petista, Luciano Zica,
respondia pela Secretaria de Recursos Hídricos. O ex-diretor
de Combate ao Desmatamento André Lima pertence ao ISA.
Os ceifados foram substituídos por técnicos
de carreira.
Os planos de
Renan
Dida Sampaio/AE
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O senador Renan Calheiros (PMDB) sonha voltar ao centro
da cena política como governador de Alagoas. Embora
as pesquisas de opinião indiquem que ele tem apenas
entre 3% e 4% de intenções de voto, Renan garante
que não desistirá de se candidatar à
sucessão do tucano Teotônio Vilela. Pavimenta
sua campanha com os movimentos dúbios de sempre. Deixou
de apoiar Teotônio, mas não entrou na oposição.
Fez isso apenas para não se tornar alvo do PT, que
disputa o poder com o governador. Depois, fechou uma aliança
com o ex-presidente Fernando Collor, a quem ajudou a derrubar
em 1992. Apesar do acordo, Collor considera que a chance de
vitória de Renan é remota. Depende da fidelidade
dos prefeitos para os quais transferiu verbas enquanto ocupou
a presidência do Senado.
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Tropa de Elite
II pede para sair
Divulgação
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Os cineastas José Padilha e Marcos Prado planejam
rodar a seqüência de Tropa de Elite.
A idéia é jogar o conflito entre policiais
sérios e corruptos para a esfera do poder político.
No novo filme, o capitão Nascimento estaria grisalho,
teria 48 anos e seria promovido a secretário
de Segurança Pública do Rio de Janeiro.
Sua missão: acabar com a infiltração
do crime na estrutura policial. O projeto só
será levado adiante, no entanto, se o ator Wagner
Moura, que encarnou o capitão Nascimento
no primeiro filme, topar fazer a continuação.
Moura está em dúvida por temer que o personagem
estigmatize sua carreira. Do ponto de vista financeiro,
não há dificuldade: a simples menção
do projeto já estimulou empresas a patrociná-lo.
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