Edição 1820 . 17 de setembro de 2003

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Turismo
Na Europa, com lulu

Para quem não sabe: hotéis de luxo
aceitam, sim, bichinhos de estimação.
E os enchem de agrados

 

Maison de La France
Salão do Crillon, de Paris: luxo também presente nas acomodações para totós

Pessoas que viajam e não agüentam ficar longe de seu animal de estimação têm à mão uma solução cara, mas amplamente difundida: hospedar-se em hotéis cinco-estrelas, palácios de mordomias que, em sua maioria, não só deixam o dono ficar com seu bichinho no quarto como recebem a ambos como reis. Quanto mais luxo, mais os bichos são bem tratados. No começo do mês, o Trianon Palace (diárias: 340 a 470 dólares o casal), de Versalhes, anunciou que a partir de outubro, por preço ainda não fixado, oferecerá um "pacote" para cães, que consistirá de acomodação de primeira (cesto e cobertor de grife), serviço de quarto e uma caixinha de, digamos, cosméticos – lenços umedecidos, xampu, perfume etc. Na mesma linha, a Starwood Hotels and Resorts, empresa americana dona dos Sheraton, Westin (a rede do Trianon) e W, anunciou em agosto que todos os hotéis desses nomes nos Estados Unidos e no Canadá passariam a aceitar hóspedes acompanhados de cães de estimação, com direito a agrados variados. Nos cinco W de Nova York, os lulus podem desfrutar de massagem de uma hora (125 dólares) com terapeuta especializada em animais. "Donos de cachorros são um nicho de mercado muito mal servido pela indústria de turismo", justifica o comunicado anunciando o novo serviço.

 
Divulgação
Xico Buny

Perfume especial: mimo do Trianon para hóspedes caninos

Caminhas especiais, serviço de quarto com três ou quatro opções de "pratos" e funcionários para sair com o cachorro (sim, cães são privilegiados nesse tipo de acomodação) são mordomias oferecidas por quase todos os hotéis de luxo, sobretudo em Paris, a meca dos hóspedes caninos abonados. No Crillon (870 dólares o quarto, 1.000 dólares a suíte), um veterinário bilíngüe atende a chamados. No Lancaster (890 dólares a suíte mais simples), lulu dorme em uma cama assinada pelo designer Philippe Plein, de aço e penas (artificiais), que pode ser comprada ao fim da estada pela quantia de 1.100 dólares. No Water Club, resort chique (diárias de 210 a 270 dólares) em San José, na Costa Rica, o cãozinho, ao chegar, assina uma ficha de hóspede com a patinha lambuzada de açúcar colorido, que ele pode lamber depois. A diária canina de 48 dólares inclui acomodação e brinquedinhos; serviço de quarto em comedor de prata e babá (15 dólares a hora) são extras. Em São Paulo, o Unique não só aceita, como tem prazer em acomodar bichinhos. "Em geral, eles são muito comportados e não perturbam ninguém", atesta a gerente de hospedagem, Soraya Karrer. Na medida do possível, o hotel atende a pedidos especiais. "Recentemente, recebemos um cãozinho acostumado em casa a frango cozido na água e sal e desfiado. Mandamos fazer todos os dias, no almoço e no jantar", conta. O Copacabana Palace, do Rio de Janeiro, e o Emiliano, de São Paulo, também acomodam animais pequenos – Gisele Bündchen já ficou em ambos com sua yorkshire, "Vida".

 

 

 

 
 
 
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