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Vinhos
O
sucesso do vizinho
Argentinos mostram como se faz
vinho barato e de ótima qualidade
Em
meio à quebradeira geral e falta de dinheiro dos últimos
anos, as vinícolas argentinas se viram diante de um dilema:
minguar em um mercado interno empobrecido ou se modernizar e criar
vinhos para exportação. A maioria delas optou pela
segunda alternativa. O resultado é que, em menos de cinco
anos, o vinho argentino passou por uma transformação
qualitativa. Algumas marcas concorrem em pé de igualdade
com os melhores chilenos, californianos e franceses. Dois deles,
Yucochuya e Nicolás Catena Zapata, são considerados
clássicos, avaliados com nota 95 de uma pontuação
máxima de 100 pelo americano Robert Parker, o mais respeitado
crítico de vinhos do mundo. Para os brasileiros, essa transformação
na vinicultura argentina é uma excelente notícia.
Com a desvalorização do peso, vinhos argentinos de
bom padrão podem ser comprados por preços camaradas.
A ausência de taxas de importação para os países
do Mercosul os torna ainda mais atraentes. Os melhores rótulos,
justamente o Yucochuya e o Nicolás Catena Zapata, são
bem mais caros. Custam cerca de 250 reais a garrafa. Ainda assim,
se fossem europeus, custariam no mínimo 50% mais em função
da taxação e do custo do frete.
Os
argentinos também começaram a dar maior atenção
ao mercado brasileiro. "Com a desvalorização do real,
as opções de vinhos bons e baratos praticamente desapareceram
por aqui. Tínhamos de vir para cá", diz o empresário
argentino Victor Levy, dono da Grand Cru, importadora especializada
em vinhos argentinos. Levy tem em sua loja, inaugurada há
alguns meses em São Paulo, cerca de setenta marcas de primeira
linha, com preços a partir de 22 reais. Os objetivos dos
argentinos no Brasil são ambiciosos. Eles pretendem encostar
nos chilenos, os atuais líderes de vendas, posição
tomada dos italianos em 2001. Hoje, a Argentina está em terceiro
lugar na lista de países fornecedores de vinhos para o Brasil.
Em 1999, ocupava a sexta posição. "Enólogos
do mundo inteiro reconhecem que o vinho argentino é a bola
da vez. O número de marcas bem avaliadas pelos críticos
internacionais decuplicou nos últimos anos", diz Luiz Gastão
Bolonhez, diretor comercial da importadora Expand, a maior do Brasil.
Entre seus trunfos, os argentinos contam com as características
naturais da região de Mendoza, onde está plantada
a maior parte dos vinhedos. Chove pouco, o sol é forte e
o solo é irrigado pela água que vem das geleiras andinas,
ricas em nutrientes. Tais virtudes atraíram grandes produtores
internacionais, como as francesas Möet & Chandon e Lafite-Rothschild.
A revolução argentina está apenas começando.
Claudio Rossi
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Anubis
Syrah-Bonarda 2001
R$
39,00
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J. Miranda
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Norton
Reserva
Malbec 2000
R$
37,70
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Divulgação
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Los
Cardos
Malbec 2001
R$
32,00
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Divulgação
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Alamos
Cabernet Sauvignon 2002
R$
31,80
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