Edição 1820 . 17 de setembro de 2003

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Vinhos
O sucesso do vizinho

Argentinos mostram como se faz
vinho barato e de ótima qualidade


DOS ARQUIVOS DE VEJA
Entrevista: Robert Parker (20/8/2003)
Argentina entra no mapa dos grandes produtores (5/4/2000)
DA INTERNET
Argentine Wines
Dicas para a escolha do bom vinho argentino

Em meio à quebradeira geral e falta de dinheiro dos últimos anos, as vinícolas argentinas se viram diante de um dilema: minguar em um mercado interno empobrecido ou se modernizar e criar vinhos para exportação. A maioria delas optou pela segunda alternativa. O resultado é que, em menos de cinco anos, o vinho argentino passou por uma transformação qualitativa. Algumas marcas concorrem em pé de igualdade com os melhores chilenos, californianos e franceses. Dois deles, Yucochuya e Nicolás Catena Zapata, são considerados clássicos, avaliados com nota 95 de uma pontuação máxima de 100 pelo americano Robert Parker, o mais respeitado crítico de vinhos do mundo. Para os brasileiros, essa transformação na vinicultura argentina é uma excelente notícia. Com a desvalorização do peso, vinhos argentinos de bom padrão podem ser comprados por preços camaradas. A ausência de taxas de importação para os países do Mercosul os torna ainda mais atraentes. Os melhores rótulos, justamente o Yucochuya e o Nicolás Catena Zapata, são bem mais caros. Custam cerca de 250 reais a garrafa. Ainda assim, se fossem europeus, custariam no mínimo 50% mais em função da taxação e do custo do frete.

Os argentinos também começaram a dar maior atenção ao mercado brasileiro. "Com a desvalorização do real, as opções de vinhos bons e baratos praticamente desapareceram por aqui. Tínhamos de vir para cá", diz o empresário argentino Victor Levy, dono da Grand Cru, importadora especializada em vinhos argentinos. Levy tem em sua loja, inaugurada há alguns meses em São Paulo, cerca de setenta marcas de primeira linha, com preços a partir de 22 reais. Os objetivos dos argentinos no Brasil são ambiciosos. Eles pretendem encostar nos chilenos, os atuais líderes de vendas, posição tomada dos italianos em 2001. Hoje, a Argentina está em terceiro lugar na lista de países fornecedores de vinhos para o Brasil. Em 1999, ocupava a sexta posição. "Enólogos do mundo inteiro reconhecem que o vinho argentino é a bola da vez. O número de marcas bem avaliadas pelos críticos internacionais decuplicou nos últimos anos", diz Luiz Gastão Bolonhez, diretor comercial da importadora Expand, a maior do Brasil. Entre seus trunfos, os argentinos contam com as características naturais da região de Mendoza, onde está plantada a maior parte dos vinhedos. Chove pouco, o sol é forte e o solo é irrigado pela água que vem das geleiras andinas, ricas em nutrientes. Tais virtudes atraíram grandes produtores internacionais, como as francesas Möet & Chandon e Lafite-Rothschild. A revolução argentina está apenas começando.

 
Claudio Rossi

Anubis
Syrah-Bonarda 2001
R$ 39,00

J. Miranda

Norton Reserva
Malbec 2000

R$ 37,70

Divulgação

Los Cardos
Malbec 2001

R$ 32,00

Divulgação

Alamos Cabernet Sauvignon 2002

R$ 31,80

 

 

 

 

 
 
 
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