Edição 1820 . 17 de setembro de 2003

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Cartas

 
"Ainda bem que a Brasilha é uma fantasia. Senão seria inundada pela maré alta das contradições e hipocrisias."
Guilherme Moscat de Oliveira
Goiânia, GO

Governo

Bastante oportuna a reportagem sobre "A praga do fisiologismo" (10 de setembro), mas tenho a certeza de que já vi esse filme. Estamos cansados de ouvir promessas que nunca são cumpridas, políticos criticando políticos e nosso Brasil escorrendo pelos ralos.
Lourdes Bernadette de Oliveira
Belo Horizonte, MG

Persegue-me a dúvida: como ainda incutir em minhas filhas confiança nesta nação? Ensinando que os fins não justificam os meios. Que sempre haverá pessoas realmente comprometidas com o que prometeram fazer, que honram suas promessas. E que, para os políticos que não têm vergonha na cara, resta a renovação sagrada promovida pelas urnas, já nas próximas eleições.
Fátima Memória de Andrade
Fortaleza, CE

Achei que houve certo exagero na avaliação das nomeações efetuadas pelo Partido dos Trabalhadores, pois é só observar que nos países de Primeiro Mundo o mesmo fenômeno ocorre. O que deve haver sempre é maior transparência e discussão nos critérios e no número de nomeações.
Paulo Gustavo de Araújo Paiva
Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental
Brasília, DF

Votei em Lula no segundo turno e tinha esperança concreta de que ele e o PT pudessem mudar o estado de coisas no Brasil. Depois de oito meses de governo, o que vemos? Um total desacerto nessas áreas fundamentais, vide o Fome Zero, que não decola, e o que fizeram com o Inca e com os técnicos da Câmara Técnica de Medicamentos.
Igor Azevedo Tostes
Castro, PR

Seja no governo federal, num governo estadual, em municípios, associações de bairro, condomínios ou repúblicas de estudantes, onde o PT ocupa cargos majoritários tudo vira cabide de empregos para seus partidários e afiliados, sem nenhum critério técnico. Louvam-se algumas raríssimas exceções.
Johnson Franklim Ramos Pimentel
Ribeirão Preto, SP

Gostaria de cumprimentá-los pela bela capa da edição 1 819. Além da beleza estética, ela conseguiu passar a sensação que o povo brasileiro tem de que os políticos em sua grande maioria vivem em uma ilha da fantasia, em outro país, ou melhor, em outro planeta, sem fome, sem violência e sem desemprego.
Vera Lúcia Batista Braga
Belo Horizonte, MG

Parabéns pela capa da edição 1 819. A imagem me arrepiou. A matéria me preocupou.
Heloisa Tiburtius
Curitiba, PR

 

Carolina Larriera

Incrível a entrevista com Carolina Larriera ("Uma história de amor", Amarelas, 10 de setembro). Ela deu um exemplo de força e coragem, mostrando que, mesmo com a morte de todos os nossos sonhos, ainda assim fomos presenteados com a vida e devemos continuar a buscar nossa felicidade. Obrigada, VEJA, pela brilhante entrevista. Vocês sempre me surpreendem!
Silvana Maschio
Passo Fundo, RS

As palavras de Carolina Larriera não deixam dúvidas de que ela figurava entre as tantas virtudes do diplomata Sérgio Vieira de Mello. Suas convicções e sensibilidade constituíam qualidades em comum com a personalidade do notável embaixador da ONU, ambos dedicados à paz e aos direitos humanos. Lamento profundamente a trágica morte de Viera de Mello e o fim abrupto desse amor que certamente tinha muito a oferecer ao Brasil e ao mundo.
Hugo Lins Coelho
Recife, PE

Belíssima a entrevista com a mulher de Sérgio Vieira de Mello. Como disse Heloisa Seixas em seu belíssimo conto Irmandade, ela, e apenas ela, carrega o triunfo maior, que nunca irá abandoná-la: a memória da paixão.
Cristina Fontoura
Rio de Janeiro, RJ

 

Claudio de Moura Castro

Itabirito existe mesmo ou é "pegadinha"? Essa cidade é o exemplo que devemos seguir. Já passou a hora de a população enxergar que nosso país só começará a caminhar quando a sociedade se unir. Se ficarmos esperando que nossos governantes resolvam tudo só porque pagamos regularmente nossos impostos, o país jamais sairá do "buraco" ("Itabirito não tem Fome Zero", Ponto de vista, 10 de setembro).
Orlando Casassola Neto
Araçatuba, SP

Nascido em Itabirito, morando no Rio há mais de cinqüenta anos, visito sempre minha cidade, onde tenho parentes. Acompanho tudo o que lá acontece. Claudio de Moura Castro, com sua acuidade habitual, fez um retrato fiel daquela comunidade. É um exemplo a ser seguido.
Alyrio Cavallieri
Desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
Rio de Janeiro, RJ

Parabéns a toda a sociedade de Itabirito por manter vivas tantas organizações voluntárias, independentemente do poder público. Que essa prática sirva de exemplo aos milhares de municípios tão carentes de calor humano. Orgulho-me de ser mineira!
Caroline Xavier Oliveira de Siqueira
Contagem, MG

 

Cartas

É por essas e outras que sou assinante de VEJA. Na seção Cartas (10 de setembro) há o boxe "A jornada de 'Q'" explicando o engano ocorrido em uma matéria da semana anterior, na qual houve uma troca do nome dos filmes em que o ator John De Lancie teria participado. Um assunto que, à primeira vista, não parece ter tanta importância mostra que a revista sabe dar o braço a torcer e reconhecer que também comete enganos, conferindo, como conseqüência, mais credibilidade à publicação.
Cláudio Ferreira Rocha
Belo Horizonte, MG

Concordo com a leitora Flávia Xavier Quirino (Cartas, 10 de setembro) quanto às críticas que fez a partir da reportagem "A riqueza dos aiatolás" (3 de setembro). Incluo nas convergências ideológicas (entre os aiatolás milionários e os "porcos capitalistas" do Ocidente) o esquerdismo decadente que de posse do Estado pratica a "nomenklatura", repartindo o butim público entre a camaradagem militante. Se não leu, aprecie A Revolução dos Bichos, de George Orwell.
Junior Teixeira da Silva
Porto Alegre, RS

 

Provão

É com pesar que recebemos as notícias sobre o Paideia ("O fim do Provão", 10 de setembro). Infelizmente, o relatório (proposta?) reforça a idéia de que vivemos em um país onde as ideologias se sobrepõem à lógica, onde os interesses se sobrepõem à postura ética e à busca efetiva da melhoria de qualidade. Em se tratando de educação, isso denota incoerência e falta de compromisso com a evolução e melhoria do ensino. Pergunto: estaremos retrocedendo em benefício de quem? A quem interessa efetivamente o fim do Provão? Certamente seria injusto incluirmos na lista de interessados as instituições federais de ensino superior, as quais, apesar das dificuldades e deficiências estruturais a que estão submetidas, vêm apresentando os melhores resultados. Esperamos que a lógica e a imparcialidade permeiem as ações do ministro Cristovam Buarque.
Eleonice de F. Dal Magro
Cacoal, RO

Se aprovar o Relatório Paideia, relativo ao fim do Provão, o ministro Cristovam Buarque marcará indelével mancha em seu currículo. E estará provando que o Ministério da Educação funcionaria melhor sem ministro algum: bastaria um robô chancelador das boas idéias do ex-ministro Paulo Renato Souza, com a vantagem de ser insensível às lamúrias corporativistas.
Antonio Lemes Petrucci
São Paulo, SP

O ministro da Educação e sua comissão de "especialistas" parecem ter cedido ao lobby dos donos de universidades particulares que vêm se notabilizando pelo perfil caça-níquel. Sentindo-se imensamente prejudicadas pela revelação pública, trazida pelo Provão, da deficiência da maioria de seus formandos, essas instituições adorariam negar à sociedade o direito de conhecer a qualidade dos profissionais que estão preparando. E não falo só de universidades de aluguel arranjadas em saletas improvisadas, que nem sequer deveriam estar funcionando; falo também, e principalmente, das grandes "universidades empresas", que derramam por ano no mercado dezenas de milhares de alunos pseudograduados, com diplomas conquistados mais pela força do dinheiro que pelo estudo.
Hugo Silva
São Luís, MA

O eventual fim do Provão poderá ser um dos golpes mais covardes que o governo petista pode desferir contra a educação brasileira. Se o ministro da Educação ceder ao peleguismo de entidades como a UNE, histórica crítica deste e de qualquer outro modelo de avaliação que exponha ineficiências, o débito imediato será do governo, enquanto o futuro será dos nossos filhos e netos. Senhor Cristovam Buarque, sua indicação para o cargo foi cercada de comemorações. Não permita que um ato como esse desestruture ainda mais o já combalido sistema educacional de nosso país e nos suscite ainda mais dúvidas quanto à real competência dos quadros petistas no governo.
Ivo Antônio Reinert Prim
Tubarão, SC

Sou estudante de engenharia mecânica da Universidade Estadual de Santa Catarina, que fica ao lado de uma faculdade particular em que os estudantes são contra o Provão. Sempre acompanho os protestos que os alunos promovem. Mas me pergunto: o que o ministro Cristovam Buarque quer com isso? Eu vejo o Provão como uma forma de avaliação muito boa, porque estimula a melhoria dos cursos superiores. É um efeito bola de neve que traz melhorias ao ensino superior brasileiro em geral. Penso que a proposta do ministro só vem favorecer universidades particulares que se preocupam com a mensalidade que o universitário paga, e não com a qualidade do ensino.
Lucas Selonke Klaas
Joinville, SC

 

Pena de morte

É muito triste que, num país como os EUA, desenvolvido, de Primeiro Mundo e democrático, ainda perdure a pena de morte, uma sentença cruel que não dá chance de desculpa a possíveis inocentes. É infantil acreditar que se pode condenar uma pessoa à morte e ficar com a consciência limpa. A esperança ainda não morreu ("A morte revogada", 10 de setembro).
George Nunes Bueno
Vitória, ES

 

Zona Franca de Manaus

Em relação à reportagem "Já que está, deixa ficar" (3 de setembro), gostaria de acrescentar alguns dados que, se não esclarecidos, alteram o entendimento do texto. A Zona Franca de Manaus também "exporta" e "importa" para o mercado interno, o que muda os cálculos de superávit e déficit apresentados. Se nas relações com os mercados estrangeiros importamos 7,6 bilhões de reais e exportamos 2,98 bilhões, no mercado interno "exportamos" 23,4 bilhões e "importamos" 6,8 bilhões em insumos de outros Estados. Dessa forma, aquilo que seria um déficit de 4,62 bilhões de reais transforma-se num superávit de 11,98 bilhões, o que comprova ainda mais o poder de geração de divisas e empregos de nosso pólo industrial.
José Nasser
Presidente da Federação das Indústrias do Estado da Amazonas (Fieam)
Manaus, AM

 

Namoro

Tenho 17 anos e achei muito oportuna a reportagem "Pode ou não pode? Depende" (10 de setembro). Concordo com os pais que preservam seu lar, não permitindo o pernoite dos pares amorosos de seus filhos. De certa forma, a liberação desvirtua princípios que não devem ser violados de jeito nenhum. A questão não é ser careta. O ponto crucial é não deixar que o casamento tradicional e o respeito dentro da família se extingam.
Gabriela Luz
Picos, PI

Tenho o costume de assaltar a geladeira da casa da minha namorada há anos. Encaro isso como uma demonstração de que estou à vontade na casa dela, como se realmente fosse a minha casa. Aqui em casa vale a mesma regra. Ela fica à vontade para pegar o que quiser. Essa liberdade se estende a amigos também.
Danilo Lacerda, 20 anos
Campinas, SP

Casa de família não é motel e nem toda família, mesmo de classe média, possui quarto de hóspedes. Em nome de uma pretensa liberdade, passamos a achar que tudo é permitido, ao contrário da postura de nossos pais? Não será outro gênero de hipocrisia?
Marcos Adriano Rodrigues da Silva
Olinda, PE

Quanto mais rápido as pessoas passarem a encarar com naturalidade a questão da sexualidade humana, menos conflitos existirão em nossa sociedade. Opor-se a algo tão natural, saudável e necessário para uma boa qualidade de vida é nadar contra a correnteza. Sim, os jovens podem e devem – com naturalidade e responsabilidade – ter contatos sexuais com seus parceiros em suas casas. Exceto nos casos em que os pais não estão ainda, infelizmente, esclarecidos e preparados o suficiente para isso.
Edson F. Nascimento
Ribeirão Preto, SP

 

Diogo Mainardi

Muito interessante o artigo "O novo coronelismo" (10 de setembro). Realmente são uma vergonha os fatos descritos por ele. A seca no Nordeste, dependendo de pessoas como o senhor ministro, não acabará. Continuará sendo usada para angariar votos e trazer sofrimento para milhares de sertanejos.
Carlos Alberto Ferreira dos Santos
Aracaju, SE

De fato, é o que se percebe no Ceará: a volta do coronelismo travestido de político neo-liberal, muito bem representado pela figura enganadora de Ciro Gomes, que se utiliza da facilidade de se comunicar com a massa para praticar sua política de coronel.
Helena Santos
Fortaleza, CE

 

Hotel Fasano

Em relação à reportagem "O mais caro e mais chique" (10 de setembro), é no mínimo vergonhoso ver que o BNDES investiu 20 milhões de reais para gerar pouco menos de 200 empregos (mais de 100.000 reais por posto de trabalho). Por melhor investimento financeiro que possa ser, o dinheiro público deveria ser usado com mais responsabilidade social, principalmente em uma cidade onde o desemprego bate na casa dos 20%. Será que um dia os pequenos empresários do país poderão também contar com ajuda tão generosa?
Guilherme Spina
São Paulo, SP

 

Dinheiro eletrônico

Com referência à reportagem "Os exterminadores do cheque" (10 de setembro), gostaríamos de esclarecer que a MasterCard International Incorporated, bem como seu escritório de representação no Brasil, a MasterCard Brasil S/C Ltda., não é administradora de cartões de crédito ou de débito. Ela é o que no mercado se denomina "bandeira", detentora internacional das marcas MasterCard. Dessa maneira, ela apenas licencia o uso de suas marcas aos emissores ou às administradoras de cartões em vários países do mundo.
Murilo Barbosa
Vice-presidente de marketing da MasterCard Brasil.
Por e-mail

 

Reformas

Gostaríamos de cumprimentar a revista VEJA pela excelente reportagem de capa da edição 1 818 ("Para tirar a fera da sala", 3 de setembro). VEJA conseguiu inteligentemente retratar e identificar com muita propriedade, de uma forma sintética e objetiva, o que a sociedade brasileira pensa a respeito da carga tributária brasileira. Queremos cumprimentá-los pela excelente matéria, torcendo para que dêem continuidade nesse trabalho, porquanto pactuamos os mesmos objetivos no sentido de simplificar e tornar mais justo e competitivo o sistema tributário brasileiro.
Osvaldo Trisotto
Presidente da Associação Brasileira dos Pagadores de Impostos
Blumenau, SC

 

Ambiente

Mencionar possíveis responsáveis pela destruição do ambiente marinho em geral me parece muito fácil, quando na verdade, se fôssemos apontar o dedo para alguém, o grupo seria bem maior que o citado na reportagem. Há uma grande dificuldade no Brasil de juntar pessoas e órgãos responsáveis com aqueles que hoje vivem do turismo e da pesca para que se desenvolva um planejamento sustentável, como é feito no mundo inteiro. Os que deveriam estar unidos brigam entre si e nada resolvem. Um problema comum hoje em dia tem sido considerar mergulhadores como inimigos, quando na verdade o turismo subaquático é grande instrumento de educação ambiental. Faltam metas, regras, legislação e fiscalização para proteger o ambiente marinho ("A rapina dos corais", 3 de setembro).
Paula Guino
Imbassaí, BA

 

Maurício Corrêa

VEJA mais uma vez se superou ao entrevistar o presidente do STF (Amarelas, 3 de setembro), que foi porta-voz de grande parcela dos que votaram em Lula para mudar o país e se sentem traídos pelo seu comportamento e pelo da cúpula do PT. Tal qual Collor, Jânio e outros, o presidente, em vez de governar e ser reconhecido pelas mudanças que prometeu, promove-se pela mídia, em todos os palanques armados no país e fora dele. Deslumbra-se com o poder, tal qual um garoto com seu novo videogame – através do qual se julga um herói, capaz de lutas mirabolantes e outras peripécias.
Celso Lordello Duarte
Limeira, SP

 

Veja essa

Sobre a declaração de Abram Szajman de que teria vergonha de cobrar juros de 190% ao ano, acho que ele, como dono dos vales-refeição VR, é que deveria ter vergonha de cobrar dos donos de restaurantes 304,89% ao ano. Chegamos a esse número levando em conta que, após a entrega dos vales-refeição, levamos quinze dias para receber o reembolso, do qual ainda é descontada uma taxa de 6% (Veja essa, 3 de setembro).
Victor Duailibi
Por e-mail

 

35 anos de VEJA

Parabéns a VEJA pelos 35 anos marcados pela ética, seriedade e profissionalismo. Ela é fruto de uma árvore de raízes profundas e ramos extensos, plantada pelo ideal de seu fundador, Victor Civita.
Walter dos Reis Calçado
Goiânia, GO

Onze de setembro de 2003, um dia especial. Nós, da Jovem Pan, também estamos comemorando os 35 anos da revista VEJA. Parabéns, sucesso e um forte abraço a todos.
Equipe Jovem Pan/Rádio Jovem Pan
Departamento de Comunicação Social
São Paulo, SP

A revista VEJA, publicação semanal do Grupo Abril, está completando 35 anos de circulação ininterrupta. Desde 11 de setembro de 1968, exatamente três meses antes da edição do Ato Institucional número 5, data em que pela primeira vez chegou às bancas de todo o Brasil, a revista passou por diversas mudanças gráficas e editoriais, constituindo-se ao longo dos anos num dos principais veículos de comunicação do país, sobretudo pelo jornalismo isento e imparcial que realiza.
Deputado federal Luiz Bittencourt
Brasília, DF

CORREÇÕES: Na reportagem "A praga do fisiologismo" (10 de setembro), VEJA citou um militante do PT de Nova Friburgo que depois de estar aposentado há nove anos foi alçado ao comando de uma diretoria financeira da Petrobras. Na verdade, ele foi nomeado para a diretoria de Exploração e Produção da empresa. O nome da pasta que Benedita da Silva dirige é Ministério da Assistência Social, e não da Assistência e Promoção Social ("A praga do fisiologismo", 10 de setembro). O jogador Kaká tem 21 anos e assinou contrato com a Adidas, em 2001, aos 18 anos ("Jovem e milionário", 10 de setembro). O nome da seita à qual Anísio Ferreira pertenceria é o Lineamento Universal Superior e não "Meninos de Altamira". Seu julgamento ocorreu em Belém, e não em Altamira (Datas, 10 de setembro). Welington Landim não é o prefeito do município de Brejo Santo, no Ceará. Ele exerceu o cargo entre 1989 e 1992 ("O novo coronelismo", Diogo Mainardi, 10 de setembro).

 

 
A terra na Bíblia

Pelo menos vinte leitores escreveram para comentar o artigo "A forja do futuro" (27 de agosto), em que Diogo Mainardi atribuiu à Bíblia a informação de que "a Terra é chata e ocupa o centro do universo". "Uma esclarecedora menção bíblica sobre o formato da Terra está no livro do profeta Isaías (40:22)", escreveu o deputado federal Reinaldo Santos e Silva, conhecido como Pastor Reinaldo (PTB-RS), que, como os demais leitores, citou o trecho: "E Ele, o que está assentado sobre o círculo da Terra...". O deputado cita ainda outra passagem: "Quando Ele preparava os céus, aí estava eu; quando traçava um círculo sobre a face do abismo..." (Provérbios 8:27). Diogo poderia citar dezenas de passagens bíblicas que se prestariam à interpretação de que a Terra é chata. O leitor Fabiano Melo Quirino, de Maceió, Alagoas, lembra uma delas: "O movimento aparente do Sol, descrito em Eclesiastes (1:5) e mal interpretado pela Igreja, deu origem à crença de que a Terra era o centro do universo, fazendo de Galileu, portanto, alvo da Inquisição. Definitivamente, a Igreja de Roma sempre foi péssima intérprete e falsa representante da Bíblia, causadora de equívocos". "O fato de religiosos do passado terem defendido essa idéia errada deve-se justamente à falta de conhecimento do Livro Sagrado", acredita Pedro Brandão, de Guarapari, Espírito Santo.

 

Edição especial Jovens

A deputada federal e professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), ex-secretária de Educação do Estado de Goiás, pronunciou discurso na sessão de 4 de setembro da Câmara dos Deputados pelo aniversário de fundação da União Brasileira dos Estudantes (UNE). Na ocasião, ela aproveitou para cumprimentar a revista VEJA pela publicação da edição especial Jovens (julho de 2003) e pedir à Casa um voto de louvor à Editora Abril. Disse a deputada: "Desejo cumprimentar a equipe de profissionais responsável pela edição desse belíssimo trabalho jornalístico e solicito que seja enviada à Editora Abril, na pessoa de seu presidente, Roberto Civita, uma cópia desse pronunciamento, acompanhada de um voto de louvor da Câmara dos Deputados por mais esse serviço de informação de indiscutível oportunidade e qualidade prestado à sociedade brasileira, especialmente aos jovens, aos pais, aos educadores e a quantos de alguma forma se empenham na concepção e implementação de políticas públicas para a juventude". Todos os assinantes de VEJA receberam gratuitamente a edição especial Jovens, que ainda pode ser adquirida sob encomenda nas bancas de jornais.

 

Sucesso no transplante

Jarbas Oliveira

A reportagem "Um gesto que pode salvar" (20 de agosto), que falava da falta de doadores que "deixa por um fio a vida de mais de 50 000 brasileiros que esperam por um transplante", contou o drama de Francisco Jacinto da Costa, funcionário do Banco do Brasil que aguardava um novo fígado. Na semana passada, Morgana Jales da Costa, sobrinha de Francisco, escreveu de Natal para dar uma boa notícia: "Gostaria de comunicar que o transplante foi realizado com muito sucesso. Agradecemos à família do doador por esse gesto de amor ao próximo, à equipe médica, incansável e dedicada, e a todos que se solidarizaram conosco".

 

 
 
 
 
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