Edição 1918 . 17 de agosto de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Auto-retrato
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Gente
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Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)

• GOVERNO

Livros para a Presidência
A Presidência da República resolveu gastar 160.000 reais comprando 1.333 livros nacionais e 533 obras estrangeiras para a sua biblioteca. A Presidência justifica o gasto (algo como cinco mensalões) garantindo que há quinze anos não é atualizado o acervo da biblioteca, que existe desde 1951. Alvíssaras! Ninguém tinha noção de que se lê tanto por ali.  

Batata quente
Um mês após a destituição de Luiz Gushiken, o governo ainda não escolheu o novo responsável pela sua área de publicidade. E nem tem idéia de quem pôr no lugar.

Estratégia
A agenda populista de Lula foi justificada pelo próprio presidente a um político próximo como forma de criar "receio na elite". Na cabeça de Lula funcionaria assim essa espécie de ameaça: para tirá-lo do poder, via impeachment, o Congresso teria de "enfrentar o povo".

 

• MENSALÃO

À deriva
José Dirceu tem demonstrado aos seus interlocutores mais próximos uma irritação crescente com o que ele qualifica como total falta de coordenação política do governo.

Com o governo e com a oposição
José Dirceu, aliás, tem conversado muito – e não só com os deputados que integram sua tropa de choque. Mas com interlocutores como ACM, José Sarney, Márcio Thomaz Bastos e até Aldo Rebelo, que esteve em seu apartamento na quarta-feira passada.

Desespero de malandro
Depois de flagrado, o petista Paulo Pimenta, aquele que pegou carona no carro de Marcos Valério e repassou uma lista apócrifa de supostos beneficiários de saques das contas do publicitário, foi à liderança do PSDB. Estava desesperado. Implorou que não se levasse adiante o pedido de cassação de seu mandato, já que ele renunciara à vice-presidência da CPI do Mensalão. Insensíveis, os tucanos farão justamente o contrário.

 

Serra articula e Alckmin reclama

Helvio Romero/AE
Serra: montagem de alianças nas conversas de bastidores


Publicamente José Serra não vai assumir tão cedo, mas está a mil, articulando sua candidatura à Presidência em 2006. Serra tem conversado com freqüência com Carlos Lupi, presidente do PDT, sobre a possibilidade de o partido se coligar com o PSDB, caso ele seja mesmo candidato. Enquanto isso, Geraldo Alckmin continua reclamando com os cardeais tucanos da desenvoltura de Serra nessas negociações.

 

• PARTIDOS

Adeus, PT
Cristovam Buarque deve desembarcar no PPS ou PDT. Ao PDT, no entanto, já avisou que não se filiará se Anthony Garotinho entrar no partido e for candidato a presidente.

Resultado óbvio
A pedido de Tarso Genro, a Trevisan (a consultoria do coração dos petistas) está fazendo para o PT um trabalho de avaliação dos controles internos. Ficará pronto nos próximos dias e vai mostrar o óbvio: o sistema de controle interno das contas tem tantos buracos quanto um queijo suíço.

 

• FUNDOS DE PENSÃO

Mina de ouro 1
Se há alguém que não pode reclamar da arrastada disputa entre os fundos de pensão e o Opportunity são os advogados. Desde o início da guerra contra o Opportunity, há cinco anos, a Previ já gastou 11 milhões de reais com despesas jurídicas – contratou quinze escritórios no total.

Mina de ouro 2
A guerra, no entanto, custa muito, muito mais. Petros e Funcef, parceiros da Previ, também contabilizam milhões de reais na briga. E a Angra Partners, empresa que administra os investimentos dos fundos e por isso briga contra o Opportunity, prevê gastar 16 milhões de reais nos próximos doze meses, além dos 5 milhões que já gastou desde 2004.

 

• ECONOMIA

Menos remédio...
A indústria farmacêutica está, em média, com 60% de ociosidade em suas linhas de produção.

...mais cerveja
Em compensação, a indústria de cervejas estima fechar 2005 com crescimento de 6% nas vendas.

 

• FUTEBOL

Teste de popularidade
O próximo jogo da seleção brasileira será no dia 4 de setembro contra o Chile, em Brasília. Uma partida importante, em que será sacramentada a classificação do Brasil para a Copa do Mundo. Pois bem, a maior incógnita do jogo não é se Ronaldo jogará bem. A grande dúvida é se Lula se submeterá ao teste de popularidade das arquibancadas.  

Tática infalível
Se Lula resolver ir ao estádio, tem gente pensando em lhe dar um conselho infalível: que ele chegue à tribuna de honra do estádio ao mesmo tempo que a seleção estiver entrando em campo. Outros presidentes já recorreram a esse expediente. Aí, é aplauso na certa.

 

• SEXO

O Viagra cai
Está se mexendo o mercado de medicamentos contra a impotência. Pela primeira vez desde que foi lançado, o Viagra, uma espécie de sinônimo de sua categoria de remédios, registra uma participação de mercado abaixo de 50%. Em junho, ficou com 49% do total de comprimidos vendidos. Um ano antes, sua marca era de 59%. No mesmo período, o Cialis cresceu de 27% para 37%.

 

• MÍDIA

A rádio do Boni
José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, está encorpando seus interesses no setor de comunicações. Além da TV Vanguarda, a rede de retransmissoras da Globo que possui no interior de São Paulo, está comprando a Stereovale, a rádio líder de audiência de São José dos Campos. O passo seguinte será formar também uma rede de rádios.

 

Chávez, "muy amigo"

Helvio Romero/AE
Chávez: críticas às tropas no Haiti


Hugo Chávez foi recebido com reverência por Lula para um jantar na quinta-feira. Estranhamente, Lula evitou tocar num assunto: as críticas que a missão de paz da ONU no Haiti, comandada por tropas brasileiras, está recebendo nas reportagens exibidas pela teleSUR, a rede de TV patrocinada por Venezuela, Cuba, Argentina e Uruguai. Bela retribuição que os amigões Chávez e Fidel Castro dão ao presidente que tanto os prestigia...

 

 

Fotos Joedson Alves/AE/Ruy Baron/Valor Ag.O Globo/Ana Carolina Fernandes/Folha Imagem/Givaldo Barbosa/Ag. O Globo/José Cruz/ABR

 

 
 
 
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