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Guia No
alvo O ponto-de-venda é um dos segredos dos chamados
"4 Ps do marketing", que inclui também propaganda, preço e produto.
Eis algumas sugestões do consultor de marketing João Abdala, do
Sebrae paulista, para acertar no alvo: Evitar
barreiras geográficas entre o público-alvo e a empresa, como pontes
ou linhas de trem. Procurar locais
onde o acesso pelo transporte público seja facilitado ou com boas opções
de estacionamento. Em shoppings ou
em corredores comerciais, é melhor estar próximo às chamadas
lojas-âncoras, como redes de departamentos, cinemas e praças de alimentação.
Analisar as características da população
local sexo, renda, idade e grau cultural para saber se ela condiz
com o público que a empresa espera.
Verificar se o imóvel permite uma instalação adequada, com
local para o estoque e para a administração.
Checar a existência de grandes estabelecimentos próximos ao local,
pois eles são indício de bom mercado consumidor na área.
Conferir, em outros bairros, se os pequenos do mesmo tipo de negócio se
dão bem ou mal com a vizinhança.
Quatro caminhos para chegar lá
As quatro principais maneiras para ser patrão de si mesmo e alguns prós
e contras, de acordo com a opinião dos especialistas:
EMPRESÁRIO INDIVIDUAL É uma empresa
aberta no nome do empreendedor, como uma pessoa jurídica sem sócios.
Em caso de dívidas legais, ele responde à Justiça com seu
patrimônio pessoal, ilimitadamente. A vantagem é ter completa autonomia
no trabalho. SOCIEDADE EMPRESÁRIA LIMITADA
Em caso de dívida, os sócios respondem aos credores proporcionalmente
à sua participação e até o limite do capital social
do empreendimento. O patrimônio pessoal fica protegido.
SOCIEDADE SIMPLES Para prestação
de serviços como consultoria jurídica, assessoria de imprensa ou
clínica psicológica. Divide-se em sociedade simples pura (respondendo
judicialmente com o patrimônio pessoal) ou limitada (na proporção
do capital da empresa). AUTÔNOMO É
um prestador de serviços que precisa somente se cadastrar na prefeitura
e pagar imposto sobre serviços e Previdência Social. Como é
pessoa física, em muitos casos o autônomo pode trabalhar em casa,
com grande liberdade. No entanto, paga imposto de renda com alíquotas mais
altas do que as das empresas. Sonho ou pesadelo?
Há determinados empreendimentos que se caracterizam
por despertar o sonho de quem deseja ser patrão de si mesmo. Muitos confundem
o que gostam de fazer nas horas de lazer com uma alternativa de negócio
que só dará prazer. Abrir uma pousada é um dos casos mais
comuns. A idéia de viver perto da natureza, recebendo pessoas interessantes,
move muitos novos empreendedores de primeira viagem a largar um emprego seguro
e lançar-se na aventura que acaba se revelando bem diferente do planejado.
"A pessoa se empolga, compra um terreno num lugar paradisíaco, investe
em móveis, mas se esquece da parte dura do trabalho", diz Rafael Sampaio,
gerente do centro de turismo e hotelaria do Senac carioca. A primeira decepção
geralmente acontece durante a construção, que dá um trabalho
enorme, com várias coisas saindo erradas. Depois, vêm os caprichos
dos hóspedes, acordar de madrugada para servir café e a falta de
movimento na baixa temporada. Da mesma forma, um bar é um lugar divertido,
na companhia dos amigos, mas dá um trabalhão com compras, limpeza,
calotes e perdas de alimentos, entre outros problemas. "É preciso conhecer
bem o outro lado do balcão antes de entrar num negócio desses",
aconselha Marcelo Picka, consultor do Senac paulista. O candidato a empreendedor
pode e deve procurar uma atividade de que gosta, mas só isso não
basta. Sempre há tarefas difíceis, como o controle de caixa. Para
quem não se imagina lidando com balancetes e fornecedores, a melhor alternativa
é procurar outros investimentos, deixando o bar para a happy hour e a pousada
para as férias.
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