Edição 1918 . 17 de agosto de 2005

Índice
Stephen Kanitz
Millôr
Diogo Mainardi
Tales Alvarenga
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Auto-retrato
Veja essa
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 
"Não gostei da capa de VEJA. Collor e PC Farias, hoje, seriam encaminhados a um Tribunal de Pequenas Causas."
Marcel van Hattem
Dois Irmãos, RS

Governo Lula

Indignação. Essa foi minha reação ao ver VEJA igualar a situação do atual presidente à do "caçador de marajás" impedido. Todos sabemos que Lula não é igual a Collor, e sim muito pior. Collor não montou um partido político que em vinte anos de oposição defendeu uma imagem de ética e transparência para chegar ao poder e frustrar as "esperanças" de milhões de brasileiros ("As cores da crise", 10 de agosto).
José Roberto Cordebello Júnior
Ribeirão Preto, SP

Presidente Lula, nasci em São Paulo e fui criado em São Bernardo do Campo. Lembro-me de que, aos meus 14 anos, já trabalhando em uma metalúrgica da cidade, numa das greves que conduziu, o senhor me passou a mão na cabeça e disse que eu deveria ir para casa, pois meu patrão, como muitos outros, estava nos roubando. Mesmo assim não deixei de trabalhar nem um dia. Hoje, aos 42 anos e pai de três filhos, creio que quem deve ir para casa é o senhor.
José Roberto Delgado Rubira
Vinhedo, SP

A revista VEJA cometeu uma atitude mesquinha e perversa contra o presidente mais popular e honesto que o Brasil já teve ao compará-lo ao ex-presidente Collor.
Mauro Rodrigues Uchoa
Brasília, DF

Elegemos em 2002 o primeiro "operário" para ocupar o posto-mor do Brasil, sob a bandeira da ética, da transparência, da moralidade e, principalmente, da esperança. E o que vemos? O mesmo que vimos no governo Collor: corrupção, falta de ética, falta de respeito aos valores pregados.
Pedro Choairy
Brasília, DF

Aqui em casa todos lemos VEJA, inclusive meu filho de 15 anos e os gêmeos de 11, que já pedem explicações sobre a crise. Com VEJA estamos muito bem informados sobre tudo o que está acontecendo. E as pessoas que não têm acesso à revista? Essas são as facilmente manipuladas pelo Lulla, pois nem sabem direito o que acontece.
Mônica A. Campesan Galego
São Bernardo do Campo, SP

Mais uma vez o governo está atolado no lamaçal da tradicional corrupção política brasileira e a cada dia aparecem novos fatos que estão tirando a máscara da ética e da moral usada por aqueles que eram a "esperança" de um povo. A era Collor passou e conseguimos tirar uma única lição: a impunidade impera em nosso país, dando respaldo para que a história se repita.
Douglas Linares Flinto
Diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Ética nos Negócios
www.eticanosnegócios.org.br
Campinas, SP

Sempre acreditei na imparcialidade da revista, porém a predominância de colunas e crônicas desfavoráveis ao governo Lula se contradiz com a imparcialidade e a opinião de um leitor que, juntamente com 52.793.363 votos, ou seja, 61,27% do eleitorado brasileiro, elegeu este governo.
Antônio César Jordão Chagas
João Pessoa, PB

Cercado de denúncias contra os seus principais homens de confiança, o presidente opta pela demagogia populista do olho-no-olho com o cidadão. Pisou na bola de novo. Por isso, presidente, aqui vai um humilde conselho: levante o traseiro da cadeira logo, sacuda a poeira e dê a volta por cima. Não queremos viver o pesadelo Collor outra vez.
Gustavo Henrique de Brito Alves Freire
Recife, PE

A reportagem "100 fatos" (10 de agosto) mais os gráficos do Especial de VEJA on-line servem-me de mapa e cronograma extremamente didáticos para entender a avalanche de lama torpe, indigna e ridícula – plagiando Nabuco, conforme citado na mesma edição – que escorre da rampa do Planalto.
Marcos Vasconcelos
Recife, PE

Com a capa da semana passada, VEJA mostra claramente de que lado está. Em franca e aberta campanha para derrubar um presidente eleito pela maioria do povo brasileiro. Quanta irresponsabilidade! Vamos ver a posição da revista nos próximos cinco anos de governo Lula.
Rubens Godinho
Genebra, Suíça

Em qualquer país decente, essa classe de escândalo já teria derrubado o mais poderoso dos presidentes ou primeiros-ministros.
Eduardo Oliveira
Vigo, Espanha

Praticamente todos os candidatos gastam mais do que declaram e ficam com "dívidas de campanha". Normalmente nessa parte do negócio o candidato não se mete, pois não entende e detesta esse tipo de assunto. Um assessor é quem trata disso e depois leva toda a culpa. Parece que alguns dos que são eleitos pagam as contas com dinheiro dos partidos, proveniente de Valérios da vida. E os que não são eleitos? Como somos burros, não conseguimos entender esse tipo de matemática financeira!
José N.C. Gindri
Carmelo, Uruguai

Triste e infeliz Brasil, onde povo e governantes dançam o balé das desilusões, esperando o próximo Carnaval, que parece só ter Quarta-Feira de Cinzas.
Margaretha Bunskoek
Delft, Holanda

Não pensem vocês que os estrangeiros só esperam para ver nosso país desabar. Tem gente aqui interessada em abrir negócios, investir, criar empregos, mas, como eu, começa a temer pelo futuro do Brasil.
Carla Benghi
Montreal, Canadá

Caixa dois existe e sempre vai existir, por longas gerações. E, se vasculharmos, é melhor eximir o político que não usa esse meio do que ficar apontando a grande maioria.
Silvio Hisashi Imafuku
Nara, Japão

 

James Shikwati

Ótimo saber que há cabeças assim, lúcidas, dentro da própria África. Aqui na Europa as pessoas ainda são bastante alienadas quanto a essa "falsa" ajuda aos africanos. Que isso sirva também para vermos como lidamos com nossos pobres aí no Brasil. Investir na educação ainda é o melhor caminho (Amarelas, 10 de agosto).
Tiziano Borgonovo
Bournemouth, Inglaterra

Correta a posição de James Shikwati sobre os malefícios da ajuda externa para o desenvolvimento africano, mas ele está 35 anos atrasado, pelo menos. Desde os anos 1960, logo após a independência dos países africanos, o economista britânico (de origem húngara) Peter Bauer alertava para os efeitos deletérios da ajuda ocidental. Aliás, desde antes da independência. Em livros como West African Trade (1954) e The Economics of Underdeveloped Countries (1957), Bauer enfatizava a necessidade de estimular os mercados e o empreendedorismo, em lugar do planejamento estatal, como preconiza nessa mesma época Gunnar Myrdal (que, aliás, previu o sucesso da América Latina e a continuidade da miséria ancestral na Ásia). Mas foi em Dissent on Development (1971) e sobretudo em Equality, the Third World and Economic Delusion (1981) que Peter Bauer consolidou seus ensinamentos sobre a importância da liberdade econômica como fundamento do progresso social. Ele continuou condenando qualquer tipo de ajuda externa, contestando portanto toda a prática ocidental nesse terreno. Três décadas e bilhões de dólares "jogados" na África depois, quem tem razão?
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, DF

É a melhor entrevista dos últimos meses. Deveria ser publicada em primeiro lugar nos jornais dos EUA e da Europa (sem a última pergunta e sua resposta, porque se referem somente ao Brasil). Somos europeus, morando no Brasil desde 2000.
Willy & Rita Juon
Ilhéus, BA

 

Televisão

Muito boa a reportagem "É melhor desafinar" (10 de agosto), sobre o programa Fama. Essa nova edição é um fiasco. Aliás, de todas as edições, a única boa foi o Fama 3. Faltou a revista citar a dupla Cídia e Dan, do Fama 3, que estão descobrindo o sucesso, com CD gravado e DVD já nas lojas. Assim como Hugo e Tiago, essa dupla promete, ainda mais pelo fato de ter no CD músicas da autoria dos próprios cantores. Assim como Hugo e Tiago, Cídia e Dan estão nas novelas da Globo, em Como uma Onda e Alma Gêmea.
Adriana F. Granado
São Paulo, SP

 

Lya Luft

Quando o "cheiro de pizza", alimentado por termos como blindagem, acordão e governabilidade, começava a me impregnar, eis que leio o magnífico e emocionante artigo de Lya Luft ("A República do rabo preso", Ponto de vista, 10 de agosto) para lembrar-me e, espero, a outros milhares de leitores que pertenço à maioria honrada, honesta e trabalhadora da população. Esta, sim, a verdadeira elite do nosso país.
Marcio Gomes da Silva
Recife, PE

Nunca li, em 56 anos de vida, um texto com tão elevado poder analítico, esclarecedor e crítico. Ápice de elegância intelectual.
Américo Marques
Por e-mail

 

Diogo Mainardi

Que bom que o deputado Janene confiou em Diogo Mainardi. Que bom que Mainardi o passou para trás. O deputado Janene deve estar se sentindo mal. Geralmente são os políticos que passam as pessoas para trás, e não o contrário ("Confie em mim", 10 de agosto).
Rafael de Sousa Barbosa
Montes Claros, MG

Foi com um misto de espanto e satisfação íntima que li o artigo de Diogo Mainardi. Espanto natural na medida em que o articulista profere a célebre frase que dá nome ao seu artigo "Confie em mim" e publica seu diálogo com o deputado José Janene. A pergunta é inevitável: como fica o sigilo da fonte? Ao que parece, Diogo Mainardi o jogou na "lata de lixo".
Marcus Rômulo Maia de Mello
Maceió, AL

Na atual crise política brasileira, em que denúncias voam por todo lado e CPIs negociam na surdina o jogo do abafa, parece que Diogo Mainardi jogou para o alto sua reputação jornalística para prestar um serviço ao país, ignorando o pedido de confidencialidade da fonte.
Mauricio Marcal
Tóquio, Japão

 

Carmen bin Laden

Excelente a entrevista com Carmen bin Laden (Amarelas, 3 de agosto), a cunhada de Osama bin Laden, que mostra a triste realidade das mulheres que vivem sob a égide do Islã. Elas não têm direito algum e vivem como "objeto" do marido. É triste saber que uma religião como o Islã, que era tão evoluída no passado, tenha parado no tempo e com isso venha tolhendo as liberdades individuais, principalmente das mulheres.
João Alberto Fernandes
Ribeirão Preto, SP

As colocações feitas pela senhora Carmen bin Laden, que, apesar de ter – segundo as leis islâmicas – o direito de abdicar do nome de família do marido, não o fez, certamente para preservar a força de uma "marca", refletem mais os preconceitos da cultura saudita que propriamente os direitos da mulher como esposa e mãe no Islã.
Carlos Peixoto
Parnamirim, RN

 

Claudio de Moura Castro

De certa forma, o senhor Claudio de Moura Castro tem razão. Às vezes o aluno aprende mais com quem não é professor. Também podemos aprender mais de economia com um contabilista do que com um economista, tudo depende do comprometimento e do profissionalismo de quem trabalha ("Educação baseada em evidência", 3 de agosto).
Antonia Lúcia de Souza, pedagoga
Ji-Paraná, RO

 

Albert Einstein

No próximo dia 6 de setembro será aberta ao público de São Paulo a exposição Albert Einstein: o Personagem do Século, para homenagear os 100 anos do annus mirabilis de Einstein e da teoria da relatividade. A exposição foi criada com base no acervo da Universidade Hebraica de Jerusalém e é uma realização da Sociedade Brasileira dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém, com o apoio cultural da Calina Projetos. Maiores informações no site http://www.calina.com.br/projetos/albert_einstein.htm.
Morris Dayan, presidente da Sociedade Brasileira dos Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém, e Luiz Calina, diretor da Calina Projetos Culturais e Sociais
São Paulo, SP

 

Polícia Federal

Na reportagem "A lavanderia do PT" (23 de julho), VEJA qualifica de "letargia policial" a atuação da PF no caso da investigação do Banco Rural. O fato é que o inquérito do Banestado foi desmembrado em 137 outros, para investigações específicas. A Vara Federal de Foz declinou a competência para a Justiça Federal em Belo Horizonte, por iniciativa do Ministério Público Federal. Após dois anos de discussão de qual seria o juízo competente, os autos retornaram à Polícia Federal para início das investigações, o que aconteceu somente no fim do ano passado. A PF desde então tem trabalhado no caso, em conjunto com o MPF. Esse não é um procedimento rápido, em virtude da complexidade e da natureza das ações necessárias para produzir provas. A Polícia Federal trabalha sempre de forma impessoal e não aceita a acusação de defender interesses diversos de sua missão legal de investigar.
Bruno Ramos Craesmeyer
Assessoria de comunicação social da Polícia Federal
Brasília, DF

 

Assédio moral

O presidente da Associação dos Magistrados da Justiça do Trabalho de Minas Gerais, sendo magistrado, tentou fazer uso dessa condição para passar a impressão de ter autoridade e conhecimento do que seria um esclarecimento sobre o caso de assédio moral contra o servidor Wagner Pereira Prado da Silva, no âmbito do TRT-MG. Nisso cometeu vários erros e emitiu opiniões, tirou conclusões e afirmou o que não corresponde aos fatos já julgados e indiscutíveis. Um magistrado que não foi juiz no processo não tem autoridade para emitir novo juízo de valor sobre o que já decidiu seu próprio tribunal, por unanimidade, mantida a decisão no TST.
Laerti Simões
Por e-mail

 

Kaiser

Em relação à nota "Copo meio vazio", publicada na coluna Holofote (10 de agosto), a Kaiser esclarece que o aumento de preços mencionado na nota teve o objetivo único de recuperar a rentabilidade das marcas da Kaiser, que tiveram suas margens de lucratividade elevadas no último trimestre. Em um ano de gestão na Kaiser, Fernando Tigre reduziu perdas operacionais, eliminou dívidas, recuperou rentabilidade, estabilizou o market share e preparou a empresa para retomar o crescimento, fundamentado na eficiência de sua rede de distribuição e em um forte investimento de marketing. Acreditamos que este esclarecimento se faz necessário em respeito aos consumidores brasileiros.
Paulo Macedo
Diretor de assuntos corporativos e comunicação Cervejarias Kaiser Brasil S.A.

 

Transplante de órgãos

É lamentável que com uma fila de 60.000 pessoas aguardando um transplante ("Perda e angústia", 3 de agosto) 24% dos órgãos liberados para tal fim sejam perdidos por falta de infra-estrutura e transporte. Nós, aqui no Paraná, estamos dando andamento a uma campanha de conscientização do nosso meio sobre a importância "física e espiritual" das doações. Elaboramos uma cartilha de orientação, distribuímos cartazes e folders recolhidos nas secretarias municipal e estadual de Saúde e temos promovido palestras, tudo para aumentar ainda mais o número dos doadores espíritas, que, segundo pesquisa com 1 081 pessoas, já são 60,5% dos doadores, mais que o dobro do público em geral.
Wilson Czerski
Associação de Divulgadores do Espiritismo do Paraná
Curitiba, PR

 

Cartas

Que grata surpresa VEJA me proporcionou! Ao abrir minha revista preferida, logo na seção Cartas (10 de agosto), dei de cara com uma charge maravilhosa de conterrâneos meus (Vascoli), de Passos, minha cidade querida. Agradeço a VEJA por dar esse espaço a pessoas tão talentosas como são os "Vascoli" e pelo prazer proporcionado a todos por verem o trabalho tão bom que eles fazem.
Eliana de Pádua Queiroz
São João del Rei, MG

 

Especial II Guerra Mundial

VEJA se destaca incrivelmente mais uma vez! A visão da revista sobre a II Guerra Mundial não poderia ficar melhor, rica em claras animações e indescritíveis matérias e imagens. VEJA conseguiu expor ainda mais a insensatez de uma guerra inescusável – como todas as outras – e também a falta de escrúpulos de pessoas motivadas por orgulho exacerbado (Especial II Guerra Mundial, www.veja.com.br).
Helena Ivanfy
Curitiba, PR

 

CORREÇÕES: A tecnologia utilizada pela Vivo é a CDMA, e não CAMA, como informou a reportagem "O embaixador da corrupção" (10 de agosto). A denúncia de sobrepreço em contratos da empresa Skymaster Airlines foi feita num relatório parcial da Controladoria-Geral da União e não do TCU ("100 fatos", 10 de agosto). A Disneylândia fica na Califórnia; Disney World é o parque localizado na Flórida ("Como se fosse cinema", 10 de agosto). No filme Mesa do Diabo, no qual Steve McQueen contracena com o grande Edward G. Robinson, o astro desafia uma lenda da mesa de pôquer, e não da sinuca (VEJA Recomenda, 10 de agosto).

 

"LULA ESTÁ UM POUCO PERDIDO"

Jefferson Bernardes/Preview.com


O movimento estudantil está dividido diante da crise. Enquanto a UNE defende mobilizações "contra a corrupção e a favor do presidente da República", alguns estudantes, como os que se manifestaram na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, em São Paulo, na semana passada, já ensaiam o coro "Fora, Lula". Na edição passada, VEJA publicou foto da estudante do ensino médio Hannah Beineke, 16 anos, que participou de uma manifestação em Porto Alegre contra a corrupção no governo. Aqui, ela diz o que pensa sobre Lula, o PT e o papel dos estudantes na crise

VEJA – POR QUE VOCE FOI À MANIFESTAÇÃO?
HANNAH – Para protestar contra a corrupção. E mostrar que alguns jovens estão acompanhando o que vem acontecendo.

VEJA – QUAL A SUA OPINIÃO SOBRE O PAPEL DE LULA NA CRISE?
HANNAH – Por enquanto, acho que ele não estava envolvido. Acho que o seu erro foi confiar nas pessoas erradas. Meus pais sempre foram petistas. Estamos tristes com o PT, mas ainda acredito no Lula.

VEJA – POR QUE VOCÊS ESTÃO TRISTES COM O PT?
HANNAH – Eles estão se mostrando um partido igual aos outros. Acho que pensaram que a Presidência era uma coisa, chegaram lá e era completamente diferente, bem mais difícil. Até o próprio Lula. Acho que ele está um pouco perdido.

 

 

ATAQUE DE MODÉSTIA


A reportagem de VEJA: revelação no dia 2 de julho

Na retrospectiva "100 fatos" (10 de agosto), que alinha os acontecimentos que marcam o atual escândalo do mensalão, foi dito, em relação ao dia 3 de julho, que a reportagem do jornal Folha de S.Paulo mostrara "que pelo menos cinco fundos de pensão ligados a estatais têm contratos com a Globalprev Consultores Associados, de dois ex-sócios do ministro da Comunicação e Gestão Estratégica, Luiz Gushiken". Na verdade, a reportagem "Ação entre velhos amigos", do repórter Ronaldo França, publicada na edição de VEJA que circulou no sábado 2 de julho, é que trouxe à tona o assunto com exclusividade.

 

OS ADULTOS E O VIDEOGAME


A reportagem "Idade não é documento" (3 de agosto) mostrou que os adultos que cresceram brincando com videogames estão retomando o divertimento. A leitora Maria Teresa Prata, do Rio de Janeiro, confirma: "Tenho um site de dicas de jogos bastante visitado e posso garantir que meus 'usuários' e 'amigos virtuais' são na maioria adultos". E não são só homens adultos, diz ela: "As mulheres estão cada vez mais entrando nesse mercado, pois os jogos estão mais inteligentes e instigantes. Quando os homens descobrem que sou 'mulher' e que não sou tão 'jovem' assim, o espanto por parte deles é muito grande. Mas me dão a maior força, gostam muito de meu trabalho e me incentivam bastante". Quem quiser dicas de jogos ou apenas conhecer o trabalho de Maria Teresa pode acessar seu site: http://www.pratasdicas.com.br/.

 

HARRISON FORD ERA REPLICANTE


Alguns leitores comentaram o quadro "Ser ou não ser" da seção Cinema (3 de agosto), que fala da natureza replicante (andróide) de Rick Deckard, o personagem de Harrison Ford no filme Blade Runner. "VEJA cometeu um engano ao afirmar que o personagem vivido por Harrison Ford descobre no fim do filme ser um replicante. Em nenhum momento a fita afirma ou sugere tal situação", escreveu Mário Celso Gonçalves. "Na verdade, a mulher por quem ele se apaixona (Sean Young) é que é uma andróide", escreveu Simone Goldman Batistic Ribeiro, de Marília, São Paulo, idéia compartilhada por Antônio Werneck, do Rio. Embora essa polêmica seja antiga, Ridley Scott, o diretor do filme, já esclareceu esse ponto. No documentário On the Edge of Blade Runner, realizado em 2000 e exibido no Channel 4 da Inglaterra, Scott confirmou: "Ele é um replicante".

 

 
 
 
 
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