Lauro
Jardim [e-mail: ljardim@abril.com.br]
MINISTÉRIO
PÚBLICO
Foi
o Jader 1
Os
procuradores do Ministério Público que investigaram o caso
Usimar, um projeto bilionário bancado pela velha Sudam que nunca
saiu do papel, apresentarão nesta semana o resultado do trabalho.
Dos 44 milhões de reais que foram desviados do projeto, não
se encontrou um único tostão nas contas de Roseana Sarney
ou de seu marido, Jorge Murad. Quem aparece na lista, como receptor de
8,8 milhões de reais, é ele mesmo: Jader Barbalho.
Foi
o Jader 2
Os
investigadores ouviram o autor do projeto da Usimar, Amauri Cruz Santos,
que se tornou réu colaborador e entregou o jogo. Contou, e as apurações
confirmaram, que o dinheiro para Jader Barbalho era remetido a um assessor
do ex-senador mas a maior parte era enviada para um doleiro de
Belém, em cuja casa de câmbio foram encontradas as cópias
dos cheques.
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A
missão impossível de Rita
Ana Araujo

Rita:
enviada especial à "terra do fumo" |
Está previsto para as próximas duas semanas um compromisso
espinhoso para Rita Camata. Ela vai desembarcar em Santa Cruz do
Sul, município gaúcho mais conhecido como a capital
mundial do fumo. Da cidade saem 85% das exportações
brasileiras de tabaco. Lá é quase crime inafiançável
falar mal de cigarro. Por isso, José Serra, o inimigo número
1 da indústria do fumo, não pode nem passar perto
da região. Corre o risco de virar fumaça. Apesar de
fumante, resta saber o que Rita poderá prometer como plataforma
de governo aos produtores locais...
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SUCESSÃO
Ponte
política
Com toda a discrição possível, alguns engenheiros
da política começaram a erguer uma ponte entre FHC e Ciro
Gomes.
Ponte
econômica
José Serra e o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, têm
conversado sobre economia.
Façam
suas apostas
Terça-feira
é um dia-chave para os candidatos a presidente: o Ibope divulga
uma nova pesquisa, que está sendo feita neste fim de semana. Foi
encomendada pela Rede Globo. A expectativa é se neste momento o
crescimento de Ciro Gomes atingiu seu teto ou se ele descolou de José
Serra rumo à vice-liderança isolada.
Pano
rápido
Assim que encerrou a longa entrevista dada por José
Serra ao Jornal Nacional, na quarta-feira passada, William Bonner
perguntou ao tucano: "E então? Gostou?". Resposta, de bate-pronto:
"Não".
GENTE
Em
casa e na rua
Mangabeira
Unger, o guru econômico de Ciro Gomes, não tem de gastar
saliva para combater o neoliberalismo apenas em palestras e entrevistas.
Em casa, também precisa debater com o "mercado". Sua mulher, Tamara
Lothian, executiva do mercado financeiro, já foi vice-presidente
do Citicorp e diretora do First Boston.
ECONOMIA
Compras
adiadas
O
dono de uma das maiores cadeias de shopping centersstrong>
ECONOMIA
Compras
adiadas
O
dono de uma das maiores cadeias de shopping centers do país lamentava,
na semana passada, o semestre horroroso do setor. Caíram as vendas
em tudo quanto é canto. No Nordeste, uma média de 8% em
relação ao ano passado. Em São Paulo e no Rio de
Janeiro, a queda foi a metade disso.
Nem
tudo
está perdido
Há
dados econômicos desastrosos pipocando aqui e ali. Mas existe um
Brasil mais silencioso que continua a investir, apesar de tudo. Na segunda-feira,
o BNDES mostra seus números semestrais com uma boa notícia:
o desembolso de dinheiro cresceu 30% entre janeiro e junho deste ano,
comparando-se com o mesmo período de 2001 um total de 13,7
bilhões de reais, e a indústria ficou com mais da metade
desse valor.
O
mercado fala
Dólar e bolsas, tremei: a voz do mercado, em
pessoa, será ouvida por FHC. No início da semana, o presidente
da Merrill Lynch International, Jacob Frenkel, desembarca no Palácio
do Planalto para uma reunião com o presidente.
O BC joga
duro
O
Banco Central resolveu entrar de sola em cima do Bank of America por causa
de pesadas perdas que seus fundos de derivativos deram no mês passado
aos investidores. Além de investigar detalhadamente os movimentos
dos papéis desses fundos, o BC poderá obrigar o banco a
repassá-los a outras instituições financeiras.
Lordes
também brigam
O
presidente da Petrobras, Francisco Gros, e o diretor-geral da Agência
Nacional do Petróleo, Sebastião do Rego Barros, dois lordes,
andaram se estranhando na semana passada. O motivo é a sinalização
da estatal de que irá construir duas plataformas, no valor de 1
bilhão de dólares, fora do país.
Negócio
fechado
O
hipermercado Extra (do Grupo Pão de Açúcar) fechou
um polpudo contrato com Claudia Raia para que ela crie e seja a
garota-propaganda uma linha de lingerie que levará a marca
da própria atriz.
Concorrentes,
mas não em tudo
Uma
das missões do americano Brian Smith, novo presidente da Coca-Cola
no Brasil, já está bem definida pela matriz: aproximar-se
da AmBev para lutar contra as tubaínas aqueles refrigerantes
que não dão muita bola para o pagamento de impostos.
Muita
marola
Tem
sido dado como certo o fechamento de um acordo da CSN de Benjamin Steinbruch
com a anglo-holandesa Corus. Não é bem assim. As duas podem
até anunciar um acordo, mas antes essa transação
tem de receber o o.k. do BNDES a quem a CSN deve muito dinheiro.
E no BNDES ninguém foi procurado para conversar, nenhuma proposta
chegou.
GOVERNO
Devagar
com o andor
Num
telefonema dado no meio da semana passada, FHC pediu a José Serra
que moderasse seu apoio ao pedido de intervenção no Espírito
Santo.
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AmBev
aposta alto em Kaká
Depois
de Ronaldo, é a vez de Kaká. Essa é a nova
aposta da AmBev. Desde 1993, a cervejaria mantém um contrato
de exploração da imagem de Ronaldo. Na época,
ele tinha só 17 anos e ainda era atacante do Cruzeiro. A
fama do craque ganhou o mundo e hoje ajuda a vender o guaraná
Antarctica em Portugal, na Espanha e no Japão. Agora, os
executivos da AmBev fecharam um contrato semelhante até
2007 com Kaká, o atacante do São Paulo de apenas
20 anos.
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Colaborou
Marcelo Carneiro
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