Edição 1956 . 17 de maio de 2006

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Veja essa
Auto-retrato
Gente
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Cartas

 

"Fazia tempo que o 'chefe' merecia um pontapé no traseiro. Mas, como no Brasil tudo é repassado para o consumidor, preparemo-nos..."
Francesco D'Andrea
Recife, PE

 

O gás da Bolívia

A apropriação fraudulenta do patrimônio da Petrobras por Hugo Chávez, através do seu débil ventríloquo Evo Morales e com o completo aval do presidente Lula, é mais um roubo e um grande desacato à dignidade da sociedade brasileira. Que nas próximas eleições os cidadãos brasileiros se lembrem desta e de inúmeras outras "roubadas" a que foram submetidos no governo Lula. Resta-nos, como dádiva e presente divino, uma única maneira de mudar o curso da história: através das urnas ("Os líderes e o liderado", 10 de maio).
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP  

O barão do Rio Branco, no além, deve sentir asco, desprezo e vergonha incontida pela falta de brasilidade e competência na condução dos negócios do país demonstrada pela trinca de cordeiros do Itamaraty, diante de um indígena cocaleiro sagaz que, à sorrelfa, planejou e executou o confisco de bens nacionais na Bolívia. E, pior, o presidente que aí está, que nunca sabe de nada, "engoliu o desaforo e ainda se solidarizou com o agressor".
William Bernardes
Campo Grande, MS

Não, não, não... não bastava o mensalão; não bastava a "missão" no Haiti; não bastavam os "acordos" com a Argentina, com a China e com tantos outros países. O governo brasileiro precisava de mais uma humilhação. E que humilhação! A foto estampada nas páginas 94/95 da última edição de VEJA nos mostrou, em meio aos sorridentes presidentes da Argentina, da Bolívia e da Venezuela, um Lula perdido, tal qual cachorro em dia de mudança. Notem o semblante. Parabéns ao governo do PT, que mais uma vez conseguiu, com sua inépcia para governar, rebaixar o Brasil diante do resto do mundo.
Thomas de Carvalho Silva
Fortaleza, CE  

Alguns já sabiam, mas só agora a maioria toma conhecimento do desperdício do dinheiro – avião de 54 milhões de dólares e outros tantos para voar daqui para lá e de lá para cá – que Lula gastou sem aprender nada de política internacional. O chute nos fundilhos de Lula dá mostras de sua ignorância acerca de assuntos que deveriam estar na ponta de sua língua. Se perdemos para a Bolívia, de quem ganharemos?
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR

É assustador o nosso país, após anunciar a auto-suficiência de petróleo, se deixar impor sanções, regras e até mesmo o confisco de bens na exploração do gás boliviano. Por onde anda a moral política e administrativa de nossos governantes?
Luiz Carlos Camisassa Diniz
Belo Horizonte, MG  

A subserviência de Lula no caso da expropriação de ativos da Petrobras pelo governo boliviano mostra a incompetência desse cidadão para "comandar" o país. O episódio também serviu para colocá-lo no devido lugar. Ele achava ser o líder da América Latina. Ledo engano: o coronel Chávez mostrou a ele quem manda no pedaço.
Vinícius Midlej S. Ramos
Mundo Novo, BA  

É patética a postura do governo Lula diante dos atos agressivos do governo boliviano. Creio que ainda não fomos informados sobre a quem pertencem agora as instalações que o investimento de 1,5 bilhão de dólares da Petrobras comprou na Bolívia.
George Fodor
Rio de Janeiro, RJ  

Em último caso, a culpa por esse vacilo na reação à atitude boliviana não é exatamente do presidente, mas da mentalidade que ele representa, que, apesar de todas as evidências a favor, é contra a privatização da Petrobras.
Andre Gouvea
Los Angeles, Califórnia, EUA  

Cumprimento o jornalista Diogo Schelp pelas excelentes reportagens. Nessa última, sobre esse infeliz presidente, que pensa ser alguém na vida e não passa de um liderado, aquele que sempre é o último a saber, ele se superou. Conseguiu informar didaticamente, com clareza e muita sensibilidade.
Sonia Maria Piva Amaro
São José do Rio Preto, SP

 

"Essa doeu!"

A capa de VEJA de 10 de maio foi uma das mais divertidas demonstrações de inteligência da imprensa brasileira dos últimos tempos. Sintetizou de tal forma a atual situação de nossa política externa que nem precisava da matéria.
Edmir Vieira Camargo
Santo André, SP  

Sensacional! Hilária! A melhor capa dos últimos tempos! Ah, como gostaria que tivéssemos sido eu e milhões de brasileiros os autores dessa marca! Lavei a alma.
Marcia Biasi
Santo André, SP  

O alvo está lá, bem posicionado. Apenas uma correção: "Essa dou eu" é o que deverá ser dito por todos os brasileiros nas próximas eleições.
Crispiniano T. Manzano
Botucatu, SP  

Tomara que VEJA use essa mesma foto da capa para anunciar o resultado das eleições deste ano...
Maria Izabel de Ugalde M. Rocha
Santa Maria, RS  

Nem sempre um pé na bunda é coisa ruim; quem sabe fará o Brasil andar pra frente.
Milton da Silva
São Paulo, SP

 

Carta ao leitor

Na Carta ao leitor, intitulada "O eixo do bom senso" (10 de maio), acertadamente a revista aconselha o governo Lula a se alinhar com os parceiros naturais com o intuito de evitar de uma vez por todas o avanço do populismo e da demagogia na nossa América Latina. Cabe apenas notar o esquecimento do meu país, a Colômbia, considerada a democracia mais firme da América Latina, que já sofreu todas as investidas possíveis contra a estabilidade, tem-se mantido fiel aos princípios democráticos e hoje é um exemplo de respeito às instituições, de desenvolvimento econômico e de fantásticos avanços no quesito segurança. Queremos também fazer parte integrante e perene do "eixo do bom senso".
Carlos Enrique Franco Amastha
Cônsul da Colômbia para os estados do Paraná,
Santa Catarina e Mato Grosso do Sul
Por e-mail

 

Crise na agropecuária

O governo pode, sim, auxiliar os agricultores a superar a crise, diminuindo a onerosa carga tributária e enxugando a estratosférica dívida pública para que o crédito se torne mais abundante e barato. Mas, contrariando todo esse cenário nebuloso, o governo esteve mais empenhado em perpetuar-se no poder e assaltar os cofres públicos do que em tomar medidas que pudessem aliviar essa crise que já era esperada ("As pragas do agronegócio", 10 de maio).
Fernando Baía de Castro
Barreiras, BA  

Se fosse feito um levantamento mais detalhado, poderia facilmente ser verificado que não existe no país uma política agrícola, em especial que garanta preços mínimos, seguro ou mecanismos de proteção ao agricultor, como de fato há nos países desenvolvidos.
Ricardo de Paiva Leão
Rio Verde, GO  

Não me lembro, desde que o governo retirou o subsídio, de nenhum tempo bom para a agricultura que não seja seguido de desventuras em série. Um produtor agrícola é um produtor, não um especulador financeiro. O que ele sabe fazer é produzir, investindo na terra o que dela tira. Se tiver boa safra, investirá em maquinário, numa caminhonete nova e no aumento de sua propriedade. É o que sabe fazer. É muito emocionante ver tecnólogos discursarem sobre o que poderia ter sido feito, quando a tragédia já foi consumada.
Mariza Poltronieri
Maringá, PR

 

PT

Diante de tudo o que vem ocorrendo no Brasil, em todas as esferas do poder, fica difícil dizer algo positivo para nossos filhos. Pior é a falta de reação, como afirma a excelente matéria "A tecla replay do mensalão" (10 de maio). O teor chega a ser um brado desesperado de alerta para o povo brasileiro, que nesse momento parece uma massa de zumbis, de mortos-vivos. Este Brasil passivo ninguém merece!
Claudio Fernandes
São Bernardo do Campo, SP

 

Mutismo seletivo

Tenho uma filha que, dos 3 aos 18 anos, só falava com os pais e os irmãos. Cursou toda a escola (em quatro países diferentes) comunicando-se por gestos e pela escrita. Foram necessários muitos anos de terapia intensiva e de angustiante espera para que ela voltasse a falar com todos. Isso se deu três meses depois de sair de casa para estudar em uma universidade canadense. Hoje, aos 21 anos, é uma mulher feliz, falante, que só tira notas máximas e até canta em karaokê. Nunca perdemos a esperança, embora nem sempre tenha sido fácil. É importante que os pais de crianças com o mesmo problema saibam que, na maioria das vezes, o mutismo seletivo tem solução ("Silêncio que preocupa", 10 de maio).
Dora Sobreira Lopes
Brasília, DF

 

Zé Dirceu

O Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A. realiza sistematicamente palestras com personalidades do cenário político e econômico brasileiro com o objetivo de promover debate sobre temas nacionais. Os encontros não implicam nenhum apoio a temas ou a posições defendidas pelos palestrantes. Desde 2004, realizamos quinze eventos, que contaram com a presença de políticos e economistas de variadas tendências. O encontro a que VEJA se referiu foi cancelado. Quanto à investigação em curso a respeito da Credit Suisse Representações Ltda., esclarecemos que se trata de uma empresa comercial, não financeira, e que é parte da divisão de private banking do Credit Suisse, instituição financeira com sede na Suíça. Como é de conhecimento público, a referida empresa está colaborando totalmente com as autoridades para compreender a natureza da investigação. Essa investigação não teve nenhuma relação com as operações do Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A. e de suas subsidiárias.
Adriana Vera e Silva
Assessoria de comunicação do Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil) S.A.
São Paulo, SP

 

Showmícios

A propósito da matéria "A micareta picareta" (10 de maio), esclareço que o Pré-Caju não tem nenhuma ajuda financeira da prefeitura de Aracaju. O evento, que reúne 300 000 pessoas por dia e integra o calendário oficial do Ministério do Turismo, é promoção exclusiva da Associação Sergipana de Blocos de Trio (ASBT), entidade de direito privado, e conta com o patrocínio comercial de empresas e o apoio do poder público nos três níveis. A administração municipal, a exemplo do que ocorreu nos anos anteriores, colaborou na organização e limpeza do espaço urbano, no trânsito e na assistência médica ao público que gratuitamente participa da festa.
Lourival Mendes de Oliveira Neto
Diretor-presidente da Associação Sergipana de Blocos de Trio (ASBT)
Aracaju, SE

 

Mensalão

Um dos pilares do governo Emidio de Souza é a transparência no trato com o dinheiro público. Dessa forma, nenhuma contratação na atual administração da prefeitura de Osasco é dirigida ou feita por meio de cartas marcadas ("Quanta coincidência!", 26 de abril).
Emilia Cordeiro
Secretaria de Governo e Comunicação Departamento de Comunicação Social
Osasco, SP

 

CORREÇÕES: As fotografias de Madonna para a revista W ("Nesta encarnação, amazona", Gente, 10 de maio) são de autoria do fotógrafo Steven Klein, e não de Steve Meisel, como foi publicado. A seção Datas (10 de maio) informa que Popó retomou o título de boxe na categoria peso leve ao vencer o americano Zahir Raheem, "que o havia derrotado em 2004". Na verdade, Popó perdeu uma única luta, e o título, para o americano Diego Corrales, em agosto de 2004.

 

Aborto e anencefalia

O documentário Uma História Severina, citado por André Petry em sua coluna de 26 de abril, trata de um tema delicado e polêmico: o direito de as mulheres interromperem a gravidez de fetos sem cérebro. Escolhido como o melhor filme no Festival Internacional de Curtas do Rio de Janeiro, o documentário tem por objetivo mostrar como a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal, de cassar a liminar que permitia o aborto nesses casos, alterou o destino de uma mulher, no interior de Pernambuco. Enviado aos ministros do Supremo assim que foi lançado, no ano passado, Uma História Severina é "o registro de um momento histórico para a Justiça brasileira e uma possibilidade de reflexão para a sociedade no momento em que o STF se prepara para votar a ação da anencefalia", segundo Eliane Brum, uma das autoras do documentário. Com tradução para o inglês e outros idiomas, o vídeo pode ser adquirido no site da Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (www.anis.org.br).

 

 

Edoardo Pollastri

O entrevistado da seção Auto-retrato de 3 de maio foi o italiano Edoardo Pollastri, presidente da Câmara Ítalo-Brasileira de Comércio e eleito em abril último para ocupar uma das doze cadeiras do Parlamento destinadas a italianos no exterior. Alguns leitores ficaram curiosos com o êxito de Pollastri e querem mais informações sobre ele. Sua página na internet para a campanha de 2006 (http://www.pollastri.com/) traz uma biografia e meios para contatá-lo.

 
 
 
 
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