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Cartas
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"Fazia tempo que o 'chefe'
merecia um pontapé no traseiro. Mas, como no Brasil
tudo é repassado para o consumidor, preparemo-nos..."
Francesco D'Andrea
Recife, PE
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O gás da Bolívia
A apropriação fraudulenta
do patrimônio da Petrobras por Hugo Chávez, através
do seu débil ventríloquo Evo Morales e com o completo
aval do presidente Lula, é mais um roubo e um grande desacato
à dignidade da sociedade brasileira. Que nas próximas
eleições os cidadãos brasileiros se lembrem
desta e de inúmeras outras "roubadas" a que foram submetidos
no governo Lula. Resta-nos, como dádiva e presente divino,
uma única maneira de mudar o curso da história: através
das urnas ("Os líderes e o liderado", 10 de maio).
Wiliam Tabchoury
Piracicaba, SP
O barão do Rio Branco,
no além, deve sentir asco, desprezo e vergonha incontida
pela falta de brasilidade e competência na condução
dos negócios do país demonstrada pela trinca de cordeiros
do Itamaraty, diante de um indígena cocaleiro sagaz que,
à sorrelfa, planejou e executou o confisco de bens nacionais
na Bolívia. E, pior, o presidente que aí está,
que nunca sabe de nada, "engoliu o desaforo e ainda se solidarizou
com o agressor".
William Bernardes
Campo Grande, MS
Não, não, não...
não bastava o mensalão; não bastava a "missão"
no Haiti; não bastavam os "acordos" com a Argentina, com
a China e com tantos outros países. O governo brasileiro
precisava de mais uma humilhação. E que humilhação!
A foto estampada nas páginas 94/95 da última edição
de VEJA nos mostrou, em meio aos sorridentes presidentes da Argentina,
da Bolívia e da Venezuela, um Lula perdido, tal qual cachorro
em dia de mudança. Notem o semblante. Parabéns ao
governo do PT, que mais uma vez conseguiu, com sua inépcia
para governar, rebaixar o Brasil diante do resto do mundo.
Thomas de Carvalho Silva
Fortaleza, CE
Alguns já sabiam, mas
só agora a maioria toma conhecimento do desperdício
do dinheiro avião de 54 milhões de dólares
e outros tantos para voar daqui para lá e de lá para
cá que Lula gastou sem aprender nada de política
internacional. O chute nos fundilhos de Lula dá mostras de
sua ignorância acerca de assuntos que deveriam estar na ponta
de sua língua. Se perdemos para a Bolívia, de quem
ganharemos?
Mauro Xavier Biazi
Guarapuava, PR
É assustador o nosso país,
após anunciar a auto-suficiência de petróleo,
se deixar impor sanções, regras e até mesmo
o confisco de bens na exploração do gás boliviano.
Por onde anda a moral política e administrativa de nossos
governantes?
Luiz Carlos Camisassa Diniz
Belo Horizonte, MG
A subserviência de Lula
no caso da expropriação de ativos da Petrobras pelo
governo boliviano mostra a incompetência desse cidadão
para "comandar" o país. O episódio também serviu
para colocá-lo no devido lugar. Ele achava ser o líder
da América Latina. Ledo engano: o coronel Chávez mostrou
a ele quem manda no pedaço.
Vinícius Midlej S. Ramos
Mundo Novo, BA
É patética a postura
do governo Lula diante dos atos agressivos do governo boliviano.
Creio que ainda não fomos informados sobre a quem pertencem
agora as instalações que o investimento de 1,5 bilhão
de dólares da Petrobras comprou na Bolívia.
George Fodor
Rio de Janeiro, RJ
Em último caso, a culpa
por esse vacilo na reação à atitude boliviana
não é exatamente do presidente, mas da mentalidade
que ele representa, que, apesar de todas as evidências a favor,
é contra a privatização da Petrobras.
Andre Gouvea
Los Angeles, Califórnia, EUA
Cumprimento o jornalista Diogo
Schelp pelas excelentes reportagens. Nessa última, sobre
esse infeliz presidente, que pensa ser alguém na vida e não
passa de um liderado, aquele que sempre é o último
a saber, ele se superou. Conseguiu informar didaticamente, com clareza
e muita sensibilidade.
Sonia Maria Piva Amaro
São José do Rio Preto, SP
"Essa doeu!"
A capa de VEJA de 10 de maio
foi uma das mais divertidas demonstrações de inteligência
da imprensa brasileira dos últimos tempos. Sintetizou de
tal forma a atual situação de nossa política
externa que nem precisava da matéria.
Edmir Vieira Camargo
Santo André, SP
Sensacional! Hilária!
A melhor capa dos últimos tempos! Ah, como gostaria que tivéssemos
sido eu e milhões de brasileiros os autores dessa marca!
Lavei a alma.
Marcia Biasi
Santo André, SP
O alvo está lá,
bem posicionado. Apenas uma correção: "Essa dou eu"
é o que deverá ser dito por todos os brasileiros nas
próximas eleições.
Crispiniano T. Manzano
Botucatu, SP
Tomara que VEJA use essa mesma
foto da capa para anunciar o resultado das eleições
deste ano...
Maria Izabel de Ugalde M. Rocha
Santa Maria, RS
Nem sempre um pé na bunda
é coisa ruim; quem sabe fará o Brasil andar pra frente.
Milton da Silva
São Paulo, SP
Carta ao leitor
Na Carta ao leitor, intitulada
"O eixo do bom senso" (10 de maio), acertadamente a revista aconselha
o governo Lula a se alinhar com os parceiros naturais com o intuito
de evitar de uma vez por todas o avanço do populismo e da
demagogia na nossa América Latina. Cabe apenas notar o esquecimento
do meu país, a Colômbia, considerada a democracia mais
firme da América Latina, que já sofreu todas as investidas
possíveis contra a estabilidade, tem-se mantido fiel aos
princípios democráticos e hoje é um exemplo
de respeito às instituições, de desenvolvimento
econômico e de fantásticos avanços no quesito
segurança. Queremos também fazer parte integrante
e perene do "eixo do bom senso".
Carlos Enrique Franco Amastha
Cônsul da Colômbia para os estados do Paraná,
Santa Catarina e Mato Grosso do Sul
Por e-mail
Crise na agropecuária
O governo pode, sim, auxiliar
os agricultores a superar a crise, diminuindo a onerosa carga tributária
e enxugando a estratosférica dívida pública
para que o crédito se torne mais abundante e barato. Mas,
contrariando todo esse cenário nebuloso, o governo esteve
mais empenhado em perpetuar-se no poder e assaltar os cofres públicos
do que em tomar medidas que pudessem aliviar essa crise que já
era esperada ("As pragas do agronegócio", 10 de maio).
Fernando Baía de Castro
Barreiras, BA
Se fosse feito um levantamento
mais detalhado, poderia facilmente ser verificado que não
existe no país uma política agrícola, em especial
que garanta preços mínimos, seguro ou mecanismos de
proteção ao agricultor, como de fato há nos
países desenvolvidos.
Ricardo de Paiva Leão
Rio Verde, GO
Não me lembro, desde que
o governo retirou o subsídio, de nenhum tempo bom para a
agricultura que não seja seguido de desventuras em série.
Um produtor agrícola é um produtor, não um
especulador financeiro. O que ele sabe fazer é produzir,
investindo na terra o que dela tira. Se tiver boa safra, investirá
em maquinário, numa caminhonete nova e no aumento de sua
propriedade. É o que sabe fazer. É muito emocionante
ver tecnólogos discursarem sobre o que poderia ter sido feito,
quando a tragédia já foi consumada.
Mariza Poltronieri
Maringá, PR
PT
Diante de tudo o que vem ocorrendo no Brasil,
em todas as esferas do poder, fica difícil dizer algo positivo
para nossos filhos. Pior é a falta de reação,
como afirma a excelente matéria "A tecla replay do mensalão"
(10 de maio). O teor chega a ser um brado desesperado de alerta
para o povo brasileiro, que nesse momento parece uma massa de zumbis,
de mortos-vivos. Este Brasil passivo ninguém merece!
Claudio Fernandes
São Bernardo do Campo, SP
Mutismo seletivo
Tenho uma filha que, dos 3 aos 18 anos, só
falava com os pais e os irmãos. Cursou toda a escola (em
quatro países diferentes) comunicando-se por gestos e pela
escrita. Foram necessários muitos anos de terapia intensiva
e de angustiante espera para que ela voltasse a falar com todos.
Isso se deu três meses depois de sair de casa para estudar
em uma universidade canadense. Hoje, aos 21 anos, é uma mulher
feliz, falante, que só tira notas máximas e até
canta em karaokê. Nunca perdemos a esperança, embora
nem sempre tenha sido fácil. É importante que os pais
de crianças com o mesmo problema saibam que, na maioria das
vezes, o mutismo seletivo tem solução ("Silêncio
que preocupa", 10 de maio).
Dora Sobreira Lopes
Brasília, DF
Zé Dirceu
O Banco de Investimentos Credit Suisse (Brasil)
S.A. realiza sistematicamente palestras com personalidades do cenário
político e econômico brasileiro com o objetivo de promover
debate sobre temas nacionais. Os encontros não implicam nenhum
apoio a temas ou a posições defendidas pelos palestrantes.
Desde 2004, realizamos quinze eventos, que contaram com a presença
de políticos e economistas de variadas tendências.
O encontro a que VEJA se referiu foi cancelado. Quanto à
investigação em curso a respeito da Credit Suisse
Representações Ltda., esclarecemos que se trata de
uma empresa comercial, não financeira, e que é parte
da divisão de private banking do Credit Suisse, instituição
financeira com sede na Suíça. Como é de conhecimento
público, a referida empresa está colaborando totalmente
com as autoridades para compreender a natureza da investigação.
Essa investigação não teve nenhuma relação
com as operações do Banco de Investimentos Credit
Suisse (Brasil) S.A. e de suas subsidiárias.
Adriana Vera e Silva
Assessoria de comunicação do Banco de Investimentos
Credit Suisse (Brasil) S.A.
São Paulo, SP
Showmícios
A propósito da matéria "A micareta
picareta" (10 de maio), esclareço que o Pré-Caju não
tem nenhuma ajuda financeira da prefeitura de Aracaju. O evento,
que reúne 300 000 pessoas por dia e integra o calendário
oficial do Ministério do Turismo, é promoção
exclusiva da Associação Sergipana de Blocos de Trio
(ASBT), entidade de direito privado, e conta com o patrocínio
comercial de empresas e o apoio do poder público nos três
níveis. A administração municipal, a exemplo
do que ocorreu nos anos anteriores, colaborou na organização
e limpeza do espaço urbano, no trânsito e na assistência
médica ao público que gratuitamente participa da festa.
Lourival Mendes de Oliveira Neto
Diretor-presidente da Associação Sergipana de Blocos
de Trio (ASBT)
Aracaju, SE
Mensalão
Um dos pilares do governo Emidio de Souza
é a transparência no trato com o dinheiro público.
Dessa forma, nenhuma contratação na atual administração
da prefeitura de Osasco é dirigida ou feita por meio de cartas
marcadas ("Quanta coincidência!", 26 de abril).
Emilia Cordeiro
Secretaria de Governo e Comunicação Departamento de
Comunicação Social
Osasco, SP
CORREÇÕES: As fotografias
de Madonna para a revista W ("Nesta encarnação,
amazona", Gente, 10 de maio) são de autoria do fotógrafo
Steven Klein, e não de Steve Meisel, como foi publicado.
A seção Datas (10 de maio) informa que Popó
retomou o título de boxe na categoria peso leve ao vencer
o americano Zahir Raheem, "que o havia derrotado em 2004". Na verdade,
Popó perdeu uma única luta, e o título, para
o americano Diego Corrales, em agosto de 2004.
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Aborto e anencefalia
O documentário
Uma História Severina, citado por André
Petry em sua coluna de 26 de abril, trata de um tema
delicado e polêmico: o direito de as mulheres
interromperem a gravidez de fetos sem cérebro.
Escolhido como o melhor filme no Festival Internacional
de Curtas do Rio de Janeiro, o documentário tem
por objetivo mostrar como a decisão tomada pelo
Supremo Tribunal Federal, de cassar a liminar que permitia
o aborto nesses casos, alterou o destino de uma mulher,
no interior de Pernambuco. Enviado aos ministros do
Supremo assim que foi lançado, no ano passado,
Uma História Severina é "o registro
de um momento histórico para a Justiça
brasileira e uma possibilidade de reflexão para
a sociedade no momento em que o STF se prepara para
votar a ação da anencefalia", segundo
Eliane Brum, uma das autoras do documentário.
Com tradução para o inglês e outros
idiomas, o vídeo pode ser adquirido no site da
Anis: Instituto de Bioética, Direitos Humanos
e Gênero (www.anis.org.br).
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Edoardo Pollastri
O entrevistado da
seção Auto-retrato de 3 de maio foi o
italiano Edoardo Pollastri, presidente da Câmara
Ítalo-Brasileira de Comércio e eleito
em abril último para ocupar uma das doze cadeiras
do Parlamento destinadas a italianos no exterior. Alguns
leitores ficaram curiosos com o êxito de Pollastri
e querem mais informações sobre ele. Sua
página na internet para a campanha de 2006 (http://www.pollastri.com/)
traz uma biografia e meios para contatá-lo.
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