Edição 1 649 -17/5/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
ONGs gastam milhões em áreas de preservação
Mau humor pode matar
A rede mundial facilita a vida de deficientes físicos
Judeus e árabes são parentes próximos
Decifrado o cromossomo causador da síndrome de Down
Brasileiros descobrem a Tunísia
Austrália se preocupa com a ecologia
Equipamento reproduz efeito do doping
A dieta dos adolescentes está perto da ideal
Perfume japonês combate odores da velhice
Presos do Carandiru sobem ao altar
Represa turca vai inundar monumentos romanos
Detroit redesenha modelos para enfrentar europeus
Olivier Anquier faz outros produtos matinais
Os dinossauros continuam evoluindo no cinema
O prédio giratório
O show de Narcisa Tamborindeguy
Silvio Santos

Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Irmãos de sangue

Estudo de DNA comprova que judeus e árabes
são parentes próximos, como diz a Bíblia

Se a origem genética em comum fosse sinônimo de paz, talvez a dolorosa história de conflitos no Oriente Médio nunca tivesse começado. Com uma nova técnica baseada no estudo da descendência masculina, biólogos concluíram que as várias populações judaicas não apenas são parentes próximas umas das outras, mas também de palestinos, libaneses e sírios. A descoberta significa que todos são originários de uma mesma comunidade ancestral, que viveu no Oriente Médio há 4.000 anos. Em termos genéticos significa parentesco bem próximo, maior que o existente entre os judeus e a maioria das outras populações. Quatro milênios representam apenas 200 gerações, tempo muito curto para mudanças genéticas significativas. Impressiona como o resultado da pesquisa é coerente com a versão expressa na Bíblia de que árabes e judeus descendem de um ancestral comum, o patriarca Abraão.

A pesquisa conduzida pelo biólogo Michael Hammer, da Universidade do Arizona, com a colaboração de cientistas europeus, israelenses e sul-africanos, comparou o cromossomo Y (presente apenas no sexo masculino) de 1.371 homens de 29 comunidades. Acredita-se que todos os cromossomos Y existentes sejam originários de um único "Adão", que viveu há 140.000 anos. Em princípio, são idênticos em todos os homens, mas pequenas modificações podem ocorrer na seqüência de DNA dos cromossomos Y. As mudanças não afetam os genes e não se refletem no corpo, mas permitem acompanhar as várias linhagens familiares da espécie humana, como se fosse uma assinatura.

Os pesquisadores perceberam também que, apesar da longa diáspora, as populações judaicas mantiveram intacta a identidade biológica. A tradição hebraica considera como judeu aquele que é filho de mãe judia. Sabe-se agora que a quantidade de pais não judeus foi igualmente bem reduzida. O resultado não apenas está de acordo com a tradição bíblica como refuta as teses de que as comunidades judaicas atuais consistem principalmente de descendentes de convertidos de outras crenças ou dos khazars, uma tribo do Cáucaso que adotou o judaísmo na Idade Média. "Onde quer que fossem, eles permaneceram geneticamente muito isolados", diz Hammer.

 
Saiba mais
Da internet
  Proceedings of the National Academy of Sciences