Edição 1 649 - 17/5/2000

VEJA esta semana

Brasil
Internacional
Geral
Economia e negócios
Guia
Artes e Espetáculos
Colunas
Luiz Felipe de Alencastro
Sérgio Abranches
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote 
Veja essa
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
Veja recomenda
Os mais vendidos

Banco de Dados 

Para pesquisar digite uma ou mais palavras no campo abaixo. 


 

Manoel Fernandes

Escambo virtual

Bicicleta por papagaio. Computador por videogame. CDs por livros. A página NoMoney! (www.nomoney.com.br) pretende fazer esse tipo de troca entre os seus visitantes sem nenhum custo para as partes envolvidas na negociação. O princípio é do escambo, uma prática comercial utilizada antes da existência do papel-moeda.

Conteúdo à la carte

Qualquer bom endereço na internet precisa de informações, dados e notícias para atrair visitante. Conteúdo é hoje a palavra mais popular entre as empresas que estão entrando na bede. Tempestade (www.tempestade.com.br) é uma companhia especializada em atender algumas das necessidades dos clientes. Ela segue uma tendência já comum nos Estados Unidos.

Dicas de quem sabe

O provedor Terra (www.terra.com.br) e a companhia Telefônica (www.telefonica.net.br) se uniram para lançar um portal para pequenos empresários e profissionais liberais: o Topnegócios (www.topnegocios.com.br), que entra no ar nesta quarta-feira. A idéia é colocar especialistas, como o jurista Ives Granda Martins e o ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet, para fornecer dicas on-line sobre marketing, legislação tributária, seleção e recrutamento de novos funcionários.

 

A nova economia pertence a todos

Ricardo Benichio


O advogado indiano Jim Wadia, 51 anos, presidente mundial da Arthur Andersen (www.arthurandersen.com), uma das maiores empresas de consultoria do mundo, esteve no Rio de Janeiro na semana passada. Numa entrevista a Consuelo Dieguez, de VEJA, ele sustentou que se as empresas tradicionais entenderem o atual momento serão elas as grandes vedetes da nova economia e assim conseguirão passar à frente das companhias que estão surgindo na esteira da internet:

Veja – Que risco as empresas tradicionais correm na nova economia?
Wadia – Irão sofrer se não mudarem sua forma de fazer negócios. São empresas com mais chances de sobreviver do que as chamadas empresas virtuais, porque têm o poder da marca. A nova economia, em hipótese alguma, substitui a velha. As empresas tradicionais sabem fazer. As virtuais só sabem distribuir. Estas não têm o know-how, a experiência nem a marca. Já as tradicionais só precisam aperfeiçoar-se para ganhar espaço.

Veja – O futuro pertence às companhias tradicionais ou às empresas virtuais?
Wadia – O engano é achar que a nova economia é só para empresas de internet. Nos Estados Unidos, 90% dessas empresas virtuais irão desaparecer em dois anos.

Veja – Por quê?
Wadia – Há um exagero. Todos estão excitados com isso. Tem muita gente fazendo as mesmíssimas coisas e todos acreditando que tiveram uma grande e original idéia.

 

Discador para os provedores grátis

Wander Mendes

A guerra entre os serviços gratuitos de acesso à internet não permite descanso. As empresas continuam montando estratégias para atrair novos usuários e ainda deixá-los satisfeitos. O provedor NetGratuita (www.netgratuita.com. br), que pertence aos grupos Abril e Folha da Manhã, anunciou na semana passada uma ferramenta para facilitar a conexão de seus usuários e de quem acessa os serviços semelhantes de empresas concorrentes. Um programa de computador, batizado de "discador", se encarregará, antes da conexão, de procurar o provedor que estiver desocupado na relação dos indicados. O iG (www.ig.com.br) prepara, como resposta, uma nova opção de correio eletrônico. Nele, cada pessoa também será identificada pelo número do próprio telefone. Os e-mails terão o formato número do telefone@ig.com.br.

 

Na teia do inventor do Aranha

Stan Lee (www.stanlee.net), criador de heróis dos quadrinhos que acompanham gerações, como o Homem-Aranha, o Incrível Hulk e o Homem de Ferro, quer agora usar a rede para cativar os filhos de seus fãs. Ele busca também inspiração para criar novos personagens. O endereço é uma mostra dessa nova fase de sua carreira. Na próxima sexta-feira, Lee irá participar de um bate-papo com crianças do mundo inteiro pelo canal de TV a cabo Fox Kids (www.foxkids.com.br). A conversa começa com uma apresentação de Lee e em seguida as perguntas serão aceitas. Nesse caso, inglês não será fundamental. O canal irá colocar um tradutor on-line para as perguntas feitas em português. A idéia é não deixar ninguém de fora da conversa com Lee.

 

A guerra do MP3 continua

A Justiça americana não aceitou os argumentos dos fabricantes do programa Napster (www.napster.com) e decidiu contra a empresa na briga com os produtores de CDs mundiais liderados pela Associação Americana da Indústria Fonográfica (www.riaa.com). Dessa forma, o Napster terá de enfrentar mais acusações daqui em diante, sob a alegação de que está incentivando a pirataria e infringindo a lei do direito autoral ao possibilitar a troca de arquivos em MP3 na rede. A RIAA quer a cassação do direito de funcionamento da Napster.

 

O melhor conteúdo para qualquer site

Conteúdo é hoje a palavra mágica na internet. Os endereços de sucesso em geral combinam soluções de comércio eletrônico com serviços de notícias e informações. A empresa iSyndicate (www.isyndicate.com) é especializada em fornecer conteúdo para sites. Cobra pelo serviço, mas tem uma extensa área em que qualquer um pode requisitar de graça noticiário esportivo e internacional, em inglês. Por exemplo, informações diárias sobre o mundo do boxe. Outro endereço que oferece um produto semelhante e em português é a página www.infodesktop.com, que traz o mundo da tecnologia para dentro do computador. O risco para quem adere a esse tipo de serviço é a mesmice.

 

A página www.sucataonline.com.br pode resolver o problema de pequenas e médias empresas de todo o país que têm resíduos industriais e não sabem como se livrar deles. O endereço funciona como uma bolsa de negócios em que as companhias colocam à venda sua sucata ou compram restos de material. Os criadores do serviço esperam ganhar cobrando uma comissão sobre cada negócio realizado.

 


Alex Akermann


O Por Acaso (www.poracaso.com.br) começou a funcionar na semana passada e é uma boa ferramenta para quem procura afinidades na rede. A estratégia do site é estimular a troca de mensagens de seus freqüentadores sem necessidade de um tema específico. A mensagem entra na página e todos os cadastrados a recebem. Só responde quem tiver interesse pelo tema tratado.
O Por Acaso é uma tentativa de criar comunidades virtuais mais livres num mesmo espaço.

 

Comércio tenta superar barreiras

Daniela Picoral


As empresas que fazem o comércio eletrônico entre companhias, o business to business, ou BtoB, eram consideradas as melhores apostas da nova economia. Pois agora as ações de quase todas estão com problemas de desempenho na bolsa de valores. No Brasil, a dificuldade continua sendo a logística. Das 16.000 transportadoras existentes no país, estima-se que apenas 100 tenham condições efetivas de prestar serviço com a velocidade e a eficiência exigidas pelos clientes das lojas virtuais. Algumas companhias estão sendo constituídas só para tentar resolver essa questão. A netEnvios (www.netenvios.com.br) espera ser uma dessas soluções ao permitir que o cliente escolha qual transportadora deve ser usada para a entrega do produto adquirido na rede. Nesse serviço, o comprador entra na loja e de lá vai até a página onde seleciona seu entregador.

 

madres-lineafundadora.org

As Mães da Praça de Maio são um exemplo na luta pelos direitos humanos na Argentina e no mundo. Elas tiveram seus filhos assassinados e seus netos foram adotados ilegalmente por militares com altos cargos na ditadura, mas nunca perderam a esperança na Justiça. A página é mais uma prova de que essas senhoras não pretendem desistir tão cedo de sua missão. No endereço estão fotos dos desaparecidos políticos nos porões argentinos e a relação das catorze mulheres que originaram o movimento, que foi um dos primeiros a desafiar abertamente a ditadura daquele país.

 

e-mail: hipertexto@abril.com.br