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Edição 1 747 - 17 de abril de 2002
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B de besteira

O bordão "Baba, baby"
faz a fama de Kelly Key

Sérgio Martins

 
Bruno Veiga/Strana
Kelly: 19 anos, um filho, 300 mililitros de silicone e 12 000 reais de cachê

A expressão da moda no Rio de Janeiro é "baba, baby". Ela é usada pelas adolescentes para desdenhar dos rapazes mais afoitos. Quem popularizou o bordão foi a cantora Kelly Key, de 19 anos. Ela o incluiu em Baba, faixa de seu disco de estréia e, atualmente, uma das músicas mais executadas pelas rádios do país. Ex-dançarina do extinto programa Samba, Pagode & Cia., da Rede Globo, Kelly aproveita ao máximo o seu momento de fama. Sua agenda de shows está lotada – são 25 só neste mês, ao cachê de 12 000 reais. Como quer prolongar seu sucesso, a cantora vem investindo no aprimoramento dos seus pendores artísticos: no começo do ano, implantou próteses de 300 mililitros de silicone nos seios. "Mas não quero ser apenas um corpão", diz. Kelly faz questão de frisar que boa parte das letras que canta são de sua própria autoria. "Baba, por exemplo, foi feita para um professor de educação física por quem eu era apaixonada", explica. A estrofe mais pungente é: "Baby, baba / Olha o que perdeu / Baba, criança cresceu / Bem feito pra você". Na verdade, é bem feito para todos nós. Outra criação de Kelly é Escondido, em que fala sobre a época em que namorava em segredo o cantor Latino. Sua mãe servia de cúmplice e atrasava os relógios da casa para que o pai não percebesse que Kelly tinha passado a madrugada fora. "Quando eu perdi a minha virgindade, fiz questão de contar para ela, deixando bem claro que tinha usado camisinha", conta a moça. Em certo momento, contudo, a camisinha foi esquecida. Kelly e Latino, que não são casados, têm uma filha, Susana, hoje com 1 ano e seis meses. Aqui vai, então, uma sugestão de título para a próxima composição de Kelly Key: "Tem pai que é cego".



   
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