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Edição 1 747 - 17 de abril de 2002
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Esquenta ou esfria?

Diferenças de temperatura
na Antártica embaralham teorias
sobre aquecimento global

 
Coriolano Dias Neto

Pingüins na Antártica: degelo atinge apenas 5% do continente

Nos últimos meses, a Antártica transformou-se no centro das contradições climáticas do planeta. Primeiro, cientistas dizem que o continente está esquentando. Depois, provam que ele esfria. Demonstram que plataformas inteiras de gelo se quebram para depois provar que a camada de gelo engrossa cada vez mais. Em meio a esse cenário em que ninguém parece ter razão, meteorologistas e geólogos começam a concluir que as generalizações para entender o clima do continente estão equivocadas. Todas as constatações, por mais contraditórias que sejam, têm seu fundo de verdade. Há regiões em que a temperatura aumentou. É o caso da Península Antártica, onde a elevação térmica foi de 2,5 graus Celsius nos últimos cinqüenta anos. No interior, a temperatura caiu 1 grau nos últimos quinze anos. "Essas variações térmicas são processos regionais, não continentais. As pessoas associam o que acontece em algumas regiões específicas a todo o continente, o que é um erro", explica Jefferson Cardia Simões, do Laboratório de Pesquisas Antárticas e Glaciológicas (Lapag), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A Antártica é um colosso com uma vez e meia o tamanho do Brasil, e portanto sujeito a grandes variações de temperatura. O aquecimento da Península Antártica ainda não tem explicações muito claras. Não se sabe, por exemplo, até que ponto o efeito estufa influencia nesse processo. Do mesmo modo, os cientistas ainda não se arriscam a dizer se a queda de temperatura no interior do continente contradiz a teoria do aquecimento globalacute;rtica é um colosso com uma vez e meia o tamanho do Brasil, e portanto sujeito a grandes variações de temperatura. O aquecimento da Península Antártica ainda não tem explicações muito claras. Não se sabe, por exemplo, até que ponto o efeito estufa influencia nesse processo. Do mesmo modo, os cientistas ainda não se arriscam a dizer se a queda de temperatura no interior do continente contradiz a teoria do aquecimento global. Sabe-se também que o continente demora para responder a mudanças climáticas. A imensa quantidade de gelo acumulada na superfície ainda reage ao fim da última grande era glacial, ocorrida há 10.000 anos. "Os sinais são confusos e parece que a região ainda não decidiu se esfria ou esquenta", diz Peter Doran, professor de geologia da Universidade de Illinois, autor do estudo sobre queda de temperatura na Antártica.

Em meio a tantas dúvidas, uma das poucas certezas dos cientistas é que a área que enfrenta aquecimento mais severo concentra menos de 5% de todo o gelo do continente. É um número que confronta a teoria de que o derretimento da Antártica vai elevar o nível dos mares e oceanos em até 60 metros e acabar com as regiões costeiras do planeta. Mesmo nos cenários mais catastróficos, acredita-se hoje que a Antártica vá contribuir com no máximo 20% do aumento no nível dos oceanos. A maioria da água virá do Ártico e das geleiras de cadeias montanhosas, que concentram apenas 10% do gelo da Terra. Já é um bom motivo para os moradores de cidades litorâneas respirarem aliviados.

   
 
   
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