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Fafá
entre fãs lusitanos: carreira sólida na terrinha |
Planeta dos pimpolhos Portugal está cada vez mais receptivo ao axé porque, nos últimos anos, se multiplicaram por lá os canais de divulgação de música jovem. "Houve uma explosão do número de emissoras de FM voltadas para esse público", avalia Antonio Pires, chefe de redação do semanário Blitz, a publicação especializada mais influente no país. O mercado de shows também sofreu um incremento com a Expo-98. "O público que compareceu aos espetáculos promovidos durante o evento era nitidamente mais interessado no som jovem internacional do que no português", diz Cecília MacDowell, da gravadora Sony no Brasil. Por último, hábitos recém-adquiridos pelos portugueses ajudaram a ampliar o mercado de música brasileira. É o caso da ginástica aeróbica, grande responsável pela popularização do cantor Netinho. Seus trinados são a trilha sonora mais constante na malhação lisboeta.
O crescimento do axé em Portugal enfrenta, claro, certa resistência. "Uma invasão em massa dos brasileiros no mercado fechará as portas para os portugueses cuja carreira não estiver consagrada", acha o cantor Pedro Abrunhosa, o principal artista pop lusitano. A qualidade da axé music também vem sendo questionada pelos críticos, mais ou menos como ocorre no Brasil em relação ao som enlatado. A verdade é que música jovem para consumo de massa é ruim em qualquer lugar do mundo, e É o Tchan e Cheiro de Amor não são melhores nem piores do que Celine Dion ou Mariah Carey. Alheio a essa discussão, Iran Costa, o brasileiro que regravou sucessos como É o Bicho e Ah, Eu Tô Maluco em Portugal, vem enchendo os bolsos. Ele faz uma média de 100 shows por ano e, em suas apresentações, coloca no palco duas bailarinas com figurino e requebro análogos aos das Sheilas. Iran também é popular com o público infantil tanto que lançou um CD chamado O Planeta dos Pimpolhos. "Com o meu sucesso, há vários artistas portugueses querendo fazer algo parecido", vangloria-se. Será mesmo? É difícil imaginar uma dupla de lusitanas rebolando lascivamente, enquanto um gajo de bigodes entoa Segura o vira/ Amarra o vira...
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S.A. |