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Home  »  Revistas  »  Edição 2156 / 17 de março de 2010


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Mais conforto para os pés

O conforto é o item que mulheres e homens mais levam em conta antes de comprar um calçado, segundo uma pesquisa encomendada recentemente pelo Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC).


Anna Paula Buchalla
abuchalla@abril.com.br

Lailson Santos
PÉS DE ANJO
A estudante de história Luiza Giandalia, de 19 anos, tem nove "comfort shoes". Os preferidos são os da alemã Birkenstock e os da dinamarquesa Dansko. "São sapatos casuais e versáteis. Ficam bem tanto com um jeans quanto com um vestidinho"


É o primeiro fator a ser considerado por 87% das consumidoras e 73% dos consumidores. Para pôr fim ao estereótipo de que sapato confortável é sapato feio, a indústria nacional começa a produzir modelos mais cômodos, os chamados "comfort shoes", a exemplo de marcas como a alemã Birkenstock e a holandesa Wolky. Só no ano passado, 1 300 modelos de 45 empresas brasileiras receberam o selo de conforto do instituto. Há desde pares com palmilhas anatômicas até aqueles com solados com gel e saltos munidos de amortecedores. Para merecer tal certificação, esses calçados devem obedecer a certos requisitos: não apertar os dedos nem o peito do pé (depois de usados por no mínimo meia hora, não pode haver nenhuma marca dos sapatos nos pés), absorver impactos, evitar a umidade e garantir a pisada uniforme. "O calçado confortável é generoso na largura e interfere o mínimo possível no formato do pé", explica Patrícia Guedes, dona de uma loja especializada em São Paulo. Há pelo menos dois motivos pelos quais o uso de um sapato inadequado é não apenas incômodo, mas também arriscado. Uma fôrma ou uma palmilha com desenho e densidade incorretos para amortecer impactos podem comprometer articulações, como a dos joelhos. Além disso, um modelo de qualidade inferior aumenta o risco de aparecimento de calos, bolhas e outros machucados. "As dores alteram o modo normal de caminhar. Com isso, o incômodo se estende a articulações de tornozelos, joelhos, quadril e coluna", explica o ortopedista Flavio Murachovsky, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Com a ajuda de especialistas, VEJA selecionou alguns itens de conforto que fazem a diferença num calçado.

Fotos divulgação


Salto com amortecedor
O que é: aprovada pelo IBTeC, essa tecnologia absorve entre 55% e 65% do impacto do peso do corpo sobre os pés. O salto, rígido por fora, tem em seu interior um tipo de borracha sintética que se molda conforme o peso e o distribui de maneira uniforme
O que dizem os especialistas: do ponto de vista ortopédico, só se admite salto de até 4 centímetros. Mais do que isso, ele aumenta a pressão sobre a ponta dos pés, altera a postura e força a redistribuição do peso do corpo. "Qualquer salto deve ser usado com parcimônia, para evitar dores nos joelhos e na planta dos pés", diz Murachovsky


Sandália com palmilha anatômica
O que é: desenvolvida pela marca alemã Birkenstock, a palmilha é feita com uma mistura de cortiça natural e látex, com revestimento de camurça. Tem encaixe para o calcanhar, proteção lateral e apoio para o centro da sola do pé e para os dedos
O que dizem os especialistas: a palmilha melhora a distribuição do peso do corpo sobre a planta dos pés. As extremidades altas em torno do solado protegem os dedos e os deixam mover-se livremente, ativando a circulação sanguínea. Por fim, o material absorve o suor


Sapatilha com Palmilha antiumidade
O que é: de camurça, a palmilha tem nanopartículas de prata que evitam a umidade e a proliferação de fungos e bactérias que causam frieira e mau cheiro. Sua estrutura conta ainda com quatro pontos de apoio - entre eles, há espaço para a movimentação dos dedos e suporte para o calcanhar
O que dizem os especialistas: combater a umidade proporcionada por um calçado é essencial. O pé úmido, além de desconfortável, fica instável e compromete o equilíbrio, o que é perigoso para as articulações

Alças de ajuste em sandálias
O que são: três velcros permitem o ajuste completo do calçado ao pé - da região dorsal ao calcanhar -, de acordo com a anatomia de cada um
O que dizem os especialistas: as pesquisas indicam que 35% das mulheres não têm a largura dos pés correspondente ao tamanho da fôrma do calçado. Portanto, sandálias ajustáveis oferecem mais conforto a quem tem pés largos ou que incham com facilidade. Nesse caso, prefira os modelos de tiras largas - elas diminuem o risco de deixar marcas nos pés

Sapato social com estrutura de tênis
O que é: não, não é um "sapatênis" - ao menos na aparência, já que pode ser usado com terno, por exemplo. Ele é feito de couro elástico que melhora o ajuste ao pé. A absorção do impacto se dá por meio de uma bolha de ar dentro do solado, a mesma tecnologia usada nos tênis
O que dizem os especialistas: é uma boa escolha para quem vai caminhando de casa para o trabalho ou percorre distâncias consideráveis durante o dia. O couro macio dá mais mobilidade aos pés, enquanto o sistema de absorção protege as articulações

 

O sapato é bonito, mas...

Os problemas mais comuns causados por alguns calçados tradicionais e como evitá-los

Pedro Rubens

O problema: bolhas e feridas no calcanhar
A solução: adesivos em tiras. A fita de látex adere a qualquer região do calçado, impedindo o atrito com a pele. O adesivo perde a aderência, em geral, depois de cinco usos

O problema: dor na sola do pé
A solução: apoio plantar. Colocado sobre a parte frontal da palmilha, o acessório tem ondulações de gel transparente que aliviam a pressão sem forçar os dedos

O problema: o pé escorrega para a frente
A solução: palmilha de gel. Estreita e coberta com um tecido antitranspirante bem fino, pode ser usada com sapatos ou sandálias abertas. O gel mantém a palmilha no lugar, e ela pode ser removida sem estragar o calçado

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