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Home  »  Revistas  »  Edição 2156 / 17 de março de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Caso Bancoop (capa)
Gustavo Ioschpe
Dourado no BBB10 (TV)
Educação longe das metas
Gorjetas (Guia)

Caso Bancoop

"Até hoje a Bancoop cobra parcelas adicionais de cooperados com o argumento de que houve um erro de cálculo no custo de seus imóveis. E tem gente que ainda paga! E tem gente que ainda vota no PT."
Francisco J. Thomé
Cooperado da Bancoop
São Paulo, SP

Minha alma foi lavada com a reportagem "A casa caiu" (10 de março), sobre a Bancoop, que me confiscou – porque foi um confisco – 100 000 reais, pagos por meio de boletos, em três anos. O apartamento que comprei não saiu do 7º piso na Rua Bela Cintra, em São Paulo. Jamais conseguimos marcar uma audiência com João Vaccari Neto; ele é de uma arrogância ímpar. Algumas reuniões dos cooperados eram desesperadoras, tristes. Havia velhos que jogaram tudo o que tinham economizado, sacaram fundo de garantia e ficaram sem nada. Continuo a receber boletos me cobrando quantia semelhante à que coloquei no saco sem fundo da Bancoop. Sou ameaçado não de despejo, mas de processo, de penhora de bens.
Ignácio de Loyola Brandão
São Paulo, SP

Agradeço imensamente à revista VEJA a matéria que mostrou ao Brasil inteiro a corrupção em que se transformaram o PT e a Bancoop. VEJA realizou o meu sonho de ver esse assunto na capa. Sou cooperada desde 2001, meu prédio deveria ter sido entregue em 2006 e até hoje não saiu do chão. Casei-me, tive de morar de aluguel, mas graças a Deus consegui comprar outro apartamento, e agora espero receber meu dinheiro de volta.
Daniela Cuba do Nascimento
Por e-mail

Como cooperado da Bancoop, reitero linha por linha tudo o que VEJA indicou na reportagem. As coisas são piores do que o que está ali descrito. O senhor João Vaccari Neto já esteve presente em nosso condomínio e, como todo bom petista, ironizou as agruras pelas quais estão passando os cooperados. Eu ainda tenho a sorte de já estar morando no condomínio, mas e os demais que pagaram e não levaram? De quatro torres previstas somente duas foram entregues. Do lado de fora vemos dois esqueletos em pé que contratualmente deveriam ter sido entregues há cerca de cinco anos.
Francisco Carlos Martins de Castro
São Paulo, SP

Ao indicar pessoalmente João Vaccari para tomar conta das finanças do PT e da campanha eleitoral de Dilma, mesmo estando Vaccari envolvido até o nariz nas denúncias contra a Bancoop e seu esquema de desvio de dinheiro para abastecer a campanha presidencial de 2002 e os bolsos de alguns dirigentes petistas, Lula demonstra sem nenhum pudor que, além de não estar nada empenhado em colaborar com uma possível faxina, está adrede apostando na manutenção dessa monumental porcaria.
Mara Montezuma Assaf
São Paulo, SP

Ao que tudo indica, alguns membros do PT, partido esse formado para combater a corrupção e os coronéis da política nacional, não tiveram força suficiente para controlar sua avidez e acabaram aderindo a todos aqueles males que durante anos tanto criticaram sobre os caminhões dos sindicatos, principalmente na região do Grande ABC. Mais uma prova disso foi a recondução aos quadros do partido, ocorrida há cerca de vinte dias, do "aloprado" Hamilton Lacerda, flagrado pela Polícia Federal com 1,7 milhão de reais, de origem desconhecida.
Marcelo Sarti
São Bernardo do Campo, SP

Cumprimento VEJA pela transparência com que apresentou mais uma ação criminosa do PT, partido-governo que vem maldosamente desconstruindo os poderes Legislativo, Judiciário e Executivo, empurrando-nos para as profundezas do retrocesso moral e da mediocridade.
Luciano Jorge de Faria Neves
Camaragibe, PE

O fato de fundos de pensão de empresas estatais terem adquirido papéis da Bancoop é um clamoroso retrato de como recursos que se destinam a garantir a segurança de aposentados foram aplicados por essas entidades em função de interesses pessoais e partidários. A mera indignação com tal tramoia não basta: são absolutamente indispensáveis a imediata apuração das perdas causadas por essas decisões e a punição de todos os envolvidos.
Claudio Janowitzer
Rio de Janeiro, RJ

A Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros) esclarece que as aplicações no Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) da Bancoop foram aprovadas, após análise técnica, pelo Comitê de Investimentos e pela diretoria da fundação. O resgate total desse investimento já foi efetivado, não havendo nenhum débito, sendo que a rentabilidade auferida foi adequada à necessidade atuarial da Petros.
Washington Luiz de Araújo
Gerência de comunicação e relações institucionais da Petros
Rio de Janeiro, RJ


Rosinha e Garotinho

VEJA publica o que poderia ser chamado de escândalo duplo, um envolvendo a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo e outro, o casal Garotinho, Anthony e Rosinha, em que está sendo apurado o desvio de milhões do meu, do seu, do nosso dinheirinho. O que causa espécie e já se tornou lugar-comum na vida do brasileiro é a morosidade dos tribunais fiscalizadores, haja vista as datas dos ilícitos, de quase dez anos. Tribunais de contas lentos, Justiça sedada pelas chicanas jurídicas e pelo foro privilegiado são incentivo para a tradicional impunidade.
Jair Gomes Coelho
Vassouras, RJ

Sergio Marchionne

VEJA está de parabéns pela maravilhosa entrevista com o presidente mundial da Fiat, Sergio Marchionne (Amarelas, 10 de março), executivo brilhante. Nela podemos ver com clareza o futuro dos automóveis: eles vão continuar movidos pelo velho e bom motor a explosão. Esclarece ainda quanto essa indústria tem evoluído e trabalhado para reduzir seus efeitos sobre o meio ambiente. As promessas dos carros ecologicamente corretos, ou seja, que não poluem, os movidos a hidrogênio ou eletricidade, esbarram no alto custo. Para resolver esse problema, sugiro que os governos abram mão dos impostos, que tanto encarecem esse eficiente e prático meio de transporte, sinalizando quanto realmente estão preocupados com o planeta. Duvido!
Francisco Rodrigues Lira
São Paulo, SP

Metas para 2010 na educação

Triste a constatação da reportagem "Longe da excelência" (10 de março)! O Brasil ainda patina quando o assunto é a qualidade do ensino oferecido a suas crianças e jovens. A massificação do acesso à escola, principalmente com os programas de inclusão social do governo Lula, não trouxe resultados práticos simplesmente porque não se pensou em qualidade, mas tão somente em quantidade. Há ainda um longo caminho pela frente – caminho que deve ser pautado no compromisso, na responsabilidade dos governantes e, sobretudo, na valorização da meritocracia entre alunos e professores.
Caroline Caldeira de Faria Santiago
Montes Claros, MG

 

Gustavo Ioschpe

Há anos convivo com profissionais que acreditam que todo conteúdo desenvolvido em sala de aula será facilmente esquecido e ficará apenas a lembrança da afetividade desse período. Finalmente uma voz de bom senso! Gustavo Ioschpe produziu um efeito de valorização da nossa profissão ao lembrar-nos o óbvio: a sala de aula é um ambiente onde competências e habilidade devem ser desenvolvidas, e só seremos levados a sério, como educadores, quando tivermos atitudes profissionais em relação ao magistério ("O amor constrói. Mas não ensina a tabuada", 10 de março).
Érica C. de Aquino Truzzi
Professora
Amparo, SP

Sobre o artigo "O amor constrói. Mas não ensina a tabuada", informo que "Amor demais estraga" é o título da entrevista que eu dei às páginas amarelas de VEJA em 4 de junho de 2003. Esclareço ao público que no meu livro Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos falo muito mais de limites e disciplina do que de amor, que é básico, mas não o suficiente.
Içami Tiba
Médico psiquiatra
São Paulo, SP


Gorjetas

Ótima a reportagem sobre gorjetas ("Gorjeta. Quando e quanto dar", Guia, 10 de março). Particularmente, sou generoso com o bom prestador de serviços nos locais que frequento assiduamente. Quanto aos chamados "flanelinhas", uso uma tática infalível: desembarco simpaticamente argumentando mais ou menos no linguajar deles como se fôssemos velhos conhecidos e só deixo algum dinheiro na volta, quando parto com o carro inteiro.
Antonio Kämpffe
Rio de Janeiro, RJ

Clayton Souza/AE
Desvio criminoso
José Carlos Blat, promotor da 1ª Promotoria Criminal da Capital (SP): "A Bancoop é hoje uma organização criminosa cuja função principal é captar recursos para o caixa dois do PT e que ajudou a financiar inclusive a campanha de Lula à Presidência em 2002".

 

Liberdade de imprensa

Roberto Civita asseverou com muita propriedade: a liberdade não deve ser questionada, limitada nem condicionada, mas garantida ("Liberdade não se negocia", 10 de março). Não pode haver dúvidas para a sociedade brasileira de que a liberdade é o sustentáculo da democracia. Foram muitas vidas, muito sofrimento por causa do regime ditatorial. Devemos grande parte dessas conquistas aos desafios e esforços enfrentados pela imprensa. O desmascaramento de políticos corruptos não seria possível se não fosse pelo trabalho investigativo e eficiente dos meios de comunicação. A liberdade é um direito fundamental previsto na Carta Magna, portanto inquestionável.
Diógenes Pereira da Silva
Uberlândia, MG

Ditadura cubana

Não é irônico? Um governo eleito sob a bandeira de Fome Zero é aliado e defensor de outro que não se importa que pessoas morram de fome. Não é irônico? Um governo devolve dois pugilistas que fogem da miséria e de uma ditadura em seu país, mas quer manter um criminoso "por razões humanitárias". Não é irônico? Um governo que foi oposição e cujos dirigentes sofreram perseguição em uma ditadura militar agora se alia a governos militares e ditatoriais e os defende. Não é irônico? Um partido que em sua primeira eleição democrática para presidente da República demonizava determinado candidato agora quer dividir o palanque com esse mesmo candidato. Pois é. O mundo dá voltas. Dá tantas voltas que faz o certo parecer errado, o esquerdo parecer direito ("Não dá para não ver", 10 de março).
Marcus de Medeiros Matsushita
Marília, SP

 

Hillary Clinton no Brasil

O semblante de constrangimento estampado no rosto de Lula, na foto da página 84 ("Bombinha diplomática", 10 de março), deveria ser utilizado por ele quando se encontra com os irmãos Castro, com Chávez e com Ahmadinejad. Regina Maria Alves
Ubá, MG

 

Radar

O presidente Lula sondado para em 2011 ser secretário-geral da Organização das Nações Unidas ("Na ONU?", Radar, 10 de março)? Sem nenhum esforço, é possível saber quem indicou o "filho do Brasil": Fidel, Ahmadinejad, Chávez, Mugabe, Morales e, claro, Battisti.
Sinval Oliveira da Silva
Belém, PA

J.R. Guzzo

Lendo o artigo "Opção preferencial por ditaduras" (10 de março), de J.R. Guzzo, cheguei à conclusão de que o nosso presidente realmente só pode ter algum "encantamento implícito" que o faz merecedor de eventuais elogios no cenário internacional. Isso porque, com pessoas e ideias da "magnitude e nobreza" das do chanceler Celso Amorim e do assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, não pode haver outra explicação plausível para o fato de que o país não seja marginalizado mundialmente por alinhamento com o que de pior existe em regimes de governo. 
Alex Costa Almeida
Brasília, DF


Marcelo Dourado

Não compreendo como o estraga-prazeres Dourado, do BBB10, permanece no reality show. Ele, de longe, é altamente preconceituoso, já chegou até a levantar-se da mesa do jantar porque seus colegas estavam falando de homossexuais e o tema o incomodava ("O estraga-prazeres", 10 de março).
Alan Marinho César
Natal, RN

Parabéns pela matéria que mencionou que o Marcelo Dourado é vítima de uma espécie de heterofobia! Concordo plenamente! A regra do politicamente correto também acarreta um preconceito às avessas. Podemos ter nossa opinião, se esta não desrespeitar o outro. Isso não é ser neonazista nem homofóbico! Quer dizer que hoje em dia é errado mulher gostar de homem e vice-versa? Que é isso!
Caroline Dias
Por e-mail

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