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Caso Bancoop"Até
hoje a Bancoop cobra parcelas adicionais de cooperados com o argumento de que
houve um erro de cálculo no custo de seus imóveis. E tem gente que
ainda paga! E tem gente que ainda vota no PT." Minha
alma foi lavada com a reportagem "A casa caiu" (10 de março),
sobre a Bancoop, que me confiscou porque foi um confisco 100 000
reais, pagos por meio de boletos, em três anos. O apartamento que comprei
não saiu do 7º piso na Rua Bela Cintra, em São Paulo. Jamais
conseguimos marcar uma audiência com João Vaccari Neto; ele é
de uma arrogância ímpar. Algumas reuniões dos cooperados eram
desesperadoras, tristes. Havia velhos que jogaram tudo o que tinham economizado,
sacaram fundo de garantia e ficaram sem nada. Continuo a receber boletos me cobrando
quantia semelhante à que coloquei no saco sem fundo da Bancoop. Sou ameaçado
não de despejo, mas de processo, de penhora de bens. Agradeço
imensamente à revista VEJA a matéria que mostrou ao Brasil inteiro
a corrupção em que se transformaram o PT e a Bancoop. VEJA realizou
o meu sonho de ver esse assunto na capa. Sou cooperada desde 2001, meu prédio
deveria ter sido entregue em 2006 e até hoje não saiu do chão.
Casei-me, tive de morar de aluguel, mas graças a Deus consegui comprar
outro apartamento, e agora espero receber meu dinheiro de volta. Como
cooperado da Bancoop, reitero linha por linha tudo o que VEJA indicou na reportagem.
As coisas são piores do que o que está ali descrito. O senhor João
Vaccari Neto já esteve presente em nosso condomínio e, como todo
bom petista, ironizou as agruras pelas quais estão passando os cooperados.
Eu ainda tenho a sorte de já estar morando no condomínio, mas e
os demais que pagaram e não levaram? De quatro torres previstas somente
duas foram entregues. Do lado de fora vemos dois esqueletos em pé que contratualmente
deveriam ter sido entregues há cerca de cinco anos. Ao
indicar pessoalmente João Vaccari para tomar conta das finanças
do PT e da campanha eleitoral de Dilma, mesmo estando Vaccari envolvido até
o nariz nas denúncias contra a Bancoop e seu esquema de desvio de dinheiro
para abastecer a campanha presidencial de 2002 e os bolsos de alguns dirigentes
petistas, Lula demonstra sem nenhum pudor que, além de não estar
nada empenhado em colaborar com uma possível faxina, está adrede
apostando na manutenção dessa monumental porcaria. Ao
que tudo indica, alguns membros do PT, partido esse formado para combater a corrupção
e os coronéis da política nacional, não tiveram força
suficiente para controlar sua avidez e acabaram aderindo a todos aqueles males
que durante anos tanto criticaram sobre os caminhões dos sindicatos, principalmente
na região do Grande ABC. Mais uma prova disso foi a recondução
aos quadros do partido, ocorrida há cerca de vinte dias, do "aloprado"
Hamilton Lacerda, flagrado pela Polícia Federal com 1,7 milhão de
reais, de origem desconhecida. Cumprimento VEJA
pela transparência com que apresentou mais uma ação criminosa
do PT, partido-governo que vem maldosamente desconstruindo os poderes Legislativo,
Judiciário e Executivo, empurrando-nos para as profundezas do retrocesso
moral e da mediocridade. O fato de fundos de pensão
de empresas estatais terem adquirido papéis da Bancoop é um clamoroso
retrato de como recursos que se destinam a garantir a segurança de aposentados
foram aplicados por essas entidades em função de interesses pessoais
e partidários. A mera indignação com tal tramoia não
basta: são absolutamente indispensáveis a imediata apuração
das perdas causadas por essas decisões e a punição de todos
os envolvidos. A Fundação
Petrobras de Seguridade Social (Petros) esclarece que as aplicações
no Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDC) da Bancoop foram
aprovadas, após análise técnica, pelo Comitê de Investimentos
e pela diretoria da fundação. O resgate total desse investimento
já foi efetivado, não havendo nenhum débito, sendo que a
rentabilidade auferida foi adequada à necessidade atuarial da Petros.
Rosinha e GarotinhoVEJA
publica o que poderia ser chamado de escândalo duplo, um envolvendo a Cooperativa
Habitacional dos Bancários de São Paulo e outro, o casal Garotinho,
Anthony e Rosinha, em que está sendo apurado o desvio de milhões
do meu, do seu, do nosso dinheirinho. O que causa espécie e já se
tornou lugar-comum na vida do brasileiro é a morosidade dos tribunais fiscalizadores,
haja vista as datas dos ilícitos, de quase dez anos. Tribunais de contas
lentos, Justiça sedada pelas chicanas jurídicas e pelo foro privilegiado
são incentivo para a tradicional impunidade. Sergio MarchionneVEJA está de parabéns pela maravilhosa
entrevista com o presidente mundial da Fiat, Sergio Marchionne (Amarelas, 10 de
março), executivo brilhante. Nela podemos ver com clareza o futuro dos
automóveis: eles vão continuar movidos pelo velho e bom motor a
explosão. Esclarece ainda quanto essa indústria tem evoluído
e trabalhado para reduzir seus efeitos sobre o meio ambiente. As promessas dos
carros ecologicamente corretos, ou seja, que não poluem, os movidos a hidrogênio
ou eletricidade, esbarram no alto custo. Para resolver esse problema, sugiro que
os governos abram mão dos impostos, que tanto encarecem esse eficiente
e prático meio de transporte, sinalizando quanto realmente estão
preocupados com o planeta. Duvido! Metas para 2010 na educaçãoTriste
a constatação da reportagem "Longe da excelência"
(10 de março)! O Brasil ainda patina quando o assunto é a qualidade
do ensino oferecido a suas crianças e jovens. A massificação
do acesso à escola, principalmente com os programas de inclusão
social do governo Lula, não trouxe resultados práticos simplesmente
porque não se pensou em qualidade, mas tão somente em quantidade.
Há ainda um longo caminho pela frente caminho que deve ser pautado
no compromisso, na responsabilidade dos governantes e, sobretudo, na valorização
da meritocracia entre alunos e professores.
Gustavo IoschpeHá anos convivo com profissionais que acreditam
que todo conteúdo desenvolvido em sala de aula será facilmente esquecido
e ficará apenas a lembrança da afetividade desse período.
Finalmente uma voz de bom senso! Gustavo Ioschpe produziu um efeito de valorização
da nossa profissão ao lembrar-nos o óbvio: a sala de aula é
um ambiente onde competências e habilidade devem ser desenvolvidas, e só
seremos levados a sério, como educadores, quando tivermos atitudes profissionais
em relação ao magistério ("O amor constrói. Mas
não ensina a tabuada", 10 de março). Sobre o artigo "O amor constrói.
Mas não ensina a tabuada", informo que "Amor demais estraga"
é o título da entrevista que eu dei às páginas amarelas
de VEJA em 4 de junho de 2003. Esclareço ao público que no meu livro Quem Ama, Educa! Formando Cidadãos Éticos falo muito
mais de limites e disciplina do que de amor, que é básico, mas não
o suficiente.
GorjetasÓtima
a reportagem sobre gorjetas ("Gorjeta. Quando e quanto dar", Guia, 10
de março). Particularmente, sou generoso com o bom prestador de serviços
nos locais que frequento assiduamente. Quanto aos chamados "flanelinhas",
uso uma tática infalível: desembarco simpaticamente argumentando
mais ou menos no linguajar deles como se fôssemos velhos conhecidos e só
deixo algum dinheiro na volta, quando parto com o carro inteiro.
Liberdade de imprensaRoberto Civita asseverou com muita propriedade: a
liberdade não deve ser questionada, limitada nem condicionada, mas garantida
("Liberdade não se negocia", 10 de março). Não
pode haver dúvidas para a sociedade brasileira de que a liberdade é
o sustentáculo da democracia. Foram muitas vidas, muito sofrimento por
causa do regime ditatorial. Devemos grande parte dessas conquistas aos desafios
e esforços enfrentados pela imprensa. O desmascaramento de políticos
corruptos não seria possível se não fosse pelo trabalho investigativo
e eficiente dos meios de comunicação. A liberdade é um direito
fundamental previsto na Carta Magna, portanto inquestionável. Ditadura cubanaNão é irônico? Um governo eleito
sob a bandeira de Fome Zero é aliado e defensor de outro que não
se importa que pessoas morram de fome. Não é irônico? Um governo
devolve dois pugilistas que fogem da miséria e de uma ditadura em seu país,
mas quer manter um criminoso "por razões humanitárias".
Não é irônico? Um governo que foi oposição e
cujos dirigentes sofreram perseguição em uma ditadura militar agora
se alia a governos militares e ditatoriais e os defende. Não é irônico?
Um partido que em sua primeira eleição democrática para presidente
da República demonizava determinado candidato agora quer dividir o palanque
com esse mesmo candidato. Pois é. O mundo dá voltas. Dá tantas
voltas que faz o certo parecer errado, o esquerdo parecer direito ("Não
dá para não ver", 10 de março).
Hillary Clinton no BrasilO semblante de constrangimento estampado
no rosto de Lula, na foto da página 84 ("Bombinha diplomática",
10 de março), deveria ser utilizado por ele quando se encontra com
os irmãos Castro, com Chávez e com Ahmadinejad. Regina Maria
Alves
RadarO
presidente Lula sondado para em 2011 ser secretário-geral da Organização
das Nações Unidas ("Na ONU?", Radar, 10 de março)?
Sem nenhum esforço, é possível saber quem indicou o "filho
do Brasil": Fidel, Ahmadinejad, Chávez, Mugabe, Morales e, claro,
Battisti. J.R. GuzzoLendo
o artigo "Opção preferencial por ditaduras" (10 de março),
de J.R. Guzzo, cheguei à conclusão de que o nosso presidente realmente
só pode ter algum "encantamento implícito" que o faz merecedor
de eventuais elogios no cenário internacional. Isso porque, com pessoas
e ideias da "magnitude e nobreza" das do chanceler Celso Amorim e
do assessor presidencial Marco Aurélio Garcia, não pode haver outra
explicação plausível para o fato de que o país não
seja marginalizado mundialmente por alinhamento com o que de pior existe
em regimes de governo.
Marcelo DouradoNão
compreendo como o estraga-prazeres Dourado, do BBB10, permanece no reality
show. Ele, de longe, é altamente preconceituoso, já chegou até
a levantar-se da mesa do jantar porque seus colegas estavam falando de homossexuais
e o tema o incomodava ("O estraga-prazeres", 10 de março). Parabéns
pela matéria que mencionou que o Marcelo Dourado é vítima
de uma espécie de heterofobia! Concordo plenamente! A regra do politicamente
correto também acarreta um preconceito às avessas. Podemos ter nossa
opinião, se esta não desrespeitar o outro. Isso não é
ser neonazista nem homofóbico! Quer dizer que hoje em dia é errado
mulher gostar de homem e vice-versa? Que é isso! |