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• o xeque egípcio Mohamed Sayed Tantawi, o clérigo mais influente
entre os muçulmanos sunitas. Líder espiritual de seu país,
Tantawi dirigia a universidade Al Azhar, a mais prestigiada do mundo islâmico
e uma das mais antigas do planeta. Ele usou de mão de ferro para se sobrepor
aos fundamentalistas e impor interpretações moderadas do Corão.
Opunha-se ao uso obrigatório de véu pelas mulheres e à mutilação
do clitóris, prática ainda comum no Egito. Além disso, defendia
o diálogo com Israel e com os cristãos. Foi enterrado na cidade
saudita de Medina, a segunda mais sagrada do Islã, por abrigar o túmulo
de Maomé. Dia 10, aos 81 anos, de ataque cardíaco, em Riad, capital
da Arábia Saudita.
TER|9|MAR|2010
Acusada • a americana Colleen LaRose de tramar o assassinato do cartunista sueco Lars Vilks, que representou Maomé com um corpo de cachorro numa charge. Colleen era ligada a um grupo de muçulmanos preso na Irlanda. Pela morte de Vilks, o grupo terrorista Al Qaeda prometeu uma recompensa de 100 000 dólares. A americana loira e de olhos azuis, fenótipo que não chamaria atenção da segurança de nenhum aeroporto, também usava a internet para aliciar compatriotas seus para a "guerra santa" contra o Ocidente. Na rede, ela usava os codinomes JihadJane e Fatima LaRose e escondia o rosto sob mantos muçulmanos. Se for condenada, Colleen poderá pegar prisão perpétua.
QUA|10|MAR|2010 Aprovada • pela Câmara dos Deputados uma nova divisão dos royalties da exploração do pré-sal. O texto suprime recursos do Rio de Janeiro, de São Paulo e do Espírito Santo, onde estão as reservas, e os repassa aos estados não produtores. O governador Sérgio Cabral denunciou "o linchamento do Rio de Janeiro", que perderá 7 bilhões de reais por ano se o projeto for aprovado pelo Senado e, depois, sancionado. Seu autor é o deputado Ibsen Pinheiro (PMDB-RS), que foi cassado em 1994 em consequência da CPI do Orçamento e processado por sonegação. Os fluminenses reagiram queimando pneus e surrando um espantalho de Ibsen.
QUI|11|MAR|2010 Suspenso • do Senado por 90 dias Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa. Durante sua gestão, de catorze anos, ele produziu mais de 600 atos administrativos ilegais, que garantiram empregos a apaniguados e benesses a funcionários. A comissão que analisou o caso recomendou a demissão de Maia. O primeiro-secretário do Senado, Heráclito Fortes (DEM-PI), suavizou a pena. |