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Home  »  Revistas  »  Edição 2156 / 17 de março de 2010


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Conversa com Maurílio Almeida

Terremoto no sertão

Os 15 000 habitantes de Alagoinha, no interior de Pernambuco, nunca tinham visto nada igual: na última semana, mais de sessenta terremotos chacoalharam a cidade. O prefeito Maurílio Almeida teve de contratar até um carro de som para acalmar a população


André Eler

Leo Caldas/Titular
CALMA, GENTE
O prefeito Maurílio tenta tranquilizar Alagoinha


É comum haver terremotos em Alagoinha?

Para a gente é novidade. O primeiro terremoto foi no dia 3. Depois, não parou mais. Foram mais de sessenta.

Os tremores foram fortes?
No começo, nem todo mundo sentiu, mas houve um que bateu 3,2 na escala Richter. O povo ficou apavorado. Muita gente saiu de casa, com medo de desabamento, e foi para o meio da rua.

Como foram os tremores?
Foi como se estourassem trovões no subsolo. A gente ouvia as explosões e, em seguida, a terra tremia.

Alguém já explicou o fenômeno?
Os cientistas disseram que embaixo da cidade há uma falha geológica, uma fenda. O solo está cedendo porque a terra está se reacomodando.

A população se tranquilizou?
Está todo mundo apavorado. O povo está com medo porque houve esse terremoto no Haiti, que matou muita gente. Agora há pouco houve o do Chile, o da Turquia... Pessoas mal informadas, pouco esclarecidas, ficam dizendo que "é o fim do mundo".

E o que o senhor está fazendo?
Mandei fazer palestras na cidade e contratei um carro de som para avisar o povo de que não há perigo maior, é só a tal da falha geológica. Ninguém precisa se mudar daqui.

 
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