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Gente
O
capitão bate em
retirada
Marcus Mendonça
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| Albucacys:
a auto-estima
se foi;
a beleza exterior,
como se
vê, ficou |
Se a senhora está pensando em pôr fogo na casa só
para ser socorrida pelo bombeiro José Albucacys de Castro
Júnior, aquele do peito depilado, olhos azuis e recados
da Luma, esqueça. Assoberbado de convites (inclusive para
posar nu, claro) e bombardeado pela súbita exposição,
ele pediu licença da corporação por dez dias
e viajou para destino secretíssimo. "Preciso recuperar minha
auto-estima", ponderou antes de partir. "A beleza exterior passa,
o que fica é o que está dentro." Se na vida particular
o assédio está incomodando, no Corpo de Bombeiros
o capitão alçou-se ao patamar de herói. "Os
colegas me olham nos olhos e batem continência como nunca
fizeram antes", relata.
Nem
trabalho nem moda puro lazer
Alan
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| Klein:
noitadas na boate de Gilles (à esq.)
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Calvin
Klein passou quase despercebido pelo Rio de Janeiro, e não
pela primeira vez o estilista americano, de 60 anos, vem
ao Brasil com freqüência, mas foge do ambiente convencional
dos famosos. Hospedado no Copacabana Palace, não viu praia
nem piscina. Com fôlego de menino e muito bem acompanhado,
Klein se acabou duas noites seguidas na pista da boate gay Le Boy.
"Ele dançou até de manhã. E ficou impressionado
com a beleza dos nossos go go boys", diz o dono, Gilles Lascar.
Compras, só de dois pares de sandálias de couro numa
feira de camelôs. Com um deles nos pés, embarcou para
um safári na África do Sul.
Uma
beleza de
casal
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| Isabeli
e Alvaro: cartaz, sim,
mas desfile, não |
Eleitos,
com bons motivos, por uma revista americana o casal mais bonito
do mundo, Isabeli Fontana e Alvaro Jacomossi estrelam
a nova campanha nacional da M. Officer na base do agarra-que-eu-gosto.
Tudo normal não fossem os olhos pintadíssimos dele,
"referência a bailarinos espanhóis", entende? Do desfile
da grife em Nova York, porém, os dois não participaram.
"Tínhamos um trabalho mais importante", diz Isabeli
e também não houve acordo sobre cachês. "Se
a um modelo americano eles pagam bem, não tem por que pagarem
uma mixaria para a gente", argumenta Jacomossi, que acaba de cortar
os longos cabelos.
Parcimônia
no sangue
Rodrigo Lopes
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| Brichta,
o Cristo do ano, com Cristiane e Isabel: a maior platéia
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Livre do Enrico de Kubanacan, Vladimir Brichta pôde
tomar duas atitudes: assumir o namoro com Adriana Esteves e aceitar
o papel de Jesus na Paixão de Cristo (no ano passado, ocupadíssimo,
perdeu para Dado Dolabella). Para a encenação, de
8 a 11 de abril em João Pessoa, o ator está deixando
a barba crescer, de novo, e vai pôr aplique no cabelo. E só.
"A história já é muito barra-pesada", diz Brichta,
que ao contrário de outros Cristos do momento mostrará
no máximo uns filetinhos de sangue cênico na hora do
suplício. Além dos 180 atores locais, ele vai contracenar
com Cristiane Torloni (Maria) e Isabel Fillards (o
anjo da Anunciação). "Estou ansioso. Nunca me apresentei
para tanta gente", diz.
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Livro
com resenha
Claudio Rossi
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Ego
de publicitário fazendo autocrítica? Washington
Olivetto quer provar que o impossível acontece.
Com o título Os Piores Textos de Washington
Olivetto "Porque o que eu sei escrever direito
é anúncio", explica, para não perder
o hábito , seu livro reúne artigos
da própria lavra acrescidos de notas em que faz
uma "releitura crítica" do material. Trechos:
"Abertura
e Justificativa
Outubro
de 2003
A Editora Planeta me pediu para republicar
em coletânea alguns textos que escrevi. Fui contra.
Considero esses
textos, na maioria, irrelevantes
ou mal escritos. Não
é modéstia, é constatação.
Janeiro
de 2004
A
Editora Planeta insiste. Fui a favor. Desde
que fosse feito com esse título e
com essa abertura explicando que
essa opinião não é gênero.
É
senso crítico mesmo."
Sobre
o artigo "O show tem que continuar"
(Exame, 2003):
"Apesar
de não ter sido essa a intenção,
esse texto acabou virando um
negócio. Foi multiplicado centenas de vezes na
internet e virou até tese
de administração de empresas,
o
que eu particularmente considero
exagerado".
Sobre
a orelha do livro Seis Contos da Era do Jazz,
de Scott Fitzgerald:
"Texto
fraco e auto-referente que colocado
ao lado das páginas escritas por Fitzgerald ficou
pior ainda. Uma
crítica literária escreveu, na época,
desancando
os editores por terem convidado,
segundo ela, 'um
publicitário, yuppie, fútil e
deslumbrado
para escrever uma orelha tão importante'. Certamente
ela odiou o texto, no que acho que ela tem razão,
mas discordo do seu preconceito com a minha atividade".
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Editado
por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui,
Daniela Pinheiro e Roberta Salomone
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