Edição 1845 . 17 de março de 2004

Índice
Brasil
Internacional
Economia e Negócios
Geral
Guia
Artes e Espetáculos
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
VEJA on-line
Veja essa
Gente
Datas
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Gente

O capitão bate em retirada

Marcus Mendonça
Albucacys: a auto-estima se foi; a beleza exterior, como se vê, ficou


Se a senhora está pensando em pôr fogo na casa só para ser socorrida pelo bombeiro José Albucacys de Castro Júnior, aquele do peito depilado, olhos azuis e recados da Luma, esqueça. Assoberbado de convites (inclusive para posar nu, claro) e bombardeado pela súbita exposição, ele pediu licença da corporação por dez dias e viajou para destino secretíssimo. "Preciso recuperar minha auto-estima", ponderou antes de partir. "A beleza exterior passa, o que fica é o que está dentro." Se na vida particular o assédio está incomodando, no Corpo de Bombeiros o capitão alçou-se ao patamar de herói. "Os colegas me olham nos olhos e batem continência como nunca fizeram antes", relata.

 

 

Nem trabalho nem moda – puro lazer

 
Alan
Klein: noitadas na boate de Gilles (à esq.)

Calvin Klein passou quase despercebido pelo Rio de Janeiro, e não pela primeira vez – o estilista americano, de 60 anos, vem ao Brasil com freqüência, mas foge do ambiente convencional dos famosos. Hospedado no Copacabana Palace, não viu praia nem piscina. Com fôlego de menino e muito bem acompanhado, Klein se acabou duas noites seguidas na pista da boate gay Le Boy. "Ele dançou até de manhã. E ficou impressionado com a beleza dos nossos go go boys", diz o dono, Gilles Lascar. Compras, só de dois pares de sandálias de couro numa feira de camelôs. Com um deles nos pés, embarcou para um safári na África do Sul.

 

Uma beleza de casal

 
Isabeli e Alvaro: cartaz, sim, mas desfile, não

Eleitos, com bons motivos, por uma revista americana o casal mais bonito do mundo, Isabeli Fontana e Alvaro Jacomossi estrelam a nova campanha nacional da M. Officer na base do agarra-que-eu-gosto. Tudo normal não fossem os olhos pintadíssimos dele, "referência a bailarinos espanhóis", entende? Do desfile da grife em Nova York, porém, os dois não participaram. "Tínhamos um trabalho mais importante", diz Isabeli – e também não houve acordo sobre cachês. "Se a um modelo americano eles pagam bem, não tem por que pagarem uma mixaria para a gente", argumenta Jacomossi, que acaba de cortar os longos cabelos.

 

Parcimônia no sangue

Rodrigo Lopes
Brichta, o Cristo do ano, com Cristiane e Isabel: a maior platéia


Livre do Enrico de Kubanacan, Vladimir Brichta pôde tomar duas atitudes: assumir o namoro com Adriana Esteves e aceitar o papel de Jesus na Paixão de Cristo (no ano passado, ocupadíssimo, perdeu para Dado Dolabella). Para a encenação, de 8 a 11 de abril em João Pessoa, o ator está deixando a barba crescer, de novo, e vai pôr aplique no cabelo. E só. "A história já é muito barra-pesada", diz Brichta, que ao contrário de outros Cristos do momento mostrará no máximo uns filetinhos de sangue cênico na hora do suplício. Além dos 180 atores locais, ele vai contracenar com Cristiane Torloni (Maria) e Isabel Fillards (o anjo da Anunciação). "Estou ansioso. Nunca me apresentei para tanta gente", diz.

 

Livro com resenha

 
Claudio Rossi

Ego de publicitário fazendo autocrítica? Washington Olivetto quer provar que o impossível acontece. Com o título Os Piores Textos de Washington Olivetto – "Porque o que eu sei escrever direito é anúncio", explica, para não perder o hábito –, seu livro reúne artigos da própria lavra acrescidos de notas em que faz uma "releitura crítica" do material. Trechos:

"Abertura e Justificativa

Outubro de 2003
A Editora Planeta me pediu para
republicar em coletânea alguns textos que escrevi. Fui contra. Considero esses textos, na maioria, irrelevantes ou mal escritos. Não é modéstia, é constatação.

Janeiro de 2004
A Editora Planeta insiste. Fui a favor. Desde que fosse feito com esse título e com essa abertura explicando que essa opinião não é gênero. É senso crítico mesmo."

 

Sobre o artigo "O show tem que continuar" (Exame, 2003):

"Apesar de não ter sido essa a intenção, esse texto acabou virando um negócio. Foi multiplicado centenas de vezes na internet e virou até tese de administração de empresas, o que eu particularmente considero exagerado".  

 

Sobre a orelha do livro Seis Contos da Era do Jazz, de Scott Fitzgerald:

"Texto fraco e auto-referente que colocado ao lado das páginas escritas por Fitzgerald ficou pior ainda. Uma crítica literária escreveu, na época, desancando os editores por terem convidado, segundo ela, 'um publicitário, yuppie, fútil e deslumbrado para escrever uma orelha tão importante'. Certamente ela odiou o texto, no que acho que ela tem razão, mas discordo do seu preconceito com a minha atividade".

 

Editado por Lizia Bydlowski.
Colaboraram Bel Moherdaui,
Daniela Pinheiro e Roberta Salomone

 
 
 
 
topo voltar