Edição 1845 . 17 de março de 2004

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Economia e Negócios
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Artes e Espetáculos
Stephen Kanitz
Gustavo Franco
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
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Cartas
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Cartas

 

"Dou razão ao Zé Dirceu quando afirmou a VEJA que não sairá do governo. Se ele sair, quem vai governar o país?"
Roberto Andrade
João Pessoa, PB

José Dirceu

Parabéns pelo furo jornalístico. Na matéria de capa exclusiva sobre José Dirceu ("Não vou sair do governo", 10 de março), o todo-poderoso ministro da Casa Civil do governo Lula atingiu em cheio a expectativa da opinião pública brasileira. Todos, na verdade, estavam ansiosos para ouvir o que o próprio ministro tinha a dizer a respeito do lamentável caso Waldomiro e suas propinas. E vocês foram soberbos!
Edvaldo F. Esquivel
Salvador, BA

Como pode um homem tão experiente, perspicaz, braço direito do presidente de um país tão importante como o Brasil não perceber a trama irregular de Waldomiro Diniz? Segundo José Dirceu, as investigações sobre Waldomiro Diniz não acusaram nada que comprometesse sua nomeação para ser seu assessor. Não é o suficiente para não acreditarmos nas investigações desse partido? Após ler a entrevista que José Dirceu deu a VEJA, fiquei abespinhado e ao mesmo tempo inquieto. E se surgirem mais Waldomiros nessa gestão política? O país suportará?
José Vasconcelos Costa
Aracaju, SE

Lamentável. Profundamente lamentável, sob todos os aspectos, a exploração deletéria que a oposição está fazendo em torno do episódio Waldomiro Diniz, ex-assessor do ministro da Casa Civil, José Dirceu. Quem tem a honra de ter conhecido de perto a trajetória desse ilustre brasileiro – refiro-me ao ministro, naturalmente – sabe que se trata de um homem íntegro, combativo e competente.
José Medeiros
São Paulo, SP

Diz o adágio popular: "Diga-me com quem andas e te direi quem és!". Desse aforismo, tiramos uma afirmação e um questionamento: 1) José Dirceu, tu andavas com o Waldomiro Diniz. 2) Lula, vais continuar andando com o José Dirceu?
Eduardo Grígolo
Jundiaí, SP

No meio da ferocidade dos adversários, o ministro José Dirceu deu à revista VEJA uma entrevista que dignifica ambos. O ministro demonstrando serenidade consegue pôr os pingos nos "is". A oposição, para paralisar o governo, precisaria ter mais qualidade em suas acusações.
Hélio Bacha
São Paulo, SP

O senhor José Dirceu diz que sua vida sempre foi aberta e transparente. Isso é risível. Será que ele esqueceu que escondeu da própria mulher sua verdadeira identidade por quatro anos?
Kátia Maria Miranda de Oliveira
Salvador, BA

Lendo a entrevista com o senhor José Dirceu, lembrei-me de um fato ocorrido em maio de 1974 na então República Federal da Alemanha (Alemanha Ocidental), quando um escândalo sacudiu aquele país. Günter Guillaume, com importante posto no governo, amigo e homem de confiança de Willy Brandt, o grande chanceler daquele país, foi acusado de ser espião da República Democrática Alemã (Alemanha Oriental). Willy Brandt imediatamente se demitiu do cargo que ocupava com raro brilhantismo havia cinco anos. Questionado por amigos sobre a demissão, já que não teve conhecimento prévio nem participação alguma no caso, respondeu: "Realmente fui colhido de surpresa e não sabia de nada. Mas, por ter escolhido Guillaume para um cargo de confiança, a responsabilidade final é toda minha, e, por isso, me demito". Que grandioso exemplo de dignidade.
Anton Karl Biedermann
Porto Alegre, RS

A lógica do presidente e do PT é mesmo única. Quando todos nós esperávamos por uma atitude dura contra corruptos e corruptores, vem a canetada do Planalto com o apoio do PT e simplesmente se pune com mais dureza justamente quem menos deve, os trabalhadores. Qual o crime dos milhares de trabalhadores dos bingos? Será que aqueles que comandam os grandes esquemas por trás dos bingos estão preocupados com o fechamento repentino das casas de bingo?
Mauro Massami Miyamotto
Nagoya, Japão

 

Renda

VEJA está de parabéns pela excelente reportagem "Está doendo no bolso" (10 de março), a respeito das perdas na renda do trabalhador brasileiro, publicada em sua última edição. A alta carga tributária do Brasil só faria sentido se tivéssemos acesso a serviços públicos de qualidade. Só para exemplificar, no caso de dois setores públicos extremamente importantes para o bem-estar social – saúde e educação –, não vemos os recursos ser empregados há muito tempo. A saúde exibe suas chagas nas filas já rotineiras dos postos e hospitais públicos e em seus corredores lotados por falta de leitos. A educação – coitada – pena com um ensino sofrível, fruto, de um lado, do achatamento da renda do professor e, de outro, do descaso governamental generalizado em relação à infra-estrutura dos estabelecimentos em todos os níveis, do básico ao superior. O Estado tornou-se um vilão que nos cobra muito e nos oferece pouco, muito pouco.
Raquel Lucy Boff
Curitiba, PR

 

Agricultura

Excelente a reportagem "O tamanho do Brasil que põe a mesa" (3 de março). É uma demonstração de que nosso Brasil pode ajudar a alimentar o mundo nos próximos anos. Somos um país promissor, e, para atingirmos a prosperidade, basta investir nesses 106 milhões de hectares de terras férteis. A matéria destacou a importância do agronegócio e como ele ajuda a acelerar a economia do país. Estamos vencendo mais uma etapa, e este é o momento estratégico para alavancarmos nosso crescimento e ocuparmos uma posição mais justa no cenário internacional.
Manoel Carlos Azevedo Ortolan
Presidente da Organização dos Plantadores de Cana do Estado de São Paulo
Sertãozinho, SP

 

Sérgio Abranches

Parabéns a Sérgio Abranches, que reiterou em "A política do êxtase" (Em foco, 10 de março) tudo o que a maioria do povo brasileiro está sentindo. O Congresso Nacional impedir que se abra uma CPI para investigar o caso Waldomiro é uma vergonha, quando esses "parlamentares" deveriam esclarecer qualquer dúvida ao povo brasileiro. O fechamento de bingos e afins lembra os casos em que o réu vira vítima, e vice-versa. Quem eles pensam que estão enganando?
Neusa Nakase Mizoguti
Campo Grande, MS

 

Martin Seligman

Excelente a entrevista com o psicólogo Martin Seligman (Amarelas, 10 de março). A felicidade independe de riqueza, beleza, inteligência ou idade. A busca da felicidade deve ser constante, feita com equilíbrio, delicadeza, tolerância, humor, criatividade, otimismo e liberalidade.
Manuel da Lupa
São Paulo, SP

No rumo da felicidade: sinal verde, siga seu coração; sinal amarelo, atenção à razão; sinal vermelho, pare antes de magoar o próximo. Esteja alerta para a música da vida. Siga as placas de seus objetivos. Cuidado com as lombadas. Aprecie a paisagem. São permitidos alguns retornos na vida. Abasteça apenas com amor. Boa viagem rumo à felicidade.
Gladys Emy Feferkorn
Rio de Janeiro, RJ

Muito boa a entrevista com Martin Seligman. Interessante saber que somos o décimo país mais feliz do mundo, apesar de tanta dificuldade. Imagine se a vida fosse mais fácil aqui, seria Carnaval o ano inteiro... só alegria!
Fernanda Menezes
Filadélfia, Pensilvânia, EUA

 

Luma de Oliveira

Não poderia ser mais patético o ocaso dessa quase quarentona senhora que se notabilizou por exibir o bumbum e os seios na avenida e a genitália nas revistas do ramo, tudo com o orgulho complacente do conformado marido. Tendo fina sintonia com os escândalos, não é de estranhar a presença de um bombeiro para apagar tanto fogo, enquanto o radiante marido bancava e financiava. Sobra mais uma vez para os filhos, possivelmente objetos do escárnio e de brincadeiras dos colegas ("Um casamento em chamas", 10 de março).
Fernando Spanghero
Olinda, PE

Mulheres que fazem jornada dupla, tripla, cuidam da casa, dos filhos, trabalham fora e estudam deveriam estar nas quatro páginas de VEJA da edição 1.844. E não essa cabeça oca, frívola, que só sabe mostrar os fundilhos de suas calcinhas.
Vera Lucia B.D. de Souza
Sertãozinho, SP

O sorriso escancarado que Luma dá ao capitão segurando a faixa é um atestado de culpa no cartório.
Márcio Dicesar Benassi
Sertanópolis, PR

Deplorável a atitude do capitão Albucacys, o tal bombeiro do Rio de Janeiro que teria se envolvido com Luma, mostrando à imprensa as supostas mensagens da bela modelo recebidas em seu celular. Lamentável, ainda, afirmar que ela sabia, sim, mandar as mensagens, pois era inteligente, comprometendo-a ainda mais e querendo passar a imagem de um sujeito "desejado". Isso não é um gesto de homem, mas sim de um moleque. O que demonstra que ter rostinho e corpo bonitos não é sinônimo de caráter, de ser homem de verdade.
Milton Córdova Júnior
Guara I, DF

 

Kajuru

Até em matéria que versa sobre gordura humana ("Tela cheia", 10 de março), Jorge Kajuru consegue incluir meu nome. É uma obsessão doentia. Não o processo "por ser bobo ou pela beleza de meu nariz", mas por ter família, carreira, vergonha na cara, coragem para tentar condenar e prender esse contumaz predador interestadual da honra alheia e por acreditar no Poder Judiciário. Se Kajuru gasta 25.000 reais mensais com seus advogados, seus constituídos teriam muito mais trabalho se ele não se ocultasse dezenas de vezes de oficiais de Justiça. Quer dizer, o "destemido" Kajuru ofende a honra das pessoas (há anos, em Goiás e São Paulo), recebe processos, "orgulha-se" deles, não os enfrenta como deveria e depois vem dizer a VEJA que quem o processa "é um bobo"?
Milton Neves
São Paulo, SP

 

Cidades

Ao ler a reportagem "O que faz uma boa metrópole" (10 de março), tive dois sentimentos opostos: primeiro, alegria de ter escolhido Zurique para viver; e tristeza, por ver que as cidades brasileiras estão muito mal classificadas. Além disso, essa matéria veio para mim e para minha família como um novo fôlego, porque, ao contrário do que muitos pensam, viver no exterior não é tão simples. Há muitos fatores, como clima, costumes, idioma, que às vezes nos fazem questionar se compensa mesmo.
Anderson Blättler
Zurique, Suíça

 

Diogo Mainardi

Caro Mainardi, você não está mais sozinho. Eu também estou fazendo panelaço. Pena não poder participar mais ativamente da vida pública, por ser estrangeiro. Mas, por ser casado com uma brasileira, ter três filhos nascidos aqui, pagar impostos há mais de quarenta anos, penso pelo menos ter o direito de apoiá-lo ("O meu panelaço", 10 de março).
Piergiorgio Helzel
São Paulo, SP

Declaro publicamente meu apoio ao panelaço de Mainardi. Fora Lula, Dirceu e os "companheiros" desse desgoverno! Vida longa ao presidente Fernando Henrique Cardoso, pela coerência de seu governo, e a Fernando Collor, pela coragem de apoiar uma CPI. Isso mesmo, Collor não teve medo da verdade.
Luiz Sergio Medrado Munguba
Boca Raton, Flórida, EUA

Diogo Mainardi não bate panela sozinho. Também bato, e pelos mesmos argumentos. Em sua última coluna, Mainardi fala do presente, mas antecipa também o futuro. O governo Lula será o que já é, com ou sem adjetivos. Mas deixará pelo menos um benefício: o Brasil enfim atingirá o civilizado estado de desencantamento, o fim da esperança em salvadores e profetas metaforizantes. Negativamente, Lula terá prestado uma (única) contribuição positiva.
Orlando Tambosi
Florianópolis, SC

Sugiro o impeachment da coluna de Diogo Mainardi. Vou fazer um panelaço, nem que seja individual, contra o besteirol que o colunista vem escrevendo ultimamente. Haja paciência para a minha gastrite.
José Anibal Pinto Costa
João Pessoa, PB

 

Santos Dumont

Para nós, pilotos e entusiastas brasileiros da aviação, é extremamente gratificante ver que a primazia e o pioneirismo de Alberto Santos Dumont estão sendo reconhecidos dentro dos Estados Unidos. O livro publicado por um respeitado historiador americano, somado ao grande fracasso da tentativa feita em 2003 de repetir o vôo dos irmãos Wright de 1903, vem consolidar a posição de nosso pesquisador como o verdadeiro inventor do avião ("Altos vôos", 10 de março).
Leonardo Taborda Sandor
Campinas, SP

 

Guia

Como usuário de alguns sites e softwares que fazem traduções, concordo com o que diz a reportagem "Ao pé da letra" (Guia, 10 de março): "...esses serviços automáticos ajudam, mas ainda não têm qualidade...".
Valdisio Viana
Fortaleza, CE

 

Carta ao leitor

Perfeito o esclarecimento sobre a perda de renda do povo brasileiro na Carta ao leitor "Para onde foi a renda" (10 de março). Não escapou nenhuma classe social, ou melhor, sobraram os banqueiros e alguns empresários que são sempre socorridos pelo BNDES a juros de pai para filho. Que pena que o PT, que sempre protestou contra o modelo econômico aplicado pelos governos anteriores, agora que está no poder sacrifica ainda mais o povo com aumento de impostos e de despesas com a administração pública, criando ministérios inúteis somente para empregar seus correligionários. Só nos resta lamentar as esperanças perdidas.
Antonio Silva Teixeira
Atibaia, SP

A revista VEJA em sua Carta ao leitor cumpriu – e bem – seu papel de informar a sociedade ao demonstrar que 24 bilhões foram gastos numa "reforma" agrária sem resultados positivos, do ponto de vista econômico ou social. Reformar é dar uma melhor forma ou uma melhor utilização.
Luiz Antônio Nabhan Garcia
Por e-mail

 

Holofote

Na nota "Mais 450 cursos de direito" (Holofote, 3 de março), o que está suspenso pelo MEC são as homologações de autorizações de cursos de direito, e não 450 pedidos para implantar faculdades, como faz crer a nota.
Rosana Tonetti
Assessoria de imprensa
Secretaria de Educação Superior do MEC
Brasília, DF

 

África do Sul

Sou carioca e moro em Johannesburgo. Não concordo com algumas afirmações feitas sobre a África do Sul na reportagem "Vida selvagem, hotel de luxo" (25 de fevereiro). Nestes onze anos em que vivo aqui, nunca me senti na situação de perigo como se sente o carioca diante da possibilidade de ser alvo de uma bala perdida ou de um seqüestro-relâmpago, por exemplo.
Ana Maria Rio Branco
Johannesburgo, África do Sul

 

CORREÇÃO: O nome do porta-aviões americano que fará a segurança nos Jogos Olímpicos de Atenas é USS Harry S. Truman, e não Henry, como foi publicado na reportagem "Tem até porta-aviões na segurança" (10 de março).

 
ANIMAIS EM LABORATÓRIO


Sobre a reportagem "Estes bichos começam a ser salvos" (3 de março), o Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (Cobea) enviou à redação de VEJA um arrazoado contendo discordâncias, correções e apontando pontos que podem dar margem a má interpretação. Seguem-se as observações da presidente da entidade, Sílvia Ortiz: "O número médio de animais utilizados por ano para testes de segurança de produtos, sejam químicos, farmacêuticos, imunobiológicos ou cosméticos, é de aproximadamente 10% do total de animais utilizados em laboratórios no mundo, e não 30%, como diz a revista. Os estudos de sensibilização cutânea têm como único objetivo detectar reações de hipersensibilidade (reações alérgicas), podendo hoje ser substituídos por um tipo de estudo in vitro padronizado internacionalmente. Esse estudo não tem o objetivo/capacidade de detectar câncer, como diz a matéria. Ainda com relação à irritação ocular (Draize), não há o objetivo de cegar o animal, muito menos há extração de seu globo ocular. Os estudos de DL50 (dose letal) foram abolidos pela OECD em novembro de 2000 e substituídos por três possíveis métodos alternativos que se utilizam de uma quantidade muito menor de animais – um deles não leva à morte. A União Européia vai banir o uso de animais de laboratório em testes de cosméticos a partir de 2009. O único país a proibir tal prática atualmente é a Holanda, ao contrário do que informa a revista".

 

O SEPTUAGENÁRIO URSINHO POOH

Fotos divulgação/Disney/João Raposo/Broadway Video

A nota "O vovô Popeye" (11 de fevereiro), sobre o aniversário de 75 anos do personagem de quadrinhos e desenho animado, mostrou a data de nascimento de outros personagens infantis seus contemporâneos. A leitora Ginha Nader, de São Paulo, pesquisadora da vida e obra de Walt Disney, estranhou a inclusão do Ursinho Pooh na lista de contemporâneos do velho marinheiro. "Qual é a fonte da data de nascimento do Ursinho Pooh? Fiquei muito intrigada", indagou Ginha. A confusão reside no fato de que o Ursinho Pooh foi criado em 1926, pelo escritor inglês Alan Alexander Milne, com o nome original de Winnie the Pooh. Só nos anos 60 os direitos do personagem foram comprados pela Disney. No Brasil, a empresa divulgou o personagem, durante um bom tempo, com o nome de Ursinho Puff. No fim do ano passado, uma pesquisa elaborada pela revista americana Forbes apontou Pooh como o personagem mais rentável de 2002, gerando um lucro de 5,9 bilhões de dólares. A reportagem "O ursinho da discórdia" (23 de abril de 2003) contou coisas interessantes da vida do personagem.

 

XIITAS DE BAREIN


A reportagem "Os xiitas são a chave da paz" (10 de março) afirmou que os muçulmanos xiitas "só são maioria no Irã e no Iraque". Gil Carlos Braz, de Juiz de Fora, em Minas Gerais, reparou: "Na verdade, são três os países em que a população é de maioria xiita. Além do Irã e do Iraque, faltou citar Barein, uma ilha na Península Arábica". A reportagem "A hora dos radicais" (2 de abril de 2003) fez uma radiografia do mundo islâmico e informou que os xiitas têm 120 milhões de seguidores em todo o mundo, sendo maioria nos três países citados por Braz. O mapa "As nações de 353 milhões de árabes", da reportagem "O que eles têm em comum?" (23 de abril de 2003), deu a localização exata de Barein e o porcentual de xiitas: 70% da população do país.

 
 
 
 
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