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Carta
ao leitor
A
reportagem
da vida privada
Carol Quintanilha
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| Monica
com Adas: ela assistiu até mesmo ŕ cirurgia |
Conquistas
pessoais só costumam merecer atenção jornalística
quando obtidas por celebridades. Passam despercebidas, quase sempre,
aventuras extraordinárias como a do empresário paulista
William Adas, que há dezesseis meses recebeu um ultimato
no consultório médico: "Ou você faz uma operação
para reduzir o estômago ou morre". Casado, pai de três
filhos, o empresário enfrentou a cirurgia, uma dieta severa
e aceitou submeter-se a uma disciplina férrea de exercícios
físicos. Encolheu de 163 para os atuais 98 quilos. Adas redescobriu
velhos prazeres como o esporte, a vida social e o sexo. Desde novembro
de 2002, a jornalista de VEJA Monica Weinberg acompanhou cada passo
de Adas em seu esforço para perder peso. Foram mais de 100
horas de entrevista em 25 visitas. Monica testemunhou parte da luta
vã do empresário para tentar emagrecer sem cirurgia.
Quando todos os métodos clínicos falharam e ele ficou
sem alternativa senão recorrer ao bisturi, Monica estava
lá. Ela acompanhou a cirurgia, a recuperação
hospitalar e a alta e combinou com a família de Adas um programa
de visitas periódicas, que se tornaram até mais freqüentes
que as dos médicos.
A
experiência foi gratificante para ambos. Monica conseguiu
material para uma cativante reportagem. Adas perdeu 65 quilos e
credita parte do sucesso de seu tratamento ao fato de ter sido acompanhado
pela repórter de VEJA. "Foi um enorme incentivo saber que
meu caso serviria de exemplo para outras pessoas que passam pelo
mesmo problema. Sabia que não podia falhar", diz ele. A doença
que incapacitava William Adas é enfrentada por mais de 300
milhões de pessoas em todo o mundo. Além de analisar
o microcosmo da luta de Adas para salvar a própria vida,
a reportagem de VEJA traz dados mais extensos sobre o grave problema.
Uma ampla pesquisa médica divulgada na semana passada mostrou
que doenças associadas à obesidade já matam
quase tanto quanto o hábito de fumar. Segundo a Organização
Mundial de Saúde, o problema ganhou o volume de uma verdadeira
epidemia global.
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