| |
Bônus visuais
Lançamentos
em DVD incluem documentários
e cenas de bastidores das produções
Na briga para
ocupar o lugar do videocassete, o DVD, disco de vídeo
digital, contava com dois trunfos. O primeiro, a
fantástica qualidade de imagem e de som. O segundo, o
espaço disponível cada disco tem memória
suficiente para armazenar até oito horas de projeção.
Pouco tempo atrás, esse espaço era ocupado
burocraticamente com entrevistas de atores e diretores.
Agora, finalmente, o potencial do DVD está sendo
utilizado para lançar edições especiais com todo tipo
de material extra cenas inéditas deixadas de fora
na montagem, imagens de making of e documentários
relativos ao assunto do filme. No final do ano passado,
esses títulos de luxo começaram a sair no mercado
brasileiro. Dois novos lançamentos do gênero estão
programados para esta semana, Máquina Mortífera 4,
estrelado por Mel Gibson, e Operação Dragão,
primeiro sucesso de Bruce Lee. O maior problema do DVD
ainda é o preço dos aparelhos. Os modelos mais baratos
saem por 1.000 reais, enquanto os similares americanos
custam a partir de 300 dólares. Para facilitar o acesso
à novidade, algumas locadoras da rede Blockbuster alugam
o aparelho em São Paulo por três dias, ao preço de 40
reais.
Clássicos
Há bons exemplos das possibilidades oferecidas
pelo DVD em alguns filmes lançados recentemente. O mais
interessante é o alemão O Barco
Inferno no Mar (1981), maior sucesso de
público entre todas as produções não americanas nos
Estados Unidos. Com uma hora de cenas inéditas, a
versão em DVD retoma o projeto original do diretor
Wolfgang Petersen. Outro recurso é uma faixa de áudio
alternativa que substitui o som original em alguns filmes
por comentários do diretor ou da equipe técnica. Em Godzilla
é possível assistir às imagens ouvindo
explicações dos supervisores de efeitos especiais. Há
também documentários, alguns deles imperdíveis para
fãs. Máquina Mortífera 4 vem acompanhado de um
making of da série, no qual se encontram o início e o
final suprimidos do primeiro episódio.
Para usufruir tudo
isso é preciso saber inglês, porque por enquanto só os
filmes são legendados em português, os trechos extras
não. Ter acesso aos lançamentos americanos é mais
difícil. Como o vídeo, o DVD segue codificação
diferente nos dois países e, por isso, os aparelhos
nacionais só conseguem ler os discos que saem nos
Estados Unidos se passarem por uma adaptação. A boa
notícia é que a oferta de títulos no Brasil 107
até agora tende a aumentar cada vez mais rápido.
As duas distribuidoras em atuação hoje, a Columbia e a
Warner, vêm lançando juntas uma média de doze DVDs por
mês. Além delas, outras menores já anunciaram que vão
entrar no mercado ainda neste semestre. A Continental
promete para até o fim do mês cinco filmes clássicos,
entre eles Cidadão Kane, de Orson Welles, e Tempos
Modernos, de Charles Chaplin.
|
|