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da Semana
Palmtop
dos caipiras
Assim foi chamada a colinha na mão de Sarah
Palin.
Mas o pessoal que gosta dela não liga e ainda por cima
está
causando arrepios no governo Obama

Vilma Gryzinski
Ed Reink/AP
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Muita gente que fala em
público faz anotações e os mais espertos leem tudinho
no teleprompter. Pois foi só Sarah Palin escrever uma colinha na
mão e, pronto, o mundo caiu sobre sua cada vez mais bem cuidada cabeleira
castanha, com mechas fininhas e um desfiadão no topo. Chamaram até
os inocentes rabiscos (tópicos de um discurso: energia, impostos, levantar
o ânimo nacional e cortes no orçamento, só que essa última
palavra foi riscada) de "palmtop dos caipiras". É assim mesmo:
começando um pouco à direita do centro e indo em direçãoà
esquerda, a ex-candidata a vice-presidente e ex-governadora do Alasca é
intensamente odiada. O que, nos Estados Unidos, deixa um bocado de espaço
para ser igualmente adorada. Sarah estava falando, justamente, para sua tribo:
os nada sofisticados interioranos que criaram do nada um movimento de reação
ao governo Obama e seus gastos cada vez mais estratosféricos. Só
nos Estados Unidos para ter protesto contra a dívida pública
normalmente, os reivindicantes querem garantir a sua fatiazinha no estado protetor.
E só essa gente simples simplória, diriam os adversários
, que gosta de armas grandes e governo pequeno, para batizar seu movimento
de Festa do Chá, uma referência ao protesto que praticamente fundou
a república americana, a destruição de um carregamento de
chá vindo da então matriz colonial, a Grã-Bretanha.
O movimento mistura o que de melhor existe nos Estados Unidos (confiança
no indivíduo, repúdio ao estado superpoderoso) com o que há
de muito ruim (obscurantismo, visão distorcida do excepcionalismo americano).
Será que Sarah anotou tudo direitinho?
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