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Home  »  Revistas  »  Edição 2152 / 17 de fevereiro de 2010


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Leitor

Assuntos mais comentados
Objetos para conforto no avião (Guia)
Por que chove tanto (capa)
Crise no magistério
Desordem no Rio
Eleições 2010


Chuvas em São Paulo

Bem editada a reportagem "Dilúvio... 45º dia" (10 de fevereiro), sobre as chuvas em São Paulo. A população ocupa áreas de várzea acreditando que a tecnologia é competente para drenar o local com segurança e de forma permanente. Os aproveitadores  apoiam essa visão porque dá voto. As águas sabem ocupar seu lugar, coisa que nós não aprendemos ainda.
Adilson Roberto Gonçalves
Lorena, SP

É lógico que as mudanças no relevo original da região e a blindagem do solo com asfalto e concreto contribuem, e muito, para as inundações. Mas estive na capital paulista no fim da semana passada, hospedei-me no Largo do Arouche e fiquei abismado com a quantidade de lixo mal acondicionado nas beiradas das calçadas.
César Rafael Sedrez Gonzaga
Itajaí, SC

Se a causa dessa anomalia é a interferência humana na natureza, a origem dela é o descaso das autoridades mundiais com o crescimento ilimitado da população, principalmente em países pobres e emergentes. Não adianta querer tapar o sol (e a chuva) com a peneira.
Lincoln Scorsoni
São Paulo, SP

Não há lugar ocioso para construir mais sessenta piscinões em São Paulo. Além disso, essas águas seriam bombeadas, por redes longas e caras, para os córregos locais, e finalmente iriam para o Tietê, já saturado. Há duas medidas simples e imediatas para evitar as contínuas enchentes paulistanas: a) o rebaixamento da cota de coroamento da Barragem Edgar de Souza em, pelo menos, 2 metros, aumentando a velocidade e a vazão do Tietê na região metropolitana de São Paulo; b) a instalação de uma rede de dutos metálicos de diâmetros substanciais, drenando as águas pluviais por sifonamento para a Represa Billings e de lá para o Rio Cubatão, na Baixada Santista, após o alargamento e a retificação dessa via fluvial, escoando as águas para o estuário de Santos.
Geert J. Prange
Engenheiro naval e consultor de dragagem
Paranaguá, PR

Neste Brasil de dimensões continentais fica difícil entender a falta de chuvas no Piauí e o dilúvio em São Paulo. Por aqui, os urubus voam apenas com uma asa (com a outra eles se abanam). São 40 graus eternos. Enquanto isso, os políticos vão tirando proveito eleitoral da tragédia: são os famigerados carros-pipa, cestas básicas e poços tubulares em fazendas de amigos do governo.
Sérgio Emiliano
Campo Maior, PI

 

Eleições 2010

"Será que alguém tem alguma dúvida de que o presidente Lula vem fazendo campanha antecipada em favor da ministra Dilma Rousseff? Há pessoas querendo que o PT continue no poder. Para elas, a campanha antecipada é favorável; assim, não se manifestam. É compreensível! O que não é compreensível é o TSE arquivar queixa dos que cobram punição para isso."
Adoniro Prieto Mathias
Londrina, PR

Na excelente reportagem "Omelete sem quebrar ovos" (10 de fevereiro), de Gustavo Ribeiro, sobre as omeletes de campanha da candidata petista (só o Tribunal Superior Eleitoral acha que não é campanha), ficou faltando o que, a meu ver, é o mais grave: dizer que os ovos dessas omeletes são comprados com o dinheiro público.
Homero Vianna Jr.
Niterói, RJ

O senhor Carlos Ayres Britto, como presidente do Tribunal Superior Eleitoral, deve mesmo ter fortes razões para dizer, mesmo diante do óbvio, que é tênue a linha que separa prestação de contas de comício, não é mesmo, ministro?
Rogerio de Oliveira Castro
Goiânia, GO

Andre Dusek/AE
Campanha antecipada
Carlos Ayres Britto, presidente do Tribunal Superior Eleitoral: "O presidente Lula já foi condenado por fazer campanha antecipada, nas eleições de 2006, quando o governo federal distribuiu cartilhas com fins eleitoreiros"

 

O Itamaraty e as ditaduras

O lulopetismo deu uma guinada radical com o posicionamento do Brasil em favor de governos que o mundo democrático condena. Não é surpresa. É coerente com a ideologia do PT: esquerda anticapitalista e de oposição aos EUA, estejam eles certos ou errados ("Bandeiras ideológicas", 10 de fevereiro).
Julio Maximo de Almeida
Goiânia, GO

 

Desordem no Rio de Janeiro

Fiquei chocada com a real situação do prédio da prefeitura do Rio de Janeiro ("Falta botar ordem na casa", 10 de fevereiro). Com o perdão do preconceito, se fosse de uma prefeitura no Haiti, até daria para compreender. Mas na "Cidade Maravilhosa" é inconcebível. Que providências urgentes de saneamento dessas desordens e ilegalidades sejam tomadas, mas não por causa da Olimpíada de 2016, e sim por uma questão de dignidade de um poder municipal.
Mônica Delfraro David
Campinas, SP

Os gatos que habitam as áreas externas da sede da prefeitura ("Piranhão") são assistidos pela Sociedade Zoófila Educativa (Sozed) e por protetores independentes. A prefeitura não tem nenhum gasto com os animais.
Maria Gomes Ferreira
Rio de Janeiro, RJ

A situação no prédio é simplesmente um escárnio, mas me chamou a atenção a situação dos gatos. Não poderiam ser alimentados ali, deveriam ser levados para tratamento e encaminhados para adoção.
Fabricia Braga
Por e-mail

Thomas-Bernd Quaas

Fiquei muito feliz em ler a entrevista com o presidente do grupo Beiersdorf, o alemão Thomas-Bernd Quaas (Entrevista, 10 de fevereiro), responsável pelo creme da latinha azul. Eu usei tanto esse creme que, graças a ele, tenho uma pele maravilhosa aos quase 50 anos, sem nenhuma intervenção nem Botox.
Solange Griebeler
Jaraguá do Sul, SC

Conforto durante o voo

A reportagem "Classe econômica – com um pouco mais de conforto" (Guia, 10 de fevereiro) menciona vários objetos que podem aumentar o conforto do passageiro em longas viagens. Gostaria de cumprimentar VEJA pelas úteis informações publicadas.
Liliane Morais
Por e-mail

 

Crise no magistério

Gostei muito da reportagem "Prestígio zero" (10 de fevereiro), sobre o desinteresse dos bons alunos por licenciatura no ensino superior. Cursei uma faculdade de letras por dois períodos e pude perceber que muitos estudantes estavam ali por falta de opção, e não pelo amor à licenciatura. Como a instituição era privada e o custo do curso razoável, muitos estavam estudando para ter um diploma, e não para exercer a profissão. Tive de trancar a matrícula por não poder pagar o curso. Em muitas universidades públicas brasileiras, percebemos pessoas optando por licenciatura apenas pela baixa concorrência, tirando a oportunidade daqueles que não podem pagar uma faculdade particular e amam essa profissão, como é o meu caso.
Bruno Ricardo Gomes de Araújo
Rio de Janeiro, RJ

Sou capelã escolar e estou acompanhando bem de perto o drama desses profissionais. Eles chegam cheios de ideias e vontades, mas são massacrados pelo desânimo dos demais, pela burocracia, pela falta de estrutura familiar e pelo desprestígio dentro da própria família, devido aos baixos salários. Até quando vamos contemplar a derrocada das escolas em nosso país?
Maria Angelica Cordeiro Pileggi
Vinhedo, SP

Sou professor da rede pública de ensino desde 1999. Praticamente tudo o que tenho hoje, mesmo que pouco, devo à minha carreira docente. Não me arrependo de haver optado pelas salas de aula. É lamentável saber que uma minoria de vestibulandos escolhe o magistério. É evidente que a remuneração oferecida aos professores é a principal razão disso. Gosto do que faço, mas, é claro, tenho a minha indignação. A pergunta é: por que se paga tão pouco a uma pessoa que tem como missão ensinar os outros?
Luiz Alexandre Machado
Franca, SP

O alemão e os chips

Estranha a "reinauguração" da fábrica que vem ensaiando há aproximadamente dez anos fazer chips mas da qual, até agora, não se tem notícia de haver produzido um único sequer ("Os desafios de Herr Nein", 10 de fevereiro). Como a fabricação de chips é uma área tecnológica distante da compreensão da maioria das pessoas, o assunto é terreno fértil para manipulações demagógicas. Numa clara manifestação terceiro-mundista de achar que europeu e estrangeiros em geral são mais sérios que os executivos brasileiros, o governo federal aceitou cordialmente o "alemão" na direção da empresa, e esse caso não é o único do sistema de tecnologia nacional. Foram investidas dezenas de milhões de reais em centros de pesquisa em semicondutores – setor estratégico e de fundamental importância para o país –, mas os resultados têm sido pífios. O atual governo desarticulou as pesquisas em microeletrônica nas universidades que foram pioneiras nessa área, em especial as estaduais paulistas. Como educador, pesquisador em microeletrônica e cidadão, desejo que o empreendimento tenha sucesso. E que o Brasil tenha não uma, mas várias "foundries". Mas vale o alerta: o alemão já está preparando desculpas, ao afirmar que "três deram certo, outra não", referindo-se às empresas que dirigiu.
Luiz Carlos Kretly
Por e-mail

Depressão

Há mais de uma década a Organização Mundial de Saúde (OMS) definiu que os transtornos mentais e de comportamento são resultantes da interação de fatores biológicos, psicológicos e sociais. Em 28 de junho de 1995 e 27 de junho de 2001, VEJA nos elucidou bastante sobre o assunto com entrevistas antológicas com o psiquiatra carioca Jorge Alberto Costa e Silva, que durante seis anos dirigiu a divisão de saúde mental, comportamento e toxicomanias da OMS. Por meio delas tomamos conhecimento da realidade dessa área em todo o mundo. Já na edição 2 151, lemos a atualíssima "A depressão em preto e branco" (10 de fevereiro), pautada pelo lançamento do livro do psicólogo americano Irving Kirsch, que, depois de quinze anos de estudos, questiona o efeito dos antidepressivos. Como psiquiatra, fico com a opinião da OMS, que aconselha que o tratamento de depressão seja sempre acompanhado por equipes multiprofissionais, com psiquiatra, psicólogo e assistente social. Afinal, na gênese da patologia há fatores que recomendam a intervenção de todos eles. Mais do que qualquer interesse que possa estar em jogo, o que importa é ajudar as pessoas a parar de sofrer.
José E. Aiex Neto
Médico psiquiatra
Foz do Iguaçu, PR

Não podemos subestimar o benefício dos antidepressivos. Uma melhora de aproximadamente 50% num paciente com depressão pode ser muito significativa (levando-se em conta se ocorre ou não o efeito placebo, que é difícil de medir). Imaginem percorrer uma distância que originalmente demandaria seis horas e que após a construção de uma autoestrada pudesse ser feita em três. A boa medicina não prescreve só remédio, orienta ações de qualidade de vida, como atividade social, física, intelectual e alimentação saudável, entre outras, que ajudam a encurtar o caminho da depressão para uma vida emocional mais próxima do normal.
Carlos Alberto da Silva de Jesus
Neurologista e membro titular da Academia Brasileira de Neurologia
São Paulo, SP

Vale-tudo cultural

Mau gosto não se discute. Programas como Big Brother Brasil, Turma do Didi, Domingão do Faustão, Xuxa e Viver a Vida são apelativos, grosseiros, ofensivos, preconceituosos, perniciosos, com evidente intenção de desmerecer os valores da família e enaltecer o cinismo, a devassidão dos costumes... e ficaram fora do "arco" da reportagem ("Mau gosto não se discute", 10 de fevereiro).
Sergio Cides
Por e-mail

Baderneiros do MST

Gostaria de informar que não existe a designação de calibre ou arma de uso exclusivo das Forças Armadas, o que existe são armas e munições de uso restrito. Assim, calibres como o 9 milímetros, usado pelo Exército, não são exclusivos, e sim restritos, uma vez que, por exemplo, a Polícia Federal também o utiliza. O calibre 44-40 não é de uso restrito, conforme o Decreto nº 3665, de 20 de novembro de 2000. Segundo o artigo 16, são de uso restrito armas dos calibres .22-250, .223 Remington, .243 Winchester e .270. Segundo o artigo 17, são de uso permitido as armas dos calibres .22 LR, .32-20, .38-40 e .44-40. A arma longa mostrada na reportagem não é uma Winchester, embora se assemelhe muito. Trata-se de uma carabina Puma, de fabricação nacional da marca Rossi. A não existência de armas de calibre restrito em poder do MST não reduz a gravidade da situação, que demonstra mais uma vez a índole criminosa dessa verdadeira quadrilha. Lembre-se ainda que, em 2005, esse movimento, juntamente com o governo federal, apoiou o desarmamento (dos honestos). Fica cada vez mais claro o motivo: atuar com facilidade, reduzindo o risco de reações aos seus ataques ("União para o crime", 3 de fevereiro).
Bene Barbosa
Presidente do Movimento Viva Brasil
www.mvb.org.br

Imagem da Semana

Realmente é chocante ver a que ponto o ser humano pode chegar. Um pai acorrentar o filho como um objeto, para que ele não seja roubado, é sinal de que as coisas não andam bem ("Os meninos perdidos da China", 10 de fevereiro). A imagem é suficiente para nos conscientizarmos do que está acontecendo. É certo que o governo deve implantar algumas restrições ao aumento da população, para que as coisas não virem um caos. É melhor que as pessoas entendam o porquê da política do filho único, em vez de desesperá-las com a imposição de ter um único filho, que para elas deve nascer homem. Um bom governo não deve controlar seu povo como seres irracionais, mas sim como indivíduos livres e conscientes.
Marco Nakagava
Brasília, DF

Correções: ao contrário do que informou a nota "Rei eterno, porém moderno" (Gente, 10 de fevereiro), a cabeleireira carioca Adriana Carlos é amiga de Mércia Lages, mulher do maestro Eduardo Lages, que trabalha com Roberto Carlos.
A foto da página 69, na reportagem "Por que chove tanto" (10 de fevereiro), sobre a enchente de 1970, não é da Marginal do Rio Tietê, mas da região do Parque Dom Pedro II. n Roger Federer não é o recordista de títulos em Wimbledon: o tenista americano Pete Sampras tem sete títulos, contra seis do suíço (SobeDesce, 10 de fevereiro).

Para se corresponder com a redação de VEJA: as cartas para VEJA devem trazer a assinatura, o endereço, o número da cédula de identidade e o telefone do autor. Enviar para: Diretor de Redação, VEJA – Caixa Postal 11079 – CEP 05422-970 – São Paulo – SP; Fax: (11) 3037-5638; e-mail: veja@abril.com.br.

Por motivos de espaço ou clareza, as cartas poderão ser publicadas resumidamente. Só poderão ser publicadas na edição imediatamente seguinte as cartas que chegarem à redação até a quarta-feira de cada semana.

 

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