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Home  »  Revistas  »  Edição 2152 / 17 de fevereiro de 2010


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Panorama

Holofote


Felipe Patury

O cerco a Ciro

Marcos Arcoverde/AE


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sitiou o socialista Ciro Gomes para forçá-lo a desistir da disputa pelo Planalto. O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deu início ao ataque, tentando isolar Ciro de seus velhos aliados. Padilha cobrou do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, uma declaração de apoio à candidata petista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Lula também orientou o PT paulista a fazer um apelo para que Ciro troque sua candidatura a presidente pela de governador de São Paulo. Uma dezena de partidos foi arregimentada para entrar em ação, entre eles o próprio PSB de Ciro. O cearense adiou a reunião para depois do Carnaval.

 

Cartola no ostracismo

Oscar Cabral


Azedaram as relações do governo com o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. O caldo entornou no fim de janeiro, depois que o cartola se recusou a endossar um projeto elaborado para evitar um vexame nacional nos jogos do Rio, em 2016. A proposta preparada pelos técnicos do Ministério do Esporte previa fortes desembolsos oficiais, mas vinculava a liberação do dinheiro a uma série de metas. Por ela, o COB seria obrigado a estabelecer um calendário regular de provas de cada modalidade, a adotar princípios de transparência na gestão de recursos públicos e a apoiar as categorias de base. Nuzman achou que aí já era demais.

 

O movimento do DEM

Andre Dusek/AE


O DEM ensaia uma troca de posições no Senado. O goiano Demóstenes Torres ambiciona a liderança do partido na casa. Convenceu nove dos catorze senadores da agremiação a indicá-lo ao cargo, ocupado há oito anos pelo potiguar José Agripino Maia. Como Maia disse no início de 2009 que entregaria o cargo, o goiano passou a se ver como líder. Mas Maia nunca mais voltou ao assunto. Neste ano, os democratas acharam a solução: Maia passaria a liderança a Demóstenes e, em troca, receberia a presidência da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado e que pertence ao goiano. A proposta será apresentada nos próximos dias.

 

Nasce um gigante

Germano Luders


Foi fechada a operação que criará, em dois anos, a nova líder mundial em álcool e energia por biomassa. Um aporte de 20 milhões de reais feito pelos sócios da Brenco permitiu que a companhia fosse absorvida pela ETH, braço da Odebrecht presidido por José Carlos Grubisich. A ETH terá 68% da nova empresa. O restante ficará com a Brenco, criada em moldes inovadores e com capital estrangeiro há três anos, mas que nunca chegou a operar. O BNDES e os acionistas minoritários da Brenco foram chamados a aprovar a venda, que será anunciada depois do Carnaval.

 

Otávio Mesquita dará as cartas na Band

Celso Akin/Agnews


Em março, o apresentador Otávio Mesquita deve estrear seu novo programa: O Poker das Estrelas. Nele, quatro celebridades receberão um cacife fictício para apostar. O público verá a mão de cartas de cada participante e ouvirá comentários de um campeão de pôquer sobre cada jogada. O programa será patrocinado pela PokerStars, que pretende difundir o jogo na modalidade Texas Hold’em, na qual algumas cartas ficam abertas sobre a mesa. Os ganhadores de cada noite indicarão uma instituição de caridade de sua preferência para receber uma doação de 10 000 reais. Adriane Galisteu, Daniella Cicarelli e Rubens Barrichello já foram convidados para a jogatina.

 

 
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