Panorama
Holofote

Felipe Patury
O cerco a Ciro
Marcos Arcoverde/AE
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sitiou o socialista Ciro Gomes para forçá-lo a desistir da disputa pelo Planalto.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, deu
início ao ataque, tentando isolar Ciro de seus velhos aliados. Padilha
cobrou do presidente do PCdoB, Renato Rabelo, uma declaração de
apoio à candidata petista, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Lula também orientou o PT paulista a fazer um apelo para que Ciro troque
sua candidatura a presidente pela de governador de São Paulo. Uma dezena
de partidos foi arregimentada para entrar em ação, entre eles
o próprio PSB de Ciro. O cearense adiou a reunião para depois
do Carnaval.
Cartola no ostracismo
Oscar Cabral
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Azedaram as relações do governo com o presidente
do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman. O caldo entornou
no fim de janeiro, depois que o cartola se recusou a endossar um projeto elaborado
para evitar um vexame nacional nos jogos do Rio, em 2016. A proposta preparada
pelos técnicos do Ministério do Esporte previa fortes desembolsos
oficiais, mas vinculava a liberação do dinheiro a uma série
de metas. Por ela, o COB seria obrigado a estabelecer um calendário regular
de provas de cada modalidade, a adotar princípios de transparência
na gestão de recursos públicos e a apoiar as categorias de base.
Nuzman achou que aí já era demais.
O movimento do DEM
Andre Dusek/AE
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O DEM ensaia uma troca de posições no Senado. O
goiano Demóstenes Torres ambiciona a liderança do partido na casa.
Convenceu nove dos catorze senadores da agremiação a indicá-lo
ao cargo, ocupado há oito anos pelo potiguar José Agripino Maia.
Como Maia disse no início de 2009 que entregaria o cargo, o goiano passou
a se ver como líder. Mas Maia nunca mais voltou ao assunto. Neste ano,
os democratas acharam a solução: Maia passaria a liderança
a Demóstenes e, em troca, receberia a presidência da Comissão
de Constituição e Justiça, a mais importante do Senado
e que pertence ao goiano. A proposta será apresentada nos próximos dias.
Nasce um gigante
Germano Luders
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Foi fechada a operação que criará, em dois
anos, a nova líder mundial em álcool e energia por biomassa. Um
aporte de 20 milhões de reais feito pelos sócios da Brenco permitiu
que a companhia fosse absorvida pela ETH, braço da Odebrecht presidido
por José Carlos Grubisich. A ETH terá 68% da nova empresa. O restante
ficará com a Brenco, criada em moldes inovadores e com capital estrangeiro
há três anos, mas que nunca chegou a operar. O BNDES e os acionistas
minoritários da Brenco foram chamados a aprovar a venda, que será
anunciada depois do Carnaval.
Otávio Mesquita dará as cartas na Band
Celso Akin/Agnews
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Em março, o apresentador Otávio Mesquita deve estrear
seu novo programa: O Poker das Estrelas. Nele, quatro celebridades receberão
um cacife fictício para apostar. O público verá a mão
de cartas de cada participante e ouvirá comentários de um campeão
de pôquer sobre cada jogada. O programa será patrocinado pela PokerStars,
que pretende difundir o jogo na modalidade Texas Holdem, na qual algumas
cartas ficam abertas sobre a mesa. Os ganhadores de cada noite indicarão
uma instituição de caridade de sua preferência para receber
uma doação de 10 000 reais. Adriane Galisteu, Daniella Cicarelli
e Rubens Barrichello já foram convidados para a jogatina.
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