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• Cinema: O Lobisomem, com Benicio Del ToroCelebridadeO apagão do luxoCom Beyoncé,
Madonna e outras celebridades para o Carnaval,
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Wallace Barbosa/Agnews![]() |
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quarto da Madonna A cantora Beyoncé aparece (de pijama) na varanda do Fasano: ela chegou primeiro e ficou nas suítes que já foram de Madonna |
Apinhado de
celebridades internacionais que chegam para o Carnaval, o Rio de Janeiro sofreu
um apagão diferente nesta temporada: o do mundo do luxo. Como a cidade
não deu conta de atender à alta demanda, inflacionada por toda sorte
de megalomania, deflagrou-se uma verdadeira guerra por quartos de hotel, carros
blindados e até motoristas bilíngues já que os únicos
aptos a ocupar tal função são aqueles treinados para, entre
outras coisas, demonstrar destreza ao volante em meio a multidões e jamais
travar contato visual com a celebridade. O overbooking causou dissabores
a Madonna, que chegou ao Rio com comitiva de quinze pessoas, na terça-feira
passada, e não pôde se instalar, como queria, no último andar
do hotel Fasano, o mesmo em que havia se hospedado três meses antes. Ali
já montara portentoso acampamento a cantora Beyoncé, em turnê
no Brasil, que se esparramou com dezoito dos 95 integrantes de seu séquito
por dezessete suítes. A contragosto, Madonna ficou um andar abaixo (e três
pisos acima da cantora Alicia Keys). Seus agentes já haviam feito uma tentativa
de fechar a cobertura do Copacabana Palace, playground dos famosos, com suas sete penthouses, terraço e piscina particular. Mas ela estava reservada
a gente como o ator escocês Gerard Butler, Paris Hilton e o presidente da
Guiné Equatorial, Teodoro Mbasogo todos na cidade para o Carnaval.
A briga por quartos e outros serviços de alto padrão se explica pela relativa escassez deles no Rio de Janeiro. "Em comparação com outras grandes cidades, como Paris, Nova York e até São Paulo, o Rio está despreparado para suprir às demandas de artistas do calibre de Madonna", avalia o consultor Carlos Ferreirinha, especialista em mercado de luxo. As infindáveis exigências das celebridades só fazem agravar a situação. Pegue-se o exemplo dos carros blindados. O Rio conta com uma frota de 180 deles para aluguel. "Mas a clientela do show biz não se contenta com menos que um SUV ou um Mercedes, e os motoristas ainda passam por uma sabatina antes de assumir o posto", diz Rodrigo Frota, dono de uma das três empresas na cidade com esses carros. Juntas, elas dispõem de trinta veículos que atendem aos pré-requisitos sendo que, na semana passada, só a comitiva de Beyoncé passeava a bordo de onze, enquanto quatro estavam à disposição de Madonna. Com os outros pedidos, deu-se o overbooking, e foi preciso reforçar a frota e o staff de motoristas, às pressas, recorrendo a empresas de São Paulo. Não faltaram blindados para ninguém, mas, ainda assim, Beyoncé não se deu por satisfeita. Voltando de um show, teve súbito ataque de claustrofobia por trás dos vidros escuros. E um carro sem blindagem precisou ser prontamente providenciado.
Esse é um nicho repleto de peculiaridades. Para uma celebridade de primeiro escalão, não basta que um hotel seja estrelado ele precisa também estar preparado para prover regalias e obedecer aos ritos de cada artista. Ficou combinado com o staff do Fasano, por exemplo, que o nome Beyoncé jamais seria proferido durante sua estada. Só se referiam a ela como "a artista". Na presença de Madonna, os funcionários foram instruídos a evaporar pela porta mais próxima, para evitar contato. Há ainda outro fator determinante nessas viagens. Diz Tonia Schubert, à frente da monumental logística na recepção de Beyoncé: "Uma celebridade como ela jamais aceita tratamento pior do que o que outra teve na cidade". Por essa lógica, em janeiro, quando um dos empresários da artista veio ao Rio para verificar se o hotel Fasano atendia ao rol de pré-requisitos, ele sabia exatamente o que buscava: o quarto de Madonna.
J.Humberto/Agnews![]() |
Um
andar abaixo de Beyoncé No hotel, os funcionários devem ficar "invisíveis" quando ela aparece |
