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Home  »  Revistas  »  Edição 2152 / 17 de fevereiro de 2010


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Além do copo

 

Fotos Laílson Santos/Luna Garcia

Chefs começam a incluir a cachaça no preparo de pratos salgados – principalmente para marinar carnes ou em molhos de salada. Mas é nas sobremesas que a bebida tem se feito mais presente. Aqui, uma receita de musse de chocolate elaborada pelo chef paulista Rodrigo Oliveira

Ingredientes
350 g de chocolate amargo (70% de cacau) picado
250 g de creme de leite fresco
100 ml de cachaça artesanal envelhecida em bálsamo
45 g de manteiga derretida
75 g de açúcar
6 ovos

Para a decoração
Calda de chocolate
Raspas de chocolate
Chantilly de cachaça (350 g de creme de leite fresco + 100 ml de cachaça branca + 50 g de açúcar na batedeira até firmar)


Modo de preparo
1 Derreta o chocolate em banho-maria e mantenha-o aquecido
2 Coloque as claras no liquidificador e, com o aparelho ligado, adicione o chocolate derretido, a manteiga, a cachaça e o açúcar. Reserve e deixe esfriar
3 Numa tigela de inox, leve as gemas ao banho-maria, batendo até obter um creme fofo e brilhante. Tome cuidado para não coagular as gemas com calor excessivo. Reserve e deixe esfriar
4 Bata o creme de leite bem gelado até ele se firmar e triplicar de volume. Adicione as gemas batidas e, por último, o creme de chocolate. Misture delicadamente até obter um creme homogêneo
5 Despeje no recipiente escolhido (copinhos ou taças) e leve à geladeira
6 Decore com o chantilly de cachaça, raspas e calda de chocolate

 

Para provar em casa

Um roteiro para quem quer experimentar as novas cachaças premium numa reunião com os amigos

Antes da entrada: para abrir o apetite, comece com uma cachaça branca, de sabor mais neutro, para não influenciar as impressões sobre
a próxima bebida

Antes do prato principal: opte por uma dose de cachaça envelhecida em madeiras neutras, como grápia, amendoim e ariribá, que alteram pouco a cor, o aroma e o sabor da bebida

Antes da sobremesa: experimente, então, uma versão moderada da bebida, armazenada em madeiras como o bálsamo e o vinhático, que a deixam mais leve

O digestivo, no final: termine com uma dose de cachaça envelhecida em madeiras marcantes, como a umburana, ipê e carvalho. Elas conferem características fortes à bebida


O segredo da boa cachaça

Para saber se o destilado tem qualidade, é preciso analisar o seu rosário, como ensina o especialista Jairo Martins da Silva, autor do livro Cachaça: o Mais Brasileiro dos Prazeres:

O que é o rosário: é a argola de pequenas bolhas que se forma sobre o líquido quando a bebida é remexida

Como avaliá-lo: sacudindo a garrafa ou mexendo a bebida dentro do copo, devem aparecer bolhas no topo do líquido. O ideal é que elas desapareçam em menos de quinze segundos

O que ele tem a dizer sobre a bebida: as bolhas, que devem ser transparentes, demonstram bom processo de destilação e graduação alcoólica. Bolhas de aparência espumosa ou a ausência delas são sinais de que a bebida é de baixa qualidade

 

Outros especialistas consultados: Carlos Eduardo de Lima, diretor do Instituto Brasileiro da Cachaça, e o mestre cachaceiro Vicente Bastos Ribeiro

Com reportagem de Daniela Macedo

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