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Radar
Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)
PETROBRAS
Pela bola sete
Wilson Santarosa, o polêmico chefe do
caixa da publicidade da Petrobras, perdeu sustentação.
Pode deixar a estatal. Para o seu lugar deve ser escolhido o seu
adjunto, Luiz Fernando Nery. Antes ligado ao peemedebista Moreira
Franco, Nery mais tarde se descobriu petista e filiou-se ao PT.
FUNDOS DE PENSÃO
Auto-ajuda
no Aerus
Erno Brentano, interventor do Aerus,
o fundo de pensão da Varig e de outras empresas aéreas,
recebe um salário de 18.000 reais mensais. Nada mau. Fora
isso, ganha outros 11.000 reais em reeembolsos mensais pelos seus
deslocamentos de Porto Alegre, onde mora sua família, ao
Rio de Janeiro, sede da Aerus. Beleza. Agora, certamente por zelo,
Brentano auto-indicou-se para o conselho de administração
do Grupo Kepler Weber, no qual o fundo tem participação.
Assim, passa a somar 7.000 reais aos seus vencimentos, totalizando
36.000 reais mensais.
BANCOS
A força dos dekasseguis
O Bradesco está instalando 600
máquinas de auto-atendimento no Japão. O curioso é
que as máquinas falarão duas línguas: japonês
e português. Pode parecer bobagem, mas alguém aí
sabe como se escreve saque, depósito ou extrato em japonês?
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O ghost-writer do discurso
de posse
Ed Ferreoira/ AE
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Agliberto Lima/AE
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| Lula e Santana: o
discurso não é de Dulci |
Para o registro histórico:
o discurso de posse de Lula foi escrito pelo marqueteiro
João Santana e não por Luiz Dulci,
como se andou falando nas últimas semanas. Exceto
por algumas passagens enxertadas por Dulci (sobre educação)
e por Marco Aurélio Garcia (sobre política
externa), a concepção e a redação
foram de Santana. A contribuição de Lula,
como se sabe, resumiu-se à passagem final, em
que incluiu um trecho da fábula rasa "A lição
da borboleta". Santana entra, assim, para a eclética
galeria de ghost-writers de discursos de posse de presidentes.
É uma turma que reúne desde o ensaísta
e diplomata José Guilherme Merquior (Collor de
Mello) até o antropólogo Antonio Risério
(Lula, em 2003), passando pelo poeta Augusto Frederico
Schmidt (JK).
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ECONOMIA
Amorim
no Ponto Frio
Está quase fechada a ida de Manoel
Amorim, ex-presidente do conselho de administração
da Vivo, para comandar as operações do Ponto Frio.
Sua missão: fazer o Ponto Frio voltar a ombrear com as Casas
Bahia.
BRASÍLIA
Bota-abaixo na capital
Na semana que vem, o governador do Distrito
Federal, José Roberto Arruda, promete fazer barulho. Literalmente.
Decidiu implodir um prédio de dezesseis andares, erguido
há dezoito anos ao lado da Academia de Tênis, numa
área tombada. O monstrengo, na verdade um esqueleto, foi
construído num local onde só são permitidos
prédios de quatro andares.
BEBIDA
A Coca Zero vem aí
A Coca-Cola terá duas versões
sem açúcar no mercado brasileiro. Será lançada
nos próximos dias no Rio Grande do Sul (e, em seguida, em
todo o país) a Coca-Cola Zero, de baixa caloria, assim como
a Coca Light embora de sabor ligeiramente diferente. Por
que duas versões sem açúcar, já que
a light já é dona de 44% das vendas do segmento? Uma
questão de marketing. Assim como nos EUA, a empresa quer
dirigir a Coca Zero para um público mais jovem, que rejeita
a Coca Light por considerá-la um refrigerante de gente mais
velha, obcecada por dietas.
BRASIL
Detector
de doidão
Vai dar o que falar o novo sistema de
raios X para aeroportos que a Polícia Federal começa
a testar na quarta-feira em Guarulhos (SP). Desenvolvido pela americana
Smiths Detection, o Sentinel II é uma espécie de superdetector
capaz de identificar em até dois segundos se a pessoa está
portando armas químicas, explosivos ou drogas. O aparelho
já é usado nos aeroportos de Londres e Frankfurt.
Consiste em uma cabine onde a pessoa entra e é bombardeada
por jatos de ar destinados a soltar partículas da roupa e
da pele que são analisadas por sensores. Os técnicos
garantem que a máquina é capaz de dizer até
se o cidadão consumiu alguma droga.
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Tarso comanda o balcão
Jefferson Bernardes/preview.com/AE
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| Tarso: rápido, o PMDB foi
direto à caixa-preta |
O PMDB pediu e o Palácio
do Planalto topou: quer a presidência da Infraero
em troca do apoio a Arlindo Chinaglia na disputa pela
presidência da Câmara. Tarso Genro, que
está operando a "construção" da
base aliada para o segundo mandato, já deu o.k.
Falava em nome de Lula. A Infraero é uma estatal
cheia de dinheiro para gastar. Algo como 4 bilhões
de reais nos próximos quatro anos em obras nos
aeroportos mas é evidente que não
deve ser isso que move os peemedebistas...
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FUTEBOL
A Copa avança
Começou a partida. Aliás,
uma partida milionária: Ricardo Teixeira reuniu-se na terça-feira
passada com os primeiros interessados na construção
de estádios para a Copa de 2014 no Brasil. Trata-se do grupo
Espírito Santo, um dos maiores de Portugal.
LIVROS
O problema
é a comparação
O mercado de livros (excluindo os didáticos)
cresceu perto dos 10% em 2006. É um bom resultado, considerando
o crescimento do país. O problema está na comparação:
as editoras venderam cerca de 300 milhões de livros no ano
passado. Em 1998, pico do setor, comercializaram 410 milhões
de exemplares.
VINHO
O tinto
do Fenômeno
Em baixa no Real Madrid, Ronaldo Fenômeno
segue diversificando seus negócios. Ele está fechando
a compra de 5% da Bodega Emilio Moro, uma vinícola localizada
na região de Ribeira Del Duero, na Espanha. O carro-chefe
da casa é o apreciado tinto Malleolus de Valderramiro, encontrado
em restaurantes brasileiros por 580 reais.
LUXO
Crise,
que crise?
Há quinze dias, chegaram à
loja da Louis Vuitton, na Rua Haddock Lobo, em São Paulo,
três exemplares da bolsa Maxi Bucket. Feita a partir de diferentes
tipos de couro colorido, custa 54.000 reais, mais do que dois carros
populares. Duas delas já foram vendidas. Corram.
Com Jan Theophilo. Colaborou Ronaldo França
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