'
 


       

 
Edição 1991 . 17 de janeiro de 2007

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja essa
VEJA.com
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos
 
 

Radar

Lauro Jardim (ljardim@abril.com.br)


• PETROBRAS

Pela bola sete
Wilson Santarosa, o polêmico chefe do caixa da publicidade da Petrobras, perdeu sustentação. Pode deixar a estatal. Para o seu lugar deve ser escolhido o seu adjunto, Luiz Fernando Nery. Antes ligado ao peemedebista Moreira Franco, Nery mais tarde se descobriu petista e filiou-se ao PT.

 

FUNDOS DE PENSÃO

Auto-ajuda no Aerus
Erno Brentano, interventor do Aerus, o fundo de pensão da Varig e de outras empresas aéreas, recebe um salário de 18.000 reais mensais. Nada mau. Fora isso, ganha outros 11.000 reais em reeembolsos mensais pelos seus deslocamentos de Porto Alegre, onde mora sua família, ao Rio de Janeiro, sede da Aerus. Beleza. Agora, certamente por zelo, Brentano auto-indicou-se para o conselho de administração do Grupo Kepler Weber, no qual o fundo tem participação. Assim, passa a somar 7.000 reais aos seus vencimentos, totalizando 36.000 reais mensais.

BANCOS

A força dos dekasseguis
O Bradesco está instalando 600 máquinas de auto-atendimento no Japão. O curioso é que as máquinas falarão duas línguas: japonês e português. Pode parecer bobagem, mas alguém aí sabe como se escreve saque, depósito ou extrato em japonês?

 

O ghost-writer do discurso de posse

Ed Ferreoira/ AE
Agliberto Lima/AE
Lula e Santana: o discurso não é de Dulci

Para o registro histórico: o discurso de posse de Lula foi escrito pelo marqueteiro João Santana – e não por Luiz Dulci, como se andou falando nas últimas semanas. Exceto por algumas passagens enxertadas por Dulci (sobre educação) e por Marco Aurélio Garcia (sobre política externa), a concepção e a redação foram de Santana. A contribuição de Lula, como se sabe, resumiu-se à passagem final, em que incluiu um trecho da fábula rasa "A lição da borboleta". Santana entra, assim, para a eclética galeria de ghost-writers de discursos de posse de presidentes. É uma turma que reúne desde o ensaísta e diplomata José Guilherme Merquior (Collor de Mello) até o antropólogo Antonio Risério (Lula, em 2003), passando pelo poeta Augusto Frederico Schmidt (JK).

 

ECONOMIA

Amorim no Ponto Frio
Está quase fechada a ida de Manoel Amorim, ex-presidente do conselho de administração da Vivo, para comandar as operações do Ponto Frio. Sua missão: fazer o Ponto Frio voltar a ombrear com as Casas Bahia.

 

BRASÍLIA

Bota-abaixo na capital
Na semana que vem, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, promete fazer barulho. Literalmente. Decidiu implodir um prédio de dezesseis andares, erguido há dezoito anos ao lado da Academia de Tênis, numa área tombada. O monstrengo, na verdade um esqueleto, foi construído num local onde só são permitidos prédios de quatro andares.

BEBIDA

A Coca Zero vem aí
A Coca-Cola terá duas versões sem açúcar no mercado brasileiro. Será lançada nos próximos dias no Rio Grande do Sul (e, em seguida, em todo o país) a Coca-Cola Zero, de baixa caloria, assim como a Coca Light – embora de sabor ligeiramente diferente. Por que duas versões sem açúcar, já que a light já é dona de 44% das vendas do segmento? Uma questão de marketing. Assim como nos EUA, a empresa quer dirigir a Coca Zero para um público mais jovem, que rejeita a Coca Light por considerá-la um refrigerante de gente mais velha, obcecada por dietas.

 

BRASIL

Detector de doidão
Vai dar o que falar o novo sistema de raios X para aeroportos que a Polícia Federal começa a testar na quarta-feira em Guarulhos (SP). Desenvolvido pela americana Smiths Detection, o Sentinel II é uma espécie de superdetector capaz de identificar em até dois segundos se a pessoa está portando armas químicas, explosivos ou drogas. O aparelho já é usado nos aeroportos de Londres e Frankfurt. Consiste em uma cabine onde a pessoa entra e é bombardeada por jatos de ar destinados a soltar partículas da roupa e da pele que são analisadas por sensores. Os técnicos garantem que a máquina é capaz de dizer até se o cidadão consumiu alguma droga.

 

Tarso comanda o balcão

 
Jefferson Bernardes/preview.com/AE
Tarso: rápido, o PMDB foi direto à caixa-preta

O PMDB pediu e o Palácio do Planalto topou: quer a presidência da Infraero em troca do apoio a Arlindo Chinaglia na disputa pela presidência da Câmara. Tarso Genro, que está operando a "construção" da base aliada para o segundo mandato, já deu o.k. Falava em nome de Lula. A Infraero é uma estatal cheia de dinheiro para gastar. Algo como 4 bilhões de reais nos próximos quatro anos em obras nos aeroportos – mas é evidente que não deve ser isso que move os peemedebistas...

 

FUTEBOL

A Copa avança
Começou a partida. Aliás, uma partida milionária: Ricardo Teixeira reuniu-se na terça-feira passada com os primeiros interessados na construção de estádios para a Copa de 2014 no Brasil. Trata-se do grupo Espírito Santo, um dos maiores de Portugal.

 

LIVROS

O problema é a comparação
O mercado de livros (excluindo os didáticos) cresceu perto dos 10% em 2006. É um bom resultado, considerando o crescimento do país. O problema está na comparação: as editoras venderam cerca de 300 milhões de livros no ano passado. Em 1998, pico do setor, comercializaram 410 milhões de exemplares.

 

VINHO

O tinto do Fenômeno
Em baixa no Real Madrid, Ronaldo Fenômeno segue diversificando seus negócios. Ele está fechando a compra de 5% da Bodega Emilio Moro, uma vinícola localizada na região de Ribeira Del Duero, na Espanha. O carro-chefe da casa é o apreciado tinto Malleolus de Valderramiro, encontrado em restaurantes brasileiros por 580 reais.

 

LUXO

Crise, que crise?
Há quinze dias, chegaram à loja da Louis Vuitton, na Rua Haddock Lobo, em São Paulo, três exemplares da bolsa Maxi Bucket. Feita a partir de diferentes tipos de couro colorido, custa 54.000 reais, mais do que dois carros populares. Duas delas já foram vendidas. Corram.


Com Jan Theophilo. Colaborou Ronaldo França

 



Foto Reuters

 
 
 
topo voltar