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Especial A
era da alta definição Acabou
o tempo da musiquinha e da imagem borrada nos PCs. Em sua 40ª edição,
a feira de Las Vegas mostra que o domínio agora é da qualidade
total de vídeo e som  Ethevaldo
Siqueira, de Las Vegas AFP
 | UM
ASSOMBRO DE CASA Bill Gates demonstra seu conceito
de rede doméstica em que até as paredes podem mudar com um clique
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A chegada do DVD de alta definição
aos Estados Unidos, à Europa e ao Japão e, daqui a três
ou quatro meses, ao Brasil significará muito mais do que a entrada
no mercado dos DVDs convencionais. Aliados à TV digital, os novos DVDs
deflagrarão uma revolução em nosso jeito de ver TV, home
theater, jogos eletrônicos e as próprias imagens de computador. Com
a popularização da TV digital e desses discos, o mundo estará
entrando, seguramente, na era da alta definição.
Esse avanço vai nos assegurar entretenimento e informação
com imagens muito mais belas, coloridas e brilhantes do que tudo o que temos visto
até aqui. Os filmes de ação ou documentários adquirem
novo realismo e emoção, com as imagens e o som surround, envolvente,
de nosso home theater. A diferença será brutal no impacto dos filmes,
shows e concertos que poderemos ver em casa. Depois de assistir a algumas horas
de programas em alta definição, fica difícil aceitar o retorno
à definição convencional. "Tudo caminha para a alta definição"
repetiram os mais famosos especialistas que debateram as grandes tendências
da eletrônica de consumo no maior evento mundial desse setor, o Consumer
Electronics Show, realizado em Las Vegas na semana passada.
Reforçando a tendência de popularização da alta definição,
a queda de preços dos monitores de tela plana de grandes dimensões
deverá continuar ainda por muito tempo, acelerando a introdução
dos novos DVDs e da própria TV digital. Graças à alta definição
e ao som surround, os superjogos PlayStation 3 ou Xbox 360 ganharão novo
padrão e despertarão novas emoções. As imagens no
monitor de nosso laptop ou desktop ganharão nova beleza e detalhes até
aqui imperceptíveis. Fotos
Ethan Miller/Getty Images, Justin Sullivan/Getty Images e Robyn Beck/AFP
 | FORTE
E CLARO Ao completar quarenta anos, a Consumer
Electronics Show (CES), a famosa feira de Las Vegas, mostrou duas tendências claras:
tecnologia tem de ser resistente (como o laptop e o celular no alto, ambos resistentes
à água). A segunda: sons e imagens digitais devem ser de alta definição, como
a maior tela de LCD, acima, e o Sling Catcher, que captura imagens do computador
e as transmite para o televisor usando a rede doméstica sem fio (wireless) |
A grande disputa agora está na conquista de nossa preferência por
uma das duas opções tecnológicas existentes de DVD de alta
definição. De um lado, o Blu-ray Disc, que tem o apoio da Philips,
Sony, LG, Apple, Pioneer, Sharp, Hitachi, Panasonic, Dell, Mitsubishi e mais uma
centena de entidades e corporações. Do outro lado está a
Toshiba, uma das empresas criadoras do formato HD-DVD, apoiada pela Intel, Microsoft,
General Electric, HP e outras. O problema inicial era a incompatibilidade entre
os dois padrões. Mas já surgem aparelhos reprodutores que tocam
ambos os formatos, Blu-ray e HD-DVD, embora esses players híbridos sejam
mais caros. Entre os 100 primeiros
títulos de discos a ser lançados em Blu-ray estão títulos
famosos, como 24 Horas, Missão Impossível, Matrix, Robocop, Batman
Begins, Quarteto Fantástico, O Quinto Elemento, Herói, A Era do
Gelo, Kill Bill, Doze Homens e Outro Segredo, Piratas do Caribe. A nova era
da alta definição traz também a opção de produção
de filmes e documentários com as câmeras digitais high definition
de uso pessoal e doméstico. E, como meio de armazenamento, os DVDs Blu-ray
já nascem com a capacidade de 25 gigabytes (GB), o que significa cinco
vezes a capacidade dos DVDs convencionais. Até o fim deste ano, devem surgir
os Blu-ray com capacidade de armazenamento de 50 GB.
O mundo da eletrônica caminha para a fusão total de aparelhos ou
dispositivos, equipamentos e sistemas. Com as redes sem fio domésticas,
tudo se interliga, se conecta e ganha mobilidade, tanto na casa digital como na
eletrônica pessoal dos celulares, PDAs e laptops. Essa é também
a visão de Bill Gates, uma das estrelas do Consumer Electronics Show de
2007. Para ele, a fusão de equipamentos criará, antes de tudo, a
realidade da casa conectada, com a convergência de todas as formas de serviços,
conteúdos e entretenimento como internet, áudio, vídeo,
dados, software de servidores domésticos, IPTV (televisão sobre
protocolo da internet), jogos como o Xbox 360, o novo sistema operacional Windows
Vista e diversos outros aplicativos.
A visão de Bill Gates da casa conectada parte do conceito de servidores
domésticos, ou home servers, que integram todos os dispositivos e serviços.
Exemplo desse servidor doméstico é o Windows Live, que pode até
usar recursos semelhantes aos do Google Earth e sistema de localização
GPS, com cenários em perspectiva das maiores cidades do mundo. Na demonstração
feita em Las Vegas, Bill Gates usou a própria visão tridimensional
dessa cidade americana, em movimento, como se estivesse num helicóptero,
dando vôos rasantes sobre os prédios de hotéis e do centro
de convenções. Outro
show da casa conectada do futuro deverá ser a IPTV, que permitirá
o acesso a programas exclusivos de TV por assinatura, por preços ínfimos
e com qualidade digital surpreendente. Uma idéia nova de Bill Gates é
a do site exclusivo de cada residência. Assim como no passado ele sugeriu
"um PC sobre cada mesa", agora a sugestão é "uma página na
internet exclusiva para cada família ou cada lar". Com a universalização
da banda larga, crescerá ainda mais a atratividade desses sites de famílias
ou de pequenas comunidades na internet, pois eles poderão oferecer recursos
de armazenamento digital remoto para uso de cada pessoa. |