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Edição 1991 . 17 de janeiro de 2007

Índice
Millôr
Lya Luft
Diogo Mainardi
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
Veja essa
VEJA.com
VEJA Recomenda
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Cartas

 

"O que falta é promover e incentivar homens do bem para que combatam o mal que está aterrorizando o nosso país."
Michele Marinho
João Pessoa, PB

 

Criminalidade no Brasil

Quero cumprimentar esta prestigiosa revista e a brilhante equipe de jornalistas que realizaram as matérias da reportagem especial a respeito do crime (Reportagem Especial "Crime", 10 de janeiro). Reportagens sérias e profundas, com perfeita abordagem das raízes e das soluções da criminalidade que grassa em nosso país. Como promotor de Justiça criminal na capital do estado de São Paulo, encoraja-me verificar que uma publicação do porte de VEJA tem a coragem de expor a impunidade, os absurdos legais e a falta de vontade séria de solução de tais problemas.
Gabriel Cesar Zaccaria De Inellas
Promotor de Justiça criminal da capital
São Paulo, SP  

O caos na segurança pública era anunciado. Sou procuradora de Justiça em Minas Gerais e atuo na área especializada de crimes hediondos há muitos anos. A impunidade que impera em nosso país é absurda, e o desfecho da tolerância só poderia ser esse que estamos vendo. Os criminosos têm a certeza de que, "se" tiverem de cumprir uma pena, será por pouco tempo, em razão da famigerada "progressão do regime prisional". Infelizmente, os magistrados de modo geral interpretam a lei sempre da forma mais benéfica aos infratores, mesmo quando o contrário é juridicamente possível e necessário. Analisam os princípios que beneficiam os criminosos e se esquecem das garantias que visam à proteção das vítimas, de seus familiares e da própria sociedade. Parabéns a VEJA pela abordagem séria e apropriada da questão que mais aflige a sociedade no momento.
Regina Belgo
Procuradora de Justiça
Belo Horizonte, MG  

Depois de apenas quatro anos à frente de uma das promotorias de Justiça de Tribunal do Júri do Distrito Federal, responsável por processar os criminosos mais sórdidos e desumanos existentes, cheguei a uma infeliz conclusão: não se cumpre pena de prisão no Brasil. Ao contrário do imaginário popular, são poucos os criminosos envolvidos na prática reiterada de crimes de homicídio, pelo menos no Distrito Federal. Certa feita ousei dizer que, em cada uma das cidades-satélites do Distrito Federal, não mais do que cinqüenta pessoas estavam envolvidas, reiteradamente, nesse tipo de crime. Não conseguimos mantê-las presas por muito tempo. Daí os índices cíclicos de homicídios nas cidades-satélites: baixos nos poucos meses em que as pessoas citadas permanecem presas, altos quando soltas. Soltas com a conivência de ministros de tribunais superiores que, em seu gabinete, seguramente nunca sentiram o cheiro de um cadáver.
Flávio Maia Pimenta
Promotor de Justiça do MPDFT
Brasília, DF

Muito bem colocados por VEJA os títulos "O Brasil que não pune..." e "...e o Brasil que pune mal". O artigo 75 do Código Penal limita a trinta anos o tempo máximo de cumprimento das penas privativas de liberdade, lei feita em 1940, em que a expectativa média de vida do homem era de 50 anos. Passados mais de 65 anos, com todas as descobertas e os progressos da medicina, quando a vida média gira em torno de 70 anos, o artigo 75 do CP continua inalterado. O crime hediondo, aquele que até algum tempo atrás não aceitava progressão da pena, já tem outro entendimento. O STF entendeu, por maioria de votos, pela inconstitucionalidade da vedação da progressão a condenados por crimes hediondos. A certeza da impunidade é o que fomenta a criminalidade. Mas o que podemos esperar de um país que gasta centenas de milhões num plebiscito para desarmar inocentes em vez de investir na segurança e dar prioridade a alterações na legislação que possam oferecer maior tranqüilidade e confiança de uma vida melhor ao cidadão de bem?
Andréa Zuppo Franco
Professora universitária de processo penal
São Paulo, SP

O que estamos vendo é conseqüência de anos de cegueira e hipocrisia de governos que tentaram mostrar à população que estavam controlando o crime. Chegamos ao descalabro de ter como prática das organizações criminosas, entre outras coisas, adotar um controle social e territorial sobre a população. O que esperamos é que essa reportagem modifique o modus operandi dos nossos governantes e autoridades.
Flávio Lauria Ferreira
Manaus, AM

VEJA marcou um grande gol focando a impunidade e a corrupção reinantes neste país. É inacreditável que nossos legisladores ignorem o que está ocorrendo com milhares de brasileiros em todo o território nacional, e não somente nas grandes cidades. Agora, VEJA oferece as soluções que a sociedade deseja e que são extremamente factíveis. Bastam políticos honrados, de caráter e inteligentes, pois quem levantar essas bandeiras não será esquecido nunca.
Carlos Alberto Pereira
Itajaí, SC  

A reportagem de VEJA sobre o crime é mais que um primor. É o alerta de um país em guerra civil. Esse problema, e muitos mais, é decorrente de uma mesma origem: o Brasil vem sendo governado faz décadas pelo que há de pior. Gente corrupta, vagabunda, vaidosa, irresponsável, com um funcionalismo público medíocre.
André Coutinho
Campinas, SP  

As autoridades judiciárias brasileiras falam em ressocialização frivolamente, sem a menor noção do que seja isso. Trata-se de reformatar toda a biografia de uma pessoa, assunto extremamente complexo e oneroso. Se a socialização primária (família, escola etc.) e a secundária (internalização de papéis), que acontecem naturalmente ao longo de uma vida, resultaram em desvio de caráter, é porque os correspondentes mecanismos de sanção fracassaram. A ressocialização só faria sentido, se tanto, com controles e sanções muito mais severos, não massificados. Premiar os infratores é fazer o extremo oposto.
José Vicente Lessa
Berna, Suíça  

Soma-se mais uma ferramenta contra o crime: o poder investigativo de VEJA, que soube traduzir com detalhes o íntimo da sua "bem-sucedida" organização.
Elyeser D'Oliveira Costa dos Santos
Curitiba, PR  

Depois reclamam dos brasileiros que preferem viajar para o exterior a conhecer as belezas naturais do Brasil. Com tanta violência (e governos ineficientes, que ajudam a destruir as belezas de cidades como o Rio), quem se arrisca?
Simoneto Paiva
Apodi, RN  

Primeiramente quero cumprimentar VEJA por ter tornado possível a assinatura via internet (edição digital). Ex-assinante da revista por muitos anos, fiquei sem poder lê-la em razão da minha mudança, com a família, para a Califórnia, no fim de 1998. Foi muito bom poder voltar a receber VEJA em casa, agora on-line, depois de oito anos. Por outro lado, foi com imensa tristeza que pude constatar que nesse tempo o meu querido Brasil só fez piorar. Bastou ler as últimas quatro edições de VEJA para que essa triste realidade fosse confirmada.
Alberto Garcia Filho
Lemoore, Califórnia, EUA

 

Claudio de Moura Castro

Todos os profissionais de educação no Brasil sentem na pele quão difícil é trabalhar um texto em sala de aula, por mais simples que seja. No entanto, os educadores muitas vezes precisam fazer vista grossa e seguir em frente, enganando a si mesmos e aos alunos. O que resta é perguntar: como queremos construir um país competitivo economicamente se não tiramos a venda dos olhos para enxergar a realidade ("Autópsia de um fiasco", Ponto de vista, 10 de janeiro)?
Ana Lúcia Machado Maia
Professora
Recife, PE

O problema do aprendizado se resume a uma advertência que o saudoso mestre Miguel Reale sempre fazia: os professores transmitem hoje mais informações do que conhecimentos, e os alunos, infelizmente, querem assim. A internet nunca será a panacéia para solucionar o fiasco na educação, como pensam as autoridades.
Jorge Harley Garcia de Figueiredo
Itabuna, BA

Não basta ensinar as letras, é preciso ensinar a interpretar e saber fazer registros para intervir no mundo. Para tanto, o professor precisa ser o primeiro a gostar de ler, de registrar. O que vemos é exatamente o fracasso da formação inicial de professores nesse sentido. Que contradição: professor que não gosta de ler nem de estudar. Assim, o que temos como resultado são alunos que não lêem, não escrevem e muito menos conseguem intervir em seu contexto.
Rosana Romano Elias Silveira
Pedagoga, psicopedagoga e mestre em educação
Piracicaba, SP

Fórmulas de liberdade de pensamento facilmente levam a uma balbúrdia mental. Como professor de faculdade particular, é corriqueiro observar como os meus alunos não conseguem entender um texto, retirar a idéia principal de um autor e, o pior, reescrever com suas palavras o que acabaram de ler. Sem falar nos erros de português e no limite imenso que possuem para a argumentação matemática.
Pedro Erik Arruda Carneiro
Por e-mail

 

Segundo governo Lula

O governo Lula II começou "a todo o vapor", pois já no primeiro dia do seu novo mandato Lula implementou a "isonomia" dos três poderes "decretando" o recesso branco de dez dias do Poder Executivo. Ora, não era justo somente o Judiciário e o Legislativo terem direito a recesso de final/início de ano, enquanto o nosso presidente ficava trabalhando (Devagar, quase parando...", 10 de janeiro).
Wilmar Uchoa de Araujo
João Pessoa, PB

O PAC deveria ser chamado Programa Anti-Stress do Companheiro, em vez de Programa de Aceleração do Crescimento. Lula brinca com a sorte. Achar que com um punhado de medidas no papel e poucas ações práticas transformará o país é ingenuidade ou deboche.
Luiz Eduardo Silva Daniele
São Paulo, SP

Realmente é uma raridade este governo Lula. Após declarar a todo o mundo que o Rio sofre com ataques terroristas, o que é um disparate que mais prejudica que ajuda, pois eleva a importância de bandidos de última categoria, o "Grande Guia" sai em férias para o litoral a fim de pegar um sol.
Celso Eduardo T. Rego
Rio de Janeiro, RJ

 

Carlos Ghosn

Na entrevista de Carlos Ghosn, presidente da Renault e da Nissan, fica claro que o que falta para nós é gestão. Ele nos dá o perfil de administração que cabe não só à iniciativa privada, mas também à pública. Quem sabe, um dia, teremos um Carlos Ghosn presidindo o Brasil. Sonhar não custa nada (Amarelas, 10 de janeiro).
Marcelo Schmitz

Gaspar, SC

É um orgulho ver um executivo brasileiro com sucesso num mercado tão competitivo como o automotivo. Ressalto apenas a importância da sustentabilidade do meio ambiente com relação aos modelos híbridos. Se o custo é elevado e o consumidor não está disposto a pagar, espero que o senhor Carlos Ghosn use sua criatividade para reduzir os custos, como fez das outras vezes.
Alexandre Cheruti
São Bernardo do Campo, SP

 

Minissérie Amazônia

Sobre as declarações do secretário de Comunicação do estado do Acre na reportagem "Bolsa-minissérie" (10 de janeiro), esclareço que o governo de Rondônia apoiou a minissérie Mad Maria com custos muito baixos, pois mobilizou parceiros para ajudar a bancar o projeto. O cenário construído pela Rede Globo foi por ela desmontado depois do trabalho, até por prevenção e porque não havia estrutura para que ele fosse devidamente cuidado. Todo o material inutilizado era apenas para uso de cenário, sem outra função. Trechos da Estrada de Ferro Madeira–Mamoré construídos, esses sim, continuam à disposição da comunidade, tanto em Porto Velho quanto no distrito de Abunã. Lamentamos que a utilização de frases embasadas em inverdades tenha sido feita contra Rondônia, um estado emergente mas que, infelizmente, não teve, por parte da União, o mesmo tratamento que o rico estado do Acre.
Sérgio Pires
Diretor do departamento de comunicação social
Governo do estado de Rondônia
Porto Velho, RO

 

Rock independente no Brasil

Fiquei muito feliz com a reportagem "A reação roqueira" (10 de janeiro). Mais feliz ainda com a citação do grande Wado e seu realismo fantástico. Realmente vi Wado ao vivo aqui em Maceió, no Teatro Deodoro, e constatei a grande força desse músico "alagoano" com suas composições e arranjos para lá de atuais. Acho até que caberia uma citação de outra grande banda alagoana, a Mopho, que está acima da média dos sons que vemos e ouvimos por aí.
Marcos Peixoto
Maceió, AL

Há alguns anos Goiânia vem se tornando um importante pólo divulgador e produtor de rock. Toda uma geração urbana e sem nenhuma ligação com o interior ou com a música sertaneja tem utilizado o rock para expressar suas idéias, contestar, reagir ou simplesmente se divertir. O vírus roqueiro já se disseminou pela cidade, e com alto poder de contaminação.
Leonardo Razuk
Diretor de comunicação Monstro Discos
Goiânia, GO

Gostaria de cumprimentar Sérgio Martins pelo mapeamento do rock independente brasileiro. Mas, como integrante do Dândi, banda de rock piauiense, com quinze anos de estrada, eu me acho na condição de informar que no Piauí existe também uma grande movimentação de grupos independentes, voltados para o rock em todas as suas vertentes. O Dândi é de Picos, cidade de 70 000 habitantes que fica a 300 quilômetros da capital, Teresina. Histórico da banda, músicas e fotos podem ser vistos no site www.tramavirtual.com.br/dandi.
Valderico de Sousa Barros (Derico)
Picos, PI

 

Saddam Hussein

As atrocidades cometidas pelo ex-ditador do Iraque Saddam Hussein jamais poderiam justificar a sua morte por enforcamento ou por qualquer outro meio. Melhor que despachá-lo para outro mundo seria deixá-lo por aqui pagando em vida (não com a vida) por todas as maldades praticadas. Que final mais sem graça ("A segunda morte de Saddam", 10 de janeiro)!
Francisco Bueno
Santa Cruz das Palmeiras, SP

O novo governo iraquiano fez a pior besteira ao acabar com Saddam Hussein o mais rápido possível. A última imagem de Saddam Hussein era saindo de um buraco feito um animal acuado depois de ser capturado pelas tropas de Bush. Hoje, sua última imagem é a de um mártir, bem ao gosto do Oriente Médio. Bush e o atual governo iraquiano perderam.
Antonio Carlos Pereira
Uberlândia, MG

 

Aquecimento global

Primeiramente, parabéns pela reportagem de capa da edição 1989 ("7 megassoluções para um megaproblema", 30 de dezembro). Gostaria de destacar dois pontos: o dióxido de carbono (CO2) e o metano (CH4) não são resultantes da atividade humana, apenas. Vale lembrar que o primeiro faz parte do processo de respiração dos seres vivos e o segundo, dos processos de decomposição da matéria orgânica. Portanto, ambos são processos naturais. O problema é a interferência humana em ampliar a emissão desses gases, como nos casos da queima de combustíveis fósseis ou queimadas (caso do CO2) ou o depósito de lixo em locais abertos, no caso do CH4. O efeito estufa é um processo natural que faz com que a temperatura média no planeta seja de 15 graus Celsius positivos. Caso contrário, seria de 15 graus Celsius negativos, impossibilitando a rica biodiversidade existente. A questão é o aumento do efeito estufa, que acarreta o aquecimento global.
Rogério Araújo
Consultor ambiental, mestre em gestão e auditoria ambiental
Maceió, AL

Acreditamos que pequenas ações imediatas também podem causar um impacto positivo contra o efeito estufa. Em uma cidade de 30.000 habitantes, a mudança de hábitos de cada indivíduo, com a melhor utilização dos alimentos e a separação doméstica mais eficiente entre o lixo orgânico e o reciclável, pode reduzir o volume de 21 toneladas de lixo misto/dia para 7 toneladas de lixo orgânico, aumentando a vida útil do aterro sanitário, reduzindo a emissão de gás metano. É importante lembrar que o metano é 21 vezes mais poluente do que o dióxido de carbono.
Edinei Abilio Tadeu Nunes
Presidente do Instituto de Pesquisas em Energias Renováveis e Meio Ambiente (BioEnergiaBR)
Mandaguari, PR

 

Roberto Civita

Parabéns pela Carta do Editor ("A verdadeira questão é como fazer", 30 de dezembro). A comparação entre gestão privada e pública está no cerne do problema brasileiro. Objetivos, metas e prazos de realização para os projetos nos governos federal, estaduais e municipais? Eu não acredito. A última manobra dos nossos queridos congressistas – um "ligeiro" aumento de 90% no próprio ganho – me deixa um pouco, vamos dizer, incrédulo nessa questão.
Eduardo Afonso Aurelio Domingues
Rio de Janeiro, RJ

Os municípios, os estados e a União podem ser comparados (e são) a grandes empresas. Precisam de grandes administradores, grandes presidentes, grandes empreendedores. Algumas dessas habilidades são inatas, mas, se não forem cultivadas e treinadas (desenvolvidas), definham. Imagino quantos administradores públicos neste nosso país exercem essa função somente pelo carisma público, não importando se têm capacidade de liderança, conhecimento administrativo e vontade empreendedora.
Reginaldo dos Santos Pedroso
Ribeirão Preto, SP

 

Bebês prematuros

Sou coordenadora de uma ONG chamada Amigos dos Bebês Apressados (ABA), que visa a atender os bebês e seus familiares que estão na CTI neonatal do Hospital São Lucas da PUC-RS. Os aparelhos são vitais, mas a presença diária dos familiares se tornou também fundamental para o desenvolvimento da criança. Temos tornado viável a presença da mãe diariamente pagando as passagens e a alimentação de todas as famílias carentes que nos procuram para passar o tempo necessário junto dos filhos. Já existimos há dois anos e, por isso, acompanhamos vários casos de bebês nascidos com 500 gramas que hoje gozam de perfeita saúde. Todo o nosso trabalho recebe apoio do hospital e coordenação do doutor Renato Fiori ("O sublime milagre da vida", 27 de dezembro).
Eloana Tusi Mann
Porto Alegre, RS

 

Retrospectiva 2006

Na coluna que rememora o escândalo da "dança" no plenário da Câmara dos Deputados ("Ela dançou", 30 de dezembro) lê-se: "Nunca se viu uma legislação como essa". Na verdade não se trata de uma "legislação", mas de uma "legislatura", que é o período de quatro anos correspondente ao mandato dos deputados federais, enquanto "legislação" diz respeito às leis, ao ordenamento jurídico brasileiro.
Jacques Defarge
Por e-mail

 

CORREÇÃO: Na reportagem "10 inovações que vieram para ficar" (30 de dezembro), sobre o Sony Reader, onde estava escrito "A transição do digital para o analógico..." leia-se: "A transição do analógico para o digital...".

 

 

OS AVANÇOS DA MEDICINA FETAL

Valéria Guimarães de Macedo com Diego, hoje com 7 meses

Valéria Guimarães de Macedo, de São Bernardo do Campo, São Paulo, sentiu de perto a importância do diagnóstico precoce mencionado na reportagem "O extremo da delicadeza" (20 de dezembro). Ela estava grávida de vinte semanas quando os médicos detectaram por meio de um ultra-som morfológico um grave problema no coração do seu bebê. Como a intervenção intra-uterina foi descartada, a cirurgia foi feita assim que Diego nasceu. "Ele saiu da minha barriga e foi direto para a sala de cirurgia ao lado, onde foi submetido a um cateterismo para reparar uma atrofia no ventrículo esquerdo do coração. Foram meses de luta, mas sem o diagnóstico precoce isso não teria sido possível", diz Valéria. O tema abordado na matéria também chamou a atenção da leitora Claudia Cadillo, técnica em enfermagem do Hospital Regional Asa Sul, em Brasília. Segundo ela, o hospital já atendeu cerca de 1 200 casos de pacientes com anomalias fetais pelo Sistema Único de Saúde (SUS). "Uma equipe multidisciplinar, coordenada pelo obstetra Valdecir Gonçalves Bueno, doa tempo e conhecimento em prol da vida desses bebês, oferecendo assistência gratuita inclusive no consultório particular", comenta. Maiores informações sobre o hospital encontram-se no site: www.saude.df.gov.br.



AS FÉRIAS DE MAINARDI

Diogo Mainardi tirou alguns dias de folga e sua coluna não apareceu na edição passada da revista. Foi o bastante para o e-mail de VEJA ficar entupido de mensagens de leitores preocupados com sua ausência. Representativa dos leitores de Mainardi, a assinante de VEJA Eliana de Almeida Caldeira relacionou algumas hipóteses para o sumiço do colunista:

1. Foi demitido

2. Pediu demissão

3. Está de férias em alguma base militar no Guarujá

4. Teve o mesmo fim do Celso Daniel

5. Internaram-no no hospício contra sua vontade

6. Foi para a CartaCapital

7. Foi devorado por um sanguessuga

8. Vai se candidatar à presidência da Câmara

9. Vai assumir um ministério

10. Foi acompanhar a posse de Hugo Chávez

11. Entrou na casa do Big Brother

12. Cumpriu a promessa e foi embora do país

Para a tranqüilidade de seus leitores, Mainardi já está de volta na presente edição de VEJA.

 
 
 
 
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