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Cartas
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"O que falta é promover e incentivar
homens do bem para que combatam o mal que está aterrorizando
o nosso país."
Michele Marinho
João Pessoa, PB |
Criminalidade no Brasil
Quero cumprimentar esta prestigiosa
revista e a brilhante equipe de jornalistas que realizaram as matérias
da reportagem especial a respeito do crime (Reportagem Especial
"Crime", 10 de janeiro). Reportagens sérias e profundas,
com perfeita abordagem das raízes e das soluções
da criminalidade que grassa em nosso país. Como promotor
de Justiça criminal na capital do estado de São Paulo,
encoraja-me verificar que uma publicação do porte
de VEJA tem a coragem de expor a impunidade, os absurdos legais
e a falta de vontade séria de solução de tais
problemas.
Gabriel Cesar Zaccaria De Inellas
Promotor de Justiça criminal da capital
São Paulo, SP
O caos na segurança pública
era anunciado. Sou procuradora de Justiça em Minas Gerais
e atuo na área especializada de crimes hediondos há
muitos anos. A impunidade que impera em nosso país é
absurda, e o desfecho da tolerância só poderia ser
esse que estamos vendo. Os criminosos têm a certeza de que,
"se" tiverem de cumprir uma pena, será por pouco tempo, em
razão da famigerada "progressão do regime prisional".
Infelizmente, os magistrados de modo geral interpretam a lei sempre
da forma mais benéfica aos infratores, mesmo quando o contrário
é juridicamente possível e necessário. Analisam
os princípios que beneficiam os criminosos e se esquecem
das garantias que visam à proteção das vítimas,
de seus familiares e da própria sociedade. Parabéns
a VEJA pela abordagem séria e apropriada da questão
que mais aflige a sociedade no momento.
Regina Belgo
Procuradora de Justiça
Belo Horizonte, MG
Depois de apenas quatro anos
à frente de uma das promotorias de Justiça de Tribunal
do Júri do Distrito Federal, responsável por processar
os criminosos mais sórdidos e desumanos existentes, cheguei
a uma infeliz conclusão: não se cumpre pena de prisão
no Brasil. Ao contrário do imaginário popular, são
poucos os criminosos envolvidos na prática reiterada de crimes
de homicídio, pelo menos no Distrito Federal. Certa feita
ousei dizer que, em cada uma das cidades-satélites do Distrito
Federal, não mais do que cinqüenta pessoas estavam envolvidas,
reiteradamente, nesse tipo de crime. Não conseguimos mantê-las
presas por muito tempo. Daí os índices cíclicos
de homicídios nas cidades-satélites: baixos nos poucos
meses em que as pessoas citadas permanecem presas, altos quando
soltas. Soltas com a conivência de ministros de tribunais
superiores que, em seu gabinete, seguramente nunca sentiram o cheiro
de um cadáver.
Flávio Maia Pimenta
Promotor de Justiça do MPDFT
Brasília, DF
Muito bem colocados por VEJA
os títulos "O Brasil que não pune..." e "...e o Brasil
que pune mal". O artigo 75 do Código Penal limita a trinta
anos o tempo máximo de cumprimento das penas privativas de
liberdade, lei feita em 1940, em que a expectativa média
de vida do homem era de 50 anos. Passados mais de 65 anos, com todas
as descobertas e os progressos da medicina, quando a vida média
gira em torno de 70 anos, o artigo 75 do CP continua inalterado.
O crime hediondo, aquele que até algum tempo atrás
não aceitava progressão da pena, já tem outro
entendimento. O STF entendeu, por maioria de votos, pela inconstitucionalidade
da vedação da progressão a condenados por crimes
hediondos. A certeza da impunidade é o que fomenta a criminalidade.
Mas o que podemos esperar de um país que gasta centenas de
milhões num plebiscito para desarmar inocentes em vez de
investir na segurança e dar prioridade a alterações
na legislação que possam oferecer maior tranqüilidade
e confiança de uma vida melhor ao cidadão de bem?
Andréa Zuppo Franco
Professora universitária de processo penal
São Paulo, SP
O que estamos vendo é
conseqüência de anos de cegueira e hipocrisia de governos
que tentaram mostrar à população que estavam
controlando o crime. Chegamos ao descalabro de ter como prática
das organizações criminosas, entre outras coisas,
adotar um controle social e territorial sobre a população.
O que esperamos é que essa reportagem modifique o modus operandi
dos nossos governantes e autoridades.
Flávio Lauria Ferreira
Manaus, AM
VEJA marcou um grande gol focando
a impunidade e a corrupção reinantes neste país.
É inacreditável que nossos legisladores ignorem o
que está ocorrendo com milhares de brasileiros em todo o
território nacional, e não somente nas grandes cidades.
Agora, VEJA oferece as soluções que a sociedade deseja
e que são extremamente factíveis. Bastam políticos
honrados, de caráter e inteligentes, pois quem levantar essas
bandeiras não será esquecido nunca.
Carlos Alberto Pereira
Itajaí, SC
A reportagem de VEJA sobre o
crime é mais que um primor. É o alerta de um país
em guerra civil. Esse problema, e muitos mais, é decorrente
de uma mesma origem: o Brasil vem sendo governado faz décadas
pelo que há de pior. Gente corrupta, vagabunda, vaidosa,
irresponsável, com um funcionalismo público medíocre.
André Coutinho
Campinas, SP
As autoridades judiciárias
brasileiras falam em ressocialização frivolamente,
sem a menor noção do que seja isso. Trata-se de reformatar
toda a biografia de uma pessoa, assunto extremamente complexo e
oneroso. Se a socialização primária (família,
escola etc.) e a secundária (internalização
de papéis), que acontecem naturalmente ao longo de uma vida,
resultaram em desvio de caráter, é porque os correspondentes
mecanismos de sanção fracassaram. A ressocialização
só faria sentido, se tanto, com controles e sanções
muito mais severos, não massificados. Premiar os infratores
é fazer o extremo oposto.
José Vicente Lessa
Berna, Suíça
Soma-se mais uma ferramenta contra
o crime: o poder investigativo de VEJA, que soube traduzir com detalhes
o íntimo da sua "bem-sucedida" organização.
Elyeser D'Oliveira Costa dos Santos
Curitiba, PR
Depois reclamam dos brasileiros
que preferem viajar para o exterior a conhecer as belezas naturais
do Brasil. Com tanta violência (e governos ineficientes, que
ajudam a destruir as belezas de cidades como o Rio), quem se arrisca?
Simoneto Paiva
Apodi, RN
Primeiramente quero cumprimentar
VEJA por ter tornado possível a assinatura via internet (edição
digital). Ex-assinante da revista por muitos anos, fiquei sem poder
lê-la em razão da minha mudança, com a família,
para a Califórnia, no fim de 1998. Foi muito bom poder voltar
a receber VEJA em casa, agora on-line, depois de oito anos. Por
outro lado, foi com imensa tristeza que pude constatar que nesse
tempo o meu querido Brasil só fez piorar. Bastou ler as últimas
quatro edições de VEJA para que essa triste realidade
fosse confirmada.
Alberto Garcia Filho
Lemoore, Califórnia, EUA
Claudio de Moura Castro
Todos os profissionais de educação
no Brasil sentem na pele quão difícil é trabalhar
um texto em sala de aula, por mais simples que seja. No entanto,
os educadores muitas vezes precisam fazer vista grossa e seguir
em frente, enganando a si mesmos e aos alunos. O que resta é
perguntar: como queremos construir um país competitivo economicamente
se não tiramos a venda dos olhos para enxergar a realidade
("Autópsia de um fiasco", Ponto de vista, 10 de janeiro)?
Ana Lúcia Machado Maia
Professora
Recife, PE
O problema do aprendizado se
resume a uma advertência que o saudoso mestre Miguel Reale
sempre fazia: os professores transmitem hoje mais informações
do que conhecimentos, e os alunos, infelizmente, querem assim. A
internet nunca será a panacéia para solucionar o fiasco
na educação, como pensam as autoridades.
Jorge Harley Garcia de Figueiredo
Itabuna, BA
Não basta ensinar as letras,
é preciso ensinar a interpretar e saber fazer registros para
intervir no mundo. Para tanto, o professor precisa ser o primeiro
a gostar de ler, de registrar. O que vemos é exatamente o
fracasso da formação inicial de professores nesse
sentido. Que contradição: professor que não
gosta de ler nem de estudar. Assim, o que temos como resultado são
alunos que não lêem, não escrevem e muito menos
conseguem intervir em seu contexto.
Rosana Romano Elias Silveira
Pedagoga, psicopedagoga e mestre em educação
Piracicaba, SP
Fórmulas de liberdade
de pensamento facilmente levam a uma balbúrdia mental. Como
professor de faculdade particular, é corriqueiro observar
como os meus alunos não conseguem entender um texto, retirar
a idéia principal de um autor e, o pior, reescrever com suas
palavras o que acabaram de ler. Sem falar nos erros de português
e no limite imenso que possuem para a argumentação
matemática.
Pedro Erik Arruda Carneiro
Por e-mail
Segundo governo Lula
O governo Lula II começou
"a todo o vapor", pois já no primeiro dia do seu novo mandato
Lula implementou a "isonomia" dos três poderes "decretando"
o recesso branco de dez dias do Poder Executivo. Ora, não
era justo somente o Judiciário e o Legislativo terem direito
a recesso de final/início de ano, enquanto o nosso presidente
ficava trabalhando (Devagar, quase parando...", 10 de janeiro).
Wilmar Uchoa de Araujo
João Pessoa, PB
O PAC deveria ser chamado Programa
Anti-Stress do Companheiro, em vez de Programa de Aceleração
do Crescimento. Lula brinca com a sorte. Achar que com um punhado
de medidas no papel e poucas ações práticas
transformará o país é ingenuidade ou deboche.
Luiz Eduardo Silva Daniele
São Paulo, SP
Realmente é uma raridade
este governo Lula. Após declarar a todo o mundo que o Rio
sofre com ataques terroristas, o que é um disparate que mais
prejudica que ajuda, pois eleva a importância de bandidos
de última categoria, o "Grande Guia" sai em férias
para o litoral a fim de pegar um sol.
Celso Eduardo T. Rego
Rio de Janeiro, RJ
Carlos Ghosn
Na entrevista de Carlos Ghosn,
presidente da Renault e da Nissan, fica claro que o que falta para
nós é gestão. Ele nos dá o perfil de
administração que cabe não só à
iniciativa privada, mas também à pública. Quem
sabe, um dia, teremos um Carlos Ghosn presidindo o Brasil. Sonhar
não custa nada (Amarelas, 10 de janeiro).
Marcelo Schmitz
Gaspar, SC
É um orgulho ver um executivo
brasileiro com sucesso num mercado tão competitivo como o
automotivo. Ressalto apenas a importância da sustentabilidade
do meio ambiente com relação aos modelos híbridos.
Se o custo é elevado e o consumidor não está
disposto a pagar, espero que o senhor Carlos Ghosn use sua criatividade
para reduzir os custos, como fez das outras vezes.
Alexandre Cheruti
São Bernardo do Campo, SP
Minissérie Amazônia
Sobre as declarações
do secretário de Comunicação do estado do Acre
na reportagem "Bolsa-minissérie" (10 de janeiro), esclareço
que o governo de Rondônia apoiou a minissérie Mad
Maria com custos muito baixos, pois mobilizou parceiros para
ajudar a bancar o projeto. O cenário construído pela
Rede Globo foi por ela desmontado depois do trabalho, até
por prevenção e porque não havia estrutura
para que ele fosse devidamente cuidado. Todo o material inutilizado
era apenas para uso de cenário, sem outra função.
Trechos da Estrada de Ferro MadeiraMamoré construídos,
esses sim, continuam à disposição da comunidade,
tanto em Porto Velho quanto no distrito de Abunã. Lamentamos
que a utilização de frases embasadas em inverdades
tenha sido feita contra Rondônia, um estado emergente mas
que, infelizmente, não teve, por parte da União, o
mesmo tratamento que o rico estado do Acre.
Sérgio Pires
Diretor do departamento de
comunicação social
Governo do estado de Rondônia
Porto Velho, RO
Rock independente no Brasil
Fiquei muito feliz com a reportagem
"A reação roqueira" (10 de janeiro). Mais feliz ainda
com a citação do grande Wado e seu realismo fantástico.
Realmente vi Wado ao vivo aqui em Maceió, no Teatro Deodoro,
e constatei a grande força desse músico "alagoano"
com suas composições e arranjos para lá de
atuais. Acho até que caberia uma citação de
outra grande banda alagoana, a Mopho, que está acima da média
dos sons que vemos e ouvimos por aí.
Marcos Peixoto
Maceió, AL
Há alguns anos Goiânia
vem se tornando um importante pólo divulgador e produtor
de rock. Toda uma geração urbana e sem nenhuma ligação
com o interior ou com a música sertaneja tem utilizado o
rock para expressar suas idéias, contestar, reagir ou simplesmente
se divertir. O vírus roqueiro já se disseminou pela
cidade, e com alto poder de contaminação.
Leonardo Razuk
Diretor de comunicação Monstro
Discos
Goiânia, GO
Gostaria de cumprimentar Sérgio
Martins pelo mapeamento do rock independente brasileiro. Mas, como
integrante do Dândi, banda de rock piauiense, com quinze anos
de estrada, eu me acho na condição de informar que
no Piauí existe também uma grande movimentação
de grupos independentes, voltados para o rock em todas as suas vertentes.
O Dândi é de Picos, cidade de 70 000 habitantes que
fica a 300 quilômetros da capital, Teresina. Histórico
da banda, músicas e fotos podem ser vistos no site www.tramavirtual.com.br/dandi.
Valderico de Sousa Barros (Derico)
Picos, PI
Saddam Hussein
As atrocidades cometidas pelo
ex-ditador do Iraque Saddam Hussein jamais poderiam justificar a
sua morte por enforcamento ou por qualquer outro meio. Melhor que
despachá-lo para outro mundo seria deixá-lo por aqui
pagando em vida (não com a vida) por todas as maldades praticadas.
Que final mais sem graça ("A segunda morte de Saddam", 10
de janeiro)!
Francisco Bueno
Santa Cruz das Palmeiras, SP
O novo governo iraquiano fez a
pior besteira ao acabar com Saddam Hussein o mais rápido
possível. A última imagem de Saddam Hussein era saindo
de um buraco feito um animal acuado depois de ser capturado pelas
tropas de Bush. Hoje, sua última imagem é a de um
mártir, bem ao gosto do Oriente Médio. Bush e o atual
governo iraquiano perderam.
Antonio Carlos Pereira
Uberlândia, MG
Aquecimento global
Primeiramente, parabéns
pela reportagem de capa da edição 1989 ("7 megassoluções
para um megaproblema", 30 de dezembro). Gostaria de destacar dois
pontos: o dióxido de carbono (CO2) e o metano
(CH4) não são resultantes da atividade humana, apenas.
Vale lembrar que o primeiro faz parte do processo de respiração
dos seres vivos e o segundo, dos processos de decomposição
da matéria orgânica. Portanto, ambos são processos
naturais. O problema é a interferência humana em ampliar
a emissão desses gases, como nos casos da queima de combustíveis
fósseis ou queimadas (caso do CO2) ou o depósito
de lixo em locais abertos, no caso do CH4. O efeito estufa
é um processo natural que faz com que a temperatura média
no planeta seja de 15 graus Celsius positivos. Caso contrário,
seria de 15 graus Celsius negativos, impossibilitando a rica biodiversidade
existente. A questão é o aumento do efeito estufa,
que acarreta o aquecimento global.
Rogério Araújo
Consultor ambiental, mestre em gestão
e auditoria ambiental
Maceió, AL
Acreditamos que pequenas ações
imediatas também podem causar um impacto positivo contra
o efeito estufa. Em uma cidade de 30.000 habitantes, a mudança
de hábitos de cada indivíduo, com a melhor utilização
dos alimentos e a separação doméstica mais
eficiente entre o lixo orgânico e o reciclável, pode
reduzir o volume de 21 toneladas de lixo misto/dia para 7 toneladas
de lixo orgânico, aumentando a vida útil do aterro
sanitário, reduzindo a emissão de gás metano.
É importante lembrar que o metano é 21 vezes mais
poluente do que o dióxido de carbono.
Edinei Abilio Tadeu Nunes
Presidente do Instituto de Pesquisas em Energias
Renováveis e Meio Ambiente (BioEnergiaBR)
Mandaguari, PR
Roberto Civita
Parabéns pela Carta do
Editor ("A verdadeira questão é como fazer",
30 de dezembro). A comparação entre gestão
privada e pública está no cerne do problema brasileiro.
Objetivos, metas e prazos de realização para os projetos
nos governos federal, estaduais e municipais? Eu não acredito.
A última manobra dos nossos queridos congressistas
um "ligeiro" aumento de 90% no próprio ganho me deixa
um pouco, vamos dizer, incrédulo nessa questão.
Eduardo Afonso Aurelio Domingues
Rio de Janeiro, RJ
Os municípios, os estados
e a União podem ser comparados (e são) a grandes empresas.
Precisam de grandes administradores, grandes presidentes, grandes
empreendedores. Algumas dessas habilidades são inatas, mas,
se não forem cultivadas e treinadas (desenvolvidas), definham.
Imagino quantos administradores públicos neste nosso país
exercem essa função somente pelo carisma público,
não importando se têm capacidade de liderança,
conhecimento administrativo e vontade empreendedora.
Reginaldo dos Santos Pedroso
Ribeirão Preto, SP
Bebês prematuros
Sou coordenadora de uma ONG chamada
Amigos dos Bebês Apressados (ABA), que visa a atender os bebês
e seus familiares que estão na CTI neonatal do Hospital São
Lucas da PUC-RS. Os aparelhos são vitais, mas a presença
diária dos familiares se tornou também fundamental
para o desenvolvimento da criança. Temos tornado viável
a presença da mãe diariamente pagando as passagens
e a alimentação de todas as famílias carentes
que nos procuram para passar o tempo necessário junto dos
filhos. Já existimos há dois anos e, por isso, acompanhamos
vários casos de bebês nascidos com 500 gramas que hoje
gozam de perfeita saúde. Todo o nosso trabalho recebe apoio
do hospital e coordenação do doutor Renato Fiori ("O
sublime milagre da vida", 27 de dezembro).
Eloana Tusi Mann
Porto Alegre, RS
Retrospectiva 2006
Na coluna que rememora o escândalo
da "dança" no plenário da Câmara dos Deputados
("Ela dançou", 30 de dezembro) lê-se: "Nunca se viu
uma legislação como essa". Na verdade não se
trata de uma "legislação", mas de uma "legislatura",
que é o período de quatro anos correspondente ao mandato
dos deputados federais, enquanto "legislação" diz
respeito às leis, ao ordenamento jurídico brasileiro.
Jacques Defarge
Por e-mail
CORREÇÃO:
Na reportagem "10 inovações que vieram para ficar"
(30 de dezembro), sobre o Sony Reader, onde estava escrito "A transição
do digital para o analógico..." leia-se: "A transição
do analógico para o digital...".
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OS AVANÇOS
DA MEDICINA FETAL
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| Valéria Guimarães
de Macedo com Diego, hoje com 7 meses |
Valéria Guimarães
de Macedo, de São Bernardo do Campo, São
Paulo, sentiu de perto a importância do diagnóstico
precoce mencionado na reportagem "O extremo da delicadeza"
(20 de dezembro). Ela estava grávida de vinte
semanas quando os médicos detectaram por meio
de um ultra-som morfológico um grave problema
no coração do seu bebê. Como a intervenção
intra-uterina foi descartada, a cirurgia foi feita assim
que Diego nasceu. "Ele saiu da minha barriga e foi direto
para a sala de cirurgia ao lado, onde foi submetido
a um cateterismo para reparar uma atrofia no ventrículo
esquerdo do coração. Foram meses de luta,
mas sem o diagnóstico precoce isso não
teria sido possível", diz Valéria. O tema
abordado na matéria também chamou a atenção
da leitora Claudia Cadillo, técnica em enfermagem
do Hospital Regional Asa Sul, em Brasília. Segundo
ela, o hospital já atendeu cerca de 1 200 casos
de pacientes com anomalias fetais pelo Sistema Único
de Saúde (SUS). "Uma equipe multidisciplinar,
coordenada pelo obstetra Valdecir Gonçalves Bueno,
doa tempo e conhecimento em prol da vida desses bebês,
oferecendo assistência gratuita inclusive no consultório
particular", comenta. Maiores informações
sobre o hospital encontram-se no site: www.saude.df.gov.br.
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AS FÉRIAS
DE MAINARDI
Diogo
Mainardi tirou alguns dias de folga e sua coluna não
apareceu na edição passada da revista.
Foi o bastante para o e-mail de VEJA ficar entupido
de mensagens de leitores preocupados com sua ausência.
Representativa dos leitores de Mainardi, a assinante
de VEJA Eliana de Almeida Caldeira relacionou algumas
hipóteses para o sumiço do colunista:
1. Foi demitido
2. Pediu demissão
3. Está de
férias em alguma base militar no Guarujá
4. Teve o mesmo fim
do Celso Daniel
5. Internaram-no
no hospício contra sua vontade
6. Foi para a CartaCapital
7. Foi devorado por
um sanguessuga
8. Vai se candidatar
à presidência da Câmara
9. Vai assumir um
ministério
10. Foi acompanhar
a posse de Hugo Chávez
11. Entrou na casa
do Big Brother
12. Cumpriu a promessa
e foi embora do país
Para a tranqüilidade
de seus leitores, Mainardi
já está de volta na presente edição
de VEJA.
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