Datas

Esta semana
Sumário
Brasil
Internacional
Geral
Economia e Negócios
Guia
Artes e Espetáculos

Colunas
Diogo Mainardi
Luiz Felipe de Alencastro
Gustavo Franco
Roberto Pompeu de Toledo

Seções
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
VEJA on-line
Radar
Contexto
Holofote
Veja essa
Arc
Notas internacionais
Hipertexto
Gente
Datas
Cotações
Para usar
VEJA Recomenda
Literatura brasileira
Os mais vendidos

Arquivos VEJA
Para pesquisar nos arquivos da revista, digite uma ou mais palavras

Busca detalhada
Arquivo 1997-2000
Busca somente texto 96|97|98|99
Os mais vendidos
 
Gladstone Campos
Adhemar: ouro duplo em salto triplo


Morreram:
um dos maiores atletas da história esportiva do Brasil, o paulista Adhemar Ferreira da Silva, único bicampeão olímpico do país. Ele ganhou medalha de ouro no salto triplo nas Olimpíadas de Helsinque, em 1952, e de Melbourne, em 1956. Filho de um ferroviário e de uma cozinheira, só aos 18 anos pisou numa pista de atletismo, convidado por um amigo. Começou a praticar salto triplo, pouco depois, e, em Helsinque, bateu o recorde olímpico quatro vezes na mesma tarde. Ovacionado, percorreu a pista para saudar o público, iniciativa que ele apregoava ser a primeira "volta olímpica" realizada até então. Em 1960, tuberculoso, acabou desclassificado dos Jogos de Roma. Em maio de 2000, obteve o Mérito Olímpico, a maior homenagem que um atleta pode receber do Comitê Olímpico Internacional. Diabético e fumante, estava internado havia cinco dias no Hospital Santa Isabel, em São Paulo, em virtude de uma broncopneumonia. Dia 12, aos 73 anos, de parada cardíaca, em São Paulo.


Oscar Cabral
Bonfá: na origem da bossa nova


o compositor e violonista carioca Luís Bonfá, um dos pais da bossa nova. No final dos anos 50, compôs parte da trilha sonora do filme Orfeu do Carnaval, Palma de Ouro no Festival de Cannes e Oscar de melhor filme estrangeiro em 1959. As composições de Bonfá foram interpretadas por Frank Sinatra, Stan Getz e Sarah Vaughan. Dia 12, aos 78 anos, de causas não divulgadas, no Rio de Janeiro.

 

 


Anunciadas:
pelo governo federal, a retirada da multa de até 151 000 reais, iniciativa que constava de uma medida provisória editada pelo governo federal a fim de punir procuradores da República que fizessem denúncias improcedentes contra autoridades. O recuo do governo deu-se no mesmo dia em que entravam duas ações no Supremo Tribunal Federal questionando a constitucionalidade da medida provisória. Dia 8, em Brasília.

a saída de Luiz Felipe Lampreia do cargo de ministro das Relações Exteriores, por motivos pessoais, segundo a explicação oficial. Dia 11, em Brasília.

a possibilidade de a Petrobras vir a usar uma nova marca somente no exterior, segundo nota oficial da empresa. Uma das alternativas seria a Petrobrax, que causou protestos no final do ano e acabou suspensa pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Dia 12, no Rio.


Reuters
Maradona: fraude


Investigado:
o ex-craque argentino Diego Maradona, sob acusação de fraude fiscal de 25 milhões de dólares. Ele foi notificado por funcionários da receita italiana, que o escoltaram tão logo desembarcou no aeroporto Fiumicino. "Disse a eles que não tinha esse dinheiro todo na carteira", ironizou Maradona, liberado em seguida. Dia 12, em Roma.

 

 

 
AP
Edmundo: apresentação no Napoli

Recebido: por 10.000 torcedores no estádio italiano San Paolo, o atacante brasileiro Edmundo, novo reforço do Napoli, mesma equipe em que jogou o craque argentino Diego Maradona. Edmundo assinou um contrato de seis meses com o clube, pelo qual receberá 450.000 dólares mensais. Dia 8, em Nápoles, Itália.

 

 

Indicada: ao Prêmio Nobel da Paz, como representante brasileira, a Pastoral da Criança, pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a organização atua na orientação de gestantes, no combate a doenças infantis e na prevenção de acidentes domésticos. É coordenada pela médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, irmã do cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo. Dia 9, em Brasília.

Preso: o traficante Zacarias Gonçalves Rosa Neto, o Zaca, que ficou famoso no fim da década de 80 por travar uma guerra cinematográfica pelo controle dos pontos de tráfico do Morro Dona Marta, no Rio, contra outra facção de criminosos. Zaca tinha como maior rival o traficante Márcio Amaro de Oliveira, o Marcinho VP. Outro chefe do tráfico, Dênis Leandro da Silva, o Dênis da Rocinha, foi encontrado morto em sua cela no presídio Bangu 1. Dia 10, no Rio de Janeiro.

Incendiou-se: o estúdio da Central Globo de Produções onde estava sendo gravado o programa Xuxa Park. Vinte e oito pessoas precisaram de atendimento médico, com queimaduras e intoxicação por fumaça. Xuxa e sua empresária, Marlene Mattos, acompanharam o atendimento aos feridos. Oito pessoas permaneciam internadas em CTIs na sexta-feira. Dia 11, no Rio de Janeiro.

Libertado: o filho do ex-presidente francês François Mitterrand, Jean-Christophe Mitterrand, preso desde 21 de dezembro sob suspeita de ter participado da venda ilegal de armas para Angola. A mãe, Danielle, pagou fiança de cerca de 700.000 dólares. Anteriormente, Jean-Christophe alegou que não tinha dinheiro e ficou na cadeia. Dia 11, em Paris.

Aprovada: a megafusão entre a America Online, o maior provedor de acesso à internet do mundo, e o gigante de mídia Time Warner pela Comissão Federal de Comunicações dos EUA, um ano após as companhias terem anunciado o histórico acordo. Dia 11, em Washington.

 

Macaco estrela da genética

AFP
O macaquinho ANDi: gene de água-viva implantado


No princípio era a Dolly, a ovelha clonada na Escócia, em 1996, que reinava como superstar no reino das novidades da genética. Desde a quinta-feira passada, o macaquinho ANDi saltou para o primeiro palco ao figurar como o primeiro primata transgênico. Cientistas do Centro de Pesquisas sobre Primatas, de Portland (Oregon, EUA), inseriram um gene de água-viva na cadeia de DNA de um óvulo não fertilizado de uma macaca. Daí, nasceu o pequeno ANDi, que tem o gene de uma partícula fluorescente da água-viva. A importância da experiência é o emprego de uma cobaia próxima do homem, o que poderá ajudar na pesquisa de doenças como Aids, câncer e mal de Parkinson.



A hora da verdade

AP
Plavsic, a ex- presidente: acusação de genocídio


Acusada de genocídio e de outras graves violações dos direitos humanos impostas a muçulmanos e croatas durante a Guerra da Bósnia (1992-1995), a ex-presidente da República Sérvia da Bósnia Biljana Plavsic apresentou-se no dia 9 ao tribunal da ONU que julga os crimes de guerra cometidos na ex-Iugoslávia, sediado em Haia, na Holanda. Aos 70 anos, ela havia se afastado da vida pública em dezembro, quando renunciou ao mandato no Parlamento sérvio-bósnio. Biljana foi aliada de Radovan Karadzic, comandante da "limpeza étnica" que provocou a maior parte das 250 000 mortes registradas durante o conflito. Em 1996, assumiu o comando dos sérvios na Bósnia em substituição a Karadzic, que permanece escondido para escapar do julgamento em Haia. Desde o final da guerra, catorze criminosos já foram condenados à prisão pelo tribunal. Um deles foi Goran Jelisic, o autodenominado "Adolf Sérvio" (em referência ao ditador nazista Adolf Hitler), que cumprirá pena de quarenta anos. Bióloga por formação, Biljana Plavsic é a primeira mulher a ser processada pelo tribunal. No primeiro depoimento, dois dias depois de se entregar, ela alegou inocência diante de cada acusação. O advogado da ex-presidente disse que ela decidiu apresentar-se ao tribunal, em vez de tentar fugir, porque está convicta de que não será condenada. Estima-se que o julgamento ocorra ainda no primeiro semestre.

Copyright 2001
Editora Abril S.A.
  VEJA on-line | Veja São Paulo | Veja Rio | Veja Curitiba
Veja BH | Veja Fortaleza | Veja Porto Alegre | Veja Recife
Edições especiais | Especiais on-line | Estação Veja
Arquivos | Próxima VEJA | Fale conosco