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"Nossa
pobreza cultural faz com
que novela no Brasil seja assunto sério. A falta de
um referencial exemplar está modificando nossos costumes."
Mirna Machado
Guarulhos, SP |
Laços de Família
A
atual novela de Manoel Carlos não é muito diferente
de outras tramas anteriores, como Por Amor e História
de Amor, ou ainda das mais remotas Sol de Verão
e Baila Comigo. Só não entendo como é
que a Globo deixou um talento desse durante tanto tempo na geladeira.
Entre Sol de Verão e Felicidade, foram quase
dez anos sem escrever nenhum trabalho ("A novela que hipnotiza
o país", 10 de janeiro).
Clodoaldo Moreira
clmoreira@uol.com.br
É
incrível o prestígio alcançado pela Capitu,
em Laços de Família. A prostituição,
embora seja uma prática milenar, deve ser sempre condenada.
Por mais difícil que seja a vida, vender o corpo é
algo que fere a moral cristã. Nessa novela tem-se a impressão
de que prostituição é um trabalho qualquer
e que, pela aparência da Capitu, excelente escolha profissional.
Jorge
Wagner
Ribeirão
Preto, SP
Que
espécie de benefício pode surgir de uma trama em
que ninguém é de ninguém, mas todo mundo
cobiça alguém, em geral já casado ou comprometido,
e na qual balzaquianas taradas dividem a tela com ninfetas indomáveis?
Gustavo
Henrique de Brito Alves Freire
ghbrito@hotmail.com
Acho
que a única coisa interessante na novela Laços
de Família é a discussão sobre leucemia.
No resto, é igual a todas as outras. As mulheres traem
os maridos ou vice-versa, sexo sem compromisso, culto ao corpo,
aos bens materiais etc.
Tony
Cursino
Rio
de Janeiro, RJ
No
ano em que desperta solidariedade o sofrimento da personagem vivida
por Carolina Dieckmann, causa espanto as autoridades competentes
fecharem os olhos para os graves problemas de ordem financeira
enfrentados por aqueles que lutam pela vida de um filho. Creio
que é oportuno levar ao conhecimento dos órgãos
competentes a forma como estão sendo tratados os pais de
crianças vítimas de câncer ao recorrerem à
Caixa Econômica Federal para requerer o imediato pagamento
das diferenças relativas aos planos Verão e Collor
I sobre os saldos do FGTS. Não obstante a decisão
do STF, a posição do presidente da República
e o que dispõe o artigo 20, inciso XI da Lei nº 8922,
de 25 de julho de 1994, que autoriza o saque do FGTS para tratamento
de câncer, o departamento jurídico da CEF vem orientando
os interessados para que ajuízem ações na
Justiça Federal, quando uma portaria seria suficiente.
José Flávio Ferraz Santiago
São
Paulo, SP
Pelé
Quero parabenizar a revista VEJA por ter escolhido como primeiro
entrevistado do ano e do século, nas Páginas Amarelas,
o ilustre brasileiro Edson Arantes do Nascimento, o nosso Pelé.
Homem de origem humilde e infância difícil, a cada
dia prova ter algo, infelizmente muito raro em nosso país:
perseverança e integridade de caráter.
Edson
F. Nascimento
Ribeirão
Preto, SP
O
exemplo de atleta deve ser dado dentro e fora de campo, e Pelé
mostrou isso muitas vezes. Ou será que seria melhor ter
um modelo a ser seguido pela juventude, em que se valorizam atributos
como a grosseria, a arrogância e o vício em drogas?
Geraldo
Costa
Howell,
Michigan, EUA
Pelé
demonstrou que realmente sabe separar o Edson do Pelé.
Afinal, enquanto este foi um gênio do futebol, o outro não
sabe sentir o que é o amor a uma filha.
Rodrigo
Dolabela
Belo
Horizonte, MG
Claudio de Moura Castro
Com muita atenção pude ler o artigo "Bisturi ou
microfone?" (Ponto de vista, 10 de janeiro). A tecnologia vem
trazendo ganhos, é verdade, porém nem sempre aprimora
a qualidade dos serviços médicos. Uma realidade
é justamente a economia da saúde, que visa a conciliar
extremos. Nesse contexto, educar significa, sim, prevenir e levar
a uma sobrevida não somente maior, mas acima de tudo melhor.
Parabéns!
Claudio
Lottenberg
Vice-presidente
do Hospital Israelita Albert Einstein
São
Paulo, SP
Carta
do Editor
Enquanto trabalhei na Presidência da República, aprendi
a formular o pensamento sintético. A ordem era reduzir
qualquer texto, mesmo uma exposição complexa, a
no máximo duas páginas (melhor uma só), para
ter alguma chance de ser lido. Por isso posso avaliar: a Carta
do Editor (Roberto Civita, 10 de janeiro) é um modelo perfeito
de pensamento sintético, na forma e no conteúdo.
Em menos de uma página, a matéria conseguiu resumir
o essencial. Tudo o que já foi feito e tudo o que ainda
falta fazer no Brasil da atual gestão. "Muitos avanços.
E mais ainda por fazer" é irretocável.
Carlos Henrique Knapp
Brasília,
DF
Parabéns
a VEJA e obrigado ao doutor Roberto Civita pela oportuna mensagem
aos leitores e a todos os brasileiros que realmente almejam um
Brasil melhor, mais confiável e justo, no sentido de que
haja indispensável pressão de urgência quanto
à realização das necessárias reformas
políticas, do Judiciário, trabalhista e da Previdência.
Rogaciano Pedrozo
Florianópolis,
SC
Transgênicos
A reportagem "O que a genética fez no ano que passou" (27
de dezembro) informa que "empresas retiraram do mercado brasileiro
neste ano produtos feitos com grãos geneticamente modificados",
citando o Nestogeno 1 como um dos exemplos. O assunto teve origem
em relatórios do Idec, o qual citou apenas um único
lote do produto Nestogeno Soja, e não o Nestogeno 1. Porém,
mesmo em relação ao Nestogeno Soja, a Nestlé
não o retirou do mercado. De acordo com os resultados apresentados
pelo Idec, o lote S2PF11 do produto Nestogeno Soja teria apresentado
a incidência de transgênicos em sua composição
menor que 0,1%. Entretanto, embora esta empresa não tenha
tido acesso a tais laudos, sabe-se que a metodologia utilizada
é discutível. Para tranqüilizar o consumidor,
providenciamos laudos de laboratórios reconhecidos, que
comprovam que a matéria-prima em questão (soja),
utilizada no produto Nestogeno Soja, não é oriunda
de sementes geneticamente modificadas, motivo pelo qual ele não
deve figurar em nenhuma lista de produtos designados transgênicos.
Eduardo Ritschel
Assessor
de imprensa da Nestlé Brasil Ltda.
São Paulo, SP
Eurico
Miranda
Todos esperam que desta vez a figura grotesca e maléfica
do "Pança" seja expulsa da Câmara Federal. Deveriam,
também, destituí-lo da presidência do clube,
pois o meio futebolístico não agüenta mais
suas baixarias ("O vilão assumido", 10 de janeiro).
Humberto Cavaliere
São
Paulo, SP
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Xuxa
venceu
Na
edição de 20 de dezembro, a leitora Anna Daisy,
de Curitiba, Paraná, dizia que achava o Arc "um tanto
quanto solitário" e sugeria que estava na hora de
o marcianinho arranjar uma companheira ("Uma mulher para
o Arc?", Cartas). Alguns leitores escreveram dando sugestões:
Sandy, Carla Perez, a Filó (do programa Ô
Coitado, do SBT), a loiraça XT (da Escolinha
do Barulho, da Record) e a garota do anúncio
da Skol. Mas quem ganhou disparado foi a global Xuxa, com
seis indicações. "Só quem pode ver
um duende é capaz de ver um marciano", disse Marcelo
Lima de Oliveira. O argumento é compartilhado com
Sergio Angra Machado, de Palmas, no Tocantins ("Como ela
vê duendes, pode ver o Arc, que é invisível")
e com o gaúcho Carlos Eduardo Serafim, de Passo Fundo.
Alexandre Pauxis, de Belém do Pará, sugere
até o nome para um eventual filho dessa união:
"Xarc". "Sou alta, branca, cabelos castanhos e olhos azuis",
escreveu a leitora Yule, candidatando-se ao coração
de Arc. Amigo-da-onça, Marcio Sanchez de Souza faz
várias sugestões: Nicéa Pitta (ex-mulher
do ex-prefeito paulistano Celso Pitta), Jorgina de Freitas
(a advogada do escândalo do INSS), a ex-secretária
de Wanderley Luxemburgo (que contou que ele lavava dinheiro
e intermediava a venda de jogadores) ou uma das três
filhas do ex-juiz Lalau. Não contente, ele acrescenta:
"Se o Arc quiser experimentar o verdadeiro veneno brasileiro,
tem as minhas três cunhadas".
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Uma
pele sintética
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| A
foto da Time Digital, a atriz Meryl Streep e
a arte da capa de VEJA: a mesma idéia |
Colocada
diante do desafio de produzir uma imagem para a reportagem
de capa desta semana, sobre cirurgia plástica, a
equipe de arte de VEJA, comandada pelo diretor Carlos Neri,
foi buscar inspiração em soluções
gráficas que tinha gravadas na memória. A
primeira imagem que aflorou foi uma fotografia publicada
na edição comemorativa dos 20 anos de VEJA
(14 de setembro de 1988), em que a atriz Meryl Streep parece
arrancar a pele maquiada do próprio rosto, como se
tirasse uma máscara. Outra solução
gráfica, mais recente, dobrou a equipe. Trata-se
da foto publicada numa reportagem da revista americana Time
Digital (janeiro/fevereiro de 2001), baseada em idéia
que já havia sido explorada anteriormente pela revista
espanhola Quo e pela americana Max. Para realizar
a idéia, Gilda Castral, coordenadora de fotografia,
encomendou ao técnico em efeitos visuais e artista
plástico Silvio Galvão uma máscara
de látex de uma face feminina marcada pela idade.
Galvão primeiro esculpiu em gesso o rosto que moldaria
mais tarde em látex. A máscara feita por Galvão
foi fotografada sobre o rosto de uma modelo no momento em
que ela a retirava. No computador, o responsável
pelas capas de VEJA, Fábio Victor, sobrepôs
a imagem ao rosto de uma modelo bem mais jovem. O resultado
dramatiza os efeitos estéticos das cirurgias plásticas
e de outras técnicas de rejuvenescimento da pele
de que trata a reportagem.
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