VEJA Recomenda
CINEMA
NOVA YORK, EU TE AMO (New York, I Love You, Estados Unidos/França,
2009. Estreia na próxima sexta-feira em São Paulo e no Rio
de Janeiro)
Divulgação

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CINEMA
Nova York,
Eu Te Amo: uma cidade
retratada em dez histórias de amor |
Em 2006, o produtor francês Emmanuel
Benbihy lançou Paris, Te Amo, filme composto de episódios
curtos, cada um a cargo de um diretor diferente, todos passados em Paris e tendo
o amor como tema central. Era o primeiro título do projeto Cidades do Amor,
cuja nova produção mais bem azeitada que a versão
parisiense agora retrata Nova York. Com dez episódios dirigidos
por nomes como a indiana Mira Nair e os americanos Allen Hughes e Natalie Portman
(que, além de dirigir um episódio, atua em outro), o filme percorre
vários bairros da cidade, do classudo Upper East Side ao boêmio Village.
A ligação entre os episódios é mais coesa do que em Paris, Te Amo: o diretor Randell Balsmeyer foi contratado para guiar as
transições e promover uma unidade. No ano que vem, o projeto de
Benbihy deve visitar Rio de Janeiro e Shangai, e, em 2011, Jerusalém e
Mumbai.
DVD
APRENDIZ DE MAESTRO (Tucca)
Idealizada
pela Tucca, instituição que dá apoio a crianças com
câncer, esta série de DVDs quer levar a música erudita ao
público infantil, de forma fácil e divertida. Em cada episódio,
a personagem Operilda (a atriz Andréa Bassitt, que também responde
pelo texto) se envolve em alguma situação uma festa, um presente
que tem de dar à filha na qual trechos de composições
são executados e explicados. Nesse trajeto, são apresentadas também
a função de cada instrumento de uma orquestra e a biografia de grandes
compositores. A série conta com atores talentosos, que sabem cativar a
empatia e instigar a curiosidade das crianças. E o maestro João
Maurício Galindo, da orquestra Jazz Sinfônica, faz participações
sempre claras e didáticas. Os quatro DVDs estão disponíveis
numa caixa, mas também podem ser comprados separadamente.
EXPOSIÇÃO
Divulgação

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EXPOSIÇÃO
Tela de Rauschenberg: ponte
entre o expressionismo e a arte pop |
ROBERT RAUSCHENBERG (a partir de terça-feira no
Instituto
Tomie Ohtake, em São Paulo)
Nascido no
Texas em 1925, Rauschenberg só conheceu um museu aos 19 anos, quando servia
no Exército, na Califórnia. Decidido então a se tornar artista,
estudou em escolas nos Estados Unidos e na França e, no fim dos
anos 50, emergiu na linha de frente da geração que colocaria seu
país na vanguarda das artes (papel que, até o modernismo, coube
à Europa). Como se constata nesta retrospectiva, sua obra estabelece a
ligação entre o expressionismo abstrato de Jackson Pollock e a arte pop de Andy Warhol. Rauschenberg mesclou técnicas tradicionais
a recursos como a serigrafia e incorporou às telas objetos cotidianos e
imagens tiradas de jornais (como fotos da Guerra do Vietnã). Entre os 98
trabalhos na mostra, há desde litografias de seu período áureo,
a década de 60, até obras do fim de sua vida. Rauschenberg morreu
em 2008, aos 82 anos, como um dos mais valorizados
artistas vivos.
LIVRO
TALVEZ UMA HISTÓRIA DE AMOR, de Martin Page (tradução
de Bernardo Ajzenberg; Rocco; 160 páginas; 29 reais)
O francês Martin Page, de 34 anos, é autor de Como Me Tornei
Estúpido, divertido (ainda que um tanto ingênuo) romance
sobre um intelectual parisiense que conclui que a inteligência só
lhe traz infelicidade e decide ficar burro. Em Talvez uma História
de Amor, o protagonista é mais uma vez uma figura deslocada e solitária:
o publicitário Virgile, que mora em um bairro decadente de Paris e se mantém a distância de qualquer vida social. Certo dia, ao chegar em casa do
trabalho, ele ouve o recado que Clara lhe deixou na secretária eletrônica,
rompendo definitivamente o namoro. O problema é que Virgile não
tem namorada e não conhece nenhuma mulher chamada Clara. Ele chega
a imaginar que sofre de alguma forma de amnésia. E, mesmo sem saber quem
é a mulher da mensagem, decide que vai encontrá-la para reatar o
namoro o que o lança em um imprevisível roteiro
de comédia romântica. Leia o trecho.
DISCOS
Even Agostini/AP

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THE ETERNAL, Sonic Youth (Lab 344)
No início da década de 80, os músicos do Sonic Youth eram
os imperadores do barulho. Faziam discos experimentais, com tanta distorção
nas guitarras que às vezes era difícil perceber a melodia. Daydream
Nation, de 1988, inaugurou uma nova fase do grupo americano, mais pop (ainda
que o pop do Sonic Youth fosse bem mais ousado do que aquele produzido por bandas
da mesma geração). The Eternal, 16º álbum do
quinteto, reúne o melhor desses dois mundos. Tem seu caráter marginal,
com as guitarras que apitam no volume máximo e os gritos lancinantes da
baixista e vocalista Kim Gordon, mas também traz uma faceta acessível.
Em diversas faixas, os membros da banda cantam em uníssono justo
eles, reis do desencontro vocal. Antenna, uma das canções
mais pegajosas da carreira do quinteto, e o rock What We Know têm
até apelo radiofônico. |
DISCO
Kim Gordon, do Sonic Youth:
pop radiofônico, mas com gritaria
e distorção |
Tim Mosenfelder/Getty Images

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JUKEBOX,
Cat Power (Lab 344)
Há duas maneiras de gravar
um disco de covers. A primeira é a escola Emmerson Nogueira: registra-se
a canção com fidelidade absoluta ao original, sem um pingo de ousadia.
Na segunda, o intérprete muda andamentos, adiciona vocais, subverte arranjos
e se apropria da composição. Esse é o caminho da cantora
americana Cat Power. Jukebox, disco que ela lançou em 2008 e só
agora chega ao Brasil, traz versões pessoais para sucessos consagrados
por Frank Sinatra, Bob Dylan, James Brown, Billie Holiday e Joni Mitchell. I
Believe in You, de Dylan, e Dont Explain, preciosidade do repertório
de Billie, até soam próximas às originais. Mas New York perdeu o tom triunfal da conhecida versão de Sinatra e ganhou uma interpretação
caótica como se Cat quisesse expor, através da sua voz, a
agitação e o caos da cidade americana.
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DISCO
Cat Power: a cantora
se apropria das músicas
que interpreta |
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[A|B#]
A] posição do livro na semana anterior
B] há quantas semanas o livro aparece na lista
#] semanas não
consecutivas
Fontes:
Balneário Camboriú: Livrarias Catarinense; Belém: Laselva;
Belo Horizonte: Laselva, Leitura; Betim: Leitura; Blumenau: Livrarias Catarinense;
Brasília: Cultura, Fnac, Laselva, Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano; Campinas:
Cultura, Fnac, Laselva, Siciliano; Campo Grande: Leitura; Caxias do Sul: Siciliano;
Curitiba: Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba, Saraiva, Siciliano; Florianópolis:
Laselva, Livrarias Catarinense, Siciliano; Fortaleza: Laselva, Siciliano; Foz
do Iguaçu: Laselva; Goiânia: Leitura, Saraiva, Siciliano; Governador
Valadares: Leitura; Ipatinga: Leitura; João Pessoa: Siciliano; Joinville:
Livrarias Curitiba; Juiz de Fora: Leitura; Jundiaí: Siciliano; Londrina:
Livrarias Porto; Maceió: Laselva; Mogi das Cruzes: Siciliano; Mossoró:
Siciliano; Natal: Siciliano; Navegantes: Laselva; Niterói: Siciliano; Petrópolis:
Nobel; Piracicaba: Nobel; Porto Alegre: Cultura, Fnac, Livrarias Porto, Saraiva,
Siciliano; Recife: Cultura, Laselva, Saraiva; Ribeirão Preto: Paraler,
Siciliano; Rio Claro: Siciliano; Rio de Janeiro: Argumento, Fnac, Laselva, Saraiva,
Siciliano, Travessa; Salvador: Saraiva, Siciliano; Santa Bárbara dOeste:
Nobel; Santo André: Siciliano; Santos: Siciliano; São José dos
Campos: Siciliano; São Paulo: Cultura, Fnac, Laselva, Livrarias Curitiba,
Livraria da Vila, Martins Fontes, Nobel, Saraiva, Siciliano; São Vicente:
Siciliano; Sorocaba: Siciliano; Uberlândia: Siciliano; Vila Velha: Siciliano;
Vitória: Laselva, Leitura, Siciliano; internet: Cultura, Fnac, Laselva,
Leitura, Nobel, Saraiva, Siciliano, Submarino |
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