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Home  »  Revistas  »  Edição 2143 / 16 de dezembro de 2009


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Leitor

Assuntos mais comentados
Corrupção no Distrito Federal (capa) - 105
Pais no papel de mães - 20
Jean-Pierre Lebrun (Entrevista) - 8
Carta ao Leitor - 7
Datas - 5

 

Mensalão no Distrito Federal

"Ao longo dos anos, VEJA tem mostrado aos homens de caráter duvidoso que o crime não compensa. Mais cedo ou mais tarde, seus nomes acabam na sarjeta e toda a sujeira vem à tona."
Marcelo Antonio Mariz Maia
João Pessoa, PB

A capa de VEJA retrata bem a dimensão que a corrupção tomou no Brasil. Quando pensávamos que não nos sujeitariam a um novo grande escândalo, eis que esse grupo de delinquentes, alguns baseados em Brasília, outros apenas hospedados lá, nos brindam com esse presente infame. Contudo, nós, eleitores, temos nossa parcela de culpa, pois pouco nos ocupamos no período eleitoral com o passado dos candidatos e não raras vezes tratamos do assunto como coisa de somenos importância. Enquanto o eleitor não se conscientiza da relevância de seu voto e não faz a sua parte, expurgando esses safados da vida pública, espero que o Ministério Público, o Judiciário e a imprensa responsável façam a sua. Parabéns a VEJA por estar tão brilhantemente desempenhando o papel que lhe cabe ("Poder, dinheiro, corrupção e... impunidade", 9 de dezembro).
Zulma Jacinto Garcia
Curitiba, PR

A diferença que existe entre o Brasil e os países onde há igualdade de direitos e justiça social é que naqueles os corruptos são destituídos do cargo e vão para a cadeia, enquanto aqui a Justiça reluta em aplicar a lei (sabe-se lá por quais razões) e os corruptos riem da nossa cara.
Jorge Luiz Baldasso
Dourados, MS

Enquanto nós, eleitores, continuarmos a aceitar essa invasão de corruptos nos governando, isso nunca terá fim. Quem vota pensando em ganhar cesta básica, Bolsa Família, bolsa celular etc. vai continuar colocando no governo pessoas que querem nada mais do que desviar dinheiro público para comprar bolsa de grife....
Gisele Maria Giovinazzo
São José do Rio Preto, SP

Nasci em Brasília. Em 1999 fui embora para Natal, onde passei maravilhosos dez anos. Neste ano retornei à capital federal e, estarrecida, recebo este presente de Natal: corrupção, propinas, impunidade, safadezas. Nada mudou, e o povo sofre. Sinto raiva, revolta e vergonha dos sem-vergonha que enganam e fingem governar Brasília e ao mesmo tempo enchem os bolsos e as meias com o nosso dinheiro.
Vania Lucia Lima
Brasília, DF

Um povo que premia mensaleiros com  novo mandato e altos índices no ibope não tem moral para se indignar com as reedições dos mensalões.
José Batista da Silva
Jundiaí, SP

Recebi minha VEJA - coisa que faço desde 1968 - e fiquei surpreso. Antes ávido pelas notícias escandalosas de nossos políticos, estava calmo, entorpecido como o doente mental que toma mais um remédio para sua doença. Mais tarde isso me preo-cupou: nossa capacidade de tolerância. O corrupto causa apenas uma comoção momentânea. Depois passa. Poucos se lembraram do senhor Arruda no escândalo do painel do Senado, anos atrás. Graças a Deus VEJA nos mostra essa vergonha. Para que fiquemos acordados. Que essa tolerância acabe por meio da informação. Esse é o maior antídoto contra a corrupção.
José Zulmar Lopes
São Paulo, SP

A propósito da reportagem de capa da edição da semana passada, as empresas Brasif repelem, energicamente, toda insinuação que envolva seu nome com qualquer prática ilícita, bem como a de que é "empresa ligada ao DEM". Em seus 45 anos de atividade, a Brasif não teve filiação partidária nem ligação com nenhum partido ou grupo político. Esclarece que não participou de licitações nem mantém contrato de prestação de serviços com o governo do Distrito Federal e com suas empresas públicas.
Mario Gustavo Rolla
Assessor de imprensa
Rio de Janeiro, RJ

Oscar Cabral
Não é só caixa dois
Miro Teixeira, deputado federal: "O roubo existe por causa do ladrão. O álibi do financiamento de campanha precisa ser espancado. O corrupto rouba para viajar para o exterior, para comprar iate, para comprar bolsa Louis Vuitton"

 

Carta ao Leitor

No editorial "Cadeia para os corruptos" (Carta ao Leitor, 9 de dezembro), VEJA diz que "não se está sugerindo que eles (os políticos corruptos) se suicidem...". Mas por que não? É uma ideia excelente, e seria sensacional se conseguíssemos isso. Porém, sendo eles como são, essa atitude é a que menos se poderá esperar dessa cambada.
Paulo Vianna da Silva
Florianópolis, SC

VEJA se apressou em esclarecer que não está sugerindo aos nossos corruptos que se suicidem ao vivo e em cores, como o político americano Budd Dwyer o fez, em 1987, mas temo que a população queira que o "bom exemplo" seja rigorosamente seguido por aqui. Até porque corruptos na cadeia poderiam corromper o sistema.
João Moreira
Salvador, BA

 

Honduras

Está em fase de consolidação a última de uma série de derrotas da política externa brasileira protagonizadas pelo nosso pequeno grande homem Celso Amorim. Essa com direito a um troféu ambulante que deverá vir para o Brasil: Manuel Zelaya ("Pegue seu chapéu...", 9 de dezembro).
Humberto de Luna Freire Filho
São Paulo, SP

 

Datas

Firme, corajosa, coerente e exemplar foi como a competente juíza Luciana Novakoski de Oliveira, da 2ª Vara Cível do Foro Regional de Pinheiros, em São Paulo, proferiu a sentença que negou o pedido de indenização solicitado por Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, contra a Editora Abril e o jornalista Alexandre Oltramari (Datas, 9 de dezembro). É com atos desse quilate e posições assumidas em favor da liberdade de imprensa e do estado democrático e de direito que a Justiça nos acena com esperança, fazendo-nos acreditar que nem só de impunidade, desonestidade e ausência de ética vive este país.
Carlos Alberto Lima
Florianópolis, SC

 

Pais não são mães

Meu marido sempre foi, por vontade própria, pai dedicado e atencioso, que troca fraldas, dá banho nas crianças e faz o que for preciso. Entretanto, as crianças o procuram mais para brincar do que para resolver assuntos emocionais, como nas oca-siões em que pedem aconchego ou consolo. Enquanto eu lia a reportagem "Papai não é mamãe" (9 de dezembro), ele ouvia mais uma vez de um dos meus filhos: "Você não, eu quero a mamãe!".
Patricia Zahorcsak
Porto Alegre, RS

Tenho orgulho do meu marido. Desde o nascimento de nossa primeira filha, Júlia, ele me ajuda muito. Por ele ter muito mais tempo, acaba fazendo mais tarefas que eu: trocar fralda, fazer mamadeira, colocar para dormir é tarefa dele. Temos três filhas: uma de 6 anos, outra de 2 e a caçula de 6 meses. Ele é meu orgulho. Não conseguiria cuidar delas sem a ajuda dele. E isso faz com que eu o ame ainda mais.
Flaviane Arévalo
Aquidauana, MS

Excelente a reportagem "Papai não é mamãe". Creio que não fazemos ideia da quantidade de compromissos e funções que nós, homens e mulheres de hoje, assumimos, forçados por uma moral bonitinha, mas danada de ordinária.
Luís Filipe Silva
São José dos Campos, SP

São válidos os princípios evolutivos que a reportagem usa para justificar aptidões de homens e mulheres em relação ao cuidar dos filhos. No entanto, achar que nossa herança ancestral determina essa capacidade e que estamos biologicamente fadados a esse comportamento é fatalismo e retrocesso. O ser humano tem, por séculos, rompido barreiras vestigiais de seus ancestrais. A prova disso são comportamentos impensáveis para nossos avós geológicos, como adotar uma criança sem nenhuma relação genética consigo e investir esforços no tratamento de uma com anomalia genética ou doença incurável. Além disso, afirmações como "os homens não são fisicamente adaptados para cuidar dos filhos com a mesma desenvoltura que as mulheres" denotam uma visão preconceituosa, desde que o trato diário com uma criança - como dar banho e trocar fralda -, se pensado de forma prática, requer somente habilidade manual e conhecimentos mínimos que podem ser adquiridos em qualquer livro ou website especializado.
Vitor Hugo Moreau
Departamento de Biointeração
Universidade Federal da Bahia
Salvador, BA

 

Jean-Pierre Lebrun

A entrevista do psicanalista francês Jean-Pierre Lebrun, nas páginas amarelas de VEJA (9 de dezembro), trouxe afirmações básicas, porém muito importantes em relação à "arte" de criar filhos. Concordo integralmente com suas afirmações, porém reputo como a mais importante delas a contida no título da entrevista: "Ensinem seus filhos a falhar". Realmente não é hora de querer criar superfilhos, quando eles querem apenas ser adultos felizes.
José Elias Aiex Neto
Médico psiquiatra
Foz do Iguaçu, PR

É impressionante como nós, pais, não nos damos conta de que estamos sempre interferindo no processo de humanização de nossos filhos, com a desculpa de querer o melhor para eles. Excelente a entrevista com o psicanalista belga Jean-Pierre Lebrun: "Ensinem os filhos a falhar". Criar filho nos tempos atuais não é tarefa fácil, e realmente é preciso "tirar a chupeta" deles e ensinar-lhes que a palavra "não" também faz parte da vida.
Oberico Barbosa
Boa Vista, RR

 

Autobronzeadores

Esclarecedoras as informações sobre os autobronzeadores na reportagem "Autobronzeadores. Sem sol e sem risco" (Guia, 9 de dezembro), principalmente quando reforçam os perigos da exposição ao sol e sua relação com o câncer de pele. Ao contrário do que apregoam defensores do "bronzeado", nós, cirurgiões plásticos e dermatologistas, temos acompanhado anos de pesquisas científicas sérias que confirmam os perigos da exposição aos raios ultravioleta, seja do sol, seja das câmaras de bronzeamento. O melanoma é um tipo de câncer que facilmente se "espalha" e pode levar rapidamente à morte. Antes de pensar na beleza, é necessário se conscientizar da saúde.
Rosimara Bonfim
Cirurgiã plástica
Por e-mail

 

Próstata

Muito adequado o título da reportagem "Ataque da luz verde" (2 de dezembro), pois o laser GreenLight HPS realmente ataca e soluciona os constrangedores problemas originados pela hiperplasia da próstata com muita segurança e de maneira duradoura para uma população de homens que vive sob o efeito de medicações para ter uma melhor qualidade de vida. Além disso, prestou enorme serviço ao difundir o teste da próstata, pois há muitos homens que não sabem que estão doentes nem que existe tratamento. O que VEJA não contou é que o GreenLight tem também sua versão para aplicação em outra temida doença urológica, a litíase, ou calculose urinária, na qual as pedras são eficientemente desintegradas. Tal equipamento possibilita ainda o tratamento interno em qualquer localização do sistema urinário, de ambos os sexos, deixando de lado as extensas cicatrizes. Para nós, urologistas, há sim uma luz no fim do túnel. E ela é verde.
Doutor Paulo Rocha
Curitiba, PR

 

Bolívia e a coca

VEJA apresenta o governo boliviano como responsável por fatos que ocorrem em território da Bolívia com efeitos no Brasil ("Coca para ele; cocaína para nós", 2 de dezembro). O governo boliviano, presidido pelo excelentíssimo senhor Evo Morales, em uso e cumprimento dos preceitos constitucionais, determinou a nacionalização de recursos naturais e implementou mudanças muito importantes e de relevância na luta contra o cultivo ilegal da folha de coca, a produção e o tráfico de drogas. Os atores da sociedade civil não devem se esquecer de que a luta contra a produção, o consumo e o tráfico de drogas e os delitos transfronteiriços são uma tarefa de responsabilidade conjunta de todos os estados. Lamentavelmente, a realidade é diferente. A produção da droga se dá em maior quantidade quando existem potenciais mercados externos.
Maria Cristina Linale
Encarregada de Negócios
Embaixada da Bolívia
Brasília, DF

 

Maílson da Nóbrega

Oportunas as considerações de Maílson da Nóbrega sobre o pré-sal ("Pré-sal, a vingança do retrocesso", 2 de dezembro). Com efeito, a PetroBrasil terá inicialmente 130 funcionários e pelo menos 50% dos comitês operacionais de cada bloco explorados pela Petrobras. O governo manifesta seu ímpeto estatizante com a criação da empresa.
Luiz Gonzaga Bertelli
Diretor dos departamentos de Infraestrutura e Meio Ambiente da Fiesp
São Paulo, SP

 

Correção: na reportagem "O verdadeiro impostor" consta que o Lorient foi campeão francês de 2002. Na realidade, a equipe conquistou naquele ano a Copa da França. O campeonato francês de 2002 foi ganho pelo Lyon. O fundador do Pão de Açúcar foi Valentim Diniz, e não seu filho, Abilio ("Um casamento de 19 bilhões de reais", 9 de dezembro).

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